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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Abril Azul</title>
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		<title>Caminhadas e atividades culturais marcam Abril Azul de conscientização sobre autismo em Campinas</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 19:30:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Abril Azul]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma caminhada pelo Parque Itália, a partir das 9h30 desta sexta-feira, dia 1º de abril, começa o Abril Azul de 2016, que terá uma ampla programação em Campinas, envolvendo sociedade civil e poder público. O Abril Azul é celebrado em função do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, lembrado a cada dia 2 de abril ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma caminhada pelo Parque Itália, a partir das 9h30 desta sexta-feira, dia <span style="color: #636363; font-family: Arial;">1º</span> de abril, começa o Abril Azul de 2016, que terá uma ampla programação em Campinas, envolvendo sociedade civil e poder público. O Abril Azul é celebrado em função do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, lembrado a cada dia 2 de abril por decisão das Nações Unidas em 2008.</p>
<p>No mesmo dia <span style="color: #636363; font-family: Arial;">1º</span> , às 18 horas, o Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura de Campinas, passará a ser iluminado com a cor azul, a exemplo do que aconteceu em 2015, como informou na época a Agência Social de Notícias (ver <a href="http://agenciasn.com.br/arquivos/2980">aqui</a>). As atividades do Abril azul serão realizadas em parceria entre entidades envolvidas com a atenção ao autismo, como Associação para o Desenvolvimento de Autistas em Campinas (Adacamp), Instituto SER, Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Paica) e Amor Azul, e Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.</p>
<p>“É fundamental ter um olhar atento ao autismo, porque é desta forma que é possível buscar mais possibilidades e ferramentas para diminuir as barreiras atitudinais em relação à pessoa com deficiência”, diz a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Emmanuelle Alkmin. Abaixo a programação do Abril Azul em Campinas:</p>
<p><strong>1º de abril (sexta-feira)</strong></p>
<p><strong>Caminhada pelo Parque Itália &#8211; </strong>Horário: 9h30 &#8211; Local: Saída do estacionamento da Adacamp (Rua Padre Francisco de Abreu Sampaio, 349/ Parque Itália) &#8211; Aberto ao público &#8211; evento gratuito</p>
<p><strong>Iluminação do Prédio da Prefeitura de Campinas com a cor azul &#8211; </strong>Horário: 18h &#8211; Local: Av. Anchieta, 200</p>
<p><strong>2 de abril (sábado) </strong></p>
<p><strong>2º Adacamp Food Park &#8211; </strong>Horário: 10h às 22h &#8211; Local: Estacionamento da Adacamp &#8211; Rua Padre Francisco de Abreu Sampaio, 349, Parque Itália</p>
<p><strong>Exibição de filme do espetáculo inclusivo “Robin Hood, Procurado Vivo ou Morto por Ordem da Coroa” &#8211; </strong>Horário: 10h &#8211; Local: Cinemark Iguatemi Campinas &#8211; Sala 5 (Av. Iguatemi, 777 &#8211; Vila Brandina)  Sessão aberta ao público</p>
<p><strong>3 de abril (domingo) </strong></p>
<p><strong>5ª Caminhada de Conscientização pelo Autismo &#8211; </strong>Horário: 9h &#8211; Local: Lagoa do Taquaral &#8211; saída do portão 1. Av. Heitor Penteado, s/n, portão 1, Parque Portugal &#8211; Não é preciso fazer inscrição/ Evento gratuito e aberto ao público &#8211; Vestir camiseta azul</p>
<p><strong>4 de abril (segunda-feira) </strong></p>
<p><strong>&#8220;Abril Azul&#8221; na Câmara Municipal de Campinas. Discussões sobre o tema &#8211; </strong>Horário: 14h  &#8211; Local: Av. da Saudade, 1.004, Ponte Preta</p>
<p><strong>28 de abril (quinta-feira) </strong></p>
<p><strong>Atividades de teatro e dança com Turma do Bairro e Cia de Dança Humaniza &#8211; </strong>Horário: 9h às 16h &#8211; endereço: Rua 13 de Maio, s/n, Centro, Praça Rui Barbosa</p>
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		<title>Falta de diagnóstico e de tratamento dificulta a vida de pessoas Asperger</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2015 00:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Azul]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Asperger]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Adriana Menezes A criação do “Abril Azul”, período que concentra atividades diversas de divulgação e discussão sobre o autismo, pode ajudar a sociedade leiga a saber mais sobre o distúrbio neurológico, mas na opinião de Ana Parreira, psicóloga que tem o diagnóstico de Asperger (condição psicológica do espectro do autismo considerada mais leve), ainda ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Adriana Menezes</strong></p>
<p>A criação do “Abril Azul”, período que concentra atividades diversas de divulgação e discussão sobre o autismo, pode ajudar a sociedade leiga a saber mais sobre o distúrbio neurológico, mas na opinião de Ana Parreira, psicóloga que tem o diagnóstico de Asperger (condição psicológica do espectro do autismo considerada mais leve), ainda falta ouvir o autista, deixar que ele fale. “Os estudiosos observam o autismo e não o autista; falam de nós, mas não conosco”, critica.</p>
