A beleza e o mistério das cavernas na fotografia de William Marques
Fotógrafo William Marques: paixão pelas cavernas (Foto Divulgação)

A beleza e o mistério das cavernas na fotografia de William Marques

Nós somos os homens das cavernas. Viemos delas, a arte nasceu em suas paredes e elas sempre nos intrigaram. Uma das passagens filosóficas mais conhecidas e fundadoras, na obra de Platão, tem a caverna como cenário.  Pois essas formações geológicas especiais, que tanto nos fascinam e inspiram, encontram um tributo na fotografia de William Marques. Um recorte sintético e representativo dessa faceta da obra de William está na Galeria Virtual da Agência Social de Notícias a partir de hoje. A Galeria Virtual ASN tem o objetivo de mostrar e difundir o talento de fotógrafos e artistas plásticos de Campinas e região.

De fato, a obra fotográfica de William Marques é muito mais ampla, em decorrência de uma carreira profissional de múltiplas vertentes. Nascido em São Paulo, e há muitos anos vivendo em Campinas, tem uma formação técnica em eletrônica digital e mecânica, mas sua paixão pela fotografia surgiu ainda quando criança. “Foi quando vi meu pai manusear com cuidado uma Yashica Electro 35″, conta ele.

A intimidade com a fotografia foi evoluindo e William passou a trabalhar com ela em vários campos. É um dos mestres da restauração de máquinas fotográficas e um apaixonado por elas – tem uma das mais completas coleções, de Yashicas, Kodaks etc.

Como fotógrafo, tem importante trabalho em preto e branco e uma esplêndida atuação em fotografia de viagem. Mas realmente tem uma inclinação especial com a foto de cavernas. Ele explica como nasceu essa paixão: “Descobri a espeleologia através de um amigo que organizou uma expedição de fotógrafos para a cidade de Iporanga, onde se situa o parque PETAR. Percebi então que o contato com a natureza poderia ser algo  muito mais complexo e íntimo, que a exploração de cavernas era muito mais que um atividade de aventura… E o melhor…que fotografar neste meio me traria um entusiasmo que até então não havia experimentado”.

William conta que, para sua sorte, a sua família apostou nesse trajeto. “E quase sempre com minha esposa e três filhos já se foram centenas de expedições a cavernas e a busca por vencer as dificuldades técnicas de se fotografar num ambiente tão rico e misterioso”, relata, orgulhoso e com o brilho dos olhos de menino que descobre o maravilhoso pela primeira vez.

O fotógrafo nota que as dificuldades técnicas de se fotografar em ambientes extremos exigem cuidados muito além do convencional. “Umidade, temperatura, muitas vezes lama, risco de queda e falta de luz obviamente exigem mais equipamentos para fazer a iluminação. Além disso, uma foto pode requerer horas de deslocamento, preparação montagem de luz e, sem dúvida, a paciência dos que nos acompanham”, conclui, dando dicas preciosas para quem quer começar nessa trajetória.

William Marques e esposa foram fundo nesse envolvimento, chegando a fazer parte do primeiro grupo de resgate em caverna do PETAR. “E na espeleologia fizemos várias amizades que preservamos com muito carinho. É o tipo de atividade que pouco se faz sozinho, minha família e os amigos sempre foram parte deste trabalho”, reitera.

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), localizado no Vale do Ribeira, é um dos mais importantes conjuntos de cavernas da América do Sul. Situado no sul do estado de São Paulo, o Parque também contempla uma grande área de Mata Atlântica e oferece várias opções em turismo de aventura. São quatro núcleos de visitação: Santana, Ouro Grosso, Casa de Pedra e Caboclos. O território é muito visitado por cientistas, pesquisadores e turistas em geral.

 

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