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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Exposição Brasil-África</title>
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		<title>Exposição de HQ em Campinas ajuda a quebrar mitos sobre a África</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2015 16:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Brasil-África]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Brasil - África]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Os mitos, os preconceitos, vão sendo construídos a partir de narrativas social e historicamente determinadas. Pois muitas das visões preconcebidas em relação ao continente africano são fraturadas a partir de uma exposição de quadrinhos que começou no Memorial da América Latina, em São Paulo, e que se encontra até o dia 23 de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Os mitos, os preconceitos, vão sendo construídos a partir de narrativas social e historicamente determinadas. Pois muitas das visões preconcebidas em relação ao continente africano são fraturadas a partir de uma exposição de quadrinhos que começou no Memorial da América Latina, em São Paulo, e que se encontra até o dia 23 de abril, quinta-feira, em Campinas, na Biblioteca Municipal &#8220;Prof.Ernesto Manoel Zink&#8221;.</p>
<p>É a Exposição Brasil-África, que apresenta ao público brasileiro o que há de mais representativo nos quadrinhos africanos. Muitos quadrinhistas brasileiros estão presentes.</p>
<div id="attachment_3140" style="width: 723px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/150130_116_1800.jpg"><img class="size-full wp-image-3140" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/150130_116_1800.jpg" alt="Bira Dantas tem sido peça importante no diálogo quadrinhista entre Brasil e África" width="713" height="472" /></a><p class="wp-caption-text">Bira Dantas tem sido peça importante no diálogo quadrinhista entre Brasil e África</p></div>
<p>Bira Dantas é um deles. Ele é o curador da exposição pelo lado brasileiro. O congolês Jeremie Nsingi é o curador pelo lado africano. &#8220;Aqui no Brasil temos muito pouco contato com os Quadrinhos africanos, apesar de termos muita troca em outros setores sócio-culturais e políticos. Esta exposição mostra um pouco da África real, aquela que é desenhada e satirizada por seus artistas no dia-a-dia&#8221;, comenta Bira.</p>
<div id="attachment_3134" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ5.jpg"><img class="size-large wp-image-3134" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ5-1024x680.jpg" alt="Quadrinhos ajudam a derrubar mitos sobre a África " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrinhos ajudam a derrubar mitos sobre a África</p></div>
<p>De fato, o desconhecimento em relação ao que é produzido em histórias em quadrinhos na África ainda é muito grande no Brasil, apesar das relações seculares com o continente africano, de onde vieram milhões de escravos que ajudaram a forjar a identidade brasileira. Na realidade, é mais uma página do desconhecimento generalizado no país quanto à realidade africana, apesar de mais da metade da população brasileira ser de afrodescendentes.</p>
<p><strong>Nova história sendo escrita</strong> &#8211; Mas esse hiato começa a ser superado, como observa o próprio Bira Dantas. Ele nota que em 2008 o quadrinhista e fanzineiro paraense Eduardo Pinto Barbier &#8211; que vive na França- foi convidado para a primeira edição do Festival Internacional de Quadrinhos da Argélia (Fibda). &#8220;Ele foi pioneiro neste contato cultural entre Brasil e África, no campo dos quadrinhos&#8221;, diz Bira.  Marcelo D´salete foi outro brasileiro a participar do Fibda naquele ano.</p>
<div id="attachment_3135" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ4.jpg"><img class="size-large wp-image-3135" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ4-1024x680.jpg" alt="Trabalho de Junião, um dos brasileiros na exposição" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Trabalho de Junião, um dos brasileiros na exposição</p></div>
