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	<title>Agência Social de Notícias &#187; zika vírus no Brasil</title>
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		<title>RNPI adverte que microcefalia é grande desafio para saúde pública e pede avanços no saneamento</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Mar 2016 15:53:04 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[A Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) vem acompanhando com preocupação a emergência do Zika Vírus e a epidemia de microcefalia, que considera um grande desafio para a saúde pública no país. O Grupo de Trabalho sobre Saúde da RNPI monitora a situação, busca reunir informações com base científica e defende maior atenção e investimento no ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) vem acompanhando com preocupação a emergência do Zika Vírus e a epidemia de microcefalia, que considera um grande desafio para a saúde pública no país. O Grupo de Trabalho sobre Saúde da RNPI monitora a situação, busca reunir informações com base científica e defende maior atenção e investimento no saneamento básico. No final de março o GT-Saúde promoverá um painel sobre o tema no Rio de Janeiro.</p>
<p>Já em dezembro de 2015, como lembrou o boletim eletrônico de fevereiro do Fundo Juntos pela Educação, o GT Saúde realizou reunião extraordinária, no Rio de Janeiro, para desenhar uma estratégia de atuação diante do aumento do número de casos de microcefalia e da proliferação do Zika Vírus. Uma das linhas de atuação será o apoio às Redes Estaduais Primeira Infância, no sentido de fortalecer as organizações que atuam na área, como as Secretarias Estaduais de Saúde.</p>
<p>Do mesmo modo, o GT Saúde enviou carta ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), expondo a sua inquietação com a microcefalia e se colocando à disposição para apoiar e participar de ações sobre a doença e a emergência do Zika Vírus.</p>
<p>O GT Saúde da RNPI é integrado pelas organizações: Programa Mãe Coruja Pernambucana, Fundação Amazonas Sustentável, Centro de Estudos Integrados, Infância, Adolescência e Saúde (CEIIAS), Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudável (EBBS), Plan Brasil, Criança Segura, Programa Primeira Infância Melhor (PIM – RS), Visão Mundial, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas, Fundação José Luiz Egydio Setúbal – Hospital Infantil Sabará, Instituto da Infância (IFAN), Universidade Federal do Ceará, Fundação Abrinq, United Way e Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip).</p>
<p><strong>Saúde pública em xeque</strong> – Um dos pontos chave da reflexão que o GT Saúde tem promovido, segundo o boletim do Fundo Juntos pela Educação, é que a microcefalia representa um novo e robusto desafio para a saúde pública no Brasil. Em seu último levantamento, divulgado no dia 23 de fevereiro, o Ministério da Saúde apontou a existência de 4.107 casos suspeitos de microcefalia sob investigação. Segundo o Ministério, 583 casos foram confirmados e 950 notificações foram descartadas. A Região Nordeste soma mais de 90% dos casos confirmados, sendo Pernambuco e Bahia os estados com maior número de confirmações – 209 e 120, respectivamente.</p>
<p>Uma das consequências diretas da explosão de casos de microcefalia é que ela aumenta de modo substancial a demanda pelos serviços já saturados no setor de saúde. “Essas crianças precisam de acompanhamento constante de seu desenvolvimento psicomotor, diagnóstico correto, passar por ressonância, e esse processo vai durar anos”, adverte a pediatra Dra.Evelyn Eisenstein, professora associada de Pediatria e Clínica de Adolescentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e  integrante do GT Saúde da RNPI.</p>
<p>“É preciso verificar se a criança tem outros problemas. A microcefalia é uma diminuição do perímetro cefálico, mas há calcificação, hidrocefalia, problemas oftalmológicos? Há surdez ou não?”, indaga a especialista, explicando a complexidade que a microcefalia representa para o sistema de saúde e o que a doença significa em mobilização de profissionais, como pediatras e neurologistas, e de serviços especializados, em um país com dificuldades notórias em vários setores.</p>
