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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Educação</title>
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		<title>Prêmio IAC e Medalha Dom Pedro II são oferecidos a profissionais nos 139 anos do Instituto Agronômico</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 20:57:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Carla Gomes (MTb 28156), jornalista científica e assessora de comunicação IAC O Instituto Agronômico (IAC) celebrou nesta terça-feira, 30 de junho, seus 139 anos de fundação, completados no último dia 27. Criado por decreto de D. Pedro II em 1887, o IAC chega a 2026 como referência nacional em ciência e inovação agrícola, que ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><i><span style="font-weight: 400;">Por Carla Gomes (MTb 28156), jornalista científica e assessora de comunicação IAC</span></i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Instituto Agronômico (IAC) celebrou nesta terça-feira, 30 de junho, seus 139 anos de fundação, completados no último dia 27. Criado por decreto de D. Pedro II em 1887, o IAC chega a 2026 como referência nacional em ciência e inovação agrícola,</span> <span style="font-weight: 400;">que transformam lavouras em todo o Brasil.  O IAC desenvolveu — até junho de 2026 — 1.205 cultivares de 112 diferentes espécies vegetais, muitas delas presentes em campos agrícolas em quase todas as regiões brasileiras. O Instituto atua também na geração de pacotes tecnológicos que contribuem para elevar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras e a qualidade dos produtos que chegam aos consumidores. Além de celebrar seus mais recentes resultados históricos, o Instituto comemora, na sede do IAC, em Campinas, com a entrega do Prêmio IAC e da Medalha Mérito Científico D. Pedro II a profissionais internos e externos que se destacam na agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A entrega do Prêmio IAC é parte das comemorações de aniversário do Instituto, vinculado à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios) e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Este ano, será entregue também a Medalha Mérito Científico Dom Pedro II. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Prêmio IAC, instituído em 1994, é um reconhecimento ao mérito científico e desempenho institucional de seus pesquisadores e servidores de apoio. Externamente, é oferecido a agricultores parceiros, empresas e instituições de pesquisa e ensino que se destacam no universo da agricultura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria interna Pesquisador Científico, o agraciado com o Prêmio IAC 2026 é Afonso Peche Filho, da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Engenharia e Automação do IAC, instalada em Jundiaí. Peche atua na busca de metodologias para desenvolver modelos de gestão com ênfase na qualidade e competitividade de sistemas operacionais de produção, aliados à sustentabilidade. É engenheiro agrônomo, mestre em Engenharia de Água e Solo pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Iniciou suas atividades no IAC em 1986. Tem experiência em Engenharia de Biossistemas, com ênfase em Mecanização Agrícola Conservacionista e Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria interna Servidor de Apoio Técnico, o premiado é </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Edvaldo Novelli Gomes, da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Seringueira e Recursos Agroflorestais. Vadão, como é carinhosamente conhecido, tem quase 40 anos de sua vida dedicados à ciência. Braço direito dos programas de melhoramento de plantas anuais do IAC, participa de toda avaliação e seleção de linhagens e variedades de diferentes espécies sob experimentação em Votuporanga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Premiar Edvaldo Novelli Gomes é reconhecer que em muitas variedades selecionadas e lançadas pelo IAC houve a dedicação e o empenho deste profissional”, comenta o coordenador do Instituto, Marcos Landell. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria externa do Prêmio IAC 2026 – Personalidade do Agronegócio, o agraciado é Marcelo Eduardo Lüders, presidente e fundador do </span><b>Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE)</b><span style="font-weight: 400;">.  Lüders é parceiro do Programa Feijão IAC e tem intensa atuação na divulgação e transferência ao setor produtivo da qualidade dos feijões desenvolvidos pelo Instituto. Em sua carreira, destaca-se por promover o </span><b>consumo, a produção e a exportação de feijões e pulses brasileiros</b><span style="font-weight: 400;">. É especialista em Feijão da </span><b>Bolsa Brasileira de Mercadorias</b><span style="font-weight: 400;"> desde 2002, consultor da </span><b>Câmara Setorial do Feijão do Ministério da Agricultura e Pecuária,</b><span style="font-weight: 400;"> desde 2006, membro da </span><b><i>Global Pulses Confederation</i></b><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> desde 2008, e editor do boletim e analista do </span><b>Clube Premier</b><span style="font-weight: 400;"> desde 2017. </span></p>
<p><b>Medalha Mérito Científico Dom Pedro II</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Medalha do Mérito Científico Dom Pedro II foi instituída pelo Governo do Estado de São Paulo em homenagem ao bicentenário de nascimento do Imperador, por meio do Decreto nº 70.137, de 1º de dezembro de 2025. Destina-se a distinguir personalidades — físicas ou jurídicas, civis ou militares, nacionais ou estrangeiras — que tenham contribuído de forma notável para o avanço científico no Estado de São Paulo e no Brasil, além de reconhecer serviços relevantes prestados ao Instituto Agronômico (IAC) e ao povo paulista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta segunda edição de entrega desta honraria, o agraciado é o pesquisador aposentado do IAC, Ignácio José de Godoy, responsável pelo Programa de Melhoramento Genético de Amendoim ao longo de toda sua carreira. Graças ao seu trabalho, as cultivares de amendoim desenvolvidas pelo IAC ocupam cerca de 70% das lavouras paulistas dessa oleaginosa e fazem de São Paulo o maior produtor nacional. Atualmente, o Programa é apoiado por 22 empresas da cadeia produtiva e é um exemplo de sucesso de parceria público-privada. Godoy ingressou como pesquisador no IAC em 1975. Engenheiro agrônomo formado pela Unesp, fez mestrado e doutorado na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, um dos centros mundiais de excelência em melhoramento genético do amendoim. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ensino universitário tem novo ciclo de desenvolvimento no Nordeste</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 19:43:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Campinas, 12 de junho de 2026 Uma casa de fazenda, no distrito rural de Cachoeira, em Maranguape (CE), foi transformada em Ecomuseu, um lugar onde a comunidade se reúne e discute o seu futuro, adotando práticas sustentáveis e com grande participação de alunos da Escola Municipal José de Moura. A ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p><strong>Campinas, 12 de junho de 2026</strong></p>
<p>Uma casa de fazenda, no distrito rural de Cachoeira, em Maranguape (CE), foi transformada em Ecomuseu, um lugar onde a comunidade se reúne e discute o seu futuro, adotando práticas sustentáveis e com grande participação de alunos da Escola Municipal José de Moura. A coordenadora museológica do Ecomuseu de Maranguape é Nádia Helena Oliveira Almeida, uma das beneficiadas por um novo momento do ensino superior na Região Nordeste.</p>
<p>&#8220;Sou a primeira pessoa da minha família a me graduar com o título de mestre e, hoje, estou na reta final do doutorado — toda a minha jornada construída na universidade pública&#8221;,  diz Nádia. &#8220;Minha trajetória na graduação começou em 2004. Naquela época, a realidade do ensino superior era marcada por um funil social perverso: o número extremamente limitado de vagas tornava a universidade pública um espaço majoritariamente elitizado. O vestibular funcionava como uma barreira que, em sua maioria, privilegiava os egressos de escolas particulares&#8221;, ela complementa.</p>
<p>Com Bacharelado e Licenciatura plena em Geografia pelo departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, Nádia tem mestrado em Museologia pela Universidade do Porto, em Portugal, com estágio realizado pelo Programa Erasmus Internacional na Rede de Ecomuseus do Piemonte, Itália. Nomeadamente, no Ecomuseo della Pastoriza (Pontebernardo/Cuneo), Ecomuseo Colombano Romean (Salbertrand) e Ecomuseo del Freidano (Settimo Torinese).</p>
<div id="attachment_7348" style="width: 3658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Fortaleza-159.jpg"><img class="size-full wp-image-7348" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Fortaleza-159.jpg" alt="Casarão histórico onde funciona o Ecomuseu de Maranguape, no distrito rural de Cachoeira, Maranguape, CE (Foto José Pedro Martins) " width="3648" height="2736" /></a><p class="wp-caption-text">Casarão histórico onde funciona o Ecomuseu de Maranguape, no distrito rural de Cachoeira, Maranguape, CE (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><strong>Centros de excelência no Nordeste</strong></p>
<p>A trajetória de Nádia Almeida sintetiza o novo patamar alcançado pelo ensino superior no Nordeste e que agora está dando um novo salto, com dois projetos em curso. No último dia 1º de abril, o Ministério da Educação inaugurou o alojamento estudantil do <a href="https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/acoes/projeto-ita" target="_blank">novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará</a>, referente à primeira etapa de obras. Os investimentos dessa etapa somam R$ 75,8 milhões, valor repassado pelo MEC ao Governo do Ceará para a execução das obras do alojamento e dos prédios acadêmicos das engenharias. A cerimônia foi realizada na Base Aérea de Fortaleza, na capital Fortaleza, e teve a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Camilo Santana.</p>
<p>Por outro lado, estão avançados os entendimentos para a instalação do IMPA Tech Nordeste, com campus em Teresina, no Piauí. Lançado em 2024 no Rio de Janeiro, o IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) Tech tem foco na formação profissional voltada a áreas como tecnologia, ciência de dados e inteligência artificial, atendendo principalmente estudantes com histórico de destaque em olimpíadas científicas. Já o IMPA Tech Nordeste, com calendário a ser definido, ofertará até 50 vagas por ano e apoio integral aos estudantes, incluindo moradia e auxílio para subsistência.</p>
<p>Estes dois novos campus, do ITA e do IMPA, duas instituições de reconhecida excelência no ensino superior, de fato ratificam um novo ciclo para o nível universitário no Nordeste, que historicamente tem lacunas em relação a outras regiões do país. &#8220;A expansão do ensino superior de excelência no Nordeste, com iniciativas como o ITA em Fortaleza e o IMPA Tech Nordeste em Teresina, representa um avanço histórico na redução das desigualdades regionais brasileira&#8221;, comenta o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann.</p>
<p>&#8220;Além de ampliar oportunidades de formação qualificada, esses investimentos ajudam a descentralizar a produção de conhecimento, reter talentos e fortalecer a capacidade de inovação da região, aproximando-a das novas fronteiras científicas e tecnológicas do país&#8221;, completa Pochmann, que foi pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (desde 1989) da Universidade Estadual de Campinas e professor desde 1994 (Titular desde 2014) desta instituição.</p>
<p><strong>Dois campus que são referência nacional e internacional</strong></p>