<p>Autora de cinco livros – o último, um romance lançado em 2014, “Tango para os lobos” -, Ana fará palestra esta semana em São Paulo, no “Congresso Internacional de Autismo na Vida Adulta: Ciência, Sociedade e Realidade” (<a href="http://autismonavidaadulta.com.br/">autismonavidaadulta.com.br</a>), que acontece em São Paulo de 16 a 18 de abril, no Centro Fecomércio de Eventos. Em Campinas, a prefeitura recebeu iluminação azul neste mês de abril, e desde o dia 1º realiza uma série de eventos, que vão desde caminhadas até congressos. De 23 a 25 de abril acontece o 1º Congresso Internacional sobre Transtorno do espectro Autista (TEA), no Colégio São José e no Careca Sport Club.</p>
<div id="attachment_3106" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/AnaParreira_0168xxxx-2.jpg"><img class="size-large wp-image-3106" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/AnaParreira_0168xxxx-2-1024x578.jpg" alt="Ana Parreira é autora de cinco livros: &quot;Falta ouvir os autistas&quot;" width="618" height="349" /></a><p class="wp-caption-text">Ana Parreira é autora de cinco livros: &#8220;Falta ouvir os autistas&#8221;</p></div>
<p><strong>Observadores</strong></p>
<p>“Acho ótimo que promovam os eventos, mas isso não basta”, diz Ana, que só descobriu sua condição de Asperger na vida adulta, quando já era mãe e profissional. Em linhas gerais, o Asperger demora menos que o autista para começar a falar, é mais verbal e comunicativo e também mais receptivo à influência do meio.</p>
<p>O diagnóstico não é simples. Como psicóloga, Ana se auto diagnosticou quando assistia a um filme com o objetivo de confirmar a síndrome de Asperger no seu filho. “Eu comecei a ver que eu tinha o mesmo quadro. Na verdade, comecei a ver que desde a minha infância eu era muito mais observadora que participativa. Minha mãe tomava como desobediência e me dava castigo, mas já era a síndrome. Eu gostava de dormir embaixo da cama, eu sentia que era meu lugar. Era década de 1950, minha mãe me dava muita bronca por isso. Depois eu identifiquei muitos traços no meu pai também.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3107" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/AnaParreira_0060-2.jpg"><img class="size-large wp-image-3107" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/AnaParreira_0060-2-1024x682.jpg" alt="Para Ana, fugir do isolamento é grande desafio para autistas" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Para Ana, fugir do isolamento é grande desafio para autistas</p></div>
<p><strong>Dificuldades e habilidades</strong></p>
<p>Segundo Ana, o Brasil tem um atraso de cerca de 50 anos em relação ao tratamento e diagnóstico em países desenvolvidos. “Tenho três amigas médicas com o mesmo diagnóstico, mas elas não contam, porque as pessoas não vão entender, causaria muita celeuma.” Ela acredita que por razões como estas a síndrome precisa ser mais conhecida. “Eu gostaria que os Aspergers e os Autistas pudessem falar mais nos eventos. Eu também gostaria que nós nos encontrássemos mais vezes. Estamos isolados; é nisso que está nossa fragilidade”, protesta a psicóloga, que também defende o envolvimento da família. “’É a família, principalmente, que deve aprender sobre a síndrome.” De acordo com pesquisas, um em cada 100 Aspergers é facilmente diagnosticado, os demais precisam ser muito observados para que se identifique.</p>
<p>Os primeiros sinais no seu filho, com menos de 20 anos, levaram Ana a estudar mais sobre o assunto. Mais tarde ela se auto diagnosticou e teve a confirmação da síndrome por dois médicos. Hoje ela faz diagnósticos, dá palestras e escreve. “Passei por muitos médicos com meu filho. Foi desastroso. Mas ele precisava ser tratado e eu não podia ignorar. Cada pessoa Asperger tem suas próprias dificuldades ou habilidades. No Brasil, não há nenhum tratamento ou atendimento para Asperger”, diz Ana, que em suas pesquisas e leituras concluiu que há muitas pessoas ilustres que se enquadram no perfil da síndrome.</p>
<p><strong>Famosos</strong></p>
<p>Para Ana, o escritor Albert Camus e o personagem que protagoniza o seu mais famoso romance, O Estrangeiro (1942), o estranho Meursault, seriam ambos Arpergers. “Há muitos Aspergers que não têm emprego, mas têm muito talento e capacidade. Muitos fazem faculdade, trabalham, estão na sociedade, mas não são entendidos.”</p>
<p>Ana teve uma longa amizade com a escritora Hilda Hilst, a quem costumava visitar na famosa Casa do Sol. “Ela era muito culta e obcecada por livros”, diz Ana, que também é leitora voraz, foi casada duas vezes e teve três filhos. Trabalhou em uma multinacional como secretária de gerência, onde disse que se adaptou muito bem porque “obedecia ordens de gente que não exigia nada errado”.</p>
<p>Nascida em Bariri, Ana adotou Campinas para viver com seus filhos e dois cachorros. “Eu não tenho orgulho de ser Asperger, mas também não lamento. É uma condição e pronto”, afirma a psicóloga, que diz ter mais dez livros escritos para publicar. “Eu gostaria que as pessoas mentissem menos e dissimulassem menos, porque é muito confuso para nós. Não sabemos o quanto é o demais e o de menos”, tenta explicar. A psicóloga e escritora vende seus livros por e-mail (<a href="http://mail.uol.com.br/compose?to=vill.aspie@gmail.com">villa.aspie@gmail.com</a>).</p>
<div id="attachment_3108" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/AnaParreira_0114-2.jpg"><img class="size-large wp-image-3108" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/AnaParreira_0114-2-1024x682.jpg" alt="A escritora e psicóloga adotou Campinas para viver" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">A escritora e psicóloga adotou Campinas para viver</p></div>
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