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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Cultura Viva</title>
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		<title>Exposição “A Oitava Arte&#8221; reúne 22 artistas fotógrafos no Centro de Convivência Cultural</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 20:45:23 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[CampinasCulturalNaoPara]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Mostra com curadoria de Ligia Testa e Rosita Cavenaghi integra a programação do XVI Festival Hercule Florence e fica em cartaz de 5 a 29 de agosto O Centro de Convivência Cultural de Campinas recebe, de 5 a 29 de agosto, a exposição “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II”, mostra que reúne obras de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Mostra com curadoria de Ligia Testa e Rosita Cavenaghi integra a programação do XVI Festival Hercule Florence e fica em cartaz de 5 a 29 de agosto</i></p>
<p>O Centro de Convivência Cultural de Campinas recebe, de 5 a 29 de agosto, a exposição “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II”, mostra que reúne obras de 22 artistas fotógrafos e integra a programação oficial do XVI Festival Hercule Florence. O vernissage acontece no dia 5 de agosto, às 19h, no saguão principal do espaço.</p>
<p>Em sua segunda edição, a exposição apresenta duas obras de cada artista participante, reunindo diferentes olhares, linguagens e abordagens sobre a fotografia como expressão artística. A mostra tem curadoria de Ligia Testa e Rosita Cavenaghi e conta com apoio da Prefeitura de Campinas e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Por integrar a programação do XVI Festival Hercule Florence, a iniciativa também conta com apoio da Unicamp, Senac e Sesc.</p>
<p>Além de marcar a abertura da 16ª edição do Festival Hercule Florence, a exposição fará parte do encerramento da programação, com uma visita guiada pela mostra. Ao todo, serão apresentadas 44 fotos de 22 artistas. Aos sábados, o público também poderá visitar a tradicional feira hippie do centro cultural, que acontece em frente à entrada do espaço onde estarão as obras.</p>
<p>Para Ligia Testa, a proposta da mostra é reforçar a fotografia como uma linguagem central na arte contemporânea, capaz de transitar entre o registro, a interpretação e a construção poética da imagem.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-17-at-17.40.36.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21768" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-17-at-17.40.36.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-07-17 at 17.40.36" width="1080" height="1350" /></a></p>
<p>“A ideia de chamar a fotografia de ‘oitava arte’ é sedutora, ainda que não seja exatamente consensual do ponto de vista histórico. Por isso, é importante reconhecê-la como essencial: a fotografia deixou de ser apenas um registro técnico para se firmar como uma das linguagens centrais da arte e da cultura visual contemporânea. Sem fotografia, não há cultura imagética como a conhecemos hoje”, afirma Ligia.</p>
<p>Para Rosita Cavenaghi, a fotografia deve ser compreendida também por sua dimensão coletiva e social. “Chamar a fotografia de essencial não é exagero. A fotografia molda a nossa memória coletiva, redefine a forma como percebemos o real e democratiza a produção de imagens. Hoje, além de sustentar grande parte da cultura visual contemporânea, ocupa um papel central na maneira como registramos, interpretamos e compartilhamos o mundo”, afirma.</p>
<p>Participam da exposição os fotógrafos Bel Young, Cadu Carmignani Verdade, Cati Alionis, Claudio Colavolpe, Daniel Gallo, Daniel Von, Elisabeth Wortsman, Fabiana Yazbek, Germano, Heloisa Tannuri, Huguette Gallo, JR Hofling, Marcio Murilo Pilot, Piergiorgio Castrucci, Pierre Piton, Renata Grangeiro, R. Kovacs, Ricardo Lima, Sayuri Assanuma, Sergio Poroger, Tania Martins e Thelma Gátuzzô.</p>
<p>“É com grande alegria que a exposição ‘A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II’ integra a programação oficial da 16ª edição do Festival Hercule Florence, em agosto. Esta é uma belíssima ação idealizada e realizada por Ligia Testa e Rosita Cavenaghi, que agora se une ao Festival para somar forças e dar ainda mais visibilidade à nossa paixão em comum. É uma excelente oportunidade para apresentar o seu olhar, compartilhar a sua linguagem e fazer parte de uma mostra que valoriza a fotografia como expressão artística essencial”, comenta Ricardo Lima, idealizador e presidente do Festival Hercule Florence.</p>
<p>A presença da mostra na programação do Festival Hercule Florence amplia a visibilidade da iniciativa e reforça o diálogo entre artistas, instituições culturais e público em torno da fotografia como linguagem artística, documental e contemporânea.</p>
<p><b>Serviço</b><br />
<b>Exposição:</b> A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II<br />
<b>Período:</b> de 5 a 29 de agosto de 2026<br />
<b>Vernissage:</b> 5 de agosto, às 19h<br />
<b>Local:</b> Centro de Convivência Cultural de Campinas — saguão principal<br />
<b>ENTRADA GRATUITA</b></p>
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		<title>Inquietante, angustiante, a queda da cobertura na imprensa sobre mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins O Hemisfério Norte tem experimentado seguidas ondas de calor no Verão de 2026, com número de mortes ainda não totalmente contabilizado, mas que pode superar as anteriores. Outros indicadores são de agravamento crescente do aquecimento global, como no caso do virtual desaparecimento, ainda este ano ou em 2027, da última ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>O Hemisfério Norte tem experimentado seguidas ondas de calor no Verão de 2026, com número de mortes ainda não totalmente contabilizado, mas que pode superar as anteriores. Outros indicadores são de agravamento crescente do aquecimento global, como no caso do virtual desaparecimento, ainda este ano ou em 2027, da última geleira da Indonésia (conhecida como Pirâmide Carstensz, situada na ilha indonésia de Papua), como demonstrou recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O mesmo relatório alertou que entre 2005 e 2023 foi de 42% a redução das geleiras da Nova Zelândia, no contexto do incremento das temperaturas do Pacífico Sudoeste, com recordes sucessivos.</p>
<p>O desaparecimento de geleiras por todo planeta é um dos mais graves sinais do agravamento do aquecimento global. Além disso, trata-se de uma perda irreparável, irrecuperável, de referência espiritual para milhões de pessoas, que há séculos têm na cobertura de neve em suas montanhas a sua inspiração, e mesmo a sua diretriz cultural e de vida.</p>
<p>Enquanto isso, têm sido frustrantes as negociações relacionadas ao enfrentamento das mudanças do clima, como se viu no <strong><span style="font-weight: 400;">encontro realizado há poucos dias em Bonn, Alemanha, preparatório à COP 31, que acontece em novembro no charmoso balneário de Antália, na Turquia. A COP 31 terá presidência dupla, do país anfitrião e da Austrália, que queria levar a conferência para Adelaide e não conseguiu.</span></strong> Mais um sinal do labirinto em que se encontram as negociações multilaterais, cada vez mais afetadas pela posição unilateral do governo de Donald Trump, que vem inspirando governos de direita e extrema-direita por todo planeta a se afastarem de tudo que diz respeito a proteção da natureza e, claro, a qualquer entrave ao lucro a qualquer preço, sobretudo das grandes corporações dos combustíveis fósseis e da indústria bélica.</p>
<p>Em meio a todo esse cenário estarrecedor, é inquietante, angustiante, a queda da cobertura da imprensa sobre as mudanças climáticas. O mais recente estudo do Observatório Mídia e Mudanças Climáticas, da Universidade do Colorado, informou que a cobertura da mídia em 2026 permanece inferior à de 2025. &#8220;Comparando o primeiro semestre de 2026 com o primeiro semestre de 2025, a cobertura caiu pouco menos de 32%. Enquanto isso, a frequência de cobertura em junho de 2026 foi 13% menor do que em junho de 2025&#8243;, afirma a pesquisa, que é feita com o monitoramento do noticiário dos principais veículos de comunicação do planeta.</p>
<p>Houve alguns aumentos pontuais, como no caso de mídias europeias, em função das ondas de calor no continente, mas de forma geral há um arrefecimento na cobertura, talvez reflexo de uma tendência de atenuação das políticas de proteção socioambiental, como a que tem sido verificada na própria Comunidade Europeia. Está em curso, por exemplo, a flexibilização da Diretiva de Reporte de Sustentabilidade e da Diretiva de Due Diligence sobre Sustentabilidade Corporativa. Com isso, diminuem ou desaparecem obrigações empresariais e em suas cadeias de fornecedores, em termos de respeito aos direitos humanos ou proteção ambiental.</p>