<p>De qualquer modo, para a Dra.Evelyn, é muito provável que o Brasil ainda conviva com esse grande desafio por pelo menos dois ou três anos, exigindo esforço e investimentos importantes. “Não é uma situação para se resolver em duas semanas. O fato é que temos um novo e grave problema de saúde afetando crianças e adolescentes”, diz ela.</p>
<p>A especialista lembra ainda da dimensão social que a microcefalia representa, citando o impacto que a doença leva ao âmbito familiar. “O abandono de pais já ocorre em anomalias congênitas e está acontecendo de novo. Há uma questão social séria”, afirma, acrescentando que o fundamental é “o direito à vida e à saúde para esses bebês, direito garantido pela Constituição brasileira, no artigo 227”.</p>
<p><strong>Estudos epidemiológicos</strong> – Outra frente de preocupação do GT Saúde está na cautela em já ligar diretamente a multiplicação de casos de microcefalia com a emergência do Zika Vírus. Apesar de algumas fortes evidências já registradas nesse sentido, o GT Saúde entende que é preciso aprofundar os estudos e pesquisas, para que haja a comprovação científica.</p>
<p>Como observa a Dra.Evelyn Eisenstein, uma epidemia nova, desconhecida, demanda dados que apenas podem ser obtidos com estudos epidemiológicos que duram anos. “Sabemos que o vírus é transmitido pelo Aedes aegypti, mas será este o vírus associado à microcefalia ou se trata de outro vírus sendo identificado? Há uma primeira associação aí que necessita muitos estudos”, nota a especialista, recordando que “no início da AIDS havia a especulação de que se tratava de um vírus transmitido por mosquito e depois se verificou que era outro vírus”.</p>
<p>A pediatra destaca, do mesmo modo, que a microcefalia pode ser provocada por outros fatores, como rubéola, toxoplasmose e outras doenças virais. E assinala que em certos locais e grupos sociais no Brasil há maior vulnerabilidade à ocorrência de microcefalia.</p>
<p>De toda maneira, a Dra.Evelyn frisa que o aprofundamento dos estudos é justamente o que tem sido promovido por organizações nacionais e internacionais, como a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos. A presença no Brasil, nos últimos dias 23 e 24 de fevereiro, da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, ratificou a preocupação global com o tema. No início de fevereiro, a OMS considerou o Zika Vírus como emergência mundial.</p>
<p>“A verdade é que ainda estão sendo estudados os fatores causais e a identificação do vírus e a sua transmissão materno-fetal, etc”, comenta a Dra.Evelyn, reiterando a preocupação da RNPI com a emergência do Zika Vírus. Ela lembra que a notificação de casos de Zika depende de comprovação laboratorial, o que ainda não é disponível em todo território brasileiro.</p>
<p><strong>A falta que o saneamento faz</strong> – De toda maneira, um ponto central nas discussões sobre microcefalia e Zika Vírus, para a Dra.Evelyn, é a necessária reflexão sobre a falta que o saneamento básico adequado faz no Brasil.</p>
<p>“Se tivéssemos o investimento necessário em saneamento, não teríamos mosquito, dengue, provavelmente Zika, mas o fato é que virou realidade e temos que lidar com essa realidade”, protesta. “O mais importante é mesmo a consciência &#8220;coletiva&#8221; (que todos precisam ter) sobre a importância da educação em saúde e da promoção da saúde e que começa bem antes dos mosquitos, nos direitos básicos ao saneamento, tratamento d´agua, remoção do lixo, e o que se denomina os &#8220;determinantes sociais da saúde&#8221; ou a interrupção do ciclo da pobreza em áreas afetadas pelo mosquito, desde os grandes centros urbanos às favelas e grotões brasileiros, passando pela infraestrutura do sistema hospitalar para o correto acompanhamento do  pré-natal destas gestantes e para o acompanhamento do recém nato,  até os direitos básicos de saúde”, resume a especialista.</p>
<p>Assim, ao lado do aprofundamento dos estudos, do desenvolvimento de vacinas e outros recursos, é essencial, para a vitória contra o Aedes aegypti e para a prevenção de diversas arboviroses, um efetivo esforço para melhorar muito o saneamento no Brasil, completa a integrante do GT Saúde da Rede Nacional Primeira Infância, que continuará suas reflexões e discussões, sobre microcefalia e Zika Vírus, provavelmente com a realização de um seminário no final de março no Rio de Janeiro.</p>
