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Preta, Rosa e Caju nas plataformas para dançar sem parar
Adriano, Marília e Maurício, criadores e amigos (Foto Gabi Perissinotto/Divulgação)

Preta, Rosa e Caju nas plataformas para dançar sem parar

Músicas com gosto de fruta, cheiro de flor e com a cor do Brasil vindo da África. Músicas para dançar sem parar. As quatro canções de Preta, Rosa e Caju estão em todas as plataformas desde as primeiras horas desta sexta-feira, 23 de janeiro. No Youtube, Spotfy, Deezer e Apple Music. Vai lá e se deleite!

Na voz da cantora, compositora e instrumentista campineira Marília Correa, acompanhada de um time seleto de músicos, o álbum tem composições autorais inéditas do jornalista Adriano Rosa e do músico e produtor Maurício Cajueiro. São elas: Passo em Falso, Billy, Velho Farol e Preta Rosa e Caju. Velho Farol tem a participação autoral de Carlinhos Campos. Coloca aí DJ, que todo mundo quer ouvir e balançar!

De samba, soul de black,

rap, baião e blues,

pelos quatro cantos se juntam, 

preta rosa e caju.

Da faixa Preta Rosa e Caju (DIvulgação)

Da faixa Preta Rosa e Caju (Divulgação)

Avisando o que vem pela frente, esta é a abertura da faixa-título do álbum, que segundo seus autores resulta do encontro entre intérprete, compositores e instrumentistas para criar e recriar situações musicais singulares, transformando ideias em música num verdadeiro coletivo de criações. “Música feita no apertar das mãos, no abraço, no pulsar de textos e melodias, que no encontro de vozes e de notas musicais se transforma em algo novo em todos os sentidos e em sonoridades irresistíveis ao mais exigente audiófilo”, avisam os artistas.

Eles entendem que tudo em termos musicais e culturais pode ser Preta Rosa e Caju. “A dança, as artes visuais, o cinema, o teatro, a literatura; o canto que reverbera pelas ondas do rádio, pelas parabólicas, pelos canais de televisão e ecoa mundo afora criando redes, sem limites, apenas infinitos acordes”, destacam. E completam:

__ Preta Rosa Caju é referência, é alma, é música brasileira, é movimento, vibração, é a tradição da MPB e do mais puro rock’n’roll e do pop nacional; é música universal como necessidade de expressão. Preta Rosa Caju é o que se revela entre a composição, a criação e a interpretação, é música brasileira de verdade, critica e com conteúdo e ao mesmo tempo despretensiosa, como um passatempo sério e necessário.

Coletivo de Criação

Para criar toda a atmosfera do álbum e transformar Preta Rosa e Caju em música, Marília, Cajueiro e Adriano juntaram um timaço de músicos de primeira linha. Para as quatro faixas do álbum foram convidados músicos de Campinas e entre eles alguns que já fazem parte da Bandassa, banda oficial dos shows ao vivo e nas gravações em estúdio de Marília Corrêa, todos devidamente escalados e regidos pelo produtor musical e guitarrista Maurício Cajueiro.

São eles: Marcelo Cruz (contrabaixo), Osmário Marinho (bateria), Gê Ribeiro (trompete e flugelhorn), Cleberson Abade (piano e teclados), Lazinho Batuk (percussão), Maurício Cajueiro (violão e guitarra), Carolina Blumer (backing vocals) e Graciele Pereira (backing vocals).  Além de tocar as guitarras e violões, Maurício Cajueiro também cuidou da gravação, composição, mixagem e masterização do álbum.

Preta Rosa & Caju, um pouco de cada um

Os autores, claro, no Mercado Municipal de Campinas: cores, cheiros e sabores (Foto  Gabi Perissinotto)

Os autores, claro, no Mercado Municipal de Campinas: cores, cheiros e sabores (Foto Gabi Perissinotto)

Marília Corrêa

Marília Corrêa é cantora, instrumentista e compositora. A música e a voz poderosa de Marília Corrêa se destacam no cenário musical de Campinas e região por sempre apresentar um repertório autoral e independente com letras fortes e conteúdo crítico social, além de interpretações marcantes de clássicos da MPB e da black music nacional, sempre com muito groove e swing.

O trabalho musical de Marília Corrêa, sendo autoral ou como intérprete, consiste em um espetáculo de natureza pedagógica, social e cultural, por meio de um repertório pronto a intervir nas esferas educacionais e socioculturais, e que tem como objetivo essencial de estimular a reflexão usando a música e as letras como fonte de expressão e libertação.