<p>O mesmo retrocesso já havia sido verificado com a suspensão das atividades da Net-Zero Banking Alliance (NZBA), a aliança de bancos que tinha sido criada para promover a descarbonização no âmbito das maiores instituições financeiras do planeta. Está em curso, enfim, um evidente andar-para-trás em termos de proteção ambiental, justamente no momento em que o planeta sente cada vez mais os impactos de um crescimento contínuo de emissões de gases derivados de combustíveis fósseis, apesar do avanço, ainda insuficiente, do uso de energias renováveis. Nem precisamos falar dos retrocessos que têm ocorrido no Brasil, como na absoluta flexibilização do sistema de licenciamento ambiental, aprovado pelo Congresso Nacional, por iniciativa de seus setores mais retrógrados.</p>
<p>Em um panorama absolutamente negativo, a esperança continuava na ação da imprensa, mas o que tem sido observado não é nada animador, pelo contrário. Continuam na trincheira de defesa dos direitos de cidadania os sites e mídias chamados alternativos, independentes ou populares, que sobrevivem com muita luta e esforço de seus profissionais e alguns patrocinadores benevolentes. Mas até quando vão suportar?</p>
<p>No fundo, no fundo, está a questão do esvaziamento da influência da mídia como um dos pilares da democracia. Aqui dizemos democracia política, social, econômica e ambiental. Nesta rota, todos saem perdendo, inclusive os podres poderes que têm a ilusão de vitória. Quando não sobrar mais geleira, nem água, nem solo, nem floresta, nem nada, nem eles terão o que comemorar, a não ser a sua própria estupidez, arrogância e ignorância.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Pelo 10º ano, Anelo é convidado para representar o Brasil em festival italiano</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 21:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[CampinasCulturalNaoPara]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Instituto busca patrocínio para custear a participação no Ancona Jazz 2026, consolidando uma parceria iniciada em 2015, com impacto no projeto em Campinas e também na Europa  O Anelo, instituto sem fins lucrativos que oferece aulas de música no distrito de Campo Grande, periferia de Campinas (SP), se mobiliza com o objetivo de levar músicos até ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>Instituto busca patrocínio para custear a participação no Ancona Jazz 2026, consolidando uma parceria iniciada em 2015, com impacto no projeto em Campinas e também na Europa </b></p>
<div>O <span class="il">Anelo</span>, instituto sem fins lucrativos que oferece aulas de música no distrito de Campo Grande, periferia de Campinas (SP), se mobiliza com o objetivo de levar músicos até a Itália pela décima vez no final deste mês de julho, para participação como convidado do Ancona Jazz Summer. Com três representantes, a associação espera dar início à segunda década de  parceria  musical em solo italiano &#8211; um feito com marcas importantes no desenvolvimento dos alunos atendidos e professores. Para viabilizar a viagem, porém, está em busca de um patrocínio para complementar os recursos necessários.</div>
<div></div>
<div>Com um convite recebido em 2015, então para o Arcevia Jazz Feast, por intermédio do músico Guilherme Ribeiro, o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> iniciou uma jornada de parceria que  trouxe para a organização inúmeras possibilidades de aprendizado e trocas pedagógicas e de performance. “O que nunca havia se desenhado como uma possibilidade para os meninos e meninas da periferia de Campinas, tornou-se uma fonte de inspiração e possibilidade e, hoje, representa mais do que um marco, mas uma vitória da comunidade que pode se mostrar para o mundo de forma lúdica, para além dos estereótipos de vulnerabilidade que toda periferia carrega”, aponta Luccas Soares, fundador e coordenador geral do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>.</div>
<div></div>
<div>Soares enfatiza que a experiência “surreal vivida em 2015”, para as realidades dos músicos do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> &#8211; pessoas nascidas e criadas em um contexto de privações de acesso à cultura e a condições ideais de vida -, mudou a perspectiva de atuação e de possibilidades dos músicos, que passaram a enxergar menos barreiras para alcançar o mundo por meio da música.</div>
<div></div>
<div>“A empreitada, ao ser revisitada, parece à primeira vista que foi vivida de forma sem obstáculos, mas é aí que a realidade se impõe novamente. Em todas as ocasiões em que cumpria o propósito de levar músicos à Itália, o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> enfrentou desafios financeiros, que foram vencidos com muito esforço, ajuda de apoiadores, iniciativas de arrecadação, como venda de pizza, bazares, venda de apresentações musicais solidárias, pedido de doações e muita vontade de fazer a viagem acontecer, sem nunca termos conseguido um patrocínio direto de fato”, explica. Nesta edição, além da busca de um patrocínio, o instituto também está recebendo doações de qualquer valor via conta bancária (confira os dados ao fim do texto).</div>
<div></div>
<div>Ao longo dos anos, e até este momento, a parceria já garantiu a ida de 44 músicos da instituição para o festival da pequena cidade italiana de Acervia, que nesta edição se funde ao Ancona Jazz Summer, formando um importante polo de cultura de música improvisada na Itália. “A experiência também abriu o nosso horizonte de possibilidades. Só de passar a enxergar o mundo afora como um lugar que também é da periferia, fomos à China, Alemanha e África do Sul, sempre levando música brasileira e dividindo com a comunidade o que aprendemos. Fruto disso, é o Festival Transforma (criado no instituto), que já chegou a sua sétima edição e é inspirado no Arcevia Jazz Feast”, complementa Soares.</div>
<div></div>
<div>No festival internacional Ancona Jazz Summer 2026, o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> representará o Brasil com apresentações e uma oficina de baião, ritmo que encantou os italianos desde a primeira participação do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> na Itália. Serão seis dias de atividades &#8211; de 26 de julho a 1º de agosto.</div>
<div></div>
<div><b>Edição 2026 </b></div>
<div></div>
<div>Neste ano, a associação levará à Europa um trio, composto pelo fundador e coordenador geral do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, Luccas Soares, pela percussionista e professora Adriana Laranjeira e pela aluna de prática de banda Vanessa de Jesus. Além de divulgar a música brasileira na Itália, os músicos do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, além de um grupo sueco, também convidado, participarão de ações em sala de aula, trocando e difundindo conhecimento com os europeus. O festival bancará parcialmente os custos de hospedagem e alimentação, mas, para garantir presença na Itália , o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> precisa arrecadar R$ 35 mil. O valor estimado é o necessário para conseguir arcar com os custos da viagem e demais gastos previstos durante a estadia.</div>
<div></div>
<div>Soares conta que a parceria com o Arcevia Fest começou em 2015, quando o pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro, hoje é maestro da Orquestra <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, que já participava  do festival nos anos anteriores. Ele fez a ponte entre o evento e o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, apresentando o trabalho do instituto e viabilizando a participação, à época, de um grupo de cinco representantes. Desde então, a instituição conseguiu enviar outros grupos, consecutivamente até Arcevia, consolidando uma parceria que também rendeu visitas de estudantes de música italianos a Campinas e uma relação de amizade com a cantora italiana Suzanna Stivali, que chegou a ministrar aulas na associação. A única exceção foi 2020, auge da pandemia de Covid-19.</div>
<div></div>
<div>“Nossa parte didática foi impactada diretamente pela parceria. Isso fora o contexto social. Para os jovens da periferia, a Itália é algo muito longe ou desconhecido. Minha mãe, por exemplo, até me perguntou se a gente iria de ônibus. Então, ter essa oportunidade é muito relevante, não é ostentação ou um luxo, e sim mostrar que os músicos daqui podem alcançar esse palco”, afirma Soares. Segundo ele, a escolha pelo gênero baião nas apresentações atende a um interesse dos organizadores do festival, repetindo uma opção feita na primeira participação, em 2015, com grande aceitação.</div>
<div></div>
<div><b>Oportunidade </b></div>
<div></div>
<div>Estudante no <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, Vanessa de Jesus Silva Sarmento, seguirá, aos 30 anos de idade, para sua primeira viagem internacional. Mineira de Belo Horizonte, ela começou na música na igreja, e se mudou para a região de Campinas ainda criança, devido a uma necessidade dos pais. Fascinada por ritmos e influenciada principalmente pela black music, se dedica à formação em bateria e contrabaixo e está há três anos no <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>.</div>
<div></div>
<div>“Em busca de oportunidades, estava fazendo testes para entrar no conservatório de Tatuí, mas acabei desistindo pela distância e necessidade de locomoção constante, que seria muito custosa. Então acessei o Google à procura de lugares para aprender música na região, e o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> veio como primeira opção. Me interessei pelos projetos que existiam nele, a relevância, e a quantidade de alunos talentosos”, conta.</div>