<p>A Dra.Evelyn Eisenstein é uma referência nacional e internacional em sua área. No dia 19 de março de 2015 ela recebeu, em Los Angeles, o Prêmio Por Notável Atuação em Saúde e Medicina do Adolescente, da Sociedade para a Saúde e a Medicina Adolescentes (SAHM, Society for Adolescent Health and Medicine). O prêmio é em reconhecimento ao profissional de saúde que se dedicou ao compromisso por toda a sua vida  à saúde e ao bem-estar dos adolescentes. Na UERJ ela criou o atual Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente (NESSA), unidade pioneira no Brasil para treinamentos de profissionais, informou o boletim do Fundo Juntos pela Educação, composto pelo Instituto Arcor Brasil e Instituto C&amp;A.</p>
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		<title>O que as escolas podem fazer contra o mosquito Aedes aegypti</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2016 19:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Combate ao Aedes aegypti]]></category>
		<category><![CDATA[zika vírus no Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2015 o Brasil passou por uma epidemia histórica de dengue, com mais de 1,6 milhão de casos. No início de 2016 a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou emergência internacional o Zika Vírus, também transmitido pelo Aedes aegypti e que deixou em pânico as autoridades sanitárias e provocou uma corrida por novos estudos e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2015 o Brasil passou por uma epidemia histórica de dengue, com mais de 1,6 milhão de casos. No início de 2016 a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou emergência internacional o Zika Vírus, também transmitido pelo Aedes aegypti e que deixou em pânico as autoridades sanitárias e provocou uma corrida por novos estudos e pesquisas. Neste cenário, o que as escolas podem fazer contra a proliferação do mosquito que também provoca a febre amarela e a febre chikungunya?</p>
<p>A indagação foi uma das motivações do dia nacional da educação sobre o Aedes aegypti, convocado pelo Ministério da Educação para o último dia 19 de fevereiro, sexta-feira. O propósito da iniciativa foi ressaltar o papel estratégico das escolas no combate ao mosquito de forma específica e de discussão das fundamentais questões ligadas ao saneamento de modo geral.</p>
<p>E as escolas podem, de fato, dar grande contribuição, em três áreas: (1) Como parte de seu papel básico, de produção e disseminação do conhecimento, as mais de 200 mil escolas de ensino fundamental e médio existentes no Brasil podem divulgar informações essenciais, entre alunos, professores, funcionários e comunidades onde estão inseridas, sobre o que é o Aedes, como ele age, as doenças que transmite e as formas de combatê-lo. (2) As escolas podem dar o exemplo, tomando medidas para evitar a proliferação do mosquito em seus domínios, com a verificação de calhas, caixas d´água e outros locais que podem se transformar em criadouros. (3) Mobilizar a comunidade onde estão inseridas, igualmente com medidas preventivas contra o Aedes aegypti e, também, refletindo sobre as condições de saneamento em que se encontram o bairro, a cidade, o país.</p>
<p>Abaixo, algumas informações básicas, divulgadas pelo Ministério da Saúde e Organização Panamericana da Saúde (OPAS), que podem ser utilizadas pelas escolas em sua missão de divulgar informação e ajudar a construir conhecimento. As informações foram reproduzidas no <a href="http://www.institutoarcor.org.br/noticias_mostra.php?id_noticia=11375">boletim</a> de fevereiro do Instituto Arcor Brasil:</p>
<p><strong>Sobre o Aedes aegypti</strong> – O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, vive dentro de casa e perto do ser humano. Ele tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados em água limpa e parada e distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.</p>
<p>O <em>A. aegypti </em>é originário do Egito. A dispersão pelo mundo ocorreu da África: primeiro da costa leste do continente para as Américas, depois da costa oeste para a Ásia. O gênero <em>Aedes </em>só foi descrito em 1818. Logo verificou- se que a espécie <em>aegypti</em>,  descrita anos antes, apresenta características morfológicas e biológicas semelhantes às de espécies do gênero <em>Aedes</em> – e não às do já conhecido gênero <em>Culex</em>. Então, foi estabelecido o nome <em>Aedes aegypti</em>.e.</p>