<p>Contemplando todas as etapas de implantação do novo campus, o investimento total do MEC no ITA Ceará poderá ultrapassar R$ 445,4 milhões. Desse valor, segundo o Ministério da Educação, R$ 353,9 milhões são destinados para as obras de construção e expansão da infraestrutura, e R$ 91,2 milhões são voltados à aquisição de equipamentos de laboratório, mobiliário e estrutura operacional necessária para o funcionamento acadêmico da instituição.</p>
<p>Fundado em 1950, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica é uma instituição de educação superior pública do Comando da Aeronáutica localizada em São José dos Campos (SP), que oferece alimentação gratuita e moradia de baixo custo aos seus alunos. É um centro de excelência, com cursos de graduação e pós-graduação em áreas afins da engenharia. O setor aeroespacial, por exemplo, é o de maior destaque. O instituto é reconhecido nacional e internacionalmente.</p>
<p>Inspirado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) dos EUA, o ITA foi idealizado pelo militar Casimiro Montenegro Filho e projetado por Oscar Niemeyer, teve suas obras concluídas em 1950. No ensino superior trouxe inovações como a estruturação acadêmica por departamentos, ausência de cátedras vitalícias, currículo flexível, regime de dedicação exclusiva dos docentes e um modelo de pós-graduação pioneiro.</p>
<p>O ITA foi responsável pela formação do primeiro mestre em Engenharia no Brasil, em 1963, e o primeiro doutor, em 1970. O vestibular do ITA é reconhecido como um dos mais difíceis do país. A implantação do ITA no Ceará deriva de processo desencadeado em 2023, fruto da cooperação entre os ministérios da Educação e da Defesa, em parceria com o Governo do Ceará, para ampliar a formação de engenheiros de excelência no país.</p>
<p>,Já o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), sediado no Jardim Botânico, no Rio de janeiro, foi criado em 1952, por iniciativa de um grupo de destacados matemáticos ligados ao recém-criado Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. &#8220;O novo instituto nasce com uma missão clara, cuja relevância e atualidade permanecem inalteradas: realizar pesquisa de vanguarda em Matemática, capacitar novos pesquisadores e professores, disseminar o conhecimento matemático na sociedade e integrá-lo à ciência e ao setor produtivo&#8221;, destaca o IMPA.</p>
<p>“A ideia foi aproveitar os talentos que nós temos de jovens estudantes no Brasil para se aperfeiçoarem na área da engenharia, da matemática, da ciência de dados, da robótica, da inteligência artificial. Eu acredito que [o IMPA Tech Nordeste] será um grande e importante equipamento, que vai formar grandes profissionais no Nordeste”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana, no ato de anúncio da instalação do IMPA Tech Nordeste.</p>
<p>O IMPA Tech é a instituição que promove as Olimpíadas Brasileiras de Matemática das escolas públicas e privadas, em implementação há 20 anos. “Hoje nós temos 20 milhões de jovens que participam todos os anos das Olimpíadas de Matemática no país, financiadas pelo governo federal, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério da Educação. A maioria dos campeões são do Nordeste, do Piauí, do Ceará e de Pernambuco. O presidente sempre tem dito que nós não queremos só exportar ‘commodities’, nós queremos exportar conhecimento, exportar inteligência deste país”, completou o ministro.</p>
<p>A nova unidade do IMPA Tech será instalada no antigo prédio do Centro de Formação Antonino Freire, direcionado à formação de talentos da Região Nordeste em matemática, ciência de dados, robótica, inteligência artificial e ciência da computação. No mesmo ato de anúncio do IMPA Tech  Nordeste, o ministro da Educação também assinou a autorização para a oferta do curso de medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI) no campus Amílcar Ferreira Sobral, em Floriano (PI).</p>
<p><strong>Expansão das Universidades no Nordeste</strong></p>
<p>Os dois novos campus do ITA e IMPA no Nordeste vão representar, com efeito, mais um fato significativo para o momento promissor do ensino superior na região, que ainda apresenta muitos desafios a superar, em relação às demais regiões brasileiras. De acordo com dados do IBGE, a região apresenta o menor percentual de população com ensino superior.</p>
<p>No Brasil, a média de população com ensino superior é de 16,75%. No Nordeste, a média é inferior em todos os estados: Rio Grande do Norte (13,61%), Sergipe (13,35%), Paraíba (13,16%), Pernambuco (12,62%), Piauí (12,54%), Alagoas (11,85%), Ceará (11,51%), Bahia (10,77%), e Maranhão (9,86%).</p>
<p>Várias ações estão sendo tomadas para mudar este panorama e os resultados estão sendo colhidos. Entre 2023 e 2024, segundo o Mapa do Ensino Superior, do Semesp, o número de matrículas no ensino superior no Brasil cresceu 2,5%, atingindo 10,2 milhões de matrículas. No Nordeste, o número de matrículas cresceu 3,2%, chegando a 2,1 milhões de matrículas, o segundo maior número regional absoluto no país, atrás da Região Sudeste, com 4,5 milhões de matrículas. Este crescimento em todo país se refere às matrículas presenciais e por Ensino à Distância (EAD).</p>
<p>Uma das razões para o incremento do acesso ao ensino superior no Nordeste é a abertura de novos campus e também de novas Universidades públicas, sobretudo no interior. Esta foi a constatação de Marcelo Ximenes Aguiar Bizerril, professor da Universidade de Brasília (UnB), que fez um estudo sobre o avanço das universidades federais no país desde o início do século 21: &#8220;O processo de expansão e interiorização das Universidades Federais brasileiras e seus desdobramentos&#8221;. Ele lembra que o estudo abrangeu somente as Universidades Federais, pois também houve processos semelhantes nas Universidades estaduais, além das instituições de ensino superior particulares.</p>
<p>Doutor em Ecologia, ele nota que algumas das mais antigas instituições de ensino superior no Brasil foram criadas no Nordeste, casos das Faculdades de Medicina de Salvador (primeira capital brasileira), em 1808, e de Direito, do Recife, de 1827. Nos séculos seguintes, entretanto, houve o deslocamento cada vez maior do poder econômico e político para o Sudeste, tendo como uma das consequências o menor número de instituições de ensino superior no Nordeste, e todas basicamente nas capitais estaduais.</p>
<p>A modificação desta dinâmica acontece a partir  do lançamento pelo Ministério da Educação, através do Decreto 6096/2007, do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O Programa contemplou a criação de novos campi e Universidades Federais, além da abertura de novos cursos e vagas nas instituições já existentes.</p>
<div id="attachment_21563" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Bizerril.jpg"><img class="size-full wp-image-21563" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Bizerril.jpg" alt="Marcelo Bizerril: uma nova malha de Universidades como indutor do desenvolvimento no Nordeste (Foto Arquivo Pessoal)" width="1600" height="1407" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Bizerril: uma nova malha de Universidades como indutor do desenvolvimento no Nordeste (Foto Arquivo Pessoal)</p></div>
<p>Com o Reuni, assinala Marcelo Bizerril, houve &#8220;o avanço das Universidades Federais, sobretudo para o interior dos estados nordestinos, com a viabilização de projetos de campi que as instituições não estavam conseguindo materializar e com a criação de novos campi ou mesmo novas Universidades&#8221;. Com isso, completa, &#8220;foi implementada uma malha de Universidades Federais muito maior no Nordeste&#8221;.</p>
<p>Ele destaca em especial as Universidades e novos campi instalados no interior dos estados, citando por exemplo a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), a Universidade Federal do Cariri (UFCA), a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Desde o início do Reuni até 2020, a malha de Universidades Federais no Nordeste somou 18 instituições, com 75 campi (maior número de campi em federais no país).</p>
<p>Marcelo Bizerril também evidencia um caso especial, o da criação da Universidade de Integração Internacional de<br />
Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), instalada no Ceará, com importante atuação no panorama dos países de língua portuguesa e outros da África. &#8220;Uma instituição diferenciada, com uma visão bem cosmopolita&#8221;, ele complementa.</p>
<p>O professor da UnB entende que existem alguns desafios para que o processo de expansão das Universidades Federais no Nordeste seja sustentado, observando que outras instituições e campi já foram anunciados pelo atual governo. &#8220;A principal crítica feita ao Reuni era que não havia uma previsão sustentada para a manutenção das instituições, e então os reitores tiveram que redimensionar os orçamentos. Depois, nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, em que houve cortes muito fortes de recursos para as Universidades, muitos desses campi tiveram dificuldades de desenvolvimento. Muitos se consolidaram, como da própria UnB Planaltina, no Distrito Federal, onde eu trabalho, mas sabemos que outros tiveram dificuldades. Então é preciso uma retomada do financiamento para que se fortaleçam os cursos e corpo docente para o desenvolvimento de um trabalho de qualidade&#8221;, adverte o especialista.</p>
<p><strong>Desenvolvimento regional</strong></p>
<p>De qualquer modo, o professor Bizerril entende que a expansão da malha de Universidades Federais (e também estaduais) no Nordeste contribui para o processo de desenvolvimento da região. &#8220;As Universidades, sobretudo em termos da pós-graduação, sempre foram concentradas nas regiões Sul e Sudeste. Agora, os programas de pós-graduação do Nordeste, e também no Norte e Centro-Oeste, estão se fortalecendo, o que também fortalece a pesquisa, a extensão, desenvolvendo suas regiões, com temas daquele lugar. É um impacto relevante&#8221;, comenta.</p>
<p>Ele também nota que existe, igualmente, o impacto derivado do próprio investimento na estruturação dos campi. &#8220;Em uma região onde não havia mão-de-obra, não havia como atrair pessoas para lá, criando renda, um mercado consumidor importante, é então significativo que os novos campi são uma forma de desenvolvimento. Os recursos são um impacto direto e a mão-de-obra, indireto, para a região onde são instalados&#8221;, diz o professor da UnB, para quem &#8220;o Nordeste é outro depois da expansão dessa malha de Universidades públicas, além, é claro, de outras políticas públicas implantadas na região, melhorando as condições para os pesquisadores e estudantes da região e levando a um processo como o atual, de instalação de filiais de instituições importantes e renomadas como o ITA e o IMPA no território nordestino&#8221;.</p>
<p>Posição semelhante é a da Doutora em Demografia Monica Aparecida Tomé Pereira, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, que comenta sobre o impacto das novas Universidades e campi no Nordeste, desde o início do século 21. &#8220;Uma das contribuições das universidades é a melhoria da qualidade do profissional que elas fornecem para a sociedade. E considerando nas diversas áreas do conhecimento Ciências Humanas e Arte, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas e Saúde, as habilidades e as competências trabalhadas no meio universitário atreladas as necessidades da região, com a inserção desde os primeiros anos de formação, podem garantir o aperfeiçoamento da formação propiciada pelas universidades e garantindo o atendimento da expectativa da população, desde a formação (ainda enquanto estudantes) e como profissionais após a sua formatura&#8221;, afirmou Monica Pereira, no trabalho &#8220;Universidades federais novas e novíssimas nordestinas: expansão e trajetória no ensino superior e sua contribuição para além da formação&#8221;, que apresentou na 72ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em 2020.</p>
