sábado , 27 maio 2017
Resistência é a palavra de ordem no 4º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura na Unicamp
Atividade no Edicc 3: discutindo a ciência (Foto Divulgação)

Resistência é a palavra de ordem no 4º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura na Unicamp

Resistir é preciso. Diante do atual cenário da ciência, cultura e tecnologia no Brasil, o 4º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura (Edicc), que acontece na Unicamp nesta terça e quarta-feira (25 e 26 de abril), traz para o debate o tripé “Resistência, Insubmissão, Educação!”. Uma série de palestras, mesas redondas e oficinas acontecem na universidade (veja programação abaixo – ainda dá tempo de participar nesta quarta-feira!) durante o evento anual organizado por alunos de pós-graduação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo – Labjor, da Unicamp. Com convidados de todo o país, o Edicc realiza também atividades artístico-culturais, como o espetáculo que encerrará o encontro nesta quarta-feira, às 17h15, na Praça da Paz – “Plástico para toda obra”, da Cia de Palhaçaria “O quintal de Fulana e Melão” – e o sarau científico Chopp comCiência.

Criado há um ano, o sarau científico Chopp comCiência tenta promover a interação entre cientistas e público fora do espaço acadêmico, “sem jargões e sem o uso de power point”. O sarau especial Edicc4, no Echos Studios Bar em Barão Geraldo, foi a 38º encontro, com a participação das pesquisadoras Josianne Francia Cerasoli e Mariana Miglionari Chaguri, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp.

No bar, na sala de aula e nos espaços públicos, o foco do evento se mantém na resistência e na busca de perspectivas e novos caminhos para a pesquisa e a educação. O debate é acadêmico, mas a discussão é totalmente voltada para a sociedade. Nesta terça, a programação teve início pela manhã com a participação de nomes como o professor emérito e ex-reitor Carlos Vogt, o coordenador do mestrado do Labjor Rafael Evangelista e os pesquisadores e professores Susana Oliveira Dias, Márcia M. Tait Lima, Lais Silveira Fraga, Pedro Fiori Arantes, Zilda Oliveira de Farias (Dida Farias), Fabrício Fonseca Ângelo, Luísa Burdelis, Edgard Santos e Bruno Bresciani, entre outros.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE EDICC4

8h30 – 10h – Mesa-redonda: LINGUAGENS, ESPAÇO PÚBLICO E RESISTÊNCIAS

Local: Auditório IG

Mediadora: Profa. Dra. Cristiane Dias

Debatedores:

Profa. Ms. Liliam Solá Santiago é cineasta, produtora cultural e professora universitária, com formação em História e Mestrado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP). Dirigiu os filmes “Família Alcântara” (com Daniel Santiago, 2005), “Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista” (com Marianna Monteiro, 2006) e “Graffiti” (2008). Em 2006, recebeu o Prêmio Zumbi dos Palmares – concedido pela Assembleia Legislativa de SP aos que se destacam por suas ações em defesa da promoção da igualdade racial no Estado de São Paulo.

Profa. Dra. Amanda Scherer é professora titular de Linguística da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e professora da Graduação e da Pós-Graduação em Letras na mesma universidade. Possui graduação em Letras Francês, pela UFSM (1973). Graduada em Linguística Geral pela Université de Paris VIII – Vincennes, França (1978). Mestre e Doutora em Linguística, Semiótica e Comunicação pela Université de Franche-Comté, Besançon, França (CAPES 1988/1992). Foi professora convidada, em 2012, na França e na Espanha.

  • Profa. Dra. Greciely Cristina da Costa é graduada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá, possui Mestrado e Doutorado em Linguística pela Unicamp. Durante seu doutoramento, realizou estágio de pesquisa na Université de Paris XIII, em Paris. É professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, da Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS) e coordenadora do Núcleo de Pesquisas em Linguagem (NUPEL). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Análise de Discurso, com pesquisas voltadas para as discursividades da imagem e para a análise de discursos sobre a violência e a criminalidade, e temas que envolvem a relação entre linguagem e sociedade.

 

10h – 10h30 – Café Cultural

Local: Tenda

  • Banca da Ciência: difusão científica por meio de artefatos lúdicos e de baixo custo

​​

10h30 – 12h30 – Mesas-redondas:

(Duas mesas simultâneas para você escolher)

MULHERES, TECNOLOGIAS E RESISTÊNCIAS

Local: Auditório DGA

Mediadora: Profa. Dra. Marta Mourão Kanashiro

  • Carine Roos é consultora de comunicação e tecnologias digitais, possui especialização em Sistemas de Informação e é fellow em Gerenciamento e Inovação Social pela Amani Institute. Contribui com iniciativas que buscam a emancipação das mulheres pela tecnologia, como MariaLab, blog Faça Você Mesma no Link-Estadão, 33 Dias Sem Machismo, Cities for Everyone e UP[W]IT (Unlocking the Power of Women In Technology).

  • Profa. Dra. Julia Stateri  é doutora em Artes Visuais pela Unicamp, mestre em Educação, Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, fundadora da Oficina Lúdica, e coordenadora dos cursos de Pós-graduação em Gestão da Comunicação em Mídias e em Design Gráfico do Senac de Campinas. Junto ao Prof. Dr. Edson do Prado Pfutzenreuter, com o apoio do Instituto de Artes da Unicamp e da Extecamp, lançou o  Massive Open Online Course “A complexidade sensível: um paralelo entre videogames e arte” pela plataforma internacional Coursera.