<p>As teorias mais aceitas indicam que o <em>A. aegypti </em>tenha se disseminado da África para o continente americano por embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de escravos. Há registro da ocorrência de dengue em Curitiba (PR) no final do século XIX e, em Niterói (RJ), no início do século XX. Epidemias de febre amarela, outra doença transmitida pelo mosquito, foram igualmente registradas no final do século XIX, em cidades como Campinas e Santos.</p>
<p><strong>Dengue -</strong> A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.</p>
<p>A principal forma de transmissão é pela picada dos mosquitos Aedes aegypti. Há registros de transmissão vertical (gestante &#8211; bebê) e por transfusão de sangue.  Existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.</p>
<p>A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.</p>
<p>Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde.</p>
<p>Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas Quando aparecer os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Importante não tomar medicamentos por conta própria.</p>
<p><strong>Chikungunya </strong>-   A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos <em>Aedes aegypti e Aedes albopictus.</em><em> </em>No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa &#8220;aqueles que se dobram&#8221; em <em>swahili</em>, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.</p>
<p>Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.</p>
<p>Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.</p>
<p><strong>Zika</strong> &#8211; O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.</p>
<p>Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história. Importante observar o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus Zika e busque um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.</p>
<p>O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do <em>Aedes aegypti</em>. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos.</p>
<p>Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus (instituições brasileiras e estrangeiras estão trabalhando nesse sentido no momento). O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.</p>
<p>Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.</p>
<p><strong>Prevenção/Proteção para gestantes – </strong></p>
<p>* Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.</p>
<p>* Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.</p>
<p><strong>Cuidados</strong> * Busque uma Unidade Básica de Saúde para iniciar o pré-natal assim que descobrir a gravidez e compareça às consultas regularmente. * Vá às consultas às consultas uma vez por mês até a 28ª semana de gravidez; a cada quinze dias entre a 28ª e a 36ª semana; e semanalmente do início da 36ª semana até o nascimento do bebê. * Tome todas as vacinas indicadas para gestantes. * Em caso de febre ou dor, procure um serviço de saúde. Não tome qualquer medicamento por conta própria.</p>
<p><strong>Informação</strong> * Se tiver dúvida, fale com o seu médico ou com um profissional de saúde. * Relate ao seu médico qualquer sintoma ou medicamento usado durante a gestação. * Leve sempre consigo a Caderneta da Gestante, pois nela consta todo seu histórico de gestação.</p>
<p><strong>Prevenção em geral</strong> – A principal forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).</p>
<p><strong>Microcefalia -</strong> Microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, ou seja, igual ou inferior a 32 cm. Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. Estão sendo estudadas no momento, por várias organizações, fatores de associação entre microcefalia e Zika Vírus.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Zika Vírus e Dengue em debate no Centro de Ciências, Letras e Artes dia 29 de fevereiro</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2016 15:51:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Ciências Letras e Artes]]></category>