<p>Monica Pereira citou, como exemplo de impacto regional de uma instituição de ensino superior pública &#8220;interiorizada&#8221;, o da Universidade Federal do Vale do São Francisco.  No caso, a cessão de servidores do quadro permanente da Universidade para atuarem em áreas estratégias em prefeituras da região de Petrolina (PE), onde está instalada, para atuarem na capacitação do quadro de colaboradores de áreas estratégicas.</p>
<p>Uma perspectiva semelhante é a de Robert Evan Verhine, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Nascido e criado na Califórnia, Estados Unidos, Bob Verhine, como é conhecido, concluiu o bacharelado em Economia pela Universidade da Califórnia. Tem mestrado em Estudos Latinoamericanos pela mesma Universidade e doutorado pela Universidade de Hamburgo, Alemanha. Professor visitante de várias Universidades, foi diretor de 1998 a 2007 do Centro de Estudos Interdisciplinares do Setor Público (ISP), ligado à UFBA, onde trabalha desde 1977.</p>
<p>Neste período, Verhine direcionou o ISP para focalizar o campo da avaliação educacional. O ISP foi executor de um amplo projeto de avaliação externa do sistema estadual de ensino da Bahia. O convênio entre a Universidade e o governo estadual resultou na criação de uma Agência de Avaliação UFBA-ISP/Fapex (Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão), no âmbito do Programa Educar para Vencer.</p>
<p>Com um amplo conhecimento, portanto, da realidade educacional do Nordeste, e em particular da Bahia, Bob Verhine assinala que a região de fato está em uma situação muito melhor em termo de ensino superior, com destaque para o fenômeno da interiorização das instituições públicas, federais e estaduais. &#8220;Na Bahia temos por exemplo um número de alunos de pós-graduação fora de Salvador muito maior hoje do que no passado, em função da forte interiorização das instituições&#8221;, diz ele.</p>
<p><strong>Impacto das ações afirmativas</strong></p>
<p>Bob Verhine destaca, por outro lado, que o avanço do ensino superior no Nordeste foi igualmente impacto pelas ações afirmativas em curso nas universidades brasileiras, sobretudo nas públicas. Houve iniciativas anteriores, mas com a Lei 12.711, de 2012, a ação afirmativa tornou-se obrigatória nas instituições federais de ensino, com a padronização dos critérios. &#8220;As cotas oferecidas pelas Universidades públicas, federais e estaduais, abriram as portas das instituições para muitos alunos, em situação de pobreza ou negros, que antes não tinham acesso ao ensino superior&#8221;, comenta o professor da UFBA.</p>
<p>Efetivamente, houve um expressivo aumento no número de estudantes negros em universidades federais do Brasil, crescendo de 17% para 49% em 13 anos. Em 2009, o contingente de estudantes negros era de 135,1 mil, evoluindo para 515,7 mil em 2022. Os dados são de pesquisadores do SoU Ciência (Centro de Estudos, Sociedade, Universidade e Ciência), vinculado à Unifesp – Universidade Federal de São Paulo. Grande parte dos estudantes que tiveram acesso através das cotas são do Nordeste.</p>
<p>De forma associada ao avanço da abertura de vagas para estudantes negros através das cotas, também houve a expansão do número de docentes negros na região. O Nordeste responde por 40% dos docentes negros no ensino superior no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior de 2023, do Ministério da Educação. São 31,3 mil docentes negros na região, ente os 77,2 mil professores no país.</p>
<p>O professor Bob Verhine nota que o avanço do ensino superior no Nordeste também deriva da expansão do Ensino à Distância (EaD). &#8220;Nem sempre se trata de uma coisa positiva, porque muito estudante à distância não tem este acesso com qualidade&#8221;, comenta o especialista. De acordo com o Mapa do Ensino Superior, do Semesp, em  2024, das 2,1 milhões de matrículas no ensino superior no Nordeste, 44% foram na modalidade de EaD.</p>
<p>&#8220;Minha experiência, em resumo, é que o ensino superior tem avançado no Nordeste, com a interiorização das Universidades públicas, com políticas de ações afirmativas e a tendência do EaD&#8221;, conclui Verhine, que é um dos fundadores da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), que ocorreu em 2003, por ocasião do XXI Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação &#8211; ANPAE,  no Recife. Mais uma contribuição nordestina para a qualificação da educação brasileira.</p>
<p>A museóloga Nádia Helena Oliveira Almeida ratifica a perspectiva da mudança do panorama do ensino superior no Nordeste, por meio de um processo desencadeado no início do século 21. &#8220;Ao longo dos anos, testemunhei de perto uma virada histórica. Com a implementação das políticas públicas e dos governos populares do Partido dos Trabalhadores a partir de 2003, a paisagem acadêmica do Nordeste mudou. Foi nítida a transição em direção a uma equidade socioformadora e educativa&#8221;, ela destaca.</p>
<p>&#8220;A universidade finalmente abriu as portas para a classe trabalhadora, transformando o ensino superior de um privilégio de poucos em um direito de muitos, também em função da criação do ENEM. Ver a periferia, o interior e os filhos de trabalhadores ocupando as salas de aula e a pós-graduação é a certeza de que a educação pública se tornou, de fato, um motor de justiça social. No entanto, e talvez por esta razão, a educação pública superior (mas não só) vem sofrendo fortes ameaças dos setores neoliberais privatizantes. Portanto, a luta política contra a sanha de precarização das universidades públicas deve ganhar cada vez mais força de mobilização e transformação social&#8221;, sustenta Nádia.</p>
<p><strong>Desenvolvimento científico e tecnológico</strong></p>
<p>Os dois novos projetos em desenvolvimento no Nordeste, do ITA no Ceará e IMPA Tech no Piauí, comprovam como o cenário do ensino superior tem mudado substancialmente na região. O reitor do Instituto, Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, entende que a expansão para Fortaleza representa um marco na trajetória do ITA e amplia a contribuição da instituição para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. “O campus de Fortaleza simboliza a capacidade do ITA de se renovar sem renunciar à sua essência: formar profissionais de excelência para servir ao desenvolvimento científico, tecnológico e estratégico do Brasil”, disse o reitor, no início de março de 2026, quando a primeira turma do ITA Ceará, por enquanto ainda frequentando a sede em São José dos Campos, visitou as obras do complexo.</p>
<div id="attachment_21568" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Impa-Tech.jpeg"><img class="size-full wp-image-21568" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Impa-Tech.jpeg" alt="Evento de anúncio de instalação do IMPA Tech no Piauí (Foto Angelo Miguel/MEC)" width="768" height="430" /></a><p class="wp-caption-text">Evento de anúncio de instalação do IMPA Tech no Piauí (Foto Angelo Miguel/MEC)</p></div>
<p>Com o início das atividades em Fortaleza, previsto para 2027, o ITA passará a oferecer oito cursos de graduação: Engenharia Aeronáutica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica Aeronáutica, Engenharia Civil Aeronáutica, Engenharia de Computação, Engenharia Aeroespacial, Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energia. Mais uma opção para o ensino superior no Nordeste, formando profissionais para o momento novo vivido pela região, que se tornou, por exemplo, a principal referência no Brasil em energia solar e eólica, entre outros projetos em alta tecnologia, que demandam cada vez mais uma mão-de-obra altamente qualificada.</p>
<p>O <span class="highlightedSearchTerm">ITA</span> divulgou, no dia 2 de junho de 2026, o edital do vestibular para ingresso em 2027,  com inscrições abertas até 12 de julho. Para o próximo ano, haverá aumento no número de vagas, totalizando 200 candidatos aprovados, o maior contingente já oferecido pela instituição em sua história. O aumento no número de vagas acompanha o processo de expansão do <span class="highlightedSearchTerm">ITA</span>, com a abertura do novo campus em Fortaleza.</p>
<p>Outra novidade do processo seletivo de 2027 é a ampliação das vagas destinadas às políticas afirmativas, com a inclusão de vagas para candidatos indígenas e quilombolas. Serão oferecidas 140 vagas para ampla concorrência, 50 para candidatos negros (pretos e pardos), seis para indígenas e quatro para quilombolas. Mais um indicativo da expansão do ensino superior na região, de forma associada a ações afirmativas que democratizam o ingresso.</p>
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		<title>Creche Bento Quirino, 112 anos pela infância</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 17:52:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Em 2026, a Creche Bento Quirino está completando 112 anos de existência. É uma das mais antigas instituições de seu gênero em atividade no Brasil, um patrimônio e orgulho para Campinas.        Com duas unidades, uma no centro da cidade e outra no bairro Itatinga, em região de alta vulnerabilidade social, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Em 2026, a Creche Bento Quirino está completando 112 anos de existência. É uma das mais antigas instituições de seu gênero em atividade no Brasil, um patrimônio e orgulho para Campinas.</p>
<p><b>       </b>Com duas unidades, uma no centro da cidade e outra no bairro Itatinga, em região de alta vulnerabilidade social, a Creche Bento Quirino se dedica a garantir as bases da educação para centenas de crianças anualmente.</p>
<p>Já são milhares de crianças que passaram pelas salas do edifício histórico, tombado pelo patrimônio municipal, ou pela unidade do Itatinga. São, igualmente, milhares de famílias beneficiadas, de todas as origens e condições sociais.</p>
<p>Em resumo, a Creche Bento Quirino desenvolve um trabalho inspirador, uma referência no cenário tão desafiador da educação infantil na cidade e no país.  A questão não é apenas garantir vagas em creches para todas as crianças de zero a três anos. É igualmente crucial assegurar uma educação infantil de qualidade, e esse tem sido um propósito da Creche Bento Quirino em sua mais do que centenária história.</p>
<p><b> A fundação da Creche ocorreu em um momento crítico para o planeta.</b> A humanidade estava perto de conhecer uma de suas maiores tragédias, a Primeira Guerra Mundial, quando foi criada a 2 de fevereiro de 1914 a Sociedade Feminina de Assistência à Infância. A população de Campinas era de pouco mais de 100 mil habitantes, a maioria na zona rural. Mas já eram nítidos os sinais de que a cidade transitava para a industrialização. Neste cenário, era fundada por iniciativa do bispo D.João Baptista Corrêa Nery uma instituição para dar assistência gratuita às crianças de famílias de baixa renda.</p>
<p>O estatuto original  da Sociedade Feminina de Assistência à Infância previa a criação da Creche, mas também de um Orfanato e da obra Gota de Leite. Esta se destinava a estimular o aleitamento materno, em uma época de grande mortalidade infantil. A Gota de Leite também se responsabilizava pela doação de leite esterilizado, quando faltasse o leite materno. O orfanato da Sociedade Feminina, por sua vez, viria a ser criado somente em 1921, pelo bispo D.Francisco de Campos Barreto. Era o Orfanato São Francisco.</p>
<p>Com  uma diretoria integrada por senhoras campineiras, a Sociedade Feminina era conduzida em suas atividades pela Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, pertencente à Arquidiocese de Campinas.</p>
<p>Os primeiros anos foram de muitos desafios. A Creche de fato se materializou, com os recursos do testamento deixado pelo filantropo Bento Quirino dos Santos, lavrado a 8 de março de 1912. O Major Antonio Correa de Lemos foi outro importante doador de recursos para a Creche em seus princípios.</p>
