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	<title>Agência Social de Notícias</title>
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		<title>Mudanças climáticas colocam animais em extinção</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 19:57:47 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Pinguim Imperador, lobo-marinho-da-Antártica e elefante-marinho-do-sul são as mais novas espécies ameaçadas de extinção, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês). E a causa, segundo a organização que monitora o estado da biodiversidade no planeta, são as mudanças climáticas, cada vez mais aceleradas. &#8220;Essas ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Pinguim Imperador, lobo-marinho-da-Antártica e elefante-marinho-do-sul são as mais novas espécies ameaçadas de extinção, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês). E a causa, segundo a organização que monitora o estado da biodiversidade no planeta, são as mudanças climáticas, cada vez mais aceleradas.</p>
<p>&#8220;Essas descobertas importantes devem nos impulsionar a agir em todos os setores e níveis da sociedade para enfrentar decisivamente as mudanças climáticas. O declínio do Pinguim Imperador e do lobo-marinho-da-Antártica na Lista Vermelha da IUCN é um alerta sobre as realidades das mudanças climáticas. À medida que os países se preparam para se reunir na Reunião Consultiva do Tratado da Antártica em maio, essas avaliações fornecem dados essenciais para orientar decisões sobre este majestoso continente e sua vida selvagem impressionante. O papel da Antártica como &#8220;guardião congelado&#8221; do nosso planeta é insubstituível – oferecendo benefícios incalculáveis aos humanos, estabilizando o clima e oferecendo refúgio para a vida selvagem única&#8221;, disse a Dra. Grethel Aguilar, Diretora-Geral da IUCN.</p>
<p>Muito amado em todo o mundo, o Pinguim Imperador (<i>Aptenodytes forsteri</i>) passou de Quase Ameaçado para Ameaçado na Lista Vermelha da IUCN, com base em projeções de que sua população será reduzida pela metade até a década de 2080. Imagens de satélite indicam uma perda de cerca de 10% da população apenas entre 2009 e 2018, o que equivale a mais de 20.000 pinguins adultos, informou a UICN em comunicado recente.</p>
<p>O principal fator, explica a organização, é a fragmentação e perda precoce do gelo marinho, que atingiu níveis recorde de baixo desde 2016. “Pinguins-Imperador precisam de gelo rápido – gelo marinho que é &#8220;fixado&#8221; à costa, ao fundo do oceano ou aos icebergs encalhados – como habitat para seus filhotes e durante a temporada de muda, quando não são à prova d&#8217;água. Se o gelo se soltar cedo demais, o resultado pode ser fatal. Embora seja desafiador converter tragédias observadas – como o colapso de uma colônia reprodutora no mar antes que os filhotes possam nadar – em mudanças populacionais, a modelagem populacional considerando uma ampla variedade de cenários climáticos futuros mostra que, sem reduções abruptas e dramáticas nas emissões de gases de efeito estufa, as populações de pinguins-imperador diminuirão rapidamente durante este século”, acrescentou a IUCN.</p>
<p>&#8220;Pinguins já estão entre as aves mais ameaçadas da Terra. A mudança do pinguim-imperador para Ameaçado de Extinção é um alerta claro: as mudanças climáticas estão acelerando a crise de extinção diante dos nossos olhos. Os governos devem agir agora para descarbonizar urgentemente nossas economias&#8221;, disse por sua vez Martin Harper, CEO da BirdLife International, que coordenou a avaliação da situação do Pinguim Imperador, como favorável à sua inclusão na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da IUCN.</p>
<p>Já o lobo-marinho-da-Antártica (<i>Arctocephalus gazella</i>) passou de Menor Preocupação para Ameaçada na Lista Vermelha da IUCN, já que sua população diminuiu mais de 50%, de cerca de 2.187.000 lobos maduros em 1999 para 944.000 em 2025. “O declínio contínuo se deve às mudanças climáticas, já que o aumento das temperaturas dos oceanos e a redução do gelo marinho estão empurrando o krill para maiores profundidades oceânicas em busca de água mais fria, reduzindo a disponibilidade de alimento para as focas. A escassez de krill no sul da Geórgia reduziu drasticamente a sobrevivência dos filhotes no primeiro ano, levando ao envelhecimento da população reprodutora. Outras ameaças, como a predação por orcas e focas-leopardo e a competição com populações em recuperação de baleias barbatanas que visam o mesmo krill, também podem impactar essa população em declínio”, informou a IUCN.</p>
<p>O elefante-marinho-do-sul (<i>Mirounga leonina</i>) passou de Menor Preocupação para Vulnerável na Lista Vermelha da IUCN, após declínios causados pela Gripe Aviária Altamente Patogênica (HPAI). Houve um aumento significativo na prevalência da gripe aviária em todo o mundo desde 2020, e ela se espalhou para mamíferos. A doença afetou quatro das cinco principais subpopulações, matando mais de 90% dos filhotes recém-nascidos em algumas colônias e impactando seriamente as fêmeas adultas, que passam mais tempo nas praias do que os machos. Há uma preocupação crescente de que as mortes relacionadas a doenças de mamíferos marinhos aumentem com o aquecimento global – especialmente em regiões polares, onde os animais não tiveram muita exposição prévia a patógenos. Animais que vivem próximos uns dos outros em colônias, como as focas-elefante-do-sul, são particularmente afetados por doenças.</p>
<p>Estes animais são vistos regularmente em documentários sobre a vida animal. Daqui a alguns anos, dependendo do sucesso ou fracasso do enfrentamento das mudanças climáticas, permanecerão sendo visto somente em imagens. Seria um crime civilizatório e, por isso, é um dever ético da humanidade acelerar a transição energética, inclusive porque as mudanças do clima também acabarão ameaçando, com certeza, a sua própria existência. Não é uma tarefa pequena, pelos interesses econômicos e políticos envolvidos (vide guerra contra o Irã), mas deve ser feita e já.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/mudancas-climaticas-colocam-animais-em-extincao-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>Carta final do 22º ATL reafirma luta dos povos indígenas por seus territórios demarcados</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 21:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não existe futuro possível quando a terra vira mercadoria e nossos povos são tratados como obstáculo&#8221;. Uma das frases fortes da Carta final do 22º Acampamento Terra Livre 2026 (ATL), ocorrido em Brasília (DF), entre 6 e 10 de abril. Mais de 7 mil indígenas de todo o Brasil participaram da manifestação que reafirmou a luta dos povos originários pela demarcação integral de seus territórios, o que ainda não aconteceu.</p>
<p>Durante o ato final do ATL 2026, o governo federal empossou a nova presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Lucia Alberta Baré, e anunciou a instituição de um Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID), um processo de identificação e delimitação, a criação de três novos Grupos Técnicos (GTs) de  estudos de identificação e delimitação e a recomposição de um quarto, além da constituição de uma Reserva Indígena (RI), a RI Txi Juminã, constituída a partir de destinação da Gleba Pública Federal Rural Uaçá, localizada no município de Oiapoque, estado do Amapá, tendo superfície aproximada de 36.801,62 m. Abriga os povos indígenas Karipuna, Galibi-Marworno, Palikur e Galibi Kali&#8217;na. Abaixo, a carta final do ATL 2026:</p>
<p>&#8220;Manifestamos nosso grito de protesto do Acampamento Terra Livre 2026, que reuniu em Brasília mais de sete mil indígenas de todas as regiões e biomas do Brasil.</p>
<p>Aqui, onde os povos se encontram, na maior mobilização indígena do mundo, reafirmamos um caminho que não começa hoje e não termina aqui. Caminho feito de memória de luta da nossa ancestralidade e decisão política.</p>
<p><b>Territórios livres de exploração </b>é posição de compromisso com a vida da humanidade e da biodiversidade. A mensagem que resume os dias do ATL 2026 e que reforça nossa convicção de que <b>venceremos!</b></p>
<p>Não existe futuro possível quando a terra vira mercadoria e nossos povos são tratados como obstáculo.</p>
<p>Nossos territórios são a base da vida. É neles que estão nossas línguas e culturas, os nossos modos próprios de organização social e saberes.</p>
<p>Os caminhos que sustentam o equilíbrio do planeta, começam nos territórios indígenas.</p>
<p>Assim como as nascentes dos grandes rios surgem nas pequenas frestas da terra e, ao se conectarem, formam os cursos de água que sustentam a vida por onde passam.</p>