<div></div>
<div>“O <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> exerce um papel fundamental no meu processo de formação musical, proporcionando acesso ao estudo da música de qualidade e a vivências que talvez eu não tivesse em outros contextos. Receber a notícia de que faria parte do trio que irá para a Itália foi uma grande alegria e uma surpresa muito especial. Senti orgulho, satisfação e honra. Demorou um tempo para eu compreender a dimensão dessa oportunidade para minha trajetória musical. Ter uma experiência internacional como essa e poder incluí-la em meu portfólio é algo que considero extremamente significativo.”</div>
<div></div>
<div>Já Adriana Laranjeira, outra representante do trio, e que atua há 20 anos como baterista, percussionista e professora,  afirma que participar do festival na Itália representa a realização de um sonho pessoal e profissional.</div>
<div></div>
<div>“É a minha primeira vez no país e poder representar o Instituto <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> e a música brasileira em um festival internacional é motivo de muita honra e alegria. O repertório que estamos preparando busca valorizar a riqueza rítmica e a diversidade da música brasileira, levando um pouco da nossa identidade cultural para o público internacional. Adriana considera que o contato com músicos de diferentes culturas servirá para ampliar a visão artística dos representantes do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, incorporar conhecimentos e inspirar novas possibilidades de ensino. “Tenho certeza de que voltarei ainda mais motivada para compartilhar essas vivências com meus alunos e continuar construindo caminhos através da música“, aponta.</div>
<div></div>
<div>“No <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, além de professora, tenho a alegria de acompanhar de perto o impacto transformador da música na vida dos alunos.”</div>
<div></div>
<div><b>Música sem barreiras </b></div>
<div><b> </b></div>
<div><img class="CToWUd a6T" tabindex="0" src="https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&amp;ik=1eab71f109&amp;attid=0.2&amp;permmsgid=msg-f:1869421132518211767&amp;th=19f1849d8b5b40b7&amp;view=fimg&amp;fur=ip&amp;permmsgid=msg-f:1869421132518211767&amp;sz=s0-l75-ft&amp;attbid=ANGjdJ8vO2NyTJ0QWXUl2s-QtYkv16Q60djneJSlyab0xN7ssq3cnVoVT2QiQVs4OBAH6w4TRoN9FOZMm_oXi7uOVphyZYL0j7MgK_5xiG-XWuAdoRsleN269gZM1SQ&amp;disp=emb&amp;realattid=ii_mqzzdiql1&amp;zw" alt="Ancona Divulgação.jpeg" width="467" height="334" data-image-whitelisted="" data-bit="iit" /></div>
<div>Ancona, cidade que receberá o festival   Foto: Divulgação</div>
<div></div>
<div>Segundo o diretor do Arcevia Feast e professor de trompete Samuele Garofoli, o festival, que ocorre há 28 anos, busca o desenvolvimento do pensamento musical por meio de uma didática e de uma metodologia já comprovadas. Ele ressalta como grande diferencial do evento a possibilidade aberta para unir pessoas e compartilhar diferentes experiências. “No festival tocamos o dia inteiro, levantamos temas, mas há também momentos de partilha. À mesa, enquanto todos comem juntos, nas jam sessions, desde o café da manhã até tarde da noite, sem nenhuma barreira geracional ou de gênero.”</div>
<div></div>
<div>Garofoli revela que as participações musicais de Brasil e Suécia ganham atenção especial dos organizadores nesta edição. “Muitos desses artistas que tocarão à noite estarão em sala de aula no dia seguinte”, conta. Afirma ainda que a união com o Ancona Jazz preencherá uma demanda de aumento das atividades. “Sentíamos falta de shows e precisamos disso, porque fazer música não é apenas estudar, mas também ouvir, inspirar-se e conhecer músicos. A união com o Ancona Jazz dá origem a um polo cultural dedicado ao jazz e à música improvisada de grande importância na Itália. Não esquecemos nossas raízes, mas desenvolveremos outras atividades, dedicadas a residências de música, gravações e documentários.”</div>
<div></div>
<div>Sobre a relação com o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>, ele define como parte de um processo de escolhas e de transformação do polo de formação italiano. “O trabalho realizado no Brasil é para nós uma grande fonte de inspiração. A atenção aos jovens, a construção de comunidades, o diálogo com o território e com diferentes culturas, a adaptação contínua dos espaços e da didática para responder aos desafios é uma abordagem que nos une. Os caminhos que seguimos são, em grande parte, fruto da experiência do <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span>. Arcevia Jazz Feast, Ancona e Instituto <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> são amigos para sempre.”</div>
<div></div>
<div><b>DOAÇÕES</b></div>
<div>Quem quiser contribuir com o <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> para viabilizar a viagem dos músicos pode enviar qualquer valor para a conta bancária do instituto ou via PIX.</div>
<div>
Banco do Brasil<br />
Agência: 3551-3<br />
Conta Corrente: 11.379-4<br />
PIX (CNPJ): 05.896.161/0001-29</p>
<p>O <span class="il"><span class="il">Anelo</span></span> pede, por gentileza, que, após a doação seja enviado o comprovante para: <a href="mailto:contato@anelo.org.br" target="_blank">contato@<span class="il"><span class="il">anelo</span></span>.org.br</a></div>
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		<title>Cia Tugudum apresenta espetáculo de dança para bebês dias 4 e 5 de julho em Campinas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 21:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[CampinasCulturalNaoPara]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[“Dança uma História?” será apresentado nos dias 04 e 05 de julho na sede do grupo às 11h Cia Tugudum apresenta neste sábado (04) e domingo (05), primeiro final de semana de julho de 2026, às 11h o espetáculo “Dança Uma História?” &#8211;  produção concebida para bebês e crianças até seis anos de idade, em ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Dança uma História?” será apresentado nos dias 04 e 05 de julho na sede do grupo às 11h</em></p>
<p dir="ltr">Cia Tugudum apresenta neste sábado (04) e domingo (05), primeiro final de semana de julho de 2026, às 11h o espetáculo “Dança Uma História?” &#8211;  produção concebida para bebês e crianças até seis anos de idade, em sua sede (R. Maestro Francisco Manoel da Silva, 690 &#8211; Jd. Santa Genebra &#8211; Campinas). Em cena, as dançarinas Cecília Gomes, Olívia Blanc e Valéria Franco contam com o corpo, música e movimento pequenas histórias que surgem e se transformam como as brincadeiras infantis. As crianças, pais, mães, cuidadores e cuidadoras são convidadas a apreciar o espetáculo, que tem duração de 35 minutos, bem de perto, praticamente imersos na cenografia e embarcando no universo lúdico e delicado. Como é uma produção de ambientação intimista, são pouco lugares disponíveis. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente pelo WhatsApp: 19 98109-5020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Pioneira nas pesquisas e produções de espetáculo para a primeira infância, a Cia Tugudum concebeu este espetáculo em 2013, na época com patrocínio do FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas). Ao longo destes 13 anos de sua estreia, a produção circulou com sucesso por creches municipais de Campinas, unidades do SESC-SP e Festival de Dança de Curitiba (PR).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">“O corpo e o movimento das dançarinas são o alicerce do roteiro coreográfico, ora compondo paisagens, ora transformando-se em elementos e personagens que compõem as pequenas histórias.  A interação entre as linguagens da dança e da música e a improvisação – principais focos de pesquisa da Cia. Tugudum &#8211;  estão presentes em algumas das cenas em que as dançarinas brincam com a sonoridade de instrumentos percussivos e de sopro.”, explica a diretora Valéria Franco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">O interesse dos bebês pelo movimento, pela interação e musicalidade nortearam as escolhas estéticas da diretora, que ministrou durante alguns anos atividades artísticas para bebês em uma creche próxima à sede do grupo, no Jardim Santa Genebra. Esta experiência e observação foram fundamentais no processo criativo e também para a consolidação de seu método de  para ensino-aprendizagem em dança como ferramenta de desenvolvimento integral do ser humano desde a 1ª infância, registrado em seu livro Diálogo Corpóreo &#8211; Pura Potência do Corpo Sujeito, lançado em 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Recomendações aos adultos</p>
<p dir="ltr">A Cia. Tugudum recomenda aos adultos que permitam aos bebês uma apreciação natural. Ou seja, não é necessário direcionar seu olhar durante as cenas. Caso haja algum desconforto do pequeno espectador, recomenda-se que os adultos acalmem os bebês no espaço externo e depois retornem ao espetáculo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Sobre a Cia. Tugudum</p>