  • Maria Rita Casagrande é graduada em Análise de Sistemas, pós-graduanda em Desenvolvimento de aplicações WEB e especialista em WordPress, PHP e desenvolvimento responsivo. Coordena, desenvolve e atua em iniciativas voltadas às tecnologias, o feminismo negro e os direitos LGBT, como Blogueiras Negras, BNteen, Caixa Preta, Por Mais Mulheres, True Love Site, e Coletivo Audre Lorde.

  • Gabriela Surita é técnica de computação, graduanda em Engenharia de Computação na Unicamp, desenvolvedora de software na Loggi e consultora da Mozilla. Possui experiência em hardware criptográfico e engenharia de software. Também é feminista, transfeminista e militante do software livre.

AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS COMO FORMAS DE RESISTÊNCIAS

Local: Auditório IG

Mediadora: Profa. Dra. Susana Oliveira Dias

  • Alessandra Ribeiro Martins tem formação acadêmica na área de Patrimônio Imaterial, Territórios de Matriz Africana, Representação e Identidade, Roteiro Afro e Cultura afro pela PUC-Campinas desde 2005, onde é formada em História e desenvolveu seu Trabalho de Conclusão de Curso sobre a manifestação do jongo e suas representações nas produções audiovisuais. É Doutora em Urbanismo pela mesma universidade, com a tese “Matriz Africana em Campinas: Territórios, Memória e Representação”, e mestre em Urbanismo com a dissertação “Requalificação Urbana: A Fazenda Roseira e a Comunidade Jongo Dito Ribeiro”.

  • Fernanda Delvalhas Piccolo é Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006) e professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) desde 2009. Atua como tutora do grupo PET/Conexões de Saberes em Produção Cultural e coordenadora da pós-graduação em Linguagens Artísticas, Cultura e Educação. Foi coordenadora do NEABI (Núcleo de Estudos e Pesquisas Afrobrasileiros e Indígenas) entre 2013 e 2017. Possui experiência em Sociologia e Antropologia, envolvendo-se em diversos temas, tais como: identidades, manifestações artísticas e Baixada Fluminense.

  • Hugo Canuto é formado em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de Ilustrador Freelancer, criador de histórias em Quadrinhos e Concept Artist em meios digitais e tradicionais. Em seus trabalhos, expressa a relação entre arte e mitologia de muitas maneiras, seja nas cidades imaginárias pintadas em murais do #NAPAREDE, na saga de fantasia épica A Canção de Mayrube e agora, por meio do projeto Contos de Òrun Àiyé – construído a partir dos Itan, as histórias contadas oralmente por séculos entre os povos Yorubás e seus descendentes.

13h30 – 15h – Sessões de Comunicações Orais

 

13h30 – 15h – Feira de Relatos de Experiências

Local: Auditório DGA

Mediador: Prof. Dr. Marko Monteiro

Participantes:

  • André Amazonas | Traduzindo e divulgando Cultura e Ciência – Física de partículas em língua brasileira de sinais

  • Cláudia Pinho Anselmo de Lima | IYEZA: debates em torno de um caso de envenamento na capital do Império

  • Juliana Oshima Franco | AlmA Londrina Rádio Web – Comunicação, cultura e resistência

  • José Joaquín Lunazzi | Veja a luz como nunca viu

15h – 15h30 – Café cultural

Local: Auditório DGA

 

  • Troca de livros: Livros Livres

  • Exposição Berimbau reciclável

15h30 – 17h – Mesa-redonda: ENFRENTAMENTO CONTRA-HEGEMÔNICO NO CAMPO DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E CULTURAL

Local: Auditório DGA

Mediador: Prof. Dr. Márcio Barreto

Participantes:

  • André Takahashi é sociólogo formado pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, e coordenador de projetos do observatório De Olho Nos Ruralistas. Passou por diversos movimentos e campanhas entre as quais se destacam a Campanha pela Democratização da Mídia, Movimento Passe Livre e Centro de Mídia Independente (CMI/Indymedia).

  • Diego Vicentin é pesquisador associado ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em Sociologia pelo Instituto de Filosofia e Ciência Humanas (IFCH-Unicamp). Tem interesse em pesquisas que se concentram na relação entre tecnologia e política, especialmente no que diz respeito às novas tecnologias de informação e comunicação.

  • Spency Kmitta Pimentel  é jornalista, mestre e doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP) e, atualmente, professor na Universidade Federal do Sul da Bahia. Como repórter, atuou, principalmente, na imprensa alternativa (Repórter Brasil, Pública, Desinformémonos, Caros Amigos, entre outros) e pública (Radiobras e Telesur).

ENCERRAMENTO

17h15 – 18h – Encerramento cultural

ESPETÁCULO “PLÁSTICO PRA TODA OBRA”, da CIA DE PALHAÇARIA “O QUINTAL DE FULANA E MELÃO”

Local: Anfiteatro da Praça da Paz

O Quintal de Fulana e Melão quer mostrar que é possível dar uma segunda chance a objetos de plástico descartáveis, promovendo brincadeiras lúdicas e engraçadas: voar com um foguete, adubar uma plantinha com esterco de vaca, fazer chover com uma dança indígena…

 

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