Marília lançou seu primeiro álbum “Em Mim” no ano de 2021, gravado e produzido totalmente de forma independente somente com composições autorais. As canções do álbum foram compostas desde 2012 e produzidas com o apoio de amigos, parceiros e músicos entre os quais o contrabaixista Marcelo Cruz e o guitarrista e produtor musical Maurício Cajueiro, parceiros no Preta, Rosa e Caju.

Como define Marília Corrêa, “Em Mim é uma junção de sentimentos, vivências, situações e tudo o que vem acontecendo de dentro pra fora em minha vida”. E completa: “É início e o encerramento de um ciclo de quase dez anos. É seguir em frente com esse objetivo de tornar realidade um sonho”. O vídeo clipe da canção À Meia Luz também teve lançamento simultâneo com o álbum.

Seu mais recente lançamento foi o vídeo clipe da canção Teu Cheiro, com a participação especial da cantora Uli Costa, vocalista da Banda Sandália de Prata. O audiovisual da canção foi lançado no Palco do Praça Salão, em um evento especial em que, além do lançamento da nova canção e do novo vídeo clipe, foi exibido com projeção visual e contou com o pocket show de Marília Corrêa & Bandassa, com a participação especial de Uli Costa na música Teu Cheiro. A apresentação foi gravada ao vivo com canções como Josias, Mãe, À Meia Luz, Dias Sem Você e muito mais do álbum Em Mim, o trabalho lançado anteriormente por Marília Corrêa.

A artista, inquieta, ativista, não para, assim como não param quem já começou a ouvir Preta, Rosa e Caju.

Vou batendo canela,

no batuque do Olodum,

no jongo e na capoeira,

preta rosa e caju.

Maurício Cajueiro

Maurício Cajueiro, por sua vez, é guitarrista e produtor musical. Estudou violão clássico no Conservatório Musical Carlos Gomes em Campinas, Jazz Guitar na Colorado School of Music em Denver e também na Record Production da Los Angeles College of Music (L.A.C.M), em Pasadena.

Trabalhou por quinze anos nos Estados Unidos e Europa como engenheiro de som, músico e produtor nos estúdios Entourage, Castle Oaks, Westlake, Mothership (Steve Vai’s) e Conway Recording. Atuou como engenheiro de F.O.H em várias tournées internacionais e domésticas com artistas variados, como Dori Caymmi, Yellowjackets, Nick Ashton, Airto Moreira, Flora Purim, Chick Corea, Earth, Wind and Fire, Vital Information e etc…

Desde 2016 é responsável pelo registro de áudio do Festival de Música Contemporânea Brasileira (F.M.C.B) em Campinas, cuidando do som de nomes como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Joao Bosco, João Donato, Guinga, Monica Salmaso e Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. Desde 2008 segue à frente de seu próprio estúdio, o Cajueiro Áudio, trabalhando diariamente com o melhor da música brasileira e internacional.

Algumas referências de seu trabalho: George Benson, Eddie Kramer, Steve Vai, Ivan Lins, Glenn Hughes, Yellowjackets, Robben Ford, Dori Caymmi, Leila Pinheiro, Rickey Woodard, Blake Aron, Ivan Vilela, Vicente Barreto, Zeca Baleiro, Don Grusin, Oscar Castro Neves, Andrae Crouch, Frank Gambale, Das Fossem, Mojacar Flamenco, Mandy Moore, Tin Rooster, Airto Moreira & Flora Purim, George Duke, Ernie Watts, Peter Erskine, Andy & Dick Williams, Eric Sardinas, The Outlawz, Kurupt, Big Syke, entre outros

Adriano Rosa

Adriano Rosa é jornalista, repórter fotográfico formado pela PUC de Campinas em 1988. Como compositor lançou seu primeiro CD Canto das Horas em 2010 pelo FIC, Fundo de Investimento à Cultura de Campinas.

No CD Canto das Horas estão composições de Adriano Rosa interpretadas por vários parceiros, onde a temática das letras é entremeada por ricas melodias e vozes competentes, sempre exaltando a música brasileira e suas vertentes mais profundas.

Em 2024 em parceria com o compositor Carlinhos Campos, lançou o CD Sambas de Liquidificador, onde todas as composições remetem ao universo da obra de Adoniran Barbosa e cada canção traz um personagem feminino como figura central de cada música.

Tem mais de 80 composições gravadas em CDs de diversos parceiros pelos quatro cantos do país. Como repórter fotográfico trabalhou em Campinas nos jornais Diário do Povo e Correio Popular de 1988 a 2015. No mesmo ano, foi co-fundador da Agência Social de Notícias. Recebeu por três vezes o Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo.

E você, já se ligou em Preta, Rosa e Caju?

 

 

 

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