<p dir="ltr">A Cia. Tugudum foi fundada em 1999. Ao longo dos anos criou espetáculos tanto para o público infantil como para o público adulto. Em reconhecimento às atividades de criação artística, a Cia. Tugudum foi contemplada em quatro edições do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas para a produção e circulação dos seguintes espetáculos: Corpo Fora (2008), Cuidado que Pega! (2009), Dança uma História (2013) e Apitaí (2023). O Ministério da Cultura também premiou a Companhia com os prêmios Klauss Vianna (2008-2009) e Procultura (2010) para o desenvolvimento de programações de dança contemporânea em sua sede. Atualmente, a Cia tem mais três espetáculos para bebês no seu repertório Psiu, vem brincar?!!(2016), Bichos (2022), Som na caixa (2025).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Serviço:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Dança Uma História?</p>
<p dir="ltr">04 e 05/07  às 11h</p>
<p dir="ltr">Espaço Tugudum &#8211; Rua Maestro Francisco Manoel da Silva, 690 &#8211; Jardim Santa Genebra &#8211; Campinas, SP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Ingressos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Venda de ingressos pelo whatsapp: 19 98109-5020</p>
<p dir="ltr">Antecipados até 30/06: R$ 35,00 uma criança + um adulto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Na hora:</p>
<p dir="ltr">R$ 50,00 uma criança + um adulto</p>
<p dir="ltr">R$ 40,00 adulto (avulso)</p>
<p dir="ltr">R$ 20,00 criança (avulso)</p>
<p dir="ltr"><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Dança Uma História?</p>
<p dir="ltr">Espetáculo de dança contemporânea para bebês com a Cia Tugudum</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Direção: Valéria Franco</p>
<p dir="ltr">Elenco: Cecília Gomes, Valéria Franco e Olívia Blanc</p>
<p dir="ltr">Cenografia: Júlio Lemos</p>
<p dir="ltr">Figurinos: Isabel Graciano</p>
<p dir="ltr">Pesquisa Musical: Valéria Franco</p>
<p dir="ltr">Desenho de luz: Valéria Franco</p>
<p dir="ltr">Operação técnica: João Dalga</p>
<p dir="ltr">Fotos: Suzana Barretto</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Flotilha Cênica Campinas-Gaza, no Festival Artes pela Paz</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 20:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo acompanhou, em tempo real, a missão da Global Sumud Flotilla (GSF) de 2025, uma ação humanitária em direção a Gaza, na Palestina, composta por ativistas de vários países, inclusive do Brasil, e que tentou furar o bloqueio e entregar alimentos e, sobretudo, solidariedade às vítimas do genocídio. A Flotilla viajou entre agosto e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo acompanhou, em tempo real, a missão da Global Sumud Flotilla (GSF) de 2025, uma ação humanitária em direção a Gaza, na Palestina, composta por ativistas de vários países, inclusive do Brasil, e que tentou furar o bloqueio e entregar alimentos e, sobretudo, solidariedade às vítimas do genocídio. A Flotilla viajou entre agosto e outubro de 2025, não conseguindo chegar a Gaza. Muitos ativistas foram detidos e depois deportados, inclusive a vereadora de Campinas Mariana Conti.</p>
<p>A missão humanitária despertou manifestações de solidariedade em todo o planeta e uma delas se materializou no videoarte &#8220;Flotilha Cênica Campinas-Gaza&#8221;, concebido por e com direção geral de Â<strong><span style="font-weight: 400;">ngela Mayumi Nagai e direção do vídeo por Murilo Ferrari. O videoarte é resultado de uma filmagem com várias pessoas, muitas delas estreantes em iniciativas do tipo. A filmagem aconteceu no CIS-Guanabara, em Campinas, e o videoarte foi convidado pelo Instituto Casa Comum para integrar a programação do Festival Artes pela Paz. &#8220;Flotilha Cênica Campinas-Gaza&#8221; será exibido nesta sexta-feira, 26 de junho, a partir das 20 horas, como parte do encerramento da programação do Festival.</span></strong></p>
<div id="attachment_21648" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Flotilha.jpg"><img class="size-full wp-image-21648" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Flotilha.jpg" alt="Cartaz do vídeoarte (Design Gráfico: Roberto Galian)" width="1024" height="1280" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz do vídeoarte (Design Gráfico: Roberto Galian)</p></div>
<p>Multiartista, formada pela primeira turma de dança do Instituto de Artes da Unicamp, onde fez mestrado e doutorado, com especialização em Teatro Nô japonês, Ângela Mayumi evidencia a ação voluntária das pessoas que participaram do videoarte. &#8220;Ninguém ganhou nada, foi apenas solidariedade a Gaza&#8221;, diz ela.</p>
<p>A idealizadora da obra assinala que o videoarte mostra basicamente a força de uma linguagem artística de matriz multicultural como expressão de solidariedade, uma ação humanitária através da arte, da beleza, para mostrar o drama vivenciado pela população de Gaza, na Palestina. &#8220;É  possível movimentar muitas energias positivas para furar este e outros bloqueios&#8221;, sintetiza Ângela, que destaca o apoio ao projeto por parte do CIS-Guanabara, Diretoria de Cultura e Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura da Unicamp, nos 60 anos da Universidade. É mais uma manifestação de solidariedade internacional de Campinas, por um mundo mais justo, humano e pacífico.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Sintonia do Silêncio, no Festival Artes pela Paz</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 19:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Em meio ao ritmo mecânico da metrópole, um evento artístico altera a percepção do tempo e produz uma breve experiência de convivência e de paz. A documentação em vídeo e arte de todas as camadas que formataram esse evento, realizado no coração do Cambuí, constitui o núcleo central do documentário “A ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio ao ritmo mecânico da metrópole, um evento artístico altera a percepção do tempo e produz uma breve experiência de convivência e de paz. A documentação em vídeo e arte de todas as camadas que formataram esse evento, realizado no coração do Cambuí, constitui o núcleo central do documentário “A Sintonia do Silêncio”, que será exibido a partir de 20 horas desta sexta-feira, no Centro de Convivência Cultural de Campinas, como parte da programação de encerramento do Festival Artes pela Paz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na realidade, “A sintonia do silêncio” será um dos três trabalhos audiovisuais com apresentação neste dia 26 de junho, no teatro interno do Centro de Convivência,  que foi resgatado como o principal espaço das artes na cidade. Também serão exibidos:</span></p>
<ul>
<li><i>Flotilha Cênica Campinas-Gaza</i> (videoarte)</li>
<li><i>Câmeras para a Paz</i> (produção da Oficina de Audiovisual para a Paz)</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos, de diferentes perspectivas e com diversidade de vozes, reafirmando a urgência da mensagem da paz, neste momento tão atribulado do planeta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O evento artístico que fornece o fio condutor de “A sintonia do silêncio” é o próprio Festival Artes pela Paz, aberto com um concerto no último dia 5 de abril de 2026. O Concerto </span>Sinfônico pela Paz, no Teatro de Arena do Centro de Convivência, teve a Orquestra Sinfônica de Campinas regida pelo maestro Nelson Ayres. O Concerto contemplou a participação especial das Caixeiras das Nascentes, a revoada de poemas (distribuída ao público no final do evento) e dança com Diane Ichimaru e Confraria da Dança, em um mosaico de linguagens artísticas ratificando a importância da paz, em todas as suas nuances.</p>
<div id="attachment_21635" style="width: 3610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/asintoniadosilencio453.jpg"><img class="size-full wp-image-21635" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/asintoniadosilencio453.jpg" alt="Equipe de A Sintonia do Silêncio (Foto Ana Laura Cintra/Divulgação)" width="3600" height="2400" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe de A Sintonia do Silêncio (Foto Ana Laura Cintra/Divulgação)</p></div>