<p>Em 2009 a revista &#8220;La Bouche du Monde&#8221; -publicada por Eduardo Barbier em francês- fez parte da seleção oficial do Fibda e em 2011 ganhou como Melhor Fanzine. No Brasil, observa Bira, a professora e pesquisadora Sonia Luyten foi curadora da Mostra de Quadrinhos Africanos no Museu Afro, em SP, em 2009, com a participação de 19 artistas de 16 países, e 2010, quando foi lançado o livro “Afro HQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos”, de autoria de Danielle Jaimes, Roberta Cirne e Amaro Braga.</p>
<p>Em 2011, Eduardo Barbier apresentou o próprio Bira Dantas a Dalila Nadjen, presidente do Fibda, durante o festival de Angouleme na França. Também em 2011, a L&amp;PM Editores publicou o álbum de Quadrinhos Aya (Costa do Marfim) de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie. Enquanto isso, André Diniz e Mauricio Hora lançavam &#8220;Morro da Favela&#8221;, que seria publicado na França, Portugal e Inglaterra. André Diniz também lançou  &#8220;Negrinho do Pastoreio&#8221; e &#8220;O Quilombo Orum Aiê&#8221;.</p>
<p>Em 2012, o jornalista e cartunista Mauricio Pestana lançou a coleção &#8220;Mãe África&#8221; e o cartunista Bira foi selecionado no Fibda, tendo sido o seu D.Quixote  indicado na categoria Melhor Projeto do festival argelino em 2013. Bira foi então convidado para a Argélia, onde lançou seu BiraZine 2 com legendas em francês. Neste mesmo ano, o quadrinhista congolês Jérémie Nsingi veio ao Brasil, a convite do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de BH). Foi quando Bira e Nsingi se conheceram.</p>
<div id="attachment_3136" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ2.jpg"><img class="size-large wp-image-3136" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ2-1024x680.jpg" alt="O cartaz da Exposição Brasil-África, na versão para Campinas" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O cartaz da Exposição Brasil-África, na versão para Campinas</p></div>
<p><strong>Mais intercâmbios</strong> &#8211; Os intercâmbios aumentaram em intensidade nos últimos dois anos. Em 2014, o Brasil foi o país homenageado do Fibda e Bira fez parte do juri de premiação. O festival teve um estande só do Brasil com: &#8211; Linha do tempo &#8220;145 anos de Quadrinhos brasileiros&#8221; (montada por Bira e Laurent Melikian). &#8211; Quadrinhos brazucas com Bira, André Diniz, Ana Luiza Koehler, Rafael Coutinho, Fábio Moon e Gabriel Bá (organizado por Eduardo Barbier). &#8211; Mauricio de Sousa e seus Quadrinhos, Quadrões e Esculturas (montado por Jacqueline Mouradian, presente no festival com Bira, Fábio e Gabriel). Pela primeira vez a ministra da cultura participou da abertura e o embaixador brasileiro também. Ainda no ano passado, Marcelo D&#8217;salete lançou &#8220;Cumbe&#8221;, projeto de Quadrinhos com raízes africanas, aprovado pelo edital paulista ProaC.</p>
<p>Em 2015, o Memorial da América Latina abriu -mais uma vez- as portas para a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC) entregar o Troféu Angelo Agostini. E desta vez com a exposição Brasil- África. Jérémie Nsingi foi a estrela internacional na Exposição, da qual foi curador pelo lado africano.</p>
<div id="attachment_3137" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ-106.jpg"><img class="size-large wp-image-3137" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ-106-768x1024.jpg" alt="O trabalho do marroquino Omar Ennaciri sobre Chico Mendes: solidariedade (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">O trabalho do marroquino Omar Ennaciri sobre Chico Mendes: solidariedade (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><strong>Quebra de mitos</strong> &#8211;  Desde o dia 23 de março e até a próxima quinta, 23 de abril, a Exposição Brasil-África fica em Campinas, na Biblioteca Pública Municipal. Uma exposição para quebrar mitos e o primeiro deles é o de que a África não teria história em quadrinhos.</p>
<p>Tem e de alta qualidade, com temáticas que ajudam a superar outros pré-conceitos com relação ao território africano, como o de que não haveria vida urbana naquele continente. Não é o que mostram os trabalhos dos quadrinhistas africanos presentes na exposição, como Popa Matumula, da Tanzânia, e Bibi Benzene, de Camarões.</p>