<p><b>Defender os territórios é sustentar o mundo.</b></p>
<p>Este ATL acontece em um tempo de disputa aberta. De um lado, avançam projetos perversos de morte que incentivam a exploração mineral e tentam tomar nossa soberania com a privatização de rios e territórios voltada a interesses estrangeiros. Também buscam transformar a crise climática em novo ciclo de exploração, usando a ideia de falsas economias verdes.</p>
<p>De outro, seguimos fortalecendo as organizações indígenas que formam a APIB, ampliando alianças com movimentos sociais e aliados, lutando pela vida dos povos e afirmando que o futuro só será decidido com presença indígena.</p>
<p>Ao longo do ATL, construímos e tornamos públicas nossas posições políticas com denúncias e propostas!</p>
<p>Cada documento é parte de um mesmo caminho político, construído com a força dos nossos povos</p>
<p>As manifestações do ATL se espalham como semente lançada na terra. Nossas cartas e mensagens são a orientação política de chamado à luta que apontam as propostas de futuro que seguimos construindo.</p>
<p>Reunidas, essas mensagens formam um corpo vivo de luta, que segue em movimento para além do acampamento.</p>
<p>O fim do ATL abre novos ciclos, porque nossa mobilização não se encerra aqui. O ano de 2026 dos povos indígenas começa neste território de encontro e decisão.</p>
<p>Seguimos afirmando que a demarcação das Terras Indígenas é a base de qualquer resposta real à crise climática. Não existe transição justa construída sobre a destruição dos nossos territórios. Não existe política ambiental séria sem garantir nossos direitos. O que defendemos não é apenas para os povos indígenas. É para toda a humanidade.</p>
<p>Chamamos a sociedade brasileira e a comunidade internacional a caminhar junto! É hora de reconhecer o papel dos povos indígenas na proteção da vida com os caminhos de bem viver que seguimos sustentando há milênios.</p>
<p>Aos três poderes do Estado brasileiro, nossa mensagem segue direta. <b>Nosso futuro não está à venda. A resposta somos nós.</b></p>
<p><b>Acampamento Terra Livre, Brasília, 10 de abril de 2026</b></p>
<p><b>Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) </b></p>
<p>Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME)</p>
<p>Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (ARPINSUDESTE)</p>
<p>Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPINSUL)</p>
<p>Comissão Guarani Yvyrupa (CGY)</p>
<p>Conselho do Povo Terena</p>
<p>Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)</p>
<p>Grande Assembleia do Povo Guarani e Kaiowá (ATY GUASU)&#8221;</p>
<h1 class="entry-title"></h1>
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		<title>Formada por músicos autistas, banda TEAfonia do Instituto Anelo faz show no próximo dia 26</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 16:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Gratuito e aberto ao público, o evento acontece na sede da entidade e é dedicado ao Abril Azul A banda TEAfonia, formada por sete músicos autistas atendidos pelo Anelo — organização que oferece formação musical gratuita há 25 anos no distrito do Campo Grande, em Campinas (SP) — se apresentará no próximo dia 26, às ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Gratuito e aberto ao público, o evento acontece na sede da entidade e é dedicado ao Abril Azul</em></strong></p>
<p>A banda TEAfonia, formada por sete músicos autistas atendidos pelo Anelo — organização que oferece formação musical gratuita há 25 anos no distrito do Campo Grande, em Campinas (SP) — se apresentará no próximo dia 26, às 9h30, na sede da entidade. O show contará também com apresentações de cantores, cantoras e músicos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou que possuam vínculos familiares com pessoas neuroatípicas.</p>
<p>Além da apresentação, os alunos estão em estúdio gravando uma composição de nome “TEAfonia”, uma obra autoral que estará disponível em breve  no YouTube do Anelo. A canção é em alusão ao Abril Azul, movimento voltado à conscientização sobre o autismo.</p>
<p>A ideia de uma formação com músicos atípicos surgiu no início de 2026, depois de que Marcelo Louback, que é saxofonista, flautista, compositor, arranjador e produtor musical, recebeu aos 48 anos o diagnóstico tardio de TEA, suporte 1. É dele a autoria da composição “TEAfonia”.</p>
<p><strong>Louback, o professor</strong></p>
<p>A chegada de Louback ao Anelo deu-se em 2018, quando veio para integrar a Orquestra Anelo. Hoje ele também faz parte do  Anelo 6teto, ambos grupos artísticos ligados ao Instituto, e ainda faz parte da Banda Sinfônica de Nova Odessa “Professor Gunars Tiss” e da Banda Municipal de Americana “Monsenhor Nazareno Maggi”.</p>
<p>Com o Anelo 6teto, em 2022, Louback foi premiado na categoria Melhor Música com a composição “Baionado” no 1º Festival de Música de Jundiaí e vencedor da categoria Música Instrumental, com o frevo instrumental moderno “Sem Perder Tempo”, no Festival de Música 100 anos de Rádio no Brasil, realizado pela Rádio MEC e Rádio Nacional, emissoras geridas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do governo federal. Com a TEAfonia, buscou criar algo que fosse mais sonoro e harmonicamente rico. “Pensei em uma peça que transitasse entre o erudito e o popular, com elementos jazzísticos”, explica.</p>
<p>Isolado na adolescência e sentindo-se deslocado, Louback recebeu o alerta sobre seu diagnóstico em 2024, vindo do renomado saxofonista Ademir Junior — também autista nível 1. A busca por atendimento especializado, porém, só ocorreu um ano mais tarde. “Quando recebi o laudo, não foi libertador; não está sendo fácil”, confessa. Louback conta que agora compreende o termo &#8216;notas Loubackianas&#8217;, usado por colegas para descrever seu estilo: “Eram notas diferentes, que fugiam da mesmice.”</p>
<p>Hoje, conta com a ajuda da esposa Denise Ribeiro, que é psicanalista. “Ela faz o trabalho que ninguém vê, porque ela é terapeuta e me ajuda muito na lapidação da alma, no contexto social e ainda me confronta e me motiva”, diz Louback.</p>
<p><strong>Cinco músicos e uma musicista, os aprendizes</strong></p>
<p>Formada por Boris Wilson (violino), Murilo José Teixeira (piano), Matheus Cuelbas (contrabaixo), Ygor Melo  (bateria), Ygor Pereira (percussão) e Eduarda Santos (piano), a TEAfonia é composta por jovens entre 14 e 26 anos que têm em comum, além da paixão pela música, o diagnóstico de autismo, com diferentes níveis de suporte – 1, 2 e 3. Hoje, o Anelo tem 21 alunos laudados e outros ainda em investigação médica.</p>
<p>Murilo, de 17 anos, recebeu o diagnóstico de autismo em 2015, mas só tomou conhecimento dele quando tinha 13 anos. “Meus pais me deram todo o suporte e foi meu pai que me levou até o Anelo, quando eu tinha 10 anos.” Começou fazendo aulas de teclado, por recomendação de uma terapeuta ocupacional, e agora participa das aulas de práticas musicais.</p>
<p>“A TEAfonia é muito legal porque o Louback é muito experiente, é um grande instrumentista, um professor que admiro”, conta Murilo.  “Ele nos dá muitas dicas, especialmente sobre improvisação.” Acrescenta que, mesmo que todo mundo esteja “um pouquinho em páginas diferentes de um mesmo livro”, sendo uns mais adiantados e outros iniciantes, considerando-se no nível intermediário, os ensaios são alegres e inspiradores. “A gente consegue se organizar mesmo tendo nossas diferenças e, ao mesmo tempo, sendo tão parecidos.”</p>
<p>A agente de saúde Neiva Santos, de 48 anos, é mãe de Eduarda, a Duda, de 17 anos, autista nível 2 de suporte. “A música sempre foi o hiperfoco dela. Ela expressa os seus sentimentos através da música”, conta. Por isso, Neiva lembra da felicidade sentida quando Duda teve a sua inscrição selecionada pelo Anelo em 2022. “O Instituto foi um divisor de águas, porque a equipe é muito inclusiva e empática e isso a ajudou muito na socialização, no desenvolvimento de confiança e no aprendizado musical, que é de excelência.”</p>
<p>Para Neiva, a criação da banda é desafiadora e esplêndida. “Cada um tem o seu jeitinho e as suas dificuldades. O lindo é que, quando entram na música, eles vencem todos esses desafios, dificuldades e tocam muito, com excelência, e mostram que eles são capazes! Ali, eles dão apoio um ao outro, sendo um ombro amigo”, diz.</p>
<p>Mas, acrescenta, que é preciso deixar de romantizar o TEA. “Algumas pessoas tratam os autistas como inteligentes e anjos azuis, mas gostaria que a sociedade tivesse um olhar mais amplo, porque cada um deles, independentemente do nível de suporte, sofre muito lutando seja pelas dificuldades de interação social até pelas comorbidades em alguns casos”, fala Neiva.</p>
<p><strong>Convidados</strong></p>
