<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência Social de Notícias &#187; Rio 2016</title>
	<atom:link href="http://agenciasn.com.br/arquivos/tag/rio-2016/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://agenciasn.com.br</link>
	<description>Notícias</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Apr 2026 12:11:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Olimpíadas: A inclusão desde a Antiguidade</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/8196</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/8196#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Aug 2016 16:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo Verde, Jogo Limpo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=8196</guid>
		<description><![CDATA[Por Adiana Menezes “O Atleta e o Mito do Herói”, da pesquisadora Katia Rubio, jornalista e psicóloga da Universidade de São Paulo (USP), faz uma análise atual e profunda sobre a construção do imaginário esportivo contemporâneo e o bem social que o esporte representa para a humanidade.  Em tempos de Olimpíadas no Brasil, a leitura ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Adiana Menezes</p>
<p>“O Atleta e o Mito do Herói”, da pesquisadora Katia Rubio, jornalista e psicóloga da Universidade de São Paulo (USP), faz uma análise atual e profunda sobre a construção do imaginário esportivo contemporâneo e o bem social que o esporte representa para a humanidade.  Em tempos de Olimpíadas no Brasil, a leitura pode ampliar a visão do leitor e espectador sobre os atletas e as práticas esportivas.</p>
<p>Veja abaixo a segunda parte da resenha do livro (<a href="http://agenciasn.com.br/arquivos/8177">clique aqui para ver também a primeira parte publicada dia 5/08</a>).</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Resenha (2ª parte)</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A inclusão desde a Antiguidade</span></strong></p>
<p>Na Antiguidade, o atleta ganhava a coroa de louros e privilégios como isenção de impostos, pensões vitalícias, escravos e outras regalias. Era uma forma de inclusão. Ele entrava também para a galeria dos heróis mitológicos, passando a ser reconhecido em documentos e praças públicas. Hoje, eles recebem as medalhas e em vez de isenções ganham contratos publicitários milionários, além de prestígio. Os narradores esportivos referem-se ao atleta como heróis sem cerimônia.</p>
<p>O atleta moderno se amolda à estrutura heroica com os mesmos valores adjacentes do confronto, da luta, da ascensão e do domínio. Essa referência mítica ainda é muito forte no esporte, uma vez que a máxima para o atleta é a vitória.</p>
<p>Por valorizar aquele que é o melhor, a sociedade impõe padrões de comportamento que privilegiam o mais forte, mais habilidoso, o que chega em primeiro lugar. Dentro dessa lógica, aquele que persegue esse objetivo é tomado por herói.</p>
<p>Os conceitos apresentados por Katia Rubio, em seu livro “O Atleta e o Mito do Herói – O imaginário esportivo contemporâneo”, de Katia Rubio (São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001), vão aos poucos dando clareza sobre o mito do herói. Para se situar no tempo, a autora se aprofunda na conceituação do que é o moderno, modernismo e modernidade. Seu foco se concentra no final do século XX e início do XXI.</p>
<p>Dentro da sociedade moderna, ela apresenta os conceitos vigentes sobre mobilidade (a ordem está no movimento), descontinuidade (decorrência da mobilidade), o cientificismo (a fetichização da ciência),o esteticismo (a invasão de todos os recantos da vida cotidiana pela arte ou alguma forma de arte, ainda que desbastada), a representação sobre o real (decorrência do esteticismo).</p>
<p>Em seguida, o pós-moderno, o pós-modernismo e a pós-modernidade são destrinchados no texto. No terceiro momento, o esporte e a indústria esportiva entram associando imagem e marca, de forma inseparável. A pós-modernidade é marcada por uma atenção maior ao presente, o que contrapõe a modernidade, onde a vida individual e coletiva são pensadas sobre um projeto futuro.</p>
<p>Embasada no antropólogo Clifford Geertz, a autora discorre sobre a cultura contemporânea e a comunicação. Geertz (1989, p.15) acredita que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu; a cultura seria as teias e sua análise.</p>