<p>O Festival Artes pela Paz (veja &#8220;<a href="https://agenciasn.com.br/arquivos/21593">A descoberta de um mundo novo (de paz), no coração do Cambuí</a>&#8220;, aqui na Agência Social de Notícias) é uma iniciativa de Célio Turino e Silvana Bragatto, companheira de vida e de sonhos de Turino, ela, como presidente do Instituto Casa Comum, realizador do evento, com apoio do Ministério da Cultura e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mostrar que é possível celebrar e cultivar a paz, em meio ao frenesi de uma metrópole como Campinas, por meio de múltiplas linguagens artísticas, o documentário “investiga algo que parece cada vez mais raro, a possibilidade de criar espaços de encontro, de escuta e de paz em meio ao ritmo acelerado da cidade”, nas palavras da diretora geral e roteirista do filme, Gabi Perissinotto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diretora artística e produtora do documentário, Mariana Atauri explica como foi o processo de criação: &#8220;Quando o Célio (Turino)  nos procurou, com este convite muito especial de registrar em um documentário a experiência do Festival Artes pela Paz, entendemos que o desafio não era de documentar uma programação ou reunir depoimentos, mas capturar algo mais delicado, que são os encontros,  os instantes de convivência que surgem quando é um projeto de arte e a arte ocupa a cidade, aproximando as pessoas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, ao acompanhar o Festival,  prossegue Mariana, a equipe do documentário entendeu que o principal era de fato registrar &#8220;a criação de espaços de paz no ritmo acelerado da cidade, em meio aos conflitos, ao excesso de ruídos, a tudo o que faz parte dessa vida mais mecânica&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessa inquietação é que surgiu “ A sintonia do silêncio”. O filme registra todo o processo de construção do Festival, começando com o vazio nos espaços das galerias e no teatro de arena e acompanha a montagem,  a ação dos trabalhadores, refletindo sobre o papel da cultura na construção de relações mais humanas e sensíveis. Mariana a</span>gradece, enfim, a Turino, Silvana e o Instituto Casa Comum pelo convite e &#8220;a todas as pessoas que compartilharam suas histórias,  seu tempo e tudo o que tornou o filme possível&#8221;.</p>
<div id="attachment_21637" style="width: 2490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Sintonia-do-Silencio_poster_01_logos.jpg"><img class="size-full wp-image-21637" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Sintonia-do-Silencio_poster_01_logos.jpg" alt="Cartaz do documentário" width="2480" height="3508" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz do documentário</p></div>
<p>A sintonia do silêncio<br />
19 minutos (doc. Campinas/SP)</p>
<p>Sinopse: Em meio ao ritmo mecânico da metrópole, um evento artístico altera a percepção do tempo e produz uma breve experiência de convivência e de paz.</p>
<p>Créditos do doc:</p>
<p>Diretora geral e roteirista: Gabi Perissinotto<br />
Diretora executiva e artística: Mariana Atauri<br />
Roteiro e Assistente de set: Diego Ruiz<br />
Diretor de fotografia: Marcel Vecchia<br />
Técnica de som: Maitê Ramos<br />
Produção: Luara Gonzalez<br />
Assistente de produção: João Neves<br />
Cinegrafistas: Dalton Yatabe, Karina Couto, Marcel Vecchia, Raphael Valverde<br />
Assistente Câmera: Raphael Valverde<br />
Vídeo Mobile: Rodrigo Cordeiro, Leo Nucci e Valentin Abraham<br />
Operador de Drone: Jean Marcel<br />
Edição: Gama Produção Visual<br />
Finalização: Laboratório Cisco<br />
Administrativo: Roberto Limberger</p>
<p>Serviço:<br />
A Sintonia do Silêncio</p>
<p>Exibição 26 de junho, 20 horas</p>
<p>Centro de Convivência Cultural de Campinas</p>
<p>Festival Artes pela Paz</p>
<p>Entrada gratuita, no teatro interno do Centro de Convivência</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Festival Artes pela Paz encerra programação com muitas atividades e celebração coletiva no Centro de Convivência</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Após dois meses de programação gratuita que reuniu mais de 200 artistas de diferentes linguagens no Centro de Convivência Cultural de Campinas, o Festival Artes pela Paz chega ao fim neste fim de semana, dias 26 e 27 de junho, com uma programação que sintetiza a proposta do evento: fazer da arte um instrumento de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Após dois meses de programação gratuita que reuniu mais de 200 artistas de diferentes linguagens no Centro de Convivência Cultural de Campinas, o Festival Artes pela Paz chega ao fim neste fim de semana, dias 26 e 27 de junho, com uma programação que sintetiza a proposta do evento: fazer da arte um instrumento de diálogo, convivência e construção da Cultura de Paz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do festival, o público participou de shows, espetáculos, exposições, oficinas, vivências e rodas de conversa, em uma programação que reuniu artistas, educadores, pesquisadores, estudantes e coletivos culturais em torno de reflexões sobre paz, diversidade, direitos humanos e transformação social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação de encerramento começa na sexta-feira (26), às 20h, na Sala Luís Otávio Burnier, com uma noite dedicada ao audiovisual. Serão exibidos </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">três trabalhos produzidos especialmente para o festival ou desenvolvidos a partir de suas ações formativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal destaque é a estreia do documentário &#8220;A Sintonia do Silêncio&#8221;, dirigido por Gabi Perissinotto e produzido pela ATAURI Produções. Em vez de registrar o festival de maneira institucional, o filme propõe uma experiência sensível sobre a transformação do tempo e da percepção provocada pela arte. A narrativa parte do ritmo acelerado da cidade para revelar os momentos de pausa, encontro e escuta compartilhada que emergem durante o Festival Artes pela Paz, mostrando a paz como uma construção coletiva capaz de reorganizar silenciosamente a forma de existir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também integra a sessão a videoarte &#8220;Flotilha Cênica Campinas-Gaza&#8221;, idealizada por Ângela Nagai e dirigida em parceria com Murilo Ferrari. Inspirada na Global Sumud Flotilla, a obra transforma barcos alegóricos, dança, teatro, espiritualidade e diferentes manifestações culturais em uma travessia simbólica em defesa da vida. A produção utiliza a linguagem da videoarte para refletir sobre guerras, genocídios e a necessidade de resistir à naturalização da violência por meio da criação artística.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação audiovisual será concluída com a exibição de &#8220;Câmeras para a Paz&#8221;, produção coletiva desenvolvida por participantes da Oficina de Audiovisual para a Paz. O vídeo reúne duas narrativas ficcionais sobre desinformação, preconceito e relações humanas, além de registrar os bastidores do processo criativo realizado por estudantes das escolas municipais CEMEFEJA Paulo Freire e CEMEFEJA Prof. Sergio Rossini. Após a exibição, os jovens realizadores conversarão com o público sobre o processo de criação e o papel do audiovisual como ferramenta de reflexão e transformação social.</span></p>
<h3><b>Grande celebração coletiva encerra o festival</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No sábado (27), às 10h, o Teatro de Arena do Centro de Convivência recebe a ação de encerramento &#8220;Correnteza da Paz e Dança Circular&#8221;, uma grande criação coletiva que reunirá aproximadamente 200 participantes entre artistas, músicos, atores, grupos de dança, percussionistas, estudantes da rede municipal de ensino e o público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta transforma o espaço em um grande encontro de convivência, integrando música, teatro, poesia, cortejo, percussão e danças circulares em uma celebração aberta à participação popular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concebida por Marcos Brytto, a ação utiliza imagens simbólicas das águas, jangadas, flores, pássaros e estrelas para construir uma narrativa sobre pertencimento, solidariedade e esperança. O percurso artístico culmina em uma grande roda de Dança Circular conduzida por Mairany Gabriel, da Raízes e Matrizes Eventos Culturais, reunindo artistas, crianças e espectadores em uma experiência coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o organizador do festival, Célio Turino, a proposta é reafirmar a paz como prática cotidiana construída por meio dos encontros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A paz nasce no gesto que desacelera o medo e devolve sentido ao comum. A Correnteza da Paz é um convite para que todos façam parte dessa corrente simbólica que desemboca em uma grande roda, onde ninguém ocupa o centro sozinho e ninguém fica para trás&#8221;, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação das crianças foi construída em parceria com as escolas municipais EMEFEI Padre Francisco Silva e EMEF Padre Domingos Zatti, que desenvolveram atividades de Danças Circulares ao longo do processo preparatório.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Mairany Gabriel, responsável pela condução da atividade, a prática vai além da dança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;As Danças Circulares ensinam convivência. Elas mostram que cada pessoa tem seu ritmo, mas todos podem construir juntos um novo movimento coletivo. Na escola, fortalecem o respeito, a cooperação, a empatia e a cultura de paz&#8221;, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encerrando dois meses de intensa programação cultural, o Festival Artes pela Paz reafirma o papel da arte como espaço de encontro, escuta e participação cidadã, reunindo diferentes gerações e linguagens artísticas em torno da construção coletiva de uma cultura de paz.</span></p>
<p><b>SERVIÇO</b></p>