<p><b>O prédio da futura Creche Bento Quirino foi construído em um terreno doado pelo Município de Campinas, em um dos territórios históricos da cidade</b>. Fica próximo ao antigo Cemitério dos Escravos (que funcionou até 1848), onde hoje está situada a praça Professora Silvia Simões Magro.</p>
<p>O edifício é vizinho da Escola Municipal Francisco Glicério (primeiro Grupo Escolar da cidade) e da Casa de Saúde de Campinas (antigo Círculo Italiano), que funciona no prédio que tem projeto do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, também autor do projeto original da Igreja São Benedito, próxima da creche.</p>
<p>Neste espaço muito querido da população afrodescendente, seria erguida a Estátua da Mãe Preta. Todo esse território e seus edifícios são tombados pelo Conselho de  Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas  (Condepacc).</p>
<p>Inicialmente funcionando em um pequeno prédio na rua Luzitana, a sede da Sociedade Feminina de Assistência à Infância foi transferida para o local atual, na rua Cônego Cipião, 802. A inauguração aconteceu no dia 2 de fevereiro de 1916.</p>
<p>O edifício  foi projetado e construído pelo arquiteto de origem italiana Henrique Fortini (1859-1930). O projeto da Creche Bento Quirino foi desenhado em formato de “U”, com o recuo da porção central e dois corpos idênticos avançados.</p>
<p>Não há registros da movimentação em 1916, quando a creche foi inaugurada, mas em janeiro de 1917 eram 43 matriculados. Durante o ano ingressaram 14 crianças e saíram 34. Houve cinco falecimentos de crianças no ano.</p>
<p>O crescimento do número de atendidos foi progressivo,  sobretudo a partir da década de 1940. Em 1957, pela primeira vez o ano terminou com mais de 100 atendidos: 108. Depois das décadas de 1960 e 1970, quando Campinas teve enorme crescimento populacional, o número de crianças matriculadas aumentou ainda mais, superando 170 no mês de dezembro de 1983. Em 1993 já eram 256 crianças atendidas na Creche Bento Quirino.</p>
<p>O edifício de instalação da Creche Bento Quirino é tombado como Patrimônio Histórico municipal pelo Condepacc, nos termos da Resolução nº 16, de 03 de fevereiro de 1994, devido ao seu estilo arquitetônico “art-nouveau”, demonstrada nas ornamentações em ferro, curvas do porão e revestimentos da fachada, assim como nos elementos florais decorativos e janelas tripartidas. A área construída localizada no centro de Campinas equivale a 3.000 m².</p>
<p>Em 1965, a Creche Bento Quirino se tornou a primeira entidade social filiada à Fundação FEAC &#8211; Federação das Entidades Assistenciais de Campinas &#8211; Fundação Odila e Lafayette Álvaro. Um gesto histórico, considerando o papel que a FEAC iria adquirir no cenário social da cidade.</p>
<p><b>       </b><b>Além da decisão pelo tombamento do edifício pelo patrimônio municipal, a década de 1990 foi marcada por outros fatos históricos para a Creche Bento Quirino.</b> Em 1996, o Fundo Vitae fez uma importante doação, que permitiu uma reforma significativa no prédio da instituição.</p>
<p>Em 1997, outro passo para a Creche Bento Quirino, com a criação da sua Unidade II, no Jardim Itatinga, em função da concessão de um imóvel pela família Rafful Kanawaty. A Unidade II passou a prestar atendimento socioeducativo, em período integral, para crianças de uma região de alta vulnerabilidade social.</p>
<p>Novas e importantes doações, nas primeiras décadas do século 21, permitiram a estruturação da Creche Bento Quirino para uma nova realidade social de Campinas e do Brasil. Em 2001, a doação do Consulado Geral do Japão e a parceria com a Texaco possibilitaram, por exemplo, uma segunda reforma do galpão/varanda da Unidade I, dos banheiros sanitários e parquinho das crianças, pintura interna e externa, e montagem da sala de informática.</p>
<p>Novas e relevantes ações foram registradas no momento em que a Creche Bento Quirino se preparava para comemorar os seus 110 anos, como a mais antiga instituição de educação infantil em atividade em Campinas e uma das mais antigas do Brasil.</p>
<p>Em 2022, aporte da Fundação FEAC permitiu a reforma das duas áreas recreativas da Unidade I, no Centro. No ano seguinte, novos recursos da FEAC viabilizaram a implantação do espaço MUSICARTE, para as duas unidades. Verbas parlamentares também têm garantido melhorias importantes na Bento Quirino.</p>
<p>“Os apoios da comunidade, das empresas, sempre foram fundamentais, e a Creche conta com isso”, diz a coordenadora de projetos, Lidia Oneida Siqueira Baida, um exemplo de dedicação ao trabalho da instituição.</p>
<p>É fundamental que continue este apoio, da comunidade e poder público, para que a Creche Bento Quirino continue prestando seus enormes serviços, contemplando um projeto pedagógico que busca sempre estar em conformidade com os quatro pilares da educação para o século 21: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.</p>
<p>Esses pilares foram indicados pela Comissão Delors, em 1996. As propostas do Relatório tiveram muito impacto no mundo da educação, e no Brasil não foi diferente.</p>
<p>De forma associada aos quatro pilares, a Creche Bento Quirino desenvolve múltiplas atividades, em cultura, artes em geral, esportes e outras áreas, praticando uma educação antirracista e cada vez mais com forte preocupação ambiental. O ambiente de tolerância e respeito é básico em sua proposta pedagógica, considerando por exemplo que a Creche atende filhos de migrantes de várias origens. A inclusão integral de crianças com deficiência também tem sido uma meta permanente da instituição, que tem uma diretoria voluntária presidida por Lucimara Cristina Fioravante.</p>
<p>A Creche Bento Quirino também pratica um cuidado especial com as famílias das crianças. Como nota a assistente social Viviane Romano, o plano de atendimento às famílias é composto por espaço de escuta e acolhimento e eventual encaminhamento de alguma situação especial para serviços especializados.</p>
<p>Com 112 anos de história, uma longevidade pouco vista em instituições semelhantes, a Creche Bento Quirino já atendeu várias gerações. Atualmente, a Creche atende a cerca de 400 crianças, nas duas unidades. Com um suporte permanente e cada vez maior da comunidade e poder público, a instituição continuará sendo um marco para a educação de Campinas, mais um motivo para a cidade continuar brilhando, ao oferecer educação de qualidade para suas crianças.</p>
<p><i>(Este artigo foi produzido a partir do livro “Creche Bento Quirino”, de José Pedro Soares Martins, lançado em 2025 pela Editora Fundação Educar, como parte da coleção Entidades Campineiras. Série de artigos em parceria com o Portal Hora Campinas)</i></p>
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		<title>Semana da Educação, a Campinas que brilha</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 20:59:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Começou nesta quarta-feira, dia 10 de junho, a 16ª Semana da Educação de Campinas, com um encontro aberto ao público a partir das 13 horas, no Centro de Convivência Cultural.  A atividade foi planejada para o debate do tema “Da escuta ao diálogo: tecendo redes de afeto e aprendizado”. A proposta, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Começou nesta quarta-feira, dia 10 de junho, a 16ª Semana da Educação de Campinas, com um encontro aberto ao público a partir das 13 horas, no Centro de Convivência Cultural.  A atividade foi planejada para o debate do tema “Da escuta ao diálogo: tecendo redes de afeto e aprendizado”. A proposta, segundo o Movimento Educação Sempre, que promove a Semana neste ano, foi reunir especialistas de diferentes áreas, em formato de talk show, para abordagem sobre os caminhos possíveis para uma educação mais acolhedora: conectada ao afeto, ao pertencimento e à construção coletiva do aprendizado.</p>
<p>A 16ª Semana da Educação de Campinas tem os apoios da Fundação Educar, Fundação FEAC, Secretaria Municipal da Educação e Diretorias Regionais de Ensino e também terá uma atividade na sexta-feira, dia 12, no Espaço de Eventos da Secretaria de Educação de Campinas, no Jardim do Vovô.</p>
<p>A programação também marca o lançamento do guia “<i>Escutar para vivenciar e transformar: caminhos para a escuta ativa com presença e compreensão</i>”, voltado à escuta ativa de adultos e pensado como ferramenta de apoio para fortalecer o diálogo nos espaços educativos.</p>
<p>A Semana da Educação, que chega em 2026 à sua 16ª edição, se consolidou como um dos principais eventos do setor em Campinas. Começou de forma associada ao Compromisso Campinas pela Educação, lançado em 2007 pela Fundação FEAC, como um núcleo local do Movimento Todos pela Educação. Desde o início, a Semana da Educação tem sido estruturada com grande apoio da Fundação Educar e da própria FEAC, em parcerias como a da Secretaria Municipal da Educação e Diretorias de Ensino da rede estadual.</p>
<p>A Semana da Educação já trouxe alguns dos principais pensadores da área no cenário do Brasil e América Latina em geral, como o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, que fez a palestra de abertura da 5ª edição, em 2014. Para Bernardo Toro, o Brasil “tem enorme responsabilidade em termos de educação porque ele dá exemplo para toda América Latina”. Ele defendeu mudanças de paradigmas, para que a educação tenha melhor qualidade no país e no continente. “Se não mudamos paradigmas, não mudamos nossas percepções e sentimentos e, com isso, a educação e nada muda”, observou.</p>
<div id="attachment_21540" style="width: 1506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Seduca2.jpg"><img class="size-full wp-image-21540" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Seduca2.jpg" alt="Momento de encontro dos mais de 400 educadores que foram ao teatro do Centro de Convivência participar da abertura da Semana que discute a temática da escuta (Foto José Pedro Soares Martins)" width="1496" height="1496" /></a><p class="wp-caption-text">Momento de encontro dos mais de 400 educadores que foram ao teatro do Centro de Convivência participar da abertura da Semana que discute a temática da escuta (Foto José Pedro Soares Martins)</p></div>
<p>São quatro principais paradigmas que, na sua opinião, devem ser modificados na área educacional no cenário latinoamericano. Em primeiro lugar, “não é possível aceitar como normal a existência de dois sistemas educativos de diferente qualidade, um estatal e um privado”.</p>
<p>“É preciso mudar o desenho da educação, no sentido de uma verdadeira educação pública, senão os esforços de uma educação de qualidade para todos não serão viáveis”, advertiu o colombiano, para quem a educação deve ser vista, então, como “um bem público”.</p>
<p>Um segundo paradigma a ser modificado é o de “definir o educador como docente”. Para Toro, “a educação inclusiva requer uma nova definição de educador, como profissionais da aprendizagem, e que prestem contas à sociedade sobre seu trabalho”. Dar prevalência às abordagens pedagógicas de natureza frontal e magistral é o terceiro paradigma a ser transformado, frisou Bernardo Toro. Para ele, “ a educação inclusiva pede que os enfoques pedagógicos dos sistemas educativos passem dos modelos pedagógicos frontais e magistrais para modelos de aprendizagem colaborativa e cooperativa em grupo”.</p>
<p>E o quarto paradigma a ser superado, acrescentou, é aquele que considera “a valorização da inteligência como um bem privado, individual e que tem supremacia sobre os outros”. O filósofo e educador colombiano, um dos mais respeitados nomes na Educação na América Latina, entende que “uma educação inclusiva supõe renunciar ao princípio guerreiro da inteligência como força intelectual para passar ao altruísmo cognitivo”. E o altruísmo cognitivo, concluiu, “supõe entender o cuidado do intelecto sob condições de aceitação da debilidade e a cooperação humana”.</p>