<p>Em todo o seu texto, Katia confronta conceitos sobre cultura de diferentes autores, como Wallerstein e Boyne; Chauí e Paula Carvalho, e Morin.</p>
<p>Quando fala sobre o imaginário e suas estruturas, ela cita a chegada do futebol no Brasil, que se deu por meio de um processo de difusão cultural trazido pelos filhos da burguesia brasileira que foram estudar na Inglaterra e também pelos próprios ingleses que vieram ao Brasil trabalhar nas indústrias desde o final do século XIX. Traz aqui a referência do antropólogo Roberto DaMatta, segundo o qual o futebol foi introduzido no Brasil sob o signo do novo.</p>
<p>Ao tratar sobre o imaginário, adentra no universo do simbólico e bebe na fonte de diversos autores e linhas de pensamento. Até chegar a uma síntese, na qual o imaginário não é a negação total do real, mas apoia-se no real de modo a transformá-lo e deslocá-lo, dando origem a novas relações no aparente real.</p>
<p>O simbólico, que em primeira instância vai ser encontrado na linguagem, encontra-se com o imaginário, porque no fim das contas o imaginário utiliza o simbólico para existir, discorre a autora, entrelaçando as teorias. “Por outro lado, o simbolismo pressupõe a capacidade imaginária, uma vez que presume a condição de ver em uma coisa o que ela não é, de vê-la diferente do que é.”</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/CAM05581.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-8198" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/CAM05581-1024x759.jpg" alt="CAM05581" width="618" height="458" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/8196/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Olimpíadas: O Atleta e o Mito do Herói</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/8177</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/8177#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2016 18:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo Verde, Jogo Limpo]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Atletas]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=8177</guid>
		<description><![CDATA[Por Adriana Menezes As Olimpíadas 2016 já começaram. Hoje acontece no Rio de Janeiro a festa oficial de abertura, e o clima na cidade já é de festa. Para quem não está na Cidade Maravilhosa, restam as transmissões pela TV ou internet, nos canais convencionais ou alternativos. Muito mais que um espetáculo esportivo, todos nós ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Adriana Menezes</p>
<p>As Olimpíadas 2016 já começaram. Hoje acontece no Rio de Janeiro a festa oficial de abertura, e o clima na cidade já é de festa. Para quem não está na Cidade Maravilhosa, restam as transmissões pela TV ou internet, nos canais convencionais ou alternativos. Muito mais que um espetáculo esportivo, todos nós sabemos que o evento é também político e social. Temos ali ampliados os problemas nacionais de segurança e violência, de má gestão e corrupção, de obras superfaturadas e inacabadas, de uso político, de desigualdades sociais, e muito mais. Mas temos também aquilo que nós somos. Sem ufanismos ou paixão cega, é preciso enxergar o que temos e o que somos. A minha torcida é para que a Olimpíada tenha a nossa cara, com erros e acertos, porque o esporte compõe o imaginário social e é também um bem cultural para a sociedade, diz Katia Rubio em seu livro &#8220;O Atleta e o Mito do Herói&#8221;.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/olimpiadas-rio-2016.jpg"><img class=" size-medium wp-image-8187 alignright" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/olimpiadas-rio-2016-300x173.jpg" alt="olimpiadas rio 2016" width="300" height="173" /></a>Para entrar no clima olímpico à distância, compartilho abaixo a resenha que fiz deste livro onde a autora mostra a diferença entre o esporte e uma simples atividade física. O objetivo de Rubio, jornalista e psicóloga, é compreender a constituição do imaginário do atleta. Publicado há 15 anos, o livro traz uma análise muito atualizada. A construção desse imaginário esportivo contemporâneo se dá a partir da relação entre os feitos atléticos e as façanhas heroicas da mitologia.</p>
