Crise hídrