Capa » Ecodesenvolvimento » Novo Plano Diretor de Hortolândia fortalece diretrizes para desenvolvimento sustentável
Novo Plano Diretor de Hortolândia fortalece diretrizes para desenvolvimento sustentável
Vista aérea de Hortolândia, atenta ao desenvolvimento sustentável (Foto Divulgação Prefeitura de Hortolândia)

Novo Plano Diretor de Hortolândia fortalece diretrizes para desenvolvimento sustentável

Documento sancionado pelo prefeito Zezé Gomes altera áreas de zoneamento, inclui inovação e tecnologia entre eixos de desenvolvimento e padroniza divisão regional da cidade, entre outras adequações

Hortolândia passa a contar com novas diretrizes para que o crescimento da cidade continue de forma ordenada, gerando desenvolvimento urbano, social, ambiental e tecnológico. As ações estão previstas na mais recente atualização do Plano Diretor Municipal, aprovada pela Câmara de Vereadores há algumas semanas e sancionada pelo Prefeito Zezé Gomes, na última sexta-feira (24/04), na edição nº 2.743 do Diário Oficial Eletrônico do município.

O novo Plano Diretor é fruto de meses de discussão e sugestões, com a participação do Poder Público e da população, que pode opinar durante a Audiência Pública realizada em 2025. Entre as principais alterações aprovadas, estão mudanças de zoneamento que permitirão a ocupação de áreas de vazio urbano, além da padronização do mapa de Regiões de Planejamento, de acordo com o IBGE (Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística), o que possibilita à Administração Municipal identificar de forma ágil e integrada necessidades específicas de cada região da cidade e trabalhar políticas públicas que melhorem ainda mais a vida da população.

De acordo com o secretário de Planejamento Urbano e Gestão Estratégica, Eduardo Marchetti, o Plano Diretor anterior havia sido atualizado em 2018. “De acordo com a Lei Municipal 10.257/2001, em seu artigo 40, o Plano Diretor precisa ser atualizado a cada 10 anos. Então, estamos antecipando esta atualização e definindo desde já as novas diretrizes. São ações planejadas com a participação de todas as secretarias municipais, e avaliadas pela população, com a proposta de alavancar o desenvolvimento da cidade pelos próximos 10 anos”, destacou Marchetti.

O novo Plano Diretor foi elaborado com base em seis eixos estratégicos: Desenvolvimento econômico e geração de empregos; Desenvolvimento urbano; Habitação; Meio ambiente; Mobilidade urbana; e Inovação e tecnologia, sendo este último, uma novidade. Este eixo, de acordo com o diretor de Planejamento, Ivair Dias da Silva, visa melhorar e modernizar a gestão pública, a fim de gerar economia de recursos ao município, maior transparência e democratizar o acesso à informação.

Outra novidade importante é a ampliação de zonas mistas. Em termos práticos, as áreas de zoneamento podem ser residencial, industrial, comercial e mista. Com a transformação de áreas antes residenciais ou industriais em zonas mistas, a Prefeitura amplia a possibilidade de uso de espaços até então vazios para implantação de novos empreendimentos. “É o caso da área da antiga Belgo, na avenida da Emancipação, numa zona antes industrial. Agora, com a alteração para zona mista, um empreendedor pode implantar um conjunto habitacional ali, por exemplo, eliminando um vazio urbano”, detalhou o diretor da Secretaria de Planejamento.

MAPA REGIONAL PADRONIZADO

Mais um ponto a ser destacado no novo Plano Diretor é a reorganização das Regiões de Planejamento da cidade. Antes, a Secretaria de Saúde, por exemplo, usava um mapeamento regional que atendia a distribuição das unidades de Saúde pelo território municipal; a Secretaria de Educação, por sua vez, se valia de outro mapeamento, traçando no território uma divisão diferente para a distribuição de unidades escolares. Agora, este mapeamento está integrado e padronizado de acordo com a divisão territorial do IBGE. Isso significa que todo o planejamento municipal utilizará o mesmo traçado territorial regional, o que facilitará na hora de analisar dados como população, economia, educação, saúde e todos os demais indicadores, agilizando no desenvolvimento de políticas públicas.

“A partir de agora, com a publicação do novo Plano Diretor, vamos trabalhar na revisão das Leis Complementares que auxiliam na execução do Plano Diretor” destacou Ivair. É o caso da Lei de Uso e Ocupação de Solo, instrumento que regulamenta o crescimento urbano, definindo as atividades que podem ser desenvolvidas no território municipal, por exemplo, para ordenar o desenvolvimento sustentável entre áreas residenciais, comerciais e industriais.

 

Sobre ASN

Organização sediada em Campinas (SP) de notícias, interpretação e reflexão sobre temas contemporâneos, com foco na defesa dos direitos de cidadania e valorização da qualidade de vida.