<p>Uma versão reduzida e editada por Patrícia Mariuzzo foi publicada na Revista eletrônica Pré-Univesp (número 58, edição de junho. <a href="http://pre.univesp.br/o-atleta-e-o-mito-do-heroi#.V6YSFPkrLIV">Confira aqui</a>).</p>
<p>O texto que segue abaixo é a primeira parte da resenha, que dividirei em três partes.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/livro-capa-o-atleta-e-o-mito-do-heroi.jpg"><img class=" size-thumbnail wp-image-8186 alignleft" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/livro-capa-o-atleta-e-o-mito-do-heroi-106x150.jpg" alt="livro capa o atleta e o mito do heroi" width="106" height="150" /></a></p>
<p><strong>O Atleta e o Mito do Herói</strong></p>
<p>Quem começa a ler o livro “O Atleta e o Mito do Herói – O imaginário esportivo contemporâneo”, de Katia Rubio (São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001) com a expectativa de que vai encontrar tão somente um texto sobre atletas e mitos, especificamente, vai se surpreender com uma análise que extrapola este universo esportivo e mitológico.</p>
<p>A leitura vai acrescentar conceitos e teorias de História, Filosofia, Comunicação e Psicologia, finalizando com um toque jornalístico onde a autora inclui depoimentos de atletas reais – sem seus nomes, mas que em alguns casos são facilmente identificados.</p>
<p>O estilo e o formato do texto estão muito alinhados à formação da autora, que é jornalista e psicóloga, mestre em Educação Física e doutora em Educação. Na atuação profissional, já participou do Conselho Regional de Psicologia (CRP) como conselheira titular e foi coordenadora da Comissão de Esportes da mesma entidade.</p>
<p>Katia Rubia desenvolve sua análise a partir de conceitos que ela apresenta de forma aprofundada e com muitas referências. Parte da premissa de que o esporte compõe o imaginário social e é também um bem cultural para a sociedade. Quando busca esclarecer o conceito de esporte, ela mostra a diferença entre esporte e uma simples atividade física.</p>
<p>O objetivo da jornalista e psicóloga é compreender a constituição do imaginário do atleta. A construção desse imaginário esportivo contemporâneo se dá a partir da relação entre os feitos atléticos e as façanhas heroicas da mitologia. A autora vai relacionar o regime de imagens de Gilbert Durand e o trajeto heróico de Joseph Campbell.</p>
<p>Joseph Campbell e sua obra “O poder do mito” servem de referência para a autora ao longo do seu trabalho. Por ser referência sobre a análise do mito, Campbell é muitas vezes citado. Para ele, mito é parte integrante e indissociável da existência humana. Os mitos têm sido a inspiração de todos os demais produtos possíveis das atividades do corpo e da mente humanos.</p>
<p>Na definição de Gilbert Durand (1985), o mito se configura como um relato (discurso mítico) que dispõe em cena personagens, situações, cenários, segmentados em unidades semânticas carregadas por uma crença. O imaginário, conforme Durand, é um sistema ordenador de imagens que permite compreender o modo organizador do indivíduo.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/olimpiadas-Gregos-antigos2.jpg"><img class=" size-full wp-image-8188 alignright" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/olimpiadas-Gregos-antigos2.jpg" alt="olimpiadas Gregos antigos2" width="400" height="313" /></a></p>
<p>O texto passa ainda pelo conceito de Jung sobre arquétipo, que deriva da observação sistemática de que os mitos e os contos da literatura universal encerram temas bem definidos que reaparecem sempre por toda a parte.</p>
<p>A autora percorre uma aventura mítica, perseguindo o trajeto heroico dentro do esporte, buscando integrar elementos do universo esportivo competitivo contemporâneo em sua descrição. O esporte é tratado como uma expressão da cultura atual e como produto de comunicação de massas. Dentro desta cultura contemporânea, os meios de comunicação de massa vão exercer um papel crucial na construção do imaginário do mito.</p>
<p>O atleta enquanto herói constela entre figuras como Hércules, Ulisses, Jonas, sempre como o idealizador de feitos incomuns. Essa despersonalização vincula o herói esportivo ao herói arquetípico, conduzindo ao território do imaginário e todo um universo simbólico, porém desconhecido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/8177/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
