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	<title>Agência Social de Notícias &#187; zika e dengue</title>
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		<title>Medo do zika vírus e determinação de Brasília fazem Exército antecipar combate ao Aedes em Campinas</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2016 19:59:39 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O medo da proliferação do zika vírus, da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que tem intensificado a mobilização de ministérios,  autoridades sanitárias e outras instâncias de governo, levou o Exército a antecipar sua participação no combate ao mosquito em Campinas. Um grupo de 45 soldados da 11ª Brigada do Exército  começou a atuar na cidade nesta quinta-feira, 4 de fevereiro. Em 2015, o Exército iniciou sua presença na campanha contra o Aedes em Campinas no dia 31 de março. A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), de declarar o zika vírus emergência mundial, também influenciou na antecipação da participação do Exército.</p>
<p>A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Campinas informou que um grupo do Exército trabalhou na manhã desta quinta-feira no Jardim Santo Antônio, na região Sudoeste da cidade. Os militares vão executar ações como busca de pessoas com sintomas da doença, remoção de criadouros, colocação de larvicida em recipientes não removíveis e em atividades de educação, informação e mobilização social.</p>
<p>Ainda de acordo com a Assessoria, o primeiro grupo de 45 militares do Exército  será dividido em três equipes de 15 que vão atuar às terças, quartas e quintas-feiras, sempre no período da manhã, até o dia 17 de abril. As equipes passaram por capacitação na manhã de quarta-feira, dia 3. Os trabalhos ocorrem sempre com a supervisão dos agentes de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde.</p>
<p>Além disso, no dia 13 de fevereiro, Dia Nacional de Esclarecimento e Motivação da População no Combate ao Mosquito Aedes aegypti, 356 homens desta mesma corporação vão atuar em conjunto com equipes da saúde em bairros das regiões Sul e Sudoeste e em praças da cidade numa grande mobilização planejada pela Prefeitura de Campinas.</p>
<p>E, entre 15 a 18 de fevereiro, outros 150 soldados, também da mesma 11ª Brigada, vão participar de outro mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti. O reforço do Exército é considerado fundamental pela Secretaria de Saúde, &#8220;já que os soldados facilitam o acesso aos endereços, contribuindo para sanar uma das dificuldades no combate ao mosquito, que é a recusa da população em receber os agentes&#8221;, afirmou o comunicado da Assessoria de Imprensa.</p>
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		<title>Proliferação do zika vírus e dengue é fruto do atraso secular no saneamento no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2016 17:34:38 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O zika vírus virou uma questão de emergência internacional, como deliberou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na última segunda-feira, 1 de fevereiro. No Brasil, um dos focos principais do zika, muitas providências estão sendo tomadas em pesquisas científicas e medidas de combate ao Aedes aegypti,  mas uma das principais causas da proliferação do vírus, da dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito está sendo esquecida: o atraso mais do que secular na implantação de adequada estrutura de saneamento básico no país. O maior número de casos suspeitos de microcefalia é registrado no Nordeste, onde são piores os indicadores de saneamento do que a média nacional, já baixa.</p>
<p>A OMS define saneamento básico como o conjunto dos serviços de coleta, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação adequada de resíduos e drenagem apropriada nos espaços urbanos. O dilema é mundial, pois segundo as Nações Unidas cerca de 2,6 bilhões de pessoas não contam com saneamento apropriado no planeta, considerando os quatro eixos envolvidos. Um dos resultados é a morte diária de mais de 3 mil crianças por falta de saneamento apropriado.</p>
<p>No Brasil a estrutura ainda está muito longe do ideal. Mais de metade da população, ou cerca de 100 milhões de pessoas, não conta com coleta de esgoto, e somente 39% dos esgotos são tratados. A consequência é o despejo de esgoto in natura em rios e córregos a céu aberto, em cujas margens ou proximidades moram milhões de brasileiros.</p>
<p>A estimativa é a de que seja despejado diariamente nos cursos d´água o equivalente a 5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento. O uso de fossas ainda é uma realidade para milhões de brasileiros. Um dos impactos é no sistema de saúde. Segundo o DataSUS, em 2013 foram registradas 340 mil internações por infecções gastrointestinais. Se o Índice de Desenvolvimento Humano, calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), considerasse dados de saneamento básico em sua metodologia, o Brasil despencaria em sua posição mundial, que já não é confortável. No último ranking, relativo a 2014, o Brasil ficou em 75º lugar no IDH.</p>
<p>O cenário do saneamento é ainda mais grave na zona rural no Brasil. Pouco mais de 5% dos 8 milhões de domicílios rurais, onde vivem 30 milhões de pessoas, contam com coleta de esgoto ligada à rede e metade dos esgotos é jogada diariamente em valas ou em rios, córregos e lagoas.</p>
<p>As piores coberturas em saneamento básico são registradas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde está sendo registrado o maior número de casos suspeitos de microcefalia.   Na Região Norte, que tem 40% de sua população de crianças e jovens de até 18 anos, 67% dos domicílios não contam com rede de esgoto ou fossas sépticas, e além disso 45% não são servidos por rede de água, em plena Amazônia, maior concentração de água doce do mundo. No Nordeste, onde 34% da população são de crianças e adolescentes, 54% dos domicílios são estão ligados à rede de esgoto, como acentuou a publicação &#8220;Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2015&#8243;, lançada pelo pelas organizações Fundação Abrinq e Save the Children.</p>
<p>O Ministério da Saúde divulgou na terça-feira, dia 2, que está investigando 3.670 casos de microcefalia. 404 casos foram confirmados, sendo 17 com ligação comprovada com o zika vírus. A região Nordeste concentra 98% dos municípios com casos confirmados, estando Pernambuco na liderança do número de municípios com casos confirmados (56), seguido dos estados do Rio Grande do Norte (31), Paraíba (24), Bahia (23), Alagoas (10), Piauí (6), Ceará (3), Rio de Janeiro (2) e Rio Grande do Sul (1).</p>
<p>Mas o saneamento básico também mantém muitos déficits na Região Sudeste, a mais populosa do Brasil e onde foram registrados mais de 1 milhão de casos prováveis de dengue em 2016, entre os mais de 1,6 milhão computados em todo país no ano passado.  São 2,4 milhões de domicílios da Região Sudeste sem acesso a rede de água e 3,3 milhões de moradias sem acesso a rede de esgoto. O Sudeste concentra 1,6 milhão de domicílios em favelas, e o Nordeste, 926 mil, segundo o Censo do IBGE de 2010, citado na publicação &#8220;Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2015&#8243;. Sem a substancial melhoria no saneamento básico no Brasil, a luta contra o Aedes aegypti continuará inglória nos próximos anos.(<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
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