<p>Também participaram da semana o filósofo Mário Sergio Cortella e a educadora Maria Alice (Neca) Setúbal, entre outros. Neca Setúbal participou da abertura da 6ª Semana da Educação, com o tema “Escola, Cultura e Cidadania: a Escola como espaço de convivência, diálogo, renovação e criatividade”. Neca foi coordenadora de Educação para América Latina e Caribe pelo Unicef e é idealizadora e dirigente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC).</p>
<p>A Semana da Educação representa, portanto, um grande esforço por parte dos idealizadores e daqueles que deram sequência à proposta, no sentido de qualificar o sistema educacional em Campinas, sobretudo no ensino fundamental e médio. É preciso reconhecer a história, as raízes, para que haja consistência em ações futuras.</p>
<p>A trajetória da Fundação Educar e da Fundação Educar na esfera educacional é intensa. Em 1995, quando a FEAC tinha Luis Norberto Pascoal (idealizador da Fundação Educar) na presidência e Darcy Paz de Pádua na vice-presidência da Área Social, um seminário interno indicou a educação como prioridade para a instituição nos anos seguintes.</p>
<p>A FEAC encomendou então um documento com análises e propostas para o educador Antonio Carlos Gomes da Costa, profissional que havia sido fundamental no processo que resultou na garantia dos direitos das crianças e adolescentes na Constituição de 1988 e que tinha sido um dos idealizadores do Pacto de Minas pela Educação. Gomes da Costa apresentou o estudo “Infância, Juventude, Estado e Sociedade no Brasil – na Antessala do ano 2000”, que foi muito discutido na FEAC e em seus parceiros. Um dos pontos essenciais era que Gomes da Costa enfatizava o imperativo do envolvimento integral das comunidades em um projeto de fomento de Educação de qualidade para todos.</p>
<p>As discussões se aprofundaram e a FEAC articulou a criação da Aliança de Campinas pela Educação, sempre com apoio da Fundação Educar. Um seminário realizado nos dias 6 e 7 de outubro de 1995, com a participação de representantes de todos os segmentos sociais do município, selou o lançamento da Aliança, que resultou em vários projetos concretos,</p>
<p>Em 27 de novembro de 2007 aconteceu o lançamento do Compromisso Campinas pela Educação, versão local do Movimento Todos pela Educação. Novamente o esforço por mobilização da comunidade pela educação de qualidade para todos.</p>
<p>Ligado ao Compromisso, foi criado o Observatório da Educação, com a participação de alguns dos nomes mais importantes do setor no Brasil e representantes das universidades de Campinas e outras instituições. Desde 2010, a Fundação FEAC, em parceria com a Fundação Educar e apoio de vários parceiros, realiza a Semana da Educação, que já discutiu temas fundamentais para o setor e trouxe a Campinas especialistas de renome internacional.</p>
<p>Campinas é reconhecida por seu polo científico e tecnológico, tem universidades de excelência, mas ainda tem muitos desafios no ensino fundamental e médio. A Semana da Educação é um claro exemplo da Campinas que brilha quando é corajosa, ousada, pensa o futuro. No caso, com os olhares diferenciados de profissionais que pensam a Educação e sabem que ela é a grande, talvez a única, plataforma de transformação social de fato.</p>
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		<title>Campinas coloca a escuta no centro do debate educacional durante a 16ª Semana da Educação</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 20:53:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Movimento Educação Sempre promove programação que reúne especialistas, educadores e organizações para refletir sobre diálogo, afeto, pertencimento e aprendizagem O Movimento Educação Sempre (MES) realiza, entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, a 16ª edição da Semana da Educação. Com o tema “Da Escuta ao Diálogo: Tecendo Redes de Afeto e Aprendizado”, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Movimento Educação Sempre promove programação que reúne especialistas, educadores e organizações para refletir sobre diálogo, afeto, pertencimento e aprendizagem</i></p>
<p>O Movimento Educação Sempre (MES) realiza, entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, a 16ª edição da Semana da Educação. Com o tema “Da Escuta ao Diálogo: Tecendo Redes de Afeto e Aprendizado”, a iniciativa reunirá especialistas, educadores, gestores públicos e representantes da sociedade para discutir o papel da escuta e do diálogo na construção de relações mais humanas, colaborativas e favoráveis à aprendizagem e à convivência.</p>
<p>A programação destaca como a escuta pode fortalecer vínculos nos espaços educativos, nas famílias e nas comunidades.</p>
<p>“Escolhemos esse tema porque acreditamos que a escuta e o diálogo são fundamentais para fortalecer vínculos e promover relações humanas mais saudáveis. Embora a escola seja um espaço privilegiado para essa reflexão, ela também alcança famílias, comunidades e outros espaços de convivência. Quando aprendemos a escutar o outro com atenção e respeito, criamos condições para relações mais acolhedoras, colaborativas e favoráveis ao desenvolvimento de todos”, afirma Cristiane Stefanelli, gestora da Fundação Educar.</p>
<p>No dia 10 de junho, o Centro de Convivência Cultural receberá o talk show “Educação Sempre”, aberto ao público, com a participação da psicóloga e pesquisadora Juliana Ferrari, da psicóloga e gestora Yaeko Ozaki e do escritor e educador indígena Kaká Werá. O encontro abordará temas como escuta, convivência, pertencimento, ancestralidade e os desafios da construção de ambientes educativos mais acolhedores.</p>
<p>A programação da Semana da Educação também inclui, no dia 12 de junho, o encontro “Diálogos e Letramentos: a criança como autora”, direcionado a profissionais da Educação Infantil. A atividade reunirá profissionais da área para discutir o papel ativo das crianças nos processos de aprendizagem. A mesa contará com a participação de Elvira Cristina Martins Tassoni, Andrea Patapoff, Maria Silvia Pinto de Moura Librandi da Rocha e Luciana Haddad Ferreira, que discutirão protagonismo infantil, letramento e as formas de expressão das crianças no cotidiano.</p>
<p>A programação inclui ainda a palestra “O Olhar Sensível à Infância Autora: Tecendo Linhas Antirracistas no Cotidiano da Educação Infantil”, ministrada pela Comendadora Edna Lourenço, que abordará práticas pedagógicas voltadas à valorização da diversidade e da equidade racial desde a infância.</p>
<p>Para a secretária municipal de Educação, Patrícia Adolf Lutz, o evento é uma oportunidade excelente para dialogar sobre a importância da educação na vida das pessoas e refletir sobre como é possível contribuir mais e aprimorar este processo. “A proposta de abordar o papel ativo da infância, com um olhar sensível sobre as relações educativas, vai proporcionar muitos aprendizados sobre as redes de afeto, pensamento crítico e as mudanças que estão ocorrendo na área, em meio às transformações sociais e novidades tecnológicas que fazem parte do nosso cotidiano&#8221;, explica.</p>
<p>A programação também marca o lançamento do guia “<i>Escutar para vivenciar e transformar: caminhos para a escuta ativa com presença e compreensão</i>”, voltado à escuta ativa de adultos e pensado como ferramenta de apoio para fortalecer o diálogo nos espaços educativos.</p>
<p>“O encontro com o outro e a construção de vínculos fazem parte do que nos torna humanos, e a escuta é o caminho para que isso aconteça. Quando a escola valoriza as subjetividades e aprende a lidar com as diferenças de forma respeitosa, ela fortalece o pertencimento, a autoconfiança e o protagonismo dos estudantes e de toda a comunidade”, afirma Bruna Demonico, analista de projetos da FEAC.</p>
<p>Promovida pelo Movimento Educação Sempre, a Semana da Educação reúne representantes da Fundação Educar, Fundação FEAC, Diretorias de Ensino Estaduais e Secretaria Municipal de Educação de Campinas. Ao longo de suas edições, a iniciativa já mobilizou mais de 25 mil participantes.</p>
<p><b>SERVIÇO</b></p>
<p><b>16ª Semana da Educação de Campinas</b></p>
<p><b>Tema:</b> Da Escuta ao Diálogo: Tecendo Redes de Afeto e Aprendizado</p>
<p><b>Data:</b> 8 a 12 de junho de 2026</p>
<p><b>Talk Show Educação Sempre</b></p>
<p><b>Data:</b> 10 de junho de 2026</p>
<p><b>Local:</b> Centro de Convivência Cultural de Campinas</p>
<p><b>Participação:</b> gratuita e aberta ao público</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>13h às 13h30 &#8211; (30 min) &#8211; Credenciamento e boas vindas<br />
13h30 às 14h &#8211; (30 min) &#8211; Abertura<br />
20 min &#8211; falas de boas vindas da Educar, FEAC, SME e DEL e DEO (aproximadamente 3 minutos cada fala)<br />
10 min &#8211; música<br />
14h às 14h50    (50 min) &#8211; Entrevista Talk Show &#8211; entrevistador e palestrante 01 &#8211; Juliana Spinelli Ferrari Sinzato &#8211; psicóloga, pesquisadora temas ligados a Psicologia e Educação (@jusferraris)<br />
14h50 às 15h40 (50 min) &#8211; Entrevista Talk Show  &#8211; entrevistador e palestrante 02 &#8211; Yaeko Ozaki &#8211; psicóloga e gestora na Savi (@yaeko.psi)<br />
15h40 às 16h20 (40 min) &#8211; Intervalo (30 minutos anunciado e 10 de reserva)<br />
16h20 às 17h20 (50 min) &#8211; Entrevista Talk Show &#8211;  Kaká Werá &#8211; escritor e educador (@kaka_wera)<br />
17h20 às 17h30 &#8211; (10 min) Agradecimentos</p>
<div id="attachment_21525" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Neca-Setúbal.jpg"><img class="size-full wp-image-21525" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Neca-Setúbal.jpg" alt="Neca Setúbal esteve na abertura da 6ª Semana da Educação de Campinas, em 2015 (Foto José Pedro Soares Martins)" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Neca Setúbal esteve na abertura da 6ª Semana da Educação de Campinas, em 2015 (Foto José Pedro Soares Martins)</p></div>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			Semana da Educação é evento histórico e fundamental em Campinas</p>
<p>A Semana da Educação, que chega em 2026 à sua 16ª edição, se consolidou como um dos principais eventos do setor em Campinas. Começou de forma associada ao Compromisso Campinas pela Educação, lançado em 2007 pela Fundação FEAC, como um núcleo local do Movimento Todos pela Educação. Desde o início, a Semana da Educação tem sido estruturada com grande apoio da Fundação Educar e da própria FEAC, em parcerias como a da Secretaria Municipal da Educação e Diretorias de Ensino da rede estadual.</p>
<p>A Semana da Educação já trouxe alguns dos principais pensadores da área no cenário do Brasil e América Latina em geral, como o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, que fez a palestra de abertura da 5ª edição, em 2014. Para Bernardo Toro, o Brasil “tem enorme responsabilidade em termos de educação porque ele dá exemplo para toda América Latina”. Ele defendeu mudanças de paradigmas, para que a educação tenha melhor qualidade no país e no continente. “Se não mudamos paradigmas, não mudamos nossas percepções e sentimentos e, com isso, a educação e nada muda”, observou.</p>
<p>São quatro principais paradigmas que, na sua opinião, devem ser modificados na área educacional no cenário latinoamericano. Em primeiro lugar, “não é possível aceitar como normal a existência de dois sistemas educativos de diferente qualidade, um estatal e um privado”. “É preciso mudar o desenho da educação, no sentido de uma verdadeira educação pública, senão os esforços de uma educação de qualidade para todos não serão viáveis”, advertiu o colombiano, para quem a educação deve ser vista, então, como “um bem público”.</p>
<p>Um segundo paradigma a ser modificado é o de “definir o educador como docente”. Para Toro, “a educação inclusiva requer uma nova definição de educador, como profissionais da aprendizagem, e que prestem contas à sociedade sobre seu trabalho”. Dar prevalência às abordagens pedagógicas de natureza frontal e magistral é o terceiro paradigma a ser transformado, frisou Bernardo Toro. Para ele, “ a educação inclusiva pede que os enfoques pedagógicos dos sistemas educativos passem dos modelos pedagógicos frontais e magistrais para modelos de aprendizagem colaborativa e cooperativa em grupo”.</p>
