Na crise hídrica, Campinas sedia audiência sobre barragens que vão “aliviar” Cantareira
Reservatório quase seco do Sistema Cantareira (Foto Adriano Rosa)

Na crise hídrica, Campinas sedia audiência sobre barragens que vão “aliviar” Cantareira

Em meio à mais grave crise hídrica na história de São Paulo, Campinas sedia na segunda-feira, 13 de outubro, audiência pública sobre as barragens Pedreira, no rio Jaguari, e Duas Pontes, no rio Camanducaia, projetadas para aliviar a pressão sobre o Sistema Cantareira. A audiência pública está marcada para começar às 10h30, no Centro de Conhecimento da Água, da Sanasa, no Parque Jambeiro.

As duas barragens projetadas estão previstas no Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista e representariam, em conjunto, cerca de 7 metros cúbicos por segundo de reforço no abastecimento da região das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A represa de Pedreira atingiria os municípios de Pedreira e Campinas, e a represa de Duas Pontes, o município de Amparo.

As barragens foram projetadas pelo governo de São Paulo para aliviar as pressões sobre o Sistema Cantareira, que retira águas da bacia do rio Piracicaba para abastecer metade da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Desde o mês de maio o Cantareira opera apenas com a primeira parte do chamado Volume Morto, no contexto de uma crise hídrica inédita no estado. Tanto a RMSP como a Região Metropolitana de Campinas e demais municípios da bacia do rio Piracicaba dependem hoje do Cantareira para regularizar o seu abastecimento de água. Especialistas dizem que se não chover em quantidade adequada nas próximas semanas, ampliando o volume do Cantareira, haverá sérios problemas de abastecimento de água nas duas regiões.

O Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista prevê a necessidade de disponibilidade de novos 60 metros cúbicos por segundo para garantir o abastecimento da região até 2035. As barragens Pedreira e Duas Pontes são apenas duas das obras necessárias para assegurar essa disponibilidade.

No final de setembro, foi autorizada a contratação da empresa que fará o levantamento cadastral e avaliação mercadológica dos imóveis que serão desapropriados para a implantação das barragens de Pedreira e Duas Pontes. A declaração de utilidade pública, para fins de desapropriação, de imóveis localizados em Campinas, Pedreira e Amparo, visando a construção das duas barragens, foi objeto de decreto de 11 de fevereiro deste ano.

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