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		<description><![CDATA[Zika Vírus e Dengue estarão entre os assuntos em debate no Diálogo de Saberes, que será promovido dia 29 de fevereiro, segunda-feira, às 19h30, no Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), sob o tema geral &#8220;Epidemias ontem e hoje: ciência, reflexão e engajamento da sociedade&#8221;. A entrada é grátis. O CCLA fica na rua ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Zika Vírus e Dengue estarão entre os assuntos em debate no Diálogo de Saberes, que será promovido dia 29 de fevereiro, segunda-feira, às 19h30, no Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), sob o tema geral &#8220;Epidemias ontem e hoje: ciência, reflexão e engajamento da sociedade&#8221;. A entrada é grátis. O CCLA fica na rua Bernardino de Campos, 989, no centro de Campinas.</p>
<p>A sessão do Diálogo de Saberes terá a coordenação do epidemiologista André Ricardo Ribas Freitas. Ele é mestre em Clínica Médica pela Unicamp e professor de Epidemiologia da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic. É também médico do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, sendo coordenador do Programa Municipal de Controle de Arboviroses.</p>
<p>Também participarão do Diálogo de Saberes o sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos e Cristina Gurgel, professora de História da Medicina da PUC-Campinas. A coordenadora da seção Ciências da Vida do CCLA, Clarissa W Mendes Nogueira, explica que o tema foi escolhido por ser &#8220;importante para todos os profissionais da saúde e todos os campineiros, transcendendo os aspectos técnicos e envolvendo repercussões sociais, econômicas e culturais&#8221;.</p>
<p><strong>Tradição centenária</strong> &#8211; Desde que foi criado, em 1901, o Centro de Ciências, Letras e Artes cultivou uma tradição em discutir questões de caráter científico vitais para a sociedade de Campinas e do Brasil. No momento de sua criação, existiam várias comissões de assuntos científicos, todas elas integradas por cientistas e pesquisadores de renome, ligados ao Instituto Agronômico e outras instituições científicas importantes, além de professores do Colégio Culto à Ciência.</p>
<p>A primeira manifestação pública do CCLA, por ocasião de sua fundação, foi uma mensagem de homenagem ao cientista-inventor Santos Dumont, pelos feitos em Paris com sua série de balões. Esta mensagem explica a aceitação pelo Pai da Aviação do convite, feito pelo CCLA, para colocar a pedra fundamental no monumento-túmulo de Carlos Gomes, o que aconteceu a 18 de setembro de 1903.</p>
<p>O interesse do CCLA pelas ciências foi mantido e desenvolvido através dos tempos. A maior parte dos artigos nos primeiros números da Revista do CCLA era de temas científicos. Atualmente, o Centro mantém uma seção dedicada às Ciências da Vida.</p>
<p>Hoje é um consenso entre pesquisadores em torno dos efeitos negativos do afastamento das Ciências de outras áreas do conhecimento, as Ciências Humanas e Artes em geral entre elas. Pois desde o início o CCLA defendeu a necessidade de vinculação entre todas essas áreas de conhecimento, pelo bem da humanidade.</p>
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		<title>Zika vírus movimenta universidades e Unicamp busca desenvolver novos larvicidas</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2016 16:43:01 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[zika vírus]]></category>
		<category><![CDATA[Zika vírus 2016]]></category>
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		<category><![CDATA[zika vírus no Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Os pró-reitores de Pesquisa das três universidades estaduais de São Paulo, professores Gláucia Pastore da Unicamp, José Eduardo Krieger da USP e Maria José Giannini da Unesp, formalizaram a criação da Rede para Zika Vírus, em reunião realizada na sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na última quarta-feira, dia 3 de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os pró-reitores de Pesquisa das três universidades estaduais de São Paulo, professores Gláucia Pastore da Unicamp, José Eduardo Krieger da USP e Maria José Giannini da Unesp, formalizaram a criação da Rede para Zika Vírus, em reunião realizada na sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na última quarta-feira, dia 3 de fevereiro. É mais um sintoma do aumento da preocupação da comunidade científica e de vários outros setores com a proliferação do zika vírus, mas também de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.</p>