<p>Além de alguns integrantes da TEAfonia que farão apresentações solo, em duo ou em trio, o show do dia 26 contará com a participação de musicistas, músicos, cantoras e cantores com TEA ou que possuam vínculos familiares com pessoas com desenvolvimento atípico. Dois deles são a violinista Alline Ribeiro, de 32 anos, e o fundador do Instituto, Luccas Soares, de 46 anos.</p>
<p>“A ideia central é dar protagonismo aos alunos/músicos no espectro, mostrando suas potências no campo da música e abrindo espaço para que se expressem através da arte, que muitas vezes pode ser também uma poderosa forma de comunicação, até mais acessível do que a linguagem verbal”, explica Alline, responsável pela produção do show e autista de nível 1 de suporte. Segundo ela, apesar das dificuldades, o autoconhecimento tem proporcionado mais suporte, a possibilidade de ter mais qualidade de vida e relações mais saudáveis.</p>
<p>“Para mim, o diagnóstico tardio tem muitos lados. Há o sentimento de finalmente compreender e dar nome às coisas. Permitiu que eu me respeite e me ame como sou.”, conta Alline. “Episódios da infância e da adolescência, assim como medos, confusões e dores, passam a fazer sentido. Também sinto gratidão por pessoas que, mesmo sem saber, tornaram minha vida mais leve — especialmente minha mãe e minha avó Cida, que me acolheram com carinho e paciência muitas demandas da minha infância, e o Anelo, que sempre foi um ambiente acolhedor e me ajudou a desenvolver habilidades que eu não tinha.”</p>
<p>Soares aponta que o Anelo, desde sempre, leva a inclusão muito a sério.  “Não posso negar que depois do nascimento dos meus filhos, sendo um deles autista, aumentou muito a minha responsabilidade e o olhar mais apurado com a inclusão”, conta. Por isso, sempre busca uma inclusão real, sem romantização, mas com muito amor, respeito e cuidado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Confira os integrantes da Banda TEAfonia do Anelo</strong></p>
<p>Boris Wilson (violino)</p>
<p>Eduarda Gonçalves Sena dos Santos (piano)</p>
<p>Marcelo Louback (flauta)</p>
<p>Matheus Cuelbas de Moura (contrabaixo)</p>
<p>Murilo José Teixeira (teclado)</p>
<p>Ygor Daniel da Conceição Pereira (percussão)</p>
<p>Ygor Daniel da Conceição Pereira (percussão)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Serviço Show<em> da Banda TEAfonia</em></strong></p>
<p><strong>Dia: </strong>26 de abril</p>
<p><strong>Horário:</strong> 9h30 às 11h</p>
<p><strong>Local:</strong> Instituto Anelo</p>
<p><strong>Endereço:</strong> Rua Vicente de Marchi, 718, no Jardim Florence, em Campinas</p>
<p><strong>Entrada:</strong> Gratuita e aberta ao público</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Fotos: <a href="https://drive.google.com/drive/folders/1wO44UaJ0K6yIevNV442U1swzYOhO4ZOP" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://drive.google.com/drive/folders/1wO44UaJ0K6yIevNV442U1swzYOhO4ZOP&amp;source=gmail&amp;ust=1776612759872000&amp;usg=AOvVaw3zNRabwMf28s5WzJDBBSlM">https://drive.google.com/drive/folders/1wO44UaJ0K6yIevNV442U1swzYOhO4ZOP</a></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Mais informações sobre o Instituto Anelo: </em></strong><a href="http://www.anelo.org.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.anelo.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1776612759872000&amp;usg=AOvVaw26pTPeyOz_cybP8lYCcSmj"><strong><em>www.anelo.org.br</em></strong></a><strong><em>. </em></strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desinformação, desafio coletivo urgente</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 22:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins &#160; A desinformação é um dos maiores desafios coletivos para a sociedade contemporânea e deve ser combatida em múltiplas frentes. A desinformação é um risco porque ameaça a democracia, os pilares de uma sociedade civilizada. E a desinformação mata, motivo pelo qual seu enfrentamento é urgente, sobretudo no âmbito das ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A desinformação é um dos maiores desafios coletivos para a sociedade contemporânea e deve ser combatida em múltiplas frentes. A desinformação é um risco porque ameaça a democracia, os pilares de uma sociedade civilizada. E a desinformação mata, motivo pelo qual seu enfrentamento é urgente, sobretudo no âmbito das redes sociais e em especial para os jornalistas profissionais.</p>
<p>Estas foram algumas das mensagens centrais do Seminário “Jornalismo digital em tempos de desinformação”, realizado no último dia 9 de abril, na Câmara Municipal de Campinas. O evento encerrou a programação de celebração de cinco anos do portal Hora Campinas, com o qual tenho a honra de contribuir com os artigos da Hora da Sustentabilidade.</p>
<p>Foi uma oportunidade única ter participado do seminário, ao lado de amigos e profissionais por quem tenho o maior respeito. Como no de Marcelo Pereira, o chefe do Hora Campinas, que mediou os debates. Aprendi muito e com certeza as pessoas que assistiram pela TV Câmara também se enriqueceram muito com o conhecimento transmitido por especialistas renomados em suas áreas (menos no meu caso, é claro). A gravação está disponível no canal da Câmara Municipal de Campinas no Youtube: <a href="https://youtu.be/-zE5nX0Ln10">https://youtu.be/-zE5nX0Ln10</a></p>
<p>Um alerta especial foi dado pelo médico hematologista Carmino de Souza, que falou sobre “Hesitação Vacinal: Desafios e perspectivas em 2026”. O Dr.Carmino tem uma trajetória de enorme contribuição na área da ciência médica, sendo professor há décadas na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e tendo exercido dois importantíssimos cargos de gestão pública, o de secretário estadual da Saúde na década de 1990 e o de secretário municipal da Saúde de Campinas entre 2013 e 2020.</p>
<p>Falando com a experiência de quem, como médico, cientista e gestor, enfrentou várias epidemias, inclusive a pandemia de Covid-19, o Dr.Carmino evidenciou que o programa de vacinação do Brasil já foi referência mundial. Os índices de vacinação eram muito altos há alguns anos, em bebês, crianças, adultos e pessoas idosas. Os dias especiais de vacinação, lembrou, eram atos cívicos da maior relevância, mobilizando mais brasileiros do que nas datas cívicas como o Sete de Setembro.</p>
<p>E essa vacinação foi fundamental, acentuou o médico, porque vacinas salvam vidas ou evitam sequelas importantes de muitas doenças. A varíola foi erradicada no planeta e a poliomielite foi erradicada nas Américas, em função da vacinação exitosa, disse o Dr.Carmino. Existe uma estimativa, completou, de que 154 milhões de mortes foram evitadas no planeta nos últimos 50 anos, em função da aplicação de diferentes vacinas.</p>
<p>Nos últimos tempos, infelizmente, os índices de vacinação caíram muito e o Brasil também está nesta situação, lamentou o médico hematologista. Entre 2024 e 2025, exemplificou, 84% das crianças no mundo receberam a primeira dose da vacina contra sarampo, mas apenas 76% completaram a segunda dose.</p>
<p>O médico advertiu que a desinformação tem sido um fator importante para a queda assustadora nos índices de vacinação, no Brasil e em escala internacional. “As redes sociais criam bolhas de medo e teorias conspiratórias que se propagam rapidamente, especialmente sobre tecnologias novas como mRNA”, destacou.</p>
<p>Para o Dr.Carmino, uma das formas de enfrentamento desse cenário é que “profissionais de saúde devem ser treinados para identificar e responder mitos com evidências científicas de forma clara e empática”. Ele entende que no caso do Brasil, especificamente, a retomada dos índices positivos de vacinação do passado passa por algumas estratégicas importantes.</p>
<p>Ele entende por exemplo que  é preciso “levar a imunização diretamente onde as crianças estão, facilitando o acesso para famílias”. Vacinação em escolas, entre outros locais. As campanhas de vacinação, do mesmo modo, devem “estender horários e levar postos para locais de grande circulação”, como praças e comunidades em geral. E o Dr.Carmino entende que o profissional de saúde deve ser “acolhedor e não julgador”, ouvindo as preocupações e respondendo com empatia, como postura a ser tomada para a ampliação dos índices de vacinação.</p>
<p>É fundamental, acrescentou o especialista,  que haja um engajamento comunitário para o resgate da vacinação no Brasil, com a retomada dos chamados Dias D de vacinação, o envolvimento das escolas no processo, a capacitação de agentes comunitários para diálogo com as famílias hesitantes e o trabalho com parcerias locais (com lideranças políticas, comunitárias, religiosas e outras).</p>