<p><b>Festival Artes pela Paz – Programação de Encerramento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresentação Audiovisual</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">26 de junho (sexta-feira)</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">20h</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sala Luís Otávio Burnier – Centro de Convivência Cultural de Campinas</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibição de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><i><span style="font-weight: 400;">A Sintonia do Silêncio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (documentário)</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><i><span style="font-weight: 400;">Flotilha Cênica Campinas-Gaza</span></i><span style="font-weight: 400;"> (videoarte)</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><i><span style="font-weight: 400;">Câmeras para a Paz</span></i><span style="font-weight: 400;"> (produção da Oficina de Audiovisual para a Paz)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrada gratuita. Não é necessário retirar ingressos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Correnteza da Paz e Dança Circular</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">27 de junho (sábado)</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">10h</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Teatro de Arena – Centro de Convivência Cultural de Campinas</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande criação coletiva com cerca de 200 participantes entre artistas, coletivos culturais, estudantes da rede municipal e participação do público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrada gratuita. Não é necessário retirar ingressos.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Arraiá do Tia Ileide 2026 é neste sábado, 20 de junho</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[E chegou mais um Arraiá do Tia Ileide, com todas as atrações que sempre marcaram o evento. Será neste sábado, dia 20 de junho, das 11 às 19 horas, na Unidade Regina Amélia do Centro Promocional Tia Ileide (CPTI), rua Vladimir Pinto, 251, na Chácara Boa Vista, em  Campinas. O tradicional Arraiá do Tia Ileide é ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>E chegou mais um Arraiá do Tia Ileide, com todas as atrações que sempre marcaram o evento. Será neste sábado, dia 20 de junho, das 11 às 19 horas, na Unidade Regina Amélia do Centro Promocional Tia Ileide (CPTI), rua Vladimir Pinto, 251, na Chácara Boa Vista, em  Campinas.</p>
<p>O tradicional Arraiá do Tia Ileide é um evento de integração comunitária, gratuito e aberto ao público em geral, e importante iniciativa de captação de recursos para a continuidade dos programas sociais desenvolvidos com crianças, adolescentes e famílias na região norte de Campinas.</p>
<p>Para viabilizar a realização da festa, a instituição mobilizou colaboradores de empresas parceiras e a comunidade para a doação de prendas, que serão utilizadas nas brincadeiras das barracas infantis como argola, pesca e roleta e também no bingo, uma das atrações mais aguardadas do evento.</p>
<div id="attachment_21614" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Arraia1.jpeg"><img class="size-full wp-image-21614" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Arraia1.jpeg" alt="O Arraiá do CPTI é um evento com muita colaboração de voluntários e empresas parceiras, exemplo de cidadania (Foto Divulgação)" width="1600" height="1066" /></a><p class="wp-caption-text">O Arraiá do CPTI é um evento com muita colaboração de voluntários e empresas parceiras, exemplo de cidadania (Foto Divulgação)</p></div>
<p>O CPTI é uma instituição de assistência social que atua na promoção e garantia de direitos de crianças, adolescentes e famílias na região norte da cidade. Inserido em um território marcado por alta vulnerabilidade social, o CPTI é referência no terceiro setor e desenvolve ações contínuas voltadas à proteção social, ao fortalecimento de vínculos comunitários e ao desenvolvimento social e cultural, em articulação com o poder público e a privada.</p>
<p>As sementes para a criação do CPTI foram lançadas no início da década de 1990. Em uma área de ocupação no Distrito de Nova Aparecida, a Aparecidinha, na Região Norte de Campinas, a moradora Maria Ileide Martins idealizou um espaço onde as mães pudessem deixar seus filhos para poderem trabalhar.</p>
<p>Com muito esforço e ação voluntária, com destaque para Sylvia Leeven, em cuja casa Tia Ileide trabalhava, foi criado o CPTI, cuja data oficial de fundação é 27 de junho de 1992.</p>
<p>Depois de quase 35 anos, o CPTI cresceu, já são três unidades em que os diversos programas, projetos e oficinas são realizados. Sempre com muita ação voluntária, apoio empresarial e sobretudo engajamento dos moradores locais, com destaque para as mulheres, cuja participação tem sido fundamental para grandes transformações promovidas pelo Centro Promocional Tia Ileide. Exemplo de responsabilidade e cidadania ativa na Campinas que tem vocação solidária.</p>
<p>O Arraiá é um exemplo de evento realizado em colaboração com a comunidade, com a participação de muitos parceiros. E serão muitas atividades para o público, brincadeiras, artes, comida boa. E vamos todos a mais um Arraiá do Tia Ileide, é festa junina da boa!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A descoberta de um mundo novo (de paz), no coração do Cambuí</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 14:00:20 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Maria do Carmo, 64 anos, era só deslumbramento. Um mundo novo estava ao seu alcance. Se encantava com tudo, como com a andorinha gigante, coberta de mensagens pela paz e produzida em impressão 3D com acabamento em pintura branca. A ave símbolo de Campinas é o destaque em uma instalação repleta ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
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<p>Maria do Carmo, 64 anos, era só deslumbramento. Um mundo novo estava ao seu alcance. Se encantava com tudo, como com a andorinha gigante, coberta de mensagens pela paz e produzida em impressão 3D com acabamento em pintura branca. A ave símbolo de Campinas é o destaque em uma instalação repleta de outras andorinhas brancas em adesivo, com fundo de tecido preto. Afinal, uma andorinha só não faz verão, o lema que dá nome ao trabalho assinado pelo artista Piassa.<br />
&#8220;A paz é muito importante&#8221;, repetia Maria do Carmo, enquanto percorria as galerias do Centro de Convivência Cultural, no coração do Cambuí, onde foi está montada a exposição coletiva do Festival Artes pela Paz. Era a primeira vez que Maria do Carmo e muitas das outras andorinhas, quer dizer, dos outros e das outras colegas da Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos (EMEJA) Pierre Bonhomme visitava o mais importante espaço cultural da cidade.</p>
<div id="attachment_21596" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA2.jpeg"><img class="size-full wp-image-21596" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA2.jpeg" alt="Maria do Carmo, na instalação interativa de Gilberto Aparecido Alves Francisco, &quot;Circular Diversidade Anatomia da Paz&quot; (Foto JPSM)" width="1600" height="900" /></a><p class="wp-caption-text">Maria do Carmo, na instalação interativa de Gilberto Aparecido Alves Francisco, &#8220;Circular Diversidade Anatomia da Paz&#8221; (Foto JPSM)</p></div>
<p>Foi mais uma das visitas guiadas à exposição que estará aberta no Centro de Convivência até o dia 27 de junho, como parte do Festival idealizado por Silvana Bragatto e Célio Turino e realizado pelo Instituto Casa Comum, com apoio do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura e Prefeitura de Campinas. Como Maria do Carmo, os demais alunos da EMEJA Pierre Bonhomme se encantaram com a grande exposição de artes plásticas e outras tantas linguagens, expressando a mensagem central do Festival: mais do que nunca, é fundamental fertilizar e praticar a cultura de paz, o silêncio que grita ao coração do mundo.</p>
<div id="attachment_21599" style="width: 1506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA4.jpeg"><img class="size-full wp-image-21599" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA4.jpeg" alt="Artes pela Paz, nas galerias do Centro de Convivência Cultural (Foto JPSM)" width="1496" height="1496" /></a><p class="wp-caption-text">Artes pela Paz, nas galerias do Centro de Convivência Cultural (Foto JPSM)</p></div>
<p><strong>     Um encontro com Francisco</strong>. Como Célio Turino explica no catálogo do Festival, a ideia do evento floresceu a partir de um encontro que manteve com &#8220;um amigo querido&#8221;, Jorge Bergoglio, o Papa Francisco. Foi em 2015, no Vaticano, onde Turino foi como convidado para falar sobre os Pontos de Cultura e a Cultura Viva, ações que liderou quando atuou no Ministério da Cultura, na gestão do ministro Gilberto Gil (ver &#8220;<span class="current"><a href="https://agenciasn.com.br/arquivos/2144">A cultura viva de Campinas e do Brasil no Vaticano, a convite do papa Francisco</a>&#8220;, na Agência Social de Notícias, de 28 de janeiro de 2015)</span>.<br />