<p>&#8220;Considerando as ações que cada instituição vem desenvolvendo em relação a doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, foi sugerido que montássemos uma força-tarefa mais robusta via Cruesp, com mais pesquisadores e maior interação entre Unicamp, USP e Unesp&#8221;, afirmou Gláucia Pastore, da Unicamp.</p>
<p>A pró-reitora, que anunciou uma força-tarefa específica da Unicamp às vésperas do Natal, levou cinco dos 25 pesquisadores do grupo para a reunião em São Paulo, a fim de que trocassem informações sobre os trabalhos que os colegas das outras duas instituições vêm realizando. &#8220;O encontro foi importante para que as pessoas soubessem quem faz o quê, visto que muitas não se conhecem. A USP apresentou suas ações, que estão muito mais concentradas no vírus propriamente dito, ao passo que Unicamp optou por uma estruturação mais global dos pontos a serem atacados.&#8221;</p>
<p>Segundo Gláucia Pastore, a primeira parte da reunião contou com a participação do professor Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, que solicitou das três universidades um programa com propostas, metodologias e objetivos, que possa ser encaminhado a algumas fontes de financiamento. &#8220;Nossa pretensão era ter um novo programa subvencionado pela Fapesp, visando o melhor entendimento, principalmente do Zika Vírus, e também em relação à dengue e Chikungunya. Teremos mais reuniões a respeito.&#8221;</p>
<p>A pró-reitora de Pesquisa conta que, em seguida, houve uma discussão estritamente científica, envolvendo os pesquisadores das três universidades. &#8220;Foi bastante produtivo porque existem aspectos em que vamos precisar de cooperação e outros em que vamos oferecê-la, no que se refere a laboratórios, infraestrutura e metodologias. Ficou claro que nós da Unicamp vamos procurar desenvolver novos larvicidas e mosquicidas, o que não estava contemplado no projeto original da USP. O fato é que temos um desafio enorme, com muitos buracos a serem preenchidos.&#8221;</p>
<p>Na opinião da professora da Unicamp, o cenário ainda está confuso, como por exemplo, no que diz respeito ao diagnóstico da doença. &#8220;Queremos interferir nesse aspecto, criando um protocolo e uma força-tarefa de identificação. A ciência ainda não possui métodos precisos, até porque no exterior ainda não se chegou ao mesmo nível de preocupação do Brasil. Outros buracos estão na correlação do vírus com a microencefalia e quanto à imunidade, ou seja: por que uma pessoa enfrenta bem a doença e outra tem uma série de complicações, qual é a resposta imune (a condição de saúde, a genética, a alimentação)?&#8221;</p>
<p><strong>Força-tarefa na Unicamp</strong> &#8211; Reunião conduzida por Gláucia Pastore, no Gabinete do Reitor, serviu para estruturar a força-tarefa da Unicamp, seguindo a proposta de conciliar linhas de pesquisas e pesquisadores em torno de um objetivo comum, paralelamente ao esforço da rede no âmbito do Cruesp. &#8220;Internamente, estamos muito interessados nesta metodologia, que poderemos utilizar para outros temas de pesquisa. Estamos com a força-tarefa estruturada. Hoje definimos todos os grupos e seus coordenadores, que vão apresentar um pré-projeto no dia 24 de fevereiro &#8211; discutido o projeto, vamos discuti-lo com CNPq, Fapesp e órgãos de financiamento do exterior.&#8221;</p>
<p>A pró-reitora observa que o grupo da Unicamp possui jovens professores, que estão bem treinados e com muita vontade de resolver os graves problema de saúde pública. &#8220;No futuro pretendemos estruturar um laboratório de segurança biológica, a fim de trabalhar com estes tipos de vírus. As ações do grupo da Unicamp serão coordenadas pela professora Clarice Weis Arns, do Instituto de Biologia, que também será nossa representante junto à rede no âmbito do Cruesp; ela terá como adjuntos os professores Fábio Costa, também do IB, e Mariangela Resende, da Faculdade de Ciências Médicas.&#8221;</p>
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