<p>E o quarto paradigma a ser superado, acrescentou, é aquele que considera “a valorização da inteligência como um bem privado, individual e que tem supremacia sobre os outros”. O filósofo e educador colombiano, um dos mais respeitados nomes na Educação na América Latina, entende que “uma educação inclusiva supõe renunciar ao princípio guerreiro da inteligência como força intelectual para passar ao altruísmo cognitivo”. E o altruísmo cognitivo, concluiu, “supõe entender o cuidado do intelecto sob condições de aceitação da debilidade e a cooperação humana”.</p>
<p>Também participaram da semana o filósofo Mário Sergio Cortella e a educadora Maria Alice (Neca) Setúbal, entre outros. Neca Setúbal participou da abertura da 6ª Semana da Educação, com o tema “Escola, Cultura e Cidadania: a Escola como espaço de convivência, diálogo, renovação e criatividade”. Neca foi coordenadora de Educação para América Latina e Caribe pelo Unicef e é idealizadora e dirigente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC).</p>
<p>A Semana da Educação representa, portanto, um grande esforço por parte dos idealizadores e daqueles que deram sequência à proposta, no sentido de qualificar o sistema educacional em Campinas, sobretudo no ensino fundamental e médio. É preciso reconhecer a história, as raízes, para que haja consistência em ações futuras.</p>
<p>A trajetória da Fundação Educar e da Fundação Educar na esfera educacional é intensa. Em 1995, quando a FEAC tinha Luis Norberto Pascoal (idealizador da Fundação Educar) na presidência e Darcy Paz de Pádua na vice-presidência da Área Social um seminário interno indicou a educação como prioridade para a instituição nos anos seguintes.</p>
<p>A FEAC encomendou então um documento com análises e propostas para o educador Antonio Carlos Gomes da Costa, profissional que havia sido fundamental no processo que resultou na garantia dos direitos das crianças e adolescentes na Constituição de 1988 e que tinha sido um dos idealizadores do Pacto de Minas pela Educação. Gomes da Costa apresentou o estudo “Infância, Juventude, Estado e Sociedade no Brasil – na Antessala do ano 2000”, que foi muito discutido na FEAC e em seus parceiros. Um dos pontos essenciais era que Gomes da Costa enfatizava o imperativo do envolvimento integral das comunidades em um projeto de fomento de Educação de qualidade para todos.</p>
<p>As discussões se aprofundaram e a FEAC articulou a criação da Aliança de Campinas pela Educação, sempre com apoio da Fundação Educar. Um seminário realizado nos dias 6 e 7 de outubro de 1995, com a participação de representantes de todos os segmentos sociais do município, selou o lançamento da Aliança, que resultou em vários projetos concretos, como uma ação específica na Escola 31 e Março, no Jardim Santa Mônica: uma coalizão pela Educação no Campo Grande, área densamente povoada; e o Programa Qualidade na Escola (PQE), em parceria com o Instituto Qualidade no Ensino (IQE) da Câmara Americana de Comércio e Inter American Foundation (IAF), além de várias empresas da região.</p>
<p>Entre 2005 e 2010 a Fundação FEAC participou como parceira técnica do Programa pela Educação Integral, iniciativa do Fundo Juntos pela Educação, composto por Instituto Arcor Brasil, Instituto C&amp;A e fundo Vitae. Em 2010 foi lançado o FEAC na Escola, que beneficiou dezenas de escolas públicas em Campinas. Em 27 de novembro de 2007 aconteceu o lançamento do Compromisso Campinas pela Educação, versão local do Movimento Todos pela Educação. Novamente o esforço por mobilização da comunidade pela educação de qualidade para todos.</p>
<p>Ligado ao Compromisso, foi criado o Observatório da Educação, com a participação de alguns dos nomes mais importantes do setor no Brasil e representantes das universidades de Campinas e outras instituições. Desde 2010, a Fundação FEAC, em parceria com a Fundação Educar e apoio de vários parceiros, realiza a Semana da Educação, que já discutiu temas fundamentais para o setor e trouxe a Campinas especialistas de renome internacional.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21527" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Toro-045-1024x768.jpg"><img class="size-full wp-image-21527" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Toro-045-1024x768.jpg" alt="Bernardo Toro, um dos principais pensadores da Educação no continente (Foto José Pedro Soares Martins)" width="1024" height="768" /></a><p class="wp-caption-text">Bernardo Toro, um dos principais pensadores da Educação no continente (Foto José Pedro Soares Martins)</p></div>
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		<title>A hora da educação de qualidade</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:03:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro S.Martins O último dia 25 de março foi histórico para todos aqueles que desejam um grande salto para a educação no Brasil. No mesmo dia, foi aprovado o novo Plano Nacional de Educação, para o período 2026-2035, e o Diário Oficial da União publicou a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro S.Martins</strong></p>
<p>O último dia 25 de março foi histórico para todos aqueles que desejam um grande salto para a educação no Brasil. No mesmo dia, foi aprovado o novo Plano Nacional de Educação, para o período 2026-2035, e o Diário Oficial da União publicou a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei nº 15.360. Apresentada pelo Senador Flávio Arns (PSB/PR), a nova lei foi baseada em proposta de Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP) e coordenador honorário da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.</p>
<p>A Lei nº 15.360 acrescenta ao artigo 25 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional o seguinte: “É dever do poder público assegurar que todas as escolas públicas de educação básica, respeitadas as especificidades de cada etapa e modalidade, contenham número adequado de educandos por turma, bem como biblioteca, laboratórios de ciências e de informática devidamente equipados, acesso à internet, quadra poliesportiva coberta, cozinha, refeitório, banheiros, instalações com adequadas condições de acessibilidade, acesso a energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos.”</p>
<p>&#8220;Foi uma conquista coletiva. Considerando os constrangimentos econômicos impostos ao direito à educação, conseguimos uma exigência legal impositiva: nenhuma escola pública pode ficar abaixo desse padrão de condições de oferta para garantir o ensino e o aprendizado&#8221;, comentou o professor Daniel Cara, como informou a Campanha Nacional pelo Direito à Educação.</p>
<p>A nova legislação está em consonância a defesa de décadas da Campanha Nacional pela implementação do <a href="https://campanha.org.br/caqi-caq/">Custo Aluno-Qualidade (CAQ)</a>, um mecanismo de financiamento que calcula o padrão de qualidade de toda escola em território brasileiro, de modo que sejam assegurados a infraestrutura escolar adequada e a valorização das/os profissionais da educação. A Lei 15.360/2026 vai subsidiar a formulação da metodologia do CAQ, que ainda está sendo regulamentada.</p>
<p>Parece óbvio o que a nova legislação prevê em termos de recursos mínimos que uma escola pública deve ter para garantir educação de qualidade. Mas não é tão simples assim. Está muito claro na história das políticas públicas brasileiras que somente uma legislação muito clara e específica sobre determinados aspectos garante o cumprimento de direitos básicos da cidadania.</p>
<p>Um exemplo notório é o do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, editado com base no artigo 227 da Constituição de 5 de outubro de 1988. Este artigo histórico estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar os direitos de crianças e adolescentes com absoluta prioridade em todas as áreas, além de mantê-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.</p>
<p>Antes da garantia estabelecida na Constituição Cidadã e  de sua regulamentação através do ECA, as crianças e adolescentes no Brasil não tinham cidadania de fato. Seus direitos eram violados de forma constante. Depois da edição do ECA, esses direitos tornaram-se lei, obrigação do Estado, por todas as suas instâncias. Desta forma, o Ministério Público e o Juizado da Infância e Juventude têm todas as ferramentas à disposição para monitorar e eventualmente exigir punição para os entes e agentes públicos que desrespeitam essa legislação.</p>
<p>Os direitos das crianças e adolescentes passaram a contar com um sistema de proteção composto pelo MP, Juizados, Conselhos Tutelares e Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente. Trata-se uma rede de proteção que está atenta, vigilante, para que os direitos da infância e juventude sejam efetivamente respeitados e colocados em prática.</p>
<p>É o que se espera com a entrada em vigor da Lei 15.360/2026. Inclusive porque, se é uma obviedade que toda escola pública deva ter os recursos básicos para uma educação de qualidade, na prática não é bem o que acontece, muito pelo contrário. De acordo com os dados do Censo Escolar de 2024, quase 500 mil estudantes brasileiros da educação básica não contam com sequer um banheiro em suas escolas. São 5.765 escolas sem esgotamento sanitário, 6.658 sem água potável e 2.532 sem abastecimento de água.</p>
<p>Em termos da educação infantil, especificamente, as carências são gritantes. Segundo o mesmo Censo Escolar de 2024, somente 41% das escolas públicas municipais dispõem de parques infantis, enquanto as escolas privadas de Educação Infantil contam com o dobro &#8211; 82,9%.</p>
<p>O Censo também revelou que menos da metade das escolas municipais possuem banheiros adequados à educação infantil e para crianças com deficiência, enquanto somente 35% possuem áreas verdes dentro da escola. “Sobre recursos para atividades culturais e artísticas com as crianças, apenas 34,1% dispõem desses materiais, ao passo que as escolas privadas totalizam 68,8%”, informa um estudo do Cenpec sobre os dados do Censo Escolar de 2024 a respeito da educação infantil brasileira.</p>
<p>“As desigualdades são ainda mais graves nas escolas de educação indígena e quilombola. Apenas 5,8% das escolas indígenas possuem parque infantil e 26,4% contam com brinquedos. Nas quilombolas, apenas 9,7% possuem parque infantil e 44,6% têm brinquedos adequados”, completa o estudo, indicando que, para certas comunidades, a ausência de recursos educacionais básicos é ainda maior.</p>
<p>Por outro lado, dados do próprio Ministério da Educação mostram que 72% das escolas públicas brasileiras com conexão adequada à Internet, mas com grandes diferenças regionais. No Paraná, por exemplo,  a conectividade chega a 86% das escolas, enquanto na maioria dos estados da Amazônia ela é menor que 60%. O estado de São Paulo, o mais rico do país, é um dos piores colocados no ranking ao lado dos amazônicos, com 64% de conectividade.</p>