<p>O Dr.Carmino de Souza, enfim, entende que é  fundamental o monitoramento das fake news na área da saúde, como no caso do negacionismo em relação às vacinas, com respostas rápidas e fundamentadas na ciência. “Não vacinar crianças é um crime”, disse o médico, deixando claro sua posição sobre a importância da imunização desde os momentos iniciais da vida do bebê.</p>
<p>O combate à desinformação, é claro, foi o foco central da exposição dos profissionais de comunicação que participaram do seminário. Caso de Graça Caldas, que já trabalhou em diferentes veículos de comunicação, entre eles Diário de Notícias, Editora Bloch, TV Globo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo. Ela é Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e tem Pós-Doutorado em Políticas Científicas pela Unicamp, onde atualmente é docente do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural do Labjor-Unicamp.</p>
<p>Graça descreveu uma trajetória da evolução da mídia, no caso das publicações impressas, rádio, televisão e, atualmente, com um verdadeiro ecossistema multimídia, com o papel cada vez mais relevante das redes sociais na formação da opinião pública. Também comentou sobre a crescente influência das novas tecnologias na comunicação, como no caso da inteligência artificial.</p>
<p>Apesar de todas as mudanças, defendeu que o jornalismo continua sendo “um ato político” e que o profissional da área deve atuar na identificação de problemas e na indicação de caminhos (com base em fontes confiáveis e em observações in loco, ou seja, fora das redações). O jornalista deve continuar exercendo a profissão como “um ato de coragem” e realizar a “leitura crítica do mundo”, nos âmbitos local, regional, nacional e internacional.</p>
<p>Graça listou alguns desafios para o jornalismo digital, como o financiamento, a sua sustentabilidade financeira. Ela entende que alguns caminhos podem ser seguidos, como as parcerias, assinaturas assinaturas comunitárias, o financiamento coletivo (crowfunding) e o financiamento público, como é feito por exemplo no caso da BBC, da Inglaterra, principal referência em comunicação pública do planeta. Ela entende que este tema deve ser aprofundado em esfera local, como no caso da própria Câmara Municipal de Campinas.</p>
<p>Entre outros aspectos, a professora do Labjor-Unicamp lamentou a existência dos “desertos de notícias” no Brasil, em plena era multimídia. Ela citou uma pesquisa indicando que, dos 5.569 municípios brasileiros, em 2.712 não existem veículos locais de comunicações, o que os caracteriza então como “desertos de notícias”.</p>
<p>Por sua vez, Fabiano Ormaneze, que também já atuou em redações de veículos de comunicação e desde 2008 tem experiência docente, sendo professor em várias faculdades e universidades, abordou o tema específico das fake news. Fabiano é Doutor em Linguística pela Unicamp e Mestre em Divulgação Científica e Cultural pelo Labjor-Unicamp, onde atualmente é professor permanente do programa de Mestrado nessa área.</p>
<p>“Fake news mata”, avisou Fabiano, que citou vários casos de notícias falsas que levaram à morte de algumas pessoas, em diferentes locais do território brasileiro. “Compartilhar notícia falsa não é brincadeira. É perigoso e as consequências podem ser fatais”, completou.</p>
<p>Ele citou o desafio do enfrentamento da desinformação, como no caso das fake news, no contexto da crise da imprensa e das instituições públicas em geral. É um ambiente em que “a verdade é cada vez mais questionada”, alertou. Para ele, a disseminação de notícias falsas e outras formas de desinformação ocorre, entre outros motivos, porque  existe uma identificação entre o leitor e o que está sendo divulgado, o que leva à formação das “bolhas informativas”.</p>
<p>Fabiano defendeu, entre as estratégias de enfrentamento das fake news, a implementação do letramento midiático, nas escolas e em outras instâncias. O letramento midiático ocorre, ele acredita, quando ocorre um questionamento e o treinamento da capacidade de curadoria, de seleção da notícia. Mas ele apontou como um grande desafio as desigualdades existentes no Brasil, como na esfera da educação. Destacou por exemplo o alto índice de analfabetismo e de analfabetismo funcional, o que dificulta o enfrentamento da desinformação. Este, então, concluiu, é um problema “social e político” muito sério, disse Fabiano.</p>
<p>De minha parte, falei sobre o combate à desinformação no campo do jornalismo socioambiental, área em que atuo há 45 anos. Eu apontei esse desafio no contexto de uma crise de fato geral das instituições, inclusive da imprensa que, na minha opinião, tem sido enfraquecida por vários fatores. Um deles é o caso do fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo, o que na minha opinião foi muito grave para a profissão.</p>
<p>Destaquei, com base na minha experiência, que a ascenção do jornalismo digital e das mídias de sociais efetivamente levou a uma dimensão cada vez maior da desinformação, pela rapidez com que as notícias falsas são hoje disseminadas. Entretanto, destaquei que a desinformação não é um desafio novo para a profissão. Citei então o caso da manipulação da verdade em uma situação que vivenciei como repórter, no início de 1989, no I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA).</p>
<p>Naquela ocasião, havia uma grande discussão sobre uma usina que seria construída naquela região da Amazônia e seus impactos nas comunidades locais, como dos povos indígenas.  Em Altamira, a União Democrática Ruralista (UDR) promoveu uma grande mobilização, em defesa da construção da usina. Os indígenas conseguiram que ela não fosse batizada de “Kararaô”, mas a usina acabou sendo construída, curiosamente nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, com o nome de Belo Monte.</p>
<p>Eu destaquei na minha apresentação que sempre procurei utilizar a Ciência como aliada, desde o início de meu exercício profissional, em Piracicaba, no começo da década de 1980. Naquele momento, a cidade estava mobilizada em defesa de seu rio e eu, no exercício do jornalismo, procurei ampliar meus conhecimentos em recursos hídricos e meio ambiente em geral com professores e pesquisadores da Esalq-USP e CENA-USP.</p>
<p>Na minha opinião, afirmei que o combate à desinformação exige uma postura proativa do jornalismo, sempre em parceria com a Ciência. A questão também deve ser enfrentada com a educação socioambiental e, igualmente, com a educação midiática, em todos os níveis da educação básica. Os estudantes devem ser capacitados, no meu entender, em como ler uma notícia, identificar suas fontes, buscar a origem da informação e a quem ela interessa, entre outros  pontos.</p>
<p>Também defendo o fortalecimento da comunicação pública, independente, sem interferência de governos. E que os jornalistas que atuam na área ambiental se organizem como por exemplo já fizeram os jornalistas em educação, através da Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação).</p>
<p>Enfim, acho que o jornalista que atua na área socioambiental tem muito a contribuir no enfrentamento da desinformação. Mas esta batalha apenas será ganha com ações em muitas frentes, envolvendo toda a sociedade.</p>
<p>(<a href="https://horacampinas.com.br/desinformacao-desafio-coletivo-urgente-por-jose-pedro-martins/">Publicado originalmente no Portal Hora Campinas</a>)</p>
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		<title>Coral de Libras do CEI Campinas celebra três anos sob regência de Keyla Ferrari Lopes</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 16:42:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Comemoração marca também o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os 24 anos da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que reconhece e regulamenta o uso da língua como meio legal de comunicação e expressão no Brasil  No ritmo das mãos e do coração, o Coral de Libras do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Comemoração marca também o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os 24 anos da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que reconhece e regulamenta o uso da língua como meio legal de comunicação e expressão no Brasil </em></strong></p>
<p>No ritmo das mãos e do coração, o Coral de Libras do Centro Educacional Integrado (CEI) “Padre Santi Capriotti”, em Campinas, completa três anos de história no dia 24 de abril. Idealizado e dirigido pela pedagoga e bailarina Keyla Ferrari Lopes, o projeto pioneiro une música, dança e inclusão no repertório de MPB e ritmos regionais, reafirmando o compromisso da instituição — que completa 45 anos em setembro próximo — com uma percepção de arte inclusiva, criatividade, acessibilidade linguística e respeito à diversidade.</p>