Desde então, muitas conversas, sempre com a presença de Silvana Bragatto, companheira de vida e de sonhos de Turino, ela, como presidente do Instituto Casa Comum. Por meio do Programa Scholas Occurrentes (Escolas do Encontro), idealizado por Francisco, foram materializados vários projetos, que incluiu um livro assinado por Turino e lançado em 2018 em Castelgandolfo, a casa de verão dos papas. No mesmo local, o Instituto Casa Comum realizou um Seminário Internacional, no qual foi lançada a proposta de um programa mundial, o UNI+ON, direcionado a comunidades de jovens nos diferentes países, cujos membros atuariam como Agentes Jovens pela Paz.</p>
<div id="attachment_21600" style="width: 1506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA5.jpeg"><img class="size-full wp-image-21600" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA5.jpeg" alt="Instalação da Casa de Cultura Tainã (Foto JPSM)" width="1496" height="1496" /></a><p class="wp-caption-text">Instalação da Casa de Cultura Tainã (Foto JPSM)</p></div>
<p>&#8220;Nas conversas com Francisco, ele falava da necessidade de harmonizar as linguagens do coração, cabeça e mãos como o grande desafio contemporâneo&#8221;, diz Turino. &#8220;Sentir, pensar e agir em harmonia, o oposto do que acontece no mundo atual, em que as pessoas sentem de uma forma, pensam de outra e agem de maneira ainda mais desencontrada&#8221;, complementa.<br />
Como plataforma especial para essa utopia, essa harmonização dos sentidos, as artes, o território da beleza. &#8220;A beleza salvará o mundo!&#8221;, advertia o príncipe Michkin, personagem de &#8220;O Idiota&#8221;, de Fiódor Dostoiévski (1821-1881).<br />
Desse mosaico de conceitos foi então planejado o Festival Artes pela Paz, que logo teve o apoio da secretária municipal de Cultura de Campinas, Alexandra Caprioli, e também das Secretarias de Gestão de Pessoas e Educação, com suporte fundamental de emenda parlamentar da deputada federal Luiza Erundina.</p>
<div id="attachment_21601" style="width: 1506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA6.jpeg"><img class="size-full wp-image-21601" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA6.jpeg" alt="&quot;Uma andorinha só não faz verão&quot;, de Piassa, com suas mensagens pela paz (Foto JPSM)" width="1496" height="1496" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Uma andorinha só não faz verão&#8221;, de Piassa, com suas mensagens pela paz (Foto JPSM)</p></div>
<p>O Festival foi aberto no dia 5 de abril de 2026, com o Concerto Sinfônico pela Paz, no Teatro de Arena do Centro de Convivência, com a Orquestra Sinfônica de Campinas regida pelo maestro Nelson Ayres. O Concerto contemplou a participação especial das Caixeiras das Nascentes, a revoada de poemas (distribuída ao público no final do evento) e dança com Diane Ichimaru e Confraria da Dança.<br />
<strong>       Uma chuva de arte</strong>. No mesmo dia 5 de abril foi aberta a Exposição Artes pela Paz, uma chuva de obras assinadas por dezenas de artistas de Campinas e outras cidades brasileiras. Eram estas as pinturas, esculturas, vídeos e outras produções que os alunos e alunas da EMEJA Pierre Bonhomme conheceram em uma tarde fria do lado de fora, mas quente, no coração e no espaço interno do Centro de Convivência Cultural.</p>
<div id="attachment_21602" style="width: 1506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA7.jpeg"><img class="size-full wp-image-21602" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA7.jpeg" alt="A paz nas mensagens da arte postal (Foto JPSM)" width="1496" height="1496" /></a><p class="wp-caption-text">A paz nas mensagens da arte postal (Foto JPSM)</p></div>
<p>Até o próximo dia 27, ainda podem ser vistas obras de artistas individuais como Piassa, Marcos Garcia (com sua &#8220;Oriente &#8211; Ocidente: a harmonia entre mundos&#8221;), Ewerton Rodrigues (com a coleção &#8220;Cultura Alvo&#8221;) e, entre outros, Andrea Mendes, com sua &#8220;Revolução das Margaridas&#8221;, um apelo à paz em um momento de recrudescimento do feminicídio e outras modalidades de violência de gênero. Mas, sobretudo, muita arte coletiva, como a da Arte Postal, composta por mensagens pela paz atravessando fronteiras e mentes.<br />
E também o Coletivo Tinteiro, coletivo artístico fundado em 2020 por pessoas negras do curso de Artes Visuais da Unicamp, nascido como uma forma de acolhimento durante a pandemia e que depois evoluiu para trabalhos presenciais. São cerca de 50 membros, 15 deles com obras na Artes pela Paz.</p>
<div id="attachment_21603" style="width: 1609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA8.jpeg"><img class="size-full wp-image-21603" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA8.jpeg" alt="A Feira Sub no Festival Artes pela Paz (Foto JPSM)" width="1599" height="1599" /></a><p class="wp-caption-text">A Feira SUB no Festival Artes pela Paz (Foto JPSM)</p></div>
<p>Ou, ainda, o mural concebido por Marcela e Fabiana Pacola, as irmãs idealizadoras e realizadoras da Feira [SUB], um outro festival de múltiplas linguagens artísticas, desenvolvido desde 2016 (ver todo o material sobre a Feira [SUB] publicado pela ASN <a href="https://agenciasn.com.br/?s=feira+sub">aqui)</a>.  E mais Stickers e Arte de Rua, a instalação da Casa de Cultura Tainã, o painel da Brahma Kumaris e muito mais.<br />
E também a mostra &#8220;Saberes ancestrais&#8221;, com produções de artistas indígenas, como João Baniwa, cujas obras chamavam a atenção em especial de Joaquim Fernandes da Silva, outro aluno da EMEJA Pierre Bonhomme que visitou o Centro de Convivência pela primeira vez, como um dos resultados da proposta essencial do Festival Artes pela Paz.</p>
<div id="attachment_21606" style="width: 1506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA10.jpeg"><img class="size-full wp-image-21606" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA10.jpeg" alt="&quot;Banhado&quot;, de Vale7e, do Coletivo Tinteiro (Foto JPSM)" width="1496" height="1496" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Banhado&#8221;, de Vale7e, do Coletivo Tinteiro (Foto JPSM)</p></div>
<p>Aposentado, nascido na região de Londrina, há muitas décadas vivendo em Campinas, Fernandes, aos 75 anos, contou que teve agora a oportunidade de voltar a estudar. Ao mesmo tempo, desenvolve trabalhos sociais, visitando doentes em hospitais, cuidando de pessoas em situação de rua e outras ações solidárias. Na escola, teve a oportunidade de atuar como repórter, produzindo um texto sobre grupos marginalizados. &#8220;Indígenas, negros, homossexuais, todos são iguais e têm os mesmos direitos&#8221;, disse o cidadão, aluno da EMEJA, que espelhava, com suas próprias palavras, a mensagem visceral do Artes pela Paz.</p>
<div id="attachment_21597" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA1.jpeg"><img class="size-full wp-image-21597" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EMEJA1.jpeg" alt="Joaquim Fernandes da Silva, na mostra &quot;Saberes ancestrais&quot;, de João Baniwa: &quot;Todos têm os mesmos direitos&quot; (Foto JPSM)" width="1600" height="900" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Fernandes da Silva, na mostra &#8220;Saberes ancestrais&#8221;, de João Baniwa: &#8220;Todos têm os mesmos direitos&#8221; (Foto JPSM)</p></div>
<p>O Festival Artes pela Paz abrangeu muitas outras atividades. Foram várias oficinas dos parceiros, música caipira, o espetáculo infanto-juvenil &#8220;Um rio que passa lá&#8221;, Correnteza da Paz, Dança Circular e Serviço Educativo, proporcionando uma visita monitorada e lúdica, reforçando a mensagem de paz, a todos os que foram apreciar a Exposição e outras ações.</p>
<p>O Centro de Convivência Cultural foi imaginado pelo arquiteto campineiro Fábio Penteado (1929-2011) como uma espécie de ágora dos auges tempos da democracia grega. Um espaço aberto a todos, em que as diferentes linguagens artísticas fossem a manifestação do desejo coletivo pela paz, a justiça e a fraternidade. A mesma narrativa, enfim, de Francisco, de Célio, de Silvana, Maria do Carmo ou Fernandes, todos se encontrando no já histórico Festival Artes pela Paz. As andorinhas que, juntas, em uma multidão de afetos, ainda farão muitos verões.</p>
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		<title>A arte de Portinari do Brasil encanta a China</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 15:49:35 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Um encontro de duas civilizações, a necessária conversa entre Ocidente e Oriente, um tributo à paz e ao entendimento entre os povos em um panorama planetário atribulado. Sete décadas depois que os painéis Guerra e Paz foram apresentados ao público, antes de ficarem expostos na sede da ONU em Nova ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Um encontro de duas civilizações, a necessária conversa entre Ocidente e Oriente, um tributo à paz e ao entendimento entre os povos em um panorama planetário atribulado. Sete décadas depois que os painéis Guerra e Paz foram apresentados ao público, antes de ficarem expostos na sede da ONU em Nova York, a mensagem poderosa de Cândido Portinari (1903-1962), através de sua arte sofisticada, agora encanta a população da China, no coração de Pequim, no lado leste da lendária Praça Tiananmen.</p>