<p>Mas a realidade tribal também está presente, como no trabalho de Youmbi Narcisse, também de Camarões. Omar Ennaciri, do Marrocos, apresenta uma bela obra sobre a realidade mediterrânea de vários países africanos.</p>
<div id="attachment_3138" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ6.jpg"><img class="size-large wp-image-3138" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ6-1024x680.jpg" alt="Exposição apresenta um amplo painel sobre quadrinhos na África" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Exposição apresenta um amplo painel sobre quadrinhos na África</p></div>
<p>O mesmo Omar Ennaciri assina uma das curiosidades marcantes da Exposição Brasil-África: é o seu trabalho sobre o líder ecologista e seringueiro brasileiro Chico Mendes, assassinado em 1988. Mais um sinal da ligação íntima, sentimental, afetiva entre Brasil e África.</p>
<p>Outros quadrinhistas africanos com trabalhos na Exposição são Pahé (Gabão), Georges Pondy, Kangol e Joelle Ebongue (Camarões), Gihèn (Tunísia), Benjamin Kouadio (Costa do Marfim), Mokdad Amirouche (Argélia), Didier Kasai (República centro-africana), Massiré Tounkara (Mali), Brahim Rais  (Marrocos), Sylvestre (Burkina Faso), Dwa de Eric (Madagascar) e Al Mata (Congo).</p>
<p>Pelo lado brasileiro, estão trabalhos de Marcelo D&#8217;salete, Flavio Luiz, André Diniz, Pestana, Junião, Pedro Franz, Marcos Franco, Hélcio Rogério, Alisson Affonso, Eloyr Pacheco, Fernando Damasio, Janio Garcia, Alves, Orlando Pedroso e o próprio Bira Dantas.</p>
<div id="attachment_3139" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ3.jpg"><img class="size-large wp-image-3139" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/HQ3-1024x680.jpg" alt="Suze Elias: HQ africanos têm alta qualidade e promovem questionamentos" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Suze Elias: HQ africanos têm alta qualidade e promovem questionamentos</p></div>
<p>&#8220;A exposição permite muitos questionamentos, muitas discussões, é muito rica&#8221;, resume a bibliotecária Suze Elias, responsável pela Gibiteca da Biblioteca Pública Municipal de Campinas, co-promotora da exposição. &#8220;Os quadrinhos africanos, de grande influência franco-belga, são de alta qualidade&#8221;, nota ela.</p>
<p>A questão racial, da identidade, da cultura negra, muito presentes e gerando reflexões importantes. O Brasil começa a redescobrir a África. Os amados quadrinhos, linguagem universal que diverte, encanta e questiona, estão contribuindo para consolidar esse diálogo interatlântico.</p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>PARA CONHECER MAIS SOBRE HQ DA ÁFRICA</strong></p>
<p>JÉRÉMIE NSINGI (Congo)</p>
<p>http://jrnsingiart.blogspot.com</p>
<p>BIBI BENZO (Camarões)</p>
<p>bibibenzo.over-blog.com</p>
<p>Kangol LedroïD (Camarões)</p>
<p>https://www.facebook.com/ledroid.kangol?fref=ts</p>
<p>YOUNA Narcisse Youmbi (Camarões)</p>
<p>http://youna-comics.over-blog.com</p>
<p>DUTA Ebene (Camarões)</p>
<p>https://www.facebook.com/EbeneDuta</p>
<p>JOELLE Ebongue (Camarões)</p>
<p>https://www.facebook.com/joelle.ebongue?ref=ts&#038;fref=ts</p>
<p>PONDY (Camarões)</p>
<p>https://www.linkedin.com/pub/georges-pondy/77/694/697</p>
<p>MOKDAD amirouche (Argélia)</p>
<p>https://www.facebook.com/mokdadamirouche?fref=ts</p>
<p>SYLVESTRE ZOUMABE Gringo (Burkina Faso) http://togo.spla.pro/pt/ficha.pessoa.sylvestre-zoumabe-kwene-gringo.35827.html</p>
<p>PAHÉ (Gabão) http://dipoula.blogspot.com.br/</p>
<p>www.pahebd.blogspot.com AL MATA (Congo) http://www.africultures.com/php/?nav=personne&amp;no=12142</p>
<p>DIDIER kassai (Sibut, República Centro-africana) https://www.facebook.com/didier.kassai.7?fref=ts</p>
<p>KOUADIO Kouakou Benjamin (Costa do Marfim) https://www.facebook.com/kbenjamin28bd?fref=ts</p>
<p>Gihèn (Tunisia)</p>
<p>https://www.facebook.com/gihenben http://bdzoom.com/6455/interviews/rencontre-avec-gihen-ben-mahmoud-tunisie/</p>
<p>POPA (Tanzania)</p>
<p>http:// pkamtu.blogspot.com www.cartoonmovement/p/139 www.facebook.com/popa.matumula</p>
<p>Massiré Tounkara (Mali)</p>
<p>http://lesbullesdemass.illustrateur.org
			</div></div>
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