<p>A celebração coincide com o Dia Nacional da Libras e com os 24 anos da Lei nº 10.436, que reconhece a linguagem de sinais como segunda língua oficial de comunicação e expressão no Brasil. “Nossa proposta é atrair profissionais de diversas áreas do conhecimento, comunidades, parentes de pessoas surdas, servidores públicos e quem se interessar. O intuito não é ocupar o lugar de falantes de Libras, mas sim despertar o interesse de falantes de língua portuguesa”, explica Keyla. “Nesses três anos, buscamos fazer com que o encontro das linguagens da arte e da Libras abra caminhos para a valorização da cultura surda.”</p>
<p>Segundo a regente, o coro de mãos só nasceu pela convicção e confiança do superintendente do CEI, Leonardo Duart Bastos, sobre a importância da iniciativa que une arte e inclusão. “O conhecimento da Libras está sendo cada vez mais necessário na educação e na sociedade brasileira, e o Coral de Libras do CEI vem ao encontro dessa realidade”, fala Bastos. A instituição, que atende a mais de 1.600 pessoas por mês em diferentes serviços, tanto de caráter educacional, como socioassistencial, também oferece curso de Libras, aprendizado sobre cultura surda e discussões na área da inclusão.</p>
<p><strong>O coral</strong></p>
<p>“O Coral de Libras do CEI é composto por colaboradoras do Centro e profissionais da comunidade, contando com participações de pessoas surdas com deficiência visual/surdocegas e cadeirantes que cantam e dançam com as mãos, com a voz, com o corpo e com o coração, transformando a música em uma ponte de comunicação e aprendizado para todos”, explica Keyla. Os ensaios acontecem sempre às terças-feiras, das 17h às 18h, no CEI Campinas, na Vila Itapura.</p>
<p>Keyla lembra que, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10 milhões de pessoas têm algum nível de surdez, o que representa 5% da população total do país. “O projeto busca difundir a Libras através de espetáculos que são apresentados em diferentes locais, uma vez que o conhecimento dessa linguagem está sendo cada vez mais necessário na educação e sociedade brasileira.”</p>
<p>Para comemorar o Dia Nacional da linguagem de sinais, o Coral de Libras do CEI participa da programação “Movimento Surdo Valinhos (MSV)” da Associação de Familiares e Amigos Bilingues (AFAB), que conta com o apoio da Secretaria da Família e da Mulher de Valinhos. O evento está marcado para o próximo dia 26, às 8h30, na Avenida Dr. Altínio Gouvêia, 878, no Jardim Pinheiros, em Valinhos, antigo CLT.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span></strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="707"><strong>Ensaios do Coral de Libras do CEI Campinas </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="707"><strong>Local/Horário: </strong>·         Os ensaios acontecem todas às terças-feiras*, das 17h às 18h30, no CEI, localizado na Rua Dr. Quirino, 1856, na Vila Itapura, em Campinas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3233-6560 ou (19) 3241-0629 ou ainda pelo e-mail <a href="mailto:contato@ceicampinas.org.br">contato@ceicampinas.org.br</a>.</p>
<p>Em função do feriado de 21 de abril, o próximo ensaio será dia 22, às 17 horas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Migração de espécies, guardiãs do mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 16:58:30 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
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<p dir="ltr">    Sem maior destaque na mídia, nesta semana está sendo realizada em Campo Grande (MS) a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). As Partes da sigla COP significam os 133 países que fazem parte da Convenção e, portanto, têm obrigações a cumprir em termos de proteção das espécies migratórias.</p>
<p dir="ltr">         De fato, todo grande evento relacionado à proteção da biodiversidade, como esta COP15, não recebe a mesma atenção que todos aqueles ligados à questão da emergência climática, como foi o caso da COP30 de Belém do final de 2025. A emergência climática tem, com efeito, um apelo maior, pelos seus impactos globais, que estão acontecendo neste momento, como grandes enchentes ou secas intensas.</p>
<p dir="ltr">          Entretanto, é um grande erro minimizar o que está acontecendo com a erosão da biodiversidade em todo planeta. A vida foi tecida, ao longo de bilhões de anos, pela interação entre as espécies, animais e vegetais. A rápida erosão da biodiversidade, portanto, é uma grande ameaça à vida como um todo na nossa casa comum  de todos.</p>
<p dir="ltr">        É o que acontece com as espécies migratórias, grande parte delas ameaçadas de extinção ou com sério risco de desaparecimento. As espécies migratórias são consideradas bioindicadores excepcionais. Ou seja, em função de sua circulação entre vários biomas e ecossistemas, elas mostram como está o estado desses ambientes. Ao mesmo tempo, as espécies migratórias contribuem para a manutenção do equilíbrio desses ambientes, por exemplo no caso da preservação das cadeias alimentares.</p>
<p dir="ltr">        Em muitos casos, estamos falando de migrações de aves ou peixes que circulam por milhares de quilômetros, entre hemisférios Norte e Sul. Isto quer dizer que a sua proteção depende de ações coordenadas entre diferentes países. Daí a importância de eventos como as COPs da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), como esta em Campo Grande.</p>
<p dir="ltr">        O local da COP15 é muito simbólico, por ser realizada na chamada “porta do Pantanal”. O Pantanal é um bioma de enorme importância para dezenas, talvez centenas, de espécies migratórias, sobretudo de aves, que viajam entre os dois hemisférios. Assim, a conservação do Pantanal é fundamental para o equilíbrio ecológico de boa parte do planeta, em razão do papel das espécies migratórias que fazem dele o seu refúgio em algum momento do ano.</p>
<p dir="ltr">         A expectativa é a de que essa COP15 contribua para aprofundar os acordos e planos internacionais de preservação das espécies migratórias, o que exige a proteção de muitos habitats hoje sob graves ameaças, como desmatamento, pesca e caça predatória, avanço da urbanização desenfreada, entre outras.</p>
<p dir="ltr">        Com a realização da COP15 na capital do Mato Grosso do Sul, o Brasil se tornou presidente da Conferência das Partes para o próximo triênio. Com isso, o Brasil reafirma a sua posição estratégica nas negociações ambientais internacionais, o que amplia a sua responsabilidade no sentido de “fazer a sua parte”. Ou seja, para cobrar de algum país, o Brasil precisa primeiro fazer a lição de casa, e infelizmente o que tem acontecido nos últimos tempos é um grande retrocesso na área ambiental, pelas leis aprovadas no Congresso Nacional, como a do licenciamento ambiental.</p>
<p dir="ltr">         O Brasil vive então uma profunda contradição. Enquanto o Ministério do Meio Ambiente desenvolve importantes iniciativas, por exemplo com a relevante diminuição do desmatamento na Amazônia e outros biomas, há setores como o Parlamento que “jogam na direção contrária”, aprovando legislações que colocam em risco o sistema de proteção ambiental no país.</p>
<p dir="ltr">          Eventos como a COP15 em curso adquirem, então, importância maior ainda, pois revelam como o país tem, sim, um papel fundamental nas negociações ambientais globais e que, portanto, deveria ser mais coerente em medidas de preservação, o que exige um esforço coletivo, de toda a sociedade.</p>
<p dir="ltr">         Um caso especial recebe destaque nesta COP15. É o das espécies de peixes que circulam por ecossistemas de água doce, como rios e lagos. Justamente para esta Conferência, foi lançada a “Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce” e as conclusões não são nada animadoras.</p>
<p dir="ltr">       O estudo mostra que as populações animais que habitam ecossistemas de água doce estão diminuindo mais rapidamente do que as populações terrestres e marinhas. “No entanto, o colapso dos estoques migratórios de peixes de água doce recebeu pouca atenção internacional”, lamenta o documento.</p>
<p dir="ltr">       Conforme o relatório, as populações migratórias de peixes de água doce no mundo “diminuíram aproximadamente 81% desde 1970, e quase todas (97%) das 58 espécies migratórias incluídas na CMS, tanto de água doce quanto marinhas, estão ameaçadas de extinção”.</p>
<p dir="ltr">          A Avaliação Global indica as bacias fluviais fundamentais para a proteção de peixes migratórias e entre elas, naturalmente, está a do rio Amazonas. Por ocasião da COP15, o Brasil está apresentando vários planos de proteção de espécies que navegam nas águas do Amazonas e afluentes, como o bagre migratório amazônico e o bagre surubi pintado.</p>