<p>No dia 9 de junho foi aberta a exposição &#8220;O Brasil de Portinari&#8221;, a primeira do nosso pintor maior em território chinês. Até 10 de outubro, são esperados mais de 4 milhões de visitantes no Museu Nacional da China, o maior museu do mundo em um único edifício, com 200 mil metros quadrados.</p>
<div id="attachment_21580" style="width: 3946px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari9.jpg"><img class="size-full wp-image-21580" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari9.jpg" alt="Menino chinês encantado com a &quot;Bailarina Carajá&quot;, de 1958" width="3936" height="2624" /></a><p class="wp-caption-text">Menino chinês encantado com a &#8220;Bailarina Carajá&#8221;, de 1958</p></div>
<p>O Museu Nacional guarda as principais riquezas da evolução artística da China, como o Houmuwu Ding (peça de bronze antiga mais pesada do mundo), da dinastia Shang, e a cerâmica da dinastia Song, entre outras preciosidades, no conjunto das mais de 1 milhão de peças que cobrem toda a vida do país, até o final da dinastia Qing, a última dinastia imperial da história chinesa.</p>
<p>Agora, todo esse acervo impressionante está ao lado de 56 das principais obras de Portinari, todas elas representando outro tesouro, o da cultura mestiça do Brasil. Fazem parte da exposição, entre outras, &#8220;Mestiço&#8221;, de 1934; &#8220;Café&#8221;, de 1935; &#8220;Cabeça de Índio&#8221;, de 1938; &#8220;Futebol&#8221;, de 1940; e a impressionante &#8220;Retirantes&#8221;, de 1944 &#8211; todas compondo um mosaico colorido da miscigenação cultural brasileira.</p>
<div id="attachment_21577" style="width: 3946px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari3.jpg"><img class="size-full wp-image-21577" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari3.jpg" alt="Todo o cuidado na preparação do lendário &quot;Retirantes&quot;" width="3936" height="2624" /></a><p class="wp-caption-text">Todo o cuidado na preparação do lendário &#8220;Retirantes&#8221;</p></div>
<p>Também estão lá amostras de &#8220;Guerra&#8221; e &#8220;Paz&#8221;, de 1952, representando os painéis gigantes que Portinari pintou, por encomenda do governo brasileiro, e que foram expostos pela primeira vez em 1956, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de serem levados para a sede da Organização das Nações Unidas. Como se sabe, n<span dir="auto">o início da década de 1950, o Secretário-Geral da ONU, Trygve Lie, solicitou a todos os Estados-Membros que presenteassem as Nações Unidas com uma obra de arte que representasse sua cultura. </span></p>
<p><span dir="auto">O Brasil encomendou a Cândido Portinari uma obra de arte para as Nações Unidas com o tema guerra e paz. Portinari criou dois murais intitulados Guerra (parede leste) e Paz (parede oeste), respectivamente. A inspiração para a Guerra foi o Apocalipse, da Bíblia. E para a Paz, as Eumênides, uma das tragédias mais conhecidas de Ésquilo, sinalizando o desejo de paz como fruto da justiça e não da vingança das Fúrias mitológicas.</span></p>
<div id="attachment_21578" style="width: 3946px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari12.jpg"><img class="size-full wp-image-21578" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari12.jpg" alt="João Portinari e autoridades percorrendo a exposição" width="3936" height="2624" /></a><p class="wp-caption-text">João Portinari e autoridades percorrendo a exposição</p></div>
<p><strong>Uma longa caminhada até a China  </strong></p>
<p>Pois data justamente de 1952 a origem da ideia original de uma grande exposição de Portinari na China. Foi o poeta espanhol Rafael Alberti (1902-1999), que na época vivia no Uruguai, exilado da ditadura de Francisco Franco (1892-1975), quem sugeriu ao amigo pintor, paulista de Brodowski, montar uma exposição em solo chinês. Tanto Alberti como Portinari comungavam de ideias de esquerda e estavam sob o impacto da criação da República Popular da China, em 1949, após a vitória da revolução liderada por Mao Tsé-Tung.</p>
<p>Naquele momento histórico não foi possível viabilizar a sonhada exposição e a ideia foi depois retomada por outros amigos de Portinari, como o poeta cubano Nicolás Guillén (1902-1989) e o escritor brasileiro Jorge Amado (1912-2001), todos compartilhando os mesmos princípios políticos. Mas chegou a hora e finalmente &#8220;O Brasil de Portinari&#8221; desembarcou na China, com todo destaque que merece, com o patrocínio master da Petrobras, patrocínio da Pátria Investimentos e incentivo do Governo do Brasil, por meio dos ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e da Embratur, via Lei Rouanet. A exposição integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21582" style="width: 6010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari10.jpg"><img class="size-full wp-image-21582" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari10.jpg" alt="Público chinês no espaço imersivo, outra atração da exposição histórica" width="6000" height="4000" /></a><p class="wp-caption-text">Público chinês no espaço imersivo, outra atração da exposição histórica</p></div>
<p>&#8220;Esta exposição é uma BITNET, <em>because it´s time</em>, está na hora&#8221;, afirma João Cândido Portinari, o filho do artista, que tem sido o grande responsável por manter e propagar o legado do pai nas últimas décadas, através do Projeto Portinari. João, que liderou passo a passo a verdadeira epopeia que foi preparar a exposição de Portinari na China, está se referindo à analogia que faz do momento de realização do evento, no atual contexto global, com os primórdios da internet, onde o B.I.T. de Bitnet queria dizer <em>because it´s time.</em></p>
<p>Em entrevista à Agência Social de Notícias e Portal Hora Campinas, João Cândido Portinari assinala que &#8220;a presença de Portinari na China tem sido um marco não apenas para o Projeto Portinari, mas para a diplomacia cultural brasileira. Expor 56 obras originais no Museu Nacional da China, em Pequim, junto a um belo espetáculo imersivo, é um reconhecimento da universalidade de um artista que, embora profundamente brasileiro, falava para a humanidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que tem significado esta mostra, acima de tudo, é a democratização do acesso à arte&#8221;, diz o filho do pintor de visão de fato universal. &#8220;Levar a memória de Portinari a um público tão distinto, em uma nação que compartilha valores profundos sobre o trabalho e a terra, reforça a atualidade do nosso projeto. A recepção tem sido de um respeito que comove, provando que a arte não conhece fronteiras quando comunica verdades essenciais sobre a condição humana&#8221;, ele complementa.</p>

<a href='https://agenciasn.com.br/arquivos/21571/juliabrendas-6'><img width="150" height="150" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Estudante chinesa reproduz a pintura..." /></a>
<a href='https://agenciasn.com.br/arquivos/21571/juliabrendas-7'><img width="150" height="150" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="...do amor do pai pelo filho" /></a>
<a href='https://agenciasn.com.br/arquivos/21571/juliabrendas-8'><img width="150" height="150" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="... que difunde o grande legado de Portinari (Fotos Julia Brendas/Divulgação)" /></a>

<p>João tem vivenciado momentos de muita emoção em todas as etapas do processo de planejamento e montagem de &#8220;O Brasil de Portinari&#8221; no gigantesco museu. Acompanhou de perto a instalação das obras-primas nos corredores do complexo, percorreu a exposição com a imprensa chinesa e fez a grande apresentação na sessão de abertura, que contou com a participação do secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares; da presidenta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fernanda Castro; do embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão; e do diretor do Museu Nacional da China, Luo Wenli.</p>
<p>E especialmente emocionante foi o presente que ganhou de uma estudante chinesa, que reproduziu o singelo &#8220;Retrato de João Cândido com Cavalo&#8221;, de 1941, a pintura em que o pai mostra todo o amor pelo filho, por meio de magníficos tons vermelhos, cinza, azuis, terras, preto e branco, e retratando o menino de corpo inteiro.</p>
<div id="attachment_21586" style="width: 3899px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari13.jpg"><img class="size-full wp-image-21586" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Portinari13.jpg" alt="&quot;Café&quot;, uma das principais obras de Portinari, retratando a força da terra que ajudou a fazer um país (Reprodução Julia Brendas/Divulgação)" width="3889" height="2593" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Café&#8221;, uma das principais obras de Portinari, retratando a força da terra que ajudou a fazer um país (Reprodução Julia Brendas/Divulgação)</p></div>
<p>Singeleza, amor pelo país e seu povo, construído pela mestiçagem de várias etnias, de diferentes raízes, gerando uma mensagem única e universal de amor à paz e à justiça social. O Brasil de Portinari agora sob os olhares da China, em uma hora mais do que oportuna para reiterar e reverberar sua narrativa pictórica singular e magistral.</p>
<p>&nbsp;</p>
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