Campinas participa da Marcha Mundial pelo Clima no dia 29 de novembro
Campinas terá seminário internacional e encontro nacional de vítimas do amianto em outubro (Foto Adriano Rosa)

Campinas participa da Marcha Mundial pelo Clima no dia 29 de novembro

No próximo domingo, dia 29 de novembro, será realizada a Marcha Mundial pelo Clima. Será uma iniciativa voltada para sensibilizar os chefes de Estado e governo que vão participar da Conferência do Clima (COP-21), que começa na segunda-feira, dia 30, em Paris. Depois dos atentados na capital francesa, a 13 de novembro, a Marcha Mundial pelo Clima terá uma importância maior, na medida em que, por questões de segurança, vários atos públicos da sociedade civil, que seriam realizados ao longo da COP-21 em Paris, foram cancelados. Campinas é uma das cidades que participam da Marcha pelo Clima, com atos no Alto Taquaral e em Barão Geraldo, às 9 e 16 horas.

Às 9 horas, haverá um plantio de árvores nativas na região de uma das nascentes do Ribeirão das Pedras, localizada no Alto Taquaral.  Os participantes do evento serão convidados a participar, às 16 horas, do ato diretamente ligado à Marcha Mundial pelo Clima, que será realizado na Praça do Coco, em Barão Geraldo, e em defesa, entre outros pontos, de que o acordo global de redução das emissões de gases-estufa, a ser definido em Paris, seja vinculante, ou seja, com metas obrigatórias. Outro ponto é a defesa do princípio das “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”. Por este princípio, os maiores responsáveis pelas emissões históricas de gases-estufa, no caso Estados Unidos e demais países industrializados, teriam maiores cotas de cortes de emissões. Nas últimas Conferências do Clima esse princípio vem sendo sempre questionado por um conjunto de países, sob a liderança dos EUA.

De fato, o esquema de segurança na capital francesa será intensificado, durante a COP-21, em função do temor de novos atentados. Muitos líderes mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já confirmaram presença, mas o que acontecerá de fato ainda é uma incógnita.

O terror já atingiu a COP-21, como adiantou a Agência Social de Notícias, no dia 14 de novembro (http://agenciasn.com.br/arquivos/5025).  Além do cancelamento de várias manifestações públicas que seriam realizadas durante o evento, os preparativos também foram afetados.

Os efeitos dos atentados nas negociações climáticas já foram sentidos por ocasião da reunião de Cúpula do G20, que aconteceu dias 15 e 16 de novembro, na Turquia. Em função dos atos do dia 13, a reunião se transformou em um grande fórum de discussão dos maiores líderes mundiais sobre como combater o terrorismo. Outras questões ficaram em segundo plano, como a própria preparação para a COP-21. Inicialmente se esperava que o encontro na Turquia tivesse um claro aceno das grandes potências em relação ao acordo climático.

Foi pouco discutida, portanto, a questão dos subsídios aos combustíveis fósseis, que seria um dos temas da reunião do G20. Como também informou a Agência Social de Notícias, por ocasião do encontro do G20 e como prévia da COP-21, foi divulgado um estudo revelando que o G20 – que reúne as 20 maiores economias do mundo – é responsável pela destinação de  US$ 452 bilhões anuais em subsídios para os combustíveis fósseis. Reduzir drasticamente esses subsídios, para as duas organizações autoras do estudo (Overseas Development Institute, de Londres, e o Oil Change International, de Washington), é um grande passo para a redução das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas. (Por José Pedro Martins)

 

 

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