<p dir="ltr">          De novo, a proteção dessas e outras espécies de peixes de água doce depende da ação coordenada internacional, ou seja, do multilateralismo diplomático, muito ameaçado hoje no planeta por ações como a do governo de Donald Trump, que tem sido um péssimo exemplo de respeito ao Direito Internacional. A saúde do planeta e da civilização humana depende mais do que nunca da cooperação internacional, e não o contrário.</p>
<p dir="ltr">      A migração de aves e muitas outras espécies é um exemplo de que fronteiras nacionais são fictícias. Os povos e nações cada vez mais deveriam buscar, da mesma forma, o entendimento, a cooperação, o livre trânsito, mantidos os limites legais, para garantir o fluxo cultural e civilizacional.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://horacampinas.com.br/migracao-de-especies-guardias-do-mundo-por-jose-pedro-martins/"><em>(Publicado originalmente no portal Hora Campinas)</em></a></p>
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		<title>Projeto na Serra do Japi consolida ações de conservação e recarga hídrica com impactos em Jundiaí e região</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 20:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhos da Serra está na terceira etapa de execução, conduzido pelo  Consórcio PCJ com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil O Projeto Olhos da Serra entra em sua terceira etapa em 2026, consolidando ações de conservação e recarga hídrica na Serra do Japi, em Jundiaí (SP). A queda no risco de incêndio e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Olhos da Serra está na terceira etapa de execução, conduzido pelo</i></b></p>
<p><b><i> Consórcio PCJ com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil</i></b></p>
<p>O Projeto Olhos da Serra entra em sua terceira etapa em 2026, consolidando ações de conservação e recarga hídrica na Serra do Japi, em Jundiaí (SP). A queda no risco de incêndio e a manutenção do volume de infiltração de água no solo da região são alguns dos resultados recentes alcançados pela iniciativa.</p>
<p>Conduzido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil, o Projeto Olhos da Serra desenvolve atividades desde 2022 com o objetivo de conservar mais de dois mil hectares de reserva biológica e os recursos hídricos da Serra do Japi.</p>
<p>Considerada um dos últimos grandes remanescentes de Mata Atlântica no interior do Estado de São Paulo, a cadeia montanhosa abrange os municípios de Cabreúva, Cajamar, Jundiaí e Pirapora do Bom Jesus, e tem importância ambiental reconhecida nacional e internacionalmente.</p>
<p>“A proteção e a preservação dos recursos hídricos são pilares centrais da nossa agenda ESG. Por meio do projeto Olhos da Serra, contribuímos com demais agentes locais para a segurança hídrica da região onde atuamos, em linha com as práticas que adotamos diariamente na fábrica de Jundiaí. A unidade opera com grande economia no consumo de água para a fabricação de bebidas, e a eficiência nos processos de gestão hídrica foi certificada internacionalmente em 2025 pela Alliance for Water Stewardship (AWS)”, destaca Priscila Bures, head de ESG da Coca-Cola FEMSA Brasil.</p>
<p>“A parceria Consórcio PCJ, Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil é um case de sucesso, pois, consegue agregar ações em conjunto com o poder público, privado e sociedade civil numa área estratégica para as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, como é a Serra do Japi. Nesses quatro anos de projeto, temos resultados importantes em áreas sensíveis, como o combate à incêndios, preservação florestal, sensibilização ambiental, saneamento rural e recarga hídrica, o que configura o Projeto Olhos da Serra como um marco para segurança hídrica e ambiental”, atenta a coordenadora de projetos do Consórcio PCJ, Mariane Leme.</p>
<p><b>Monitoramento com IA</b></p>
<p>Uma das ações mais importantes do Olhos da Serra foi a implantação, na terceira etapa do projeto, de um sistema de monitoramento da Serra do Japi baseado em Inteligência Artificial (IA) para a prevenção e detecção precoce de incêndios florestais, um problema recorrente na região. A tecnologia vem permitindo agilizar a resposta às ocorrências de queimadas, o que contribui para a proteção da biodiversidade local.</p>
<p>Conhecido como Pantera, o sistema implementado pela startup umgrauemeio monitora a área em tempo real por meio de uma câmera de alta resolução com rotação de giro de 360°, instalada em uma torre de rádio no alto da Serra. As imagens são analisadas com ferramentas de IA para identificar focos de incêndio com alta precisão, permitindo que as equipes de emergência (Divisão Florestal da Guarda Municipal e a Defesa Civil) sejam acionadas mais rapidamente.</p>
<p>Dados do Pantera apontam a queda nas ocorrências desse tipo de sinistro na Serra do Japi em 2025, com a predominância de risco baixo e muito baixo de focos de incêndio. Graças à detecção precoce proporcionada pela tecnologia, associada às campanhas de conscientização para evitar queimadas, houve ganhos significativos no volume de infiltração de água de chuva no solo.</p>
<div id="attachment_21275" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Japi21.jpeg"><img class="size-large wp-image-21275" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Japi21-1024x682.jpeg" alt="Serra do Japi é conhecida como Castelo das Águas, pela riqueza de recursos hídricos (Crédito: Consórcio PCJ/Divulgação)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Serra do Japi é conhecida como Castelo das Águas, pela riqueza de recursos hídricos (Crédito: Consórcio PCJ/Divulgação)</p></div>
<p><b>Maior recarga de água</b></p>
<p>Sem incêndios, a mata colabora para preservar a água porque a vegetação intacta protege o solo. Queimadas destroem essa proteção natural, fazendo com que cinzas e sedimentos sejam levados pela chuva, poluindo os recursos hídricos. Solos desprotegidos pelo fogo perdem também a capacidade de absorver a chuva, infiltrar a água e recarregar o lençol freático, o que leva à diminuição da vazão de nascentes e rios.</p>
<p>No caso da Serra do Japi, evitar esse problema é crucial, já que a região, conhecida como “Castelo das Águas”, possui grande quantidade de nascentes e cursos d’água. Mais de 800 nascentes e de uma centena de corpos d&#8217;água já foram mapeados pelo projeto.</p>
<p>Além do monitoramento de incêndios, outras atividades de conservação da Reserva Biológica (REBIO) desenvolvidas pelo Olhos da Serra, como plantio de árvores de espécies nativas, ações de educação ambiental e comunicação social com a comunidade e controle de circulação humana não autorizada, têm colaborado para a manutenção de uma recarga anual superior a 5,5 bilhões de litros de água no solo da Serra do Japi, permitindo o aumento da disponibilidade e da qualidade da água para a região.</p>
<p>Estima-se em cerca de meio milhão de habitantes a população beneficiada até o momento com as atividades do Projeto Olhos da Serra, já que a água que nasce na região da Serra do Japi contribui com o Rio Jundiaí e o Ribeirão Piraí, mananciais que possuem captações superficiais nos municípios das Bacias PCJ, a exemplo de Cabreúva, Indaiatuba, Itupeva e Jundiaí.</p>
<p><b>Sobre o Projeto Olhos da Serra</b></p>
<p>Conduzido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil, o Projeto “Olhos da Serra” tem o propósito de conservar os recursos hídricos na região. Como prioridade total do projeto, a preservação dos recursos naturais compreende, entre outras atividades, o combate aos incêndios, com formação de brigadistas e aplicação de curso de capacitação profissional pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a educação ambiental, o monitoramento de invasões humanas, a promoção de ações de reflorestamento e saneamento rural, com a implantação de uma propriedade modelo com tratamento de efluentes, gestão de resíduos e de água cinza.</p>
<p>O Olhos da Serra também conta com a parceria das seguintes instituições: Prefeitura Municipal de Jundiaí (Diretorias de Meio Ambiente, de Agronegócios e de Parcerias Estratégicas, Guarda Municipal – Divisão Florestal e Defesa Civil); Fundação Serra do Japi; DAE Jundiaí; Fundação Florestal; Embrapa; Instituto Cerrados; Associação dos Amigos dos Bairros de Santa Clara, Vargem Grande, Caguassu e Paiol Velho (SAB Santa Clara); Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA); Conselho Gestor da Serra do Japi (CGSJ); Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun) e Aliados pela Água.</p>
<p><b>Realização: Consórcio PCJ</b></p>
<p>O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) é uma associação de usuários de água, de direito privado e sem fins lucrativos, integrada por 43 municípios e 26 grandes empresas. A entidade possui independência técnica e financeira para a realização de atividades de recuperação e preservação dos mananciais das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, as Bacias PCJ (UGRHI 5).</p>
<p>O Consórcio PCJ é referência nacional e internacional na gestão de recursos hídricos, membro de importantes instituições ligadas à área, como o Conselho Mundial da Água, as Redes Internacional, Latina e Brasileira de Organismos de Bacias (RIOB, RELOB e REBOB), além de participar ativamente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.</p>
<p><b>Patrocínio: Coca-Cola Brasil</b></p>
<p>O Sistema Coca-Cola Brasil atua em cinco grupos de bebidas — colas, sabores, hidratação, nutrição e emergentes — com uma linha de mais de 200 produtos, entre sabores regulares e versões sem açúcar ou de baixa caloria. Composto por sete grupos de fabricantes franqueados, o Instituto Coca-Cola Brasil, mais Verde Campo e a parceria com Leão Alimentos e Bebidas, o Sistema emprega diretamente 56,6 mil funcionários. A empresa aposta em inovação para ampliar seu portfólio e atingir o objetivo de destinar corretamente o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030. A Coca-Cola Brasil trabalha para oferecer cada vez mais opções com menos açúcar adicionado e no incentivo a iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua.</p>
<p><b>Sobre a Coca-Cola FEMSA</b></p>
<p>A Coca-Cola FEMSA, S.A.B. de C.V. é a maior engarrafadora do mundo em volume de vendas. A empresa produz e distribui bebidas das marcas registradas da The Coca-Cola Company, oferecendo um amplo portfólio a mais de 276 milhões de consumidores todos os dias. Com mais de 93 mil colaboradores, a companhia comercializa e vende aproximadamente 4,2 bilhões de caixas unitárias por meio de cerca de 2,2 milhões de pontos de venda ao ano.</p>
<p>Operando 56 fábricas e 256 centros de distribuição, a Coca-Cola FEMSA está comprometida em gerar valor econômico, social e ambiental para todos os seus públicos de interesse em toda a cadeia de valor.</p>
<p>A empresa integra diversos índices de sustentabilidade, incluindo o Dow Jones MILA Pacific Alliance e o FTSE4Good Emerging Index. Suas operações abrangem determinados territórios no México, Brasil, Guatemala, Colômbia e Argentina, além de cobertura nacional na Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Uruguai e na Venezuela, por meio de um investimento na KOF Venezuela. Para mais informações, acesse: <a href="https://urldefense.com/v3/__http:/www.coca-colafemsa.com__;!!PTofIi1gvQZXGA!oTRFEOXJM3eCfaokrpS52c2mDjX0ftlUifMEvXjjB2pca0qtaaF_TQPvCKT1so5OYM66b4rqMWt2qh91KmceedqZ6AfL$">www.coca-colafemsa.com</a></p>
<p><strong><br />
<b>Sobre a Coca-Cola FEMSA Brasil</b> &#8211; </strong>Operação da Coca-Cola FEMSA no Brasil, a companhia iniciou suas atividades em 2003 e é a fabricante do Sistema Coca-Cola com maior volume de vendas no País. Possui mais de 25 mil colaboradores e está presente em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) com 11 fábricas e 47 centros de distribuição. Com um portfólio multicategoria de mais de 130 marcas, a companhia atende a mais de 480 mil clientes, alcançando cerca de 95 milhões de consumidores.</p>
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		<title>Unimed Campinas é contemplada com o Selo Empresa Amiga da Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 19:02:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Conferido pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o reconhecimento se deve ao conjunto de ações desenvolvidas pela cooperativa junto ao seu público feminino interno que representa 77% do quadro de colaboradores e 72% das lideranças Com 1.573 mulheres entre os 2.031 colaboradores, o que representa 77% do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Conferido pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o reconhecimento se deve ao conjunto de ações desenvolvidas pela cooperativa junto ao seu público feminino interno que representa 77% do quadro de colaboradores e 72% das lideranças</em></p>
<p>Com 1.573 mulheres entre os 2.031 colaboradores, o que representa 77% do quadro funcional, a Unimed Campinas se destaca como uma das instituições que mais empregam mulheres na RMC. Com essa expressiva representatividade feminina, a cooperativa mantém políticas estruturadas voltadas à diversidade, inclusão, equidade e ao enfrentamento da violência de gênero. Esse compromisso acaba de ser reconhecido pela Prefeitura de Campinas, que concedeu à Unimed Campinas, nesta quinta-feira, 12 de março, o Selo Empresa Amiga da Mulher. A solenidade foi realizada às 15h, no Salão Azul.</p>
<p>“O Selo Empresa Amiga da Mulher é uma conquista que muito nos honra, especialmente por representar uma parte essencial do nosso Programa de Diversidade e Inclusão, que vem sendo construído e fortalecido continuamente”, afirma o presidente da Unimed Campinas, Dr. Gerson Muraro Laurito. Para ele, o reconhecimento reflete a evolução interna da cooperativa, que tem se posicionado de forma consistente, sempre guiada pelo olhar da diversidade e da inclusão.</p>
<p>Entre as práticas que integram a cultura organizacional da cooperativa estão planos de ação para proteção à integridade, com foco na prevenção e no combate à violência de gênero no ambiente de trabalho; campanhas permanentes sobre direitos das mulheres; iniciativas de valorização profissional que asseguram igualdade de oportunidades; e a promoção de um ambiente seguro, acolhedor e comprometido com a saúde física e mental das colaboradoras.</p>
<p>Além dessas ações, a Unimed Campinas reforça seu compromisso com o público interno, por meio de iniciativas, como o direito ao afastamento de mulheres em situação de risco, sem prejuízo do vínculo empregatício, e a oportunidade de vagas para mulheres que estejam rompendo o ciclo de violência doméstica e de gênero, bem como para mães de crianças na primeira infância, medidas que favorecem a autonomia financeira e o desenvolvimento profissional. Somam-se a isso ações de apoio e proteção às colaboradoras em situação de violência doméstica, incluindo canais de denúncia, acolhimento psicológico próprio, oferecido pela medicina do trabalho da Unimed Campinas e orientação sobre serviços especializados disponíveis no município.</p>
<p><strong>Lideranças femininas</strong></p>
<p>Com um quadro majoritariamente feminino, a Unimed Campinas também se destaca pela presença de mulheres em posições estratégicas: 72% dos cargos de supervisão, coordenação, gerência e superintendência são ocupados por elas.</p>
<p>Não podemos falar de mulheres líderes sem falar do Programa interno <strong>“Lidera: um momento só nosso</strong>”, que nasceu para ampliar ainda mais a cultura de Diversidade, Equidade e Inclusão da cooperativa.  “Esse programa é um espaço muito especial para descompressão, para que as lideranças femininas tenham um lugar de escuta e de fala em um ambiente seguro, onde elas possam compartilhar histórias, experiências e realidades”, explica a Superintende Geral da Unimed Campinas Elem Serafim Martins, anfitriã do Lidera.</p>
<p>Além de todas as práticas voltadas para as mulheres da cooperativa, as ações de diversidade, equidade e inclusão da Unimed Campinas contemplam ainda outros pilares, como questão racial, inclusão de pessoas com deficiência, pertencimento e inclusão de pessoas LGBTQIA+ e a convivência entre diferentes gerações no ambiente de trabalho.</p>
<p>A Prefeitura de Campinas concedeu o Selo Empresa Amiga da Mulher a estas organizações:  Associação Atlética Ponte Preta, Grupo Sabin, Hospital Santa Tereza, Shopping Parque das Bandeiras, Shopping Prado Boulevard, Supermercados Dalben e Unimed Campinas. Já NCR Atleos Brasil e Samsung renovaram o selo após dois anos de participação no programa.</p>
<table style="height: 247px;" width="479">
<tbody>
<tr>
<td width="46"></td>
<td width="417"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Unidos do Candinho dá show debaixo de chuva em Sousas, Campinas</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 20:11:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A forte chuva que caiu sobre o distrito de Sousas, em Campinas, na tarde do último sábado, 7 de fevereiro, acabou se tornando parte da cena e do sentido do desfile do Bloco Unidos do Candinho. O temporal acompanhou o cortejo e dialogou diretamente com o samba-enredo deste ano, transformando a apresentação em um momento de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">A forte chuva que caiu sobre o distrito de Sousas, em Campinas, na tarde do último sábado, 7 de fevereiro, acabou se tornando parte da cena e do sentido do desfile do <strong>Bloco Unidos do Candinho</strong>. O temporal acompanhou o cortejo e dialogou diretamente com o samba-enredo deste ano, transformando a apresentação em um momento de grande emoção e afeto coletivo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Por volta das 13 horas, usuários e profissionais do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, referência nacional em saúde mental, atuando como integrantes da bateria, começaram a se concentrar no Casarão da instituição. Aos poucos, outros trabalhadores e pessoas da comunidade foram se juntando ao grupo, em clima de animação e expectativa.</p>
<p style="font-weight: 400;">Às 15 horas, o bloco iniciou o desfile pela estradinha que dá acesso às ruas do distrito. A chuva começou antes que o bloco chegasse ao portão do Cândido. Mas a bateria seguiu firme, com os integrantes usando fitas pretas amarradas nos braços, em referência ao samba-enredo <em>“O meu luto é lutar”</em>. O volume da chuva aumentou e o canto ganhou ainda mais força, especialmente no refrão:<br />
<em>“Sou Candinho, não vou retroceder / Nosso afeto é instrumento pra acessar você.”</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Encharcados e animados, os integrantes seguiram em frente, em meio a muitos abraços. Os moradores das Residências Terapêuticas do Cândido Ferreira também participaram do desfile, acompanhando o bloco no trenzinho. O desfile foi realizado com recursos de uma emenda parlamentar da vereadora Paolla Miguel, que também integrou a bateria.</p>
<div id="attachment_21255" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Candinho8.jpg"><img class="size-large wp-image-21255" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Candinho8-1024x768.jpg" alt="Encharcados mas animados: Candinho é resiliência (Foto Divulgação)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Encharcados mas animados: Candinho é resiliência (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400;">Na chegada do grupo à Praça Beira Rio, no centro de Sousas, a chuva deu uma trégua e outros moradores vieram se juntar ao Candinho. Na praça, a bateria fez mais uma apresentação marcada por energia, alegria e integração com a comunidade local.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Acompanho esse bloco há muito tempo e, mesmo com a chuva, não podia deixar de vir aqui hoje. É muito lindo e muito comovente esse trabalho do Cândido”, afirmou a professora Maria Helena Gomes, que  levou os dois filhos adolescentes para participar.</p>
<p style="font-weight: 400;">Após quatro meses de ensaios, o mestre da bateria, Marcelo Pinta, comemorou: “O dia chegou, e foi maravilhoso”. Já o autor do samba-enredo, Clauber Reis, resumiu: “Essa chuva veio sob medida. Estávamos precisando lavar a alma”.</p>
<p>Mais do que um bloco carnavalesco, o Unidos do Candinho é uma manifestação cultural ligada à história da saúde mental em Campinas. Sua trajetória está firmemente conectada ao cuidado em liberdade e à quebra de estigmas, utilizando a música como ferramenta de expressão, encontro e transformação social.</p>
<p>O bloco começou com a participação de usuários do Serviço de Saúde Cândido Ferreira, referência em saúde mental, um dos pilares da reforma psiquiátrica ocorrida no Brasil. Com o tempo, o bloco passou a ter ampla participação da comunidade. Seus desfiles são cada vez mais um exemplo de alegria, criatividade e quebra de preconceitos.</p>
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		<title>Instituto Anelo abre 160 novas vagas para aulas gratuitas de música</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 21:01:21 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[O Instituto Anelo, associação sem fins lucrativos que há mais de 25 anos oferece aulas gratuitas de música no Distrito do Campo Grande, em Campinas, abre inscrições para interessados em participar da seleção para estudar na instituição no primeiro semestre de 2026. Ao todo são 160 novas vagas. As inscrições serão on-line entre os dias ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Anelo, associação sem fins lucrativos que há mais de 25 anos oferece aulas gratuitas de música no Distrito do Campo Grande, em Campinas, abre inscrições para interessados em participar da seleção para estudar na instituição no primeiro semestre de 2026. Ao todo são 160 novas vagas.</p>
<p>As inscrições serão on-line entre os dias 05 e 07 de fevereiro de 2026. As vagas contemplam cursos, em aulas presenciais, de acordeon, bateria, canto, cavaquinho, contrabaixo, coro adulto, coro infantil, escaleta, flauta doce, flauta transversal, musicalização, saxofone, teclado, trompete, violoncelo, violão e violino.</p>
<p>O link do formulário para inscrição estará disponível no site do Instituto Anelo (anelo.org.br/vagas2026) entre as 8h do dia 05 de fevereiro (quinta-feira) e as 23h59 do dia 07 de janeiro (sábado).</p>
<p>Interessados sem acesso à internet poderão preencher o formulário na sede do Anelo, entre os dias 5 e 7 de fevereiro de 2026, (quinta a sábado), das 9h30 às 12h.</p>
<p>A lista de selecionados será divulgada no dia 13 de fevereiro (sexta-feira), no site do Anelo, devendo os indicados na lista atentarem-se às recomendações de realização de matrícula, como prazos e documentos necessários. Na entidade, as aulas começam na semana do dia 02 de março de 2026.</p>
<p>Entre os inscritos, terão preferência no preenchimento das vagas os grupos socialmente minorizados, pessoas em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiência, dentre outras, assim como, os moradores do distrito do Campo Grande.</p>
<p>Vale ressaltar que o Instituto Anelo é um projeto intergeracional. A idade mínima para participar dos cursos é de 5 anos, mas não há limite máximo para o aprendizado. No formulário de inscrição serão informados os dias da semana e horários das turmas com vagas disponíveis, bem como as idades às quais se destinam.</p>
<p>Uniforme</p>
<p>Embora as aulas oferecidas pelo Anelo sejam gratuitas, no ato da matrícula o aluno deverá adquirir uma camiseta, no valor de R$50,00, para ser usada como uniforme, sempre que o aluno estiver em atividade na entidade (aulas e apresentações).</p>
<p>De acordo com a coordenação, as aulas são gratuitas, mas cada aluno fica à vontade para contribuir de acordo com suas possibilidades, inclusive no ato da matrícula. As doações podem ser feitas em dinheiro ou via pix. Os valores arrecadados são utilizados na manutenção da sede do Anelo.</p>
<p>O Instituto Anelo</p>
<p>Fundado em 10 de maio de 2000, o Instituto Anelo já beneficiou, ao longo de 25 anos de atividades, mais de 15 mil pessoas em seus projetos. Alguns deles tornaram-se músicos profissionais e professores, inclusive lecionando na própria instituição e assumindo a coordenação das iniciativas.</p>
<p>Atualmente, o Anelo trabalha com os seguintes projetos:</p>
<p>Brincando com os Sons – Iniciação musical para crianças a partir de 5 anos;</p>
<p>Instrumentos Orquestrais – Ensino de violino, sopros de madeira e de metais para crianças, adolescentes e jovens a partir de 8 anos;</p>
<p>Instrumentos Diversos – Ensino de instrumentos de cordas dedilhadas, percussivos e de teclas a crianças a partir de 8 anos, adolescentes e adultos;</p>
<p>Práticas Musicais Coletivas – Compreende os coros Infantil, Juvenil e Adulto, Grupo de Sanfona, de Violão e de Percussão; e</p>
<p>Práticas de Conjunto – Práticas de Banda e Orquestra Iniciante com a participação de alunos (adolescentes, jovens e adultos) de diferentes instrumentos.</p>
<p>Além disso, a entidade tem a própria big band, a Orquestra Anelo, e conta com grupos artísticos e de representatividade formados por professores e colaboradores do projeto que representam a instituição em eventos e festivais.</p>
<p>O Anelo mantém suas atividades por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. Interessados em apoiar o projeto por meio de doação direta ou via leis de incentivo, podem entrar em contato pelo email contato@anelo.org.br.</p>
<p>Serviço</p>
<p>Inscrições online para as vagas de aulas de música no primeiro semestre de 2026</p>
<p>Data: de 05 a 07 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Como proceder:</p>
<p>Preencher formulário on-line a ser disponibilizado no site do Instituto Anelo (anelo.org.br/vagas2026) entre as 8h do dia 05 de fevereiro e as 23h59 do dia 07 de fevereiro.</p>
<p>Pessoas sem acesso à internet poderão preencher o formulário na sede do Instituto Anelo (Rua Vicente de Marchi, 718, Jardim Florence I, Campinas, SP), entre os dias 05 e 07 de fevereiro (quinta a sábado), das 8h30 às 11h.</p>
<p>Saiba mais</p>
<p>Mais informações sobre o Instituto Anelo: anelo.org.br</p>
<p>Redes sociais: facebook: @institutoanelo | instagram: @institutoanelo | YouTube: Instituto Anelo Oficial | Linkedin: Instituto Anelo</p>
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