<p>Em resumo, ainda falta muito para garantir educação de qualidade para todos os estudantes brasileiros em escolas públicas, em todos os cantos do imenso território nacional. Tomara que a Lei nº 15.360, ao lado do novo Plano Nacional de Educação, seja mais um decisivo instrumento para termos uma educação de qualidade nos próximos anos. Disso dependerá o futuro do país, sem dúvida.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/a-hora-da-educacao-de-qualidade-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no portal Hora Campinas)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fundação Tide Setubal faz campanha por acesso e permanência de estudantes negros ao ensino superior</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:09:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As doações ocorrem por meio da campanha de matchfunding da Plataforma Alas. A cada R$ 1 doado por pessoas físicas e jurídicas o fundo Alas investe mais R$ 2, triplicando os valores recebidos. A expectativa é mobilizar mais de R$ 1 milhão em recursos. Dados recentes reforçam as desigualdades raciais na educação brasileira. Pessoas negras (pretas e pardas), ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>As doações ocorrem por meio da campanha de matchfunding da </em><a href="https://benfeitoria.com/especial/alas" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://benfeitoria.com/especial/alas&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw1Ns7ubvbO4mzvwSnehV_2M"><em>Plataforma Alas</em></a><strong><em>. </em></strong><em>A cada R$ 1 doado por pessoas físicas e jurídicas o fundo Alas investe mais R$ 2, triplicando os valores recebidos</em><em>. A expectativa é mobilizar mais de R$ 1 milhão em recursos.</em></p>
<p>Dados recentes reforçam as desigualdades raciais na educação brasileira. Pessoas negras (pretas e pardas), que representam cerca de 56% da população segundo o IBGE, ainda têm menor acesso e permanência no ensino superior. Segundo o CEDRA (Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais), entre 2012 e 2023 pessoas brancas de 40 a 49 anos apresentavam mais que o dobro do percentual de negros com Ensino Superior completo. Ainda que a população brasileira seja majoritária, apenas 31,8% dos cargos gerenciais eram ocupados por elas até 2023. Além disso, são as mulheres negras que encontram mais entraves para o emprego: a taxa de desocupação neste grupo, entre 2012 e 2023 foi de 14,9%, enquanto a de brancos foi de 7%.</p>
<p>Neste contexto, a Fundação Tide Setubal, por meio da Plataforma Alas, lança uma nova rodada de financiamento coletivo voltada à ampliação do acesso e da permanência de estudantes negros no ensino superior, além de oportunidades de formação continuada com mestrado profissional e cursos de idiomas. A campanha, que segue até 12 de junho, conta com apoio financeiro da própria Fundação Tide Setubal, do Movimento Bem Maior e da Imaginable Futures.</p>
<p>A iniciativa ocorre por meio da plataforma de matchfunding: a cada R$ 1 doado por pessoas físicas ou jurídicas, o Fundo Alas investe mais R$ 2, triplicando o valor arrecadado. As doações podem ser feitas <a href="https://benfeitoria.com/especial/alas" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://benfeitoria.com/especial/alas&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw1Ns7ubvbO4mzvwSnehV_2M">neste link</a>.</p>
<p>As instituições participantes apresentam os seguintes objetivos em cada campanha:</p>
<ul>
<li><a href="https://benfeitoria.com/projeto/mundosemfronteirasfeausp?ref=benfeitoria-canal" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://benfeitoria.com/projeto/mundosemfronteirasfeausp?ref%3Dbenfeitoria-canal&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw17RBqFsPrAENpj5HiX03Wp"><strong>Mundo Sem Fronteiras: Idiomas para Estudantes Negros FEAnos &#8211; 2 edição:</strong></a><strong> </strong>O projeto Mundo Sem Fronteiras surgiu com o objetivo de reduzir barreiras e promover mais igualdade entre os alunos da FEAUSP. A campanha visa a oferecer mais de 120 bolsas de curso idiomas + 2 bolsas de intercâmbio; promover a inclusão social e educacional dos estudantes negros; preparar os alunos para o mercado de trabalho e possibilitar novas vivências; e fomentar a diversidade e a equidade no ambiente acadêmico.</li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://benfeitoria.com/projeto/escoladacidade?ref=benfeitoria-canal" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://benfeitoria.com/projeto/escoladacidade?ref%3Dbenfeitoria-canal&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw2dePJiCBxCGxjx1aC44aQC"><strong>Escola da Cidade – Programa Encruzilhada</strong></a>: O programa mobiliza recursos para financiar bolsas integrais destinadas a estudantes negros do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola da Cidade. A campanha tem tem como objetivo oferecer 2 bolsas integrais por 1 ano (garantindo permanência e dedicação ao curso), além de 16 viagens pedagógicas (8 no Brasil e 8 na América do Sul), ampliando horizontes e fortalecendo redes de intercâmbio;</li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://benfeitoria.com/projeto/insper2026?ref=benfeitoria-canal" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://benfeitoria.com/projeto/insper2026?ref%3Dbenfeitoria-canal&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw2MQomC67CR7wUuLFeEqkA3"><strong>Alas para o Futuro &#8211; Geração Nota Mil &#8211; É por isso que, em 2026, queremos realizar o “Alas para o Futuro – Geração Nota Mil”:</strong></a><strong> </strong> programa de apoio e acolhimento coletivo do Insper em duas frentes e liderado por alumni bolsistas &#8211; profissionais que já trilharam esse caminho e hoje desejam retribuir. A campanha é focada em captar recursos para o Programa de Bolsas de forma a garantir a manutenção de bolsistas negras e negros, que hoje correspondem a 33% do grupo (mais de 120 estudantes). Além disso, haverá um encontro de gerações e aprendizado entre a comunidade alumni bolsista e os estudantes atuais para o apoio do desenvolvimento profissional dessas jovens lideranças na escola.</li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://benfeitoria.com/projeto/semear2026?ref=benfeitoria-canal" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://benfeitoria.com/projeto/semear2026?ref%3Dbenfeitoria-canal&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw1o5lp8yAtX7GGnx1I6Fg7X"><strong>Ampliação de bolsas para jovens negros e pardos do Instituto Semear &#8211; 2026:</strong></a> O projeto tem como objetivo oferecer oportunidades de desenvolvimento para jovens universitários de baixa renda para que eles permaneçam no ensino superior por meio de bolsa-auxílio, mentoria, apoio psicológico, pertencimento e espaço para sonhar. O objetivo da campanha é viabilizar 20 bolsas-auxílio para estudantes que já conquistaram o acesso à universidade, mas precisam de apoio para permanecer.</li>
</ul>
<p>“As desigualdades no ensino superior não se limitam ao acesso — elas se aprofundam na permanência. Muitos estudantes negros conseguem ingressar, mas enfrentam barreiras financeiras e estruturais que dificultam a continuidade dos estudos. Com esta campanha, queremos ampliar as condições para que esses jovens não apenas entrem na universidade, mas concluam suas trajetórias com qualidade e novas perspectivas de futuro”, afirma Viviane Soranso, coordenadora do Programa Lideranças Negras e Oportunidades de Acesso da Fundação Tide Setubal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na última edição, realizada em 2025, foram mobilizados R$ 1.112.907,00 para apoiar os estudos de estudantes negros. A expectativa para este ano é mobilizar novamente mais de R$ 1,1 milhão em recursos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre a </strong><a href="https://www.plataformaalas.org.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.plataformaalas.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw0guZ6WGrpE2yx0CoDUPWKM"><strong>Plataforma Alas</strong></a><strong>: </strong>Lançada em 2021, a Plataforma Alas tem por objetivo estimular um pacto coletivo para acelerar a busca pela equidade racial nas posições de liderança no sistema judiciário, meio acadêmico, setor empresarial ou na política. Desde então, os editais de capacitação e formação já beneficiaram cerca de 300 lideranças. A plataforma criou um pacto coletivo que conta com o apoio de instituições negras e propõe o envolvimento de lideranças brancas em ações que possam gerar e ampliar tais oportunidades, a fim de que a mudança também seja refletida e realizada nos espaços que ocupam.</p>
<p><b>Sobre a </b><a href="https://fundacaotidesetubal.org.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://fundacaotidesetubal.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1778432445114000&amp;usg=AOvVaw0_-O_ZwDuFF4gC8uyVSFXd"><b>Fundação Tide Setubal</b></a><b>: </b>organização não governamental de origem familiar, criada em 2006, que fomenta iniciativas promotoras da justiça social e do desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e que contribuam para enfrentar desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com sociedade civil, instituições de pesquisa, Estado e mercado</p>
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		<title>Um panorama da educação no Brasil: de olho nas eleições</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:08:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins O movimento Todos pela Educação lançou ontem, 28 de abril, a iniciativa Educação Já Estados, contemplando um diagnóstico da situação educacional em cada unidade da Federação e sugestões de diretrizes para o próximo ciclo de governos estaduais. Trata-se de um importante gesto demonstrando como a sociedade civil espera firmes compromissos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>O movimento Todos pela Educação lançou ontem, 28 de abril, a iniciativa Educação Já Estados, contemplando um diagnóstico da situação educacional em cada unidade da Federação e sugestões de diretrizes para o próximo ciclo de governos estaduais. Trata-se de um importante gesto demonstrando como a sociedade civil espera firmes compromissos dos próximos governos estaduais com a Educação, considerando que cabe a eles trabalhar nessa área fundamental para o futuro do país, em parceria com os municípios.</p>
<p>No caso do Estado de São Paulo, o Panorama de Dados Educacionais disponibilizado pelos Todos pela Educação (no seu site <a href="http://www.todospelaeducacao.org.br">www.todospelaeducacao.org.br</a>) mostra uma situação favorável em relação à maioria dos estados brasileiros em algumas situações, mas com claros desafios ainda a enfrentar pelo próximo governante.</p>
<p>O diagnóstico sobre São Paulo foi realizado com base nos 7,5 milhões de estudantes matriculados na rede pública, 3,2 milhões dos quais inseridos na rede estadual. São Paulo conta com 22.683 escolas da rede pública no ensino básico, onde sendo 152 mil professores na rede estadual. Em termos dos alunos matriculados, 100% dos matriculados na educação infantil estão em escolas públicas municipais, 77% dos alunos dos primeiros anos do ensino fundamental também estão em escolas municipais (23% em estaduais), 29% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental estão em escolas municipais (71% em estaduais) e 97% de estudantes no ensino médio estão em escolas estaduais. Já na educação infantil 100% dos alunos estão matriculados em escolas municipais.</p>
<p>Exatamente na educação infantil existem importantes desafios para os próximos governantes. Se a educação infantil está basicamente sob a alçada dos municípios, cabe de qualquer forma aos governos estaduais dar o apoio necessário, para que esta etapa essencial para o desenvolvimento humano seja cumprida da melhor forma possível.</p>
<p>O diagnóstico do Todos pela Educação, formulado com base em vários levantamentos por parte do Ministério da Educação, IBGE e outras fontes oficiais, mostra que 54% das crianças de 0 a 3 anos estão matriculadas em creches.  Entre os 20% mais pobres, o acesso é de 41% das crianças. Entre os 20% mais ricos, o acesso sobe para 71%. O levantamento também mostra que 95% das crianças de 4 e 5 anos estão na pré-escola no Estado de São Paulo e neste caso a desigualdade é menor. Entre os 20% mais pobres, 92% das crianças estão matriculadas. Entre os 20% mais ricos, 98% estão matriculadas.</p>
<p>Os desafios são especialmente significativos no ensino médio, etapa do ensino básico que,  como vimos, está sob responsabilidade quase exclusiva do governo estadual em São Paulo. Por exemplo, 24% das escolas de ensino médico em São Paulo oferecem esta etapa em tempo integral. Trata-se de uma proporção pouco abaixo da média brasileira, de 25% dos alunos de ensino médio em tempo integral, mas bem abaixo de estados como Piauí e Pernambuco, em que a média de matriculados no ensino médio em tempo integral é de 75% e 60%, respectivamente.</p>
