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Flotilha Cênica Campinas-Gaza, no Festival Artes pela Paz
Filmagem do videoarte no CIS-Guanabara (Foto Murilo Ferrari/Divulgação)

Flotilha Cênica Campinas-Gaza, no Festival Artes pela Paz

Todo mundo acompanhou, em tempo real, a missão da Global Sumud Flotilla (GSF) de 2025, uma ação humanitária em direção a Gaza, na Palestina, composta por ativistas de vários países, inclusive do Brasil, e que tentou furar o bloqueio e entregar alimentos e, sobretudo, solidariedade às vítimas do genocídio. A Flotilla viajou entre agosto e outubro de 2025, não conseguindo chegar a Gaza. Muitos ativistas foram detidos e depois deportados, inclusive a vereadora de Campinas Mariana Conti.

A missão humanitária despertou manifestações de solidariedade em todo o planeta e uma delas se materializou no videoarte “Flotilha Cênica Campinas-Gaza”, concebido por e com direção geral de Ângela Mayumi Nagai e direção do vídeo por Murilo Ferrari. O videoarte é resultado de uma filmagem com várias pessoas, muitas delas estreantes em iniciativas do tipo. A filmagem aconteceu no CIS-Guanabara, em Campinas, e o videoarte foi convidado pelo Instituto Casa Comum para integrar a programação do Festival Artes pela Paz. “Flotilha Cênica Campinas-Gaza” será exibido nesta sexta-feira, 26 de junho, a partir das 20 horas, como parte do encerramento da programação do Festival.

Cartaz do vídeoarte (Design Gráfico: Roberto Galian)

Cartaz do vídeoarte (Design Gráfico: Roberto Galian)

Multiartista, formada pela primeira turma de dança do Instituto de Artes da Unicamp, onde fez mestrado e doutorado, com especialização em Teatro Nô japonês, Ângela Mayumi evidencia a ação voluntária das pessoas que participaram do videoarte. “Ninguém ganhou nada, foi apenas solidariedade a Gaza”, diz ela.

A idealizadora da obra assinala que o videoarte mostra basicamente a força de uma linguagem artística de matriz multicultural como expressão de solidariedade, uma ação humanitária através da arte, da beleza, para mostrar o drama vivenciado pela população de Gaza, na Palestina. “É  possível movimentar muitas energias positivas para furar este e outros bloqueios”, sintetiza Ângela, que destaca o apoio ao projeto por parte do CIS-Guanabara, Diretoria de Cultura e Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura da Unicamp, nos 60 anos da Universidade. É mais uma manifestação de solidariedade internacional de Campinas, por um mundo mais justo, humano e pacífico.

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