<p>Do mesmo modo, em termos de nível de aprendizagem, há desafios gigantescos em São Paulo no ensino médio, aliás como em quase todo o Brasil. Apenas 4% dos estudantes de ensino médio em São Paulo têm aprendizagem considerada adequada em Língua Portuguesa e Matemática, enquanto 62% dos estudantes nesta etapa têm aprendizagem abaixo do básico nas mesmas disciplinas.</p>
<p>O movimento Todos pela Educação, que completa 20 anos em 2026, de ótimos serviços prestados à Educação brasileira, formulou também um conjunto de propostas para o próximo ciclo de governos estaduais. Elas estão reunidas no documento “Compromisso para a educação básica nos planos de governos estaduais”.</p>
<p>Em termos resumidos, o Todos pela Educação defende que as transformações na Educação dependem sobretudo de pessoas. Assim, sugere que o futuro secretário ou secretária estadual de Educação seja qualificado e comprometido com a Educação para todos, que a Secretaria da Educação seja fortalecida de modo a dar apoio efetivo às escolas e municípios, que haja garantia de gestão escolar selecionada por critérios técnicos, com liderança pedagógica e apoio contínuo e que haja valorização dos professores com carreira atrativa, trabalhando em condições adequadas e com formação estruturada.</p>
<p>O Todos pela Educação também defende que Estados e municípios trabalhem efetivamente juntos na Educação e que haja um fortalecimento do ensino médio, com expansão do ensino técnico e do tempo integral nesta etapa, de forma planejada e com padrão de qualidade.</p>
<p>As eleições estão chegando. É fundamental que a sociedade brasileira esteja muito atenta ao que dizem os candidatos em todos os segmentos, a Educação como um dos mais importantes, embora esta área geralmente fique em segundo plano em pleitos eleitorais no Brasil. Daí a importância do posicionamento e iniciativas como a do movimento Todos pela Educação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/um-panorama-da-educacao-no-brasil-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>Atletas da ORCAMPI/IVCL participam de palestra sobre Educação Financeira nesta quarta-feira</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 19:22:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo Verde, Jogo Limpo]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo a uma demanda dos atletas e da equipe técnica da Escola de Atletismo ORCAMPI e Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima (IVCL), a Unimed Campinas realiza nesta quarta-feira, 29 de abril, duas palestras sobre Educação Financeira. As atividades serão conduzidas por Naiane Souza Paz Almeida, Analista de Treinamento e Desenvolvimento e pós-graduada em Educação Financeira. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a uma demanda dos atletas e da equipe técnica da Escola de Atletismo ORCAMPI e Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima (IVCL), a Unimed Campinas realiza nesta quarta-feira, 29 de abril, duas palestras sobre Educação Financeira. As atividades serão conduzidas por Naiane Souza Paz Almeida, Analista de Treinamento e Desenvolvimento e pós-graduada em Educação Financeira.</p>
<p>As palestras acontecerão no Centro Esportivo de Alto Rendimento (CEAR), local de treinamento dos atletas. Serão duas turmas, uma pela manhã, 8h30, e outra à tarde, 14h, reunindo cerca de 50 participantes em cada sessão.</p>
<p>A iniciativa surgiu a partir de uma pesquisa de satisfação aplicada pela Unimed Campinas em dezembro de 2025. Em 2025, o tema foi trabalhado de forma lúdica com os atletas mais jovens. Agora, o conteúdo será aprofundado com participantes a partir de 14 anos.</p>
<p>A proposta é abordar temas como relação emocional com o dinheiro, organização financeira, importância do planejamento, tomada de decisão consciente e visão de futuro. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento integral dos atletas, oferecendo ferramentas que impactem positivamente sua vida pessoal e esportiva.</p>
<p>A parceria entre a Unimed Campinas e a Escola de Atletismo ORCAMPI/IVCL existe desde 1998 e é uma das mais duradouras do esporte nacional. Atualmente, a Orcampi atende mais de 350 atletas.</p>
<p>A palestrante Naiane Souza Paz Almeida possui ampla formação em Educação Financeira, Gestão Escolar, Recursos Humanos e Administração, além de MBA em Gestão Empresarial. Suas mentorias e palestras já impactaram mais de 800 pessoas.</p>
<p><b>SERVIÇO</b></p>
<p><b>O quê:</b> Palestras de Educação Financeira para atletas da Escola de Atletismo ORCAMPI/IVCL, promovidas pela Unimed Campinas.</p>
<p><b>Quando:</b> Quarta-feira, <b>29 de abril</b></p>
<ul>
<li><b>Turma da manhã:</b> 8h30</li>
<li><b>Turma da tarde:</b> 14h</li>
</ul>
<p><b>Onde:</b> <b>CEAR – Centro Esportivo de Alto Rendimento</b> Rod. Lix da Cunha, S/N (entrada pela Fundação Bradesco).</p>
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		<title>Precisamos falar (todo dia) sobre Educação</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 22:59:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro S.Martins      No último 8 de setembro foi lembrado o Dia Mundial da Alfabetização. Lembrado é modo de dizer, porque a data passou praticamente invisível no Brasil, o país em que cerca de 30% da população adulta é considerada dentro do chamado analfabetismo funcional. São as pessoas que não sabem ler ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro S.Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     No último 8 de setembro foi lembrado o Dia Mundial da Alfabetização. Lembrado é modo de dizer, porque a data passou praticamente invisível no Brasil, o país em que cerca de 30% da população adulta é considerada dentro do chamado analfabetismo funcional. São as pessoas que não sabem ler ou escrever ou que, lendo, não conseguem interpretar, analisar, compreender o que está escrito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Estamos falando de milhões de brasileiros nessa condição, que facilita, por exemplo, golpes como o que foi identificado em descontos indevidos do INSS, motivo de uma Comissão de Inquérito em curso no Congresso Nacional. Os dados citados acima estão no último levantamento do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). Uma informação inquietante no mais recente Inaf é que o analfabetismo funcional cresceu entre os jovens brasileiros. Em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos eram considerados analfabetos funcionais. Em 2024, o índice cresceu para 16%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Em si estes dados representam um grande escândalo nacional, que deveria ser considerado prioridade máxima pelo conjunto da sociedade, compreendendo poder público, setor privado e sociedade civil organizada. O mesmo conjunto da sociedade que deveria estar muito mais atento a duas importantes &#8211; mais, importantíssimas &#8211; matérias em debate no momento no mesmo Congresso Nacional. São o novo Plano Nacional de Educação e a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        O Plano Nacional de Educação anterior vigorou entre 2014 e 2024. A maior parte de suas metas não foi cumprida ou cumprida apenas parcialmente, mas de qualquer modo foi um Plano que forneceu um norte, um propósito a ser perseguido pelo conjunto do Brasil. Agora está em discussão o Plano para o período seguinte, de 2025 a 2034. A expectativa é que o novo Plano seja ainda mais ousado, contemplando questões que não foram consideradas no anterior, como a fundamental educação socioambiental, essencial para o adequado enfrentamento das mudanças climáticas, entre outros desafios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Outro tema de enorme relevância para o país, em discussão no Congresso Nacional, é a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Espera-se que o SNE indique caminhos concretos para a desejada cooperação entre os entes federativos (municípios, estados e União), visando o aprimoramento substantivo da Educação oferecida no país, sobretudo no âmbito do sistema de ensino e aprendizagem público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Um projeto criando o SNE foi aprovado no Senado e, mais recentemente, pela Câmara dos Deputados. A matéria agora voltou para o Senado. Uma avaliação do Movimento Todos pela Educação, articulação da sociedade civil pela melhoria educacional no país, é o de que a criação do SNE em si, nos termos do Projeto de Lei Complementar (PLP nº 235/2019), representa um avanço, na medida em que estabelece “</span><span style="font-weight: 400;">um Sistema Nacional de Educação capaz de fortalecer o regime de colaboração e garantir maior coerência, eficiência e equidade às políticas educacionais brasileiras”</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">           </span><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o Todos pela Educação avalia que existem pontos no projeto aprovado na Câmara que podem ser aprimorados pelo Senado. Um ponto fundamental, conforme documento divulgado pelo movimento, é que “o Todos Pela Educação defende que as diretrizes de definição dos padrões mínimos de qualidade, conforme referidos no §1º do art. 211 da Constituição Federal, devem considerar indicadores de acesso, permanência e aprendizagem”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Afirma o documento do Todos pela Educação, em que analisa o debate pela criação do SNE: “Durante muitos anos, o debate educacional no Brasil concentrou-se em garantir que todas as crianças e jovens tivessem acesso à escola — uma conquista fundamental, mas que por si só não basta. O desafio agora é assegurar que esse acesso se traduza em aprendizagem de qualidade para todos, especialmente para os estudantes das periferias, do campo, quilombolas e indígenas, que ainda enfrentam profundas desigualdades”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       A Campanha Nacional pelo Direito à Educação também se pronunciou sobre a aprovação do SNE pela Câmara. Para a Campanha, o Senado deve de fato buscar o aprimoramento do texto. “A construção do SNE é um marco civilizatório e não pode ser aprovada de forma acelerada, sem o devido e qualificado debate com a sociedade e especialistas”, defenda a Campanha, que acrescenta: “É imperativo que o Senado Federal corrija as graves distorções imprimidas ao texto, retomando as conquistas já consolidadas e garantindo que a lei cumpra seu papel de organizar a cooperação federativa para superar as históricas desigualdades educacionais do país”.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        </span><span style="font-weight: 400;">Para a Campanha, o Senado deve estar atento a melhorias em pontos como o financiamento adequado e justo da Educação pública brasileira; o fortalecimento da gestão democrática; o planejamento da Educação Nacional; e a situação particular dos Territórios Etnoeducacionais Indígenas e Quilombolas, dos povos das águas e das </span><a href="http://florestas.no"><span style="font-weight: 400;">florestas.</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Em síntese, estão sendo definidos no momento, no Parlamento brasileiro, temas fundamentais para o destino do país. É a preciosa área da Educação, a única plataforma para garantir a efetiva equidade social e o pleno desenvolvimento sustentável. Vamos discutir todo dia a Educação, em todos os nossos ramos de atividade. Só assim vamos garantir um Brasil digno para todos.</span></p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/precisamos-falar-todo-dia-sobre-educacao-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no portal Hora Campinas)</a></p>
<p><strong></p>
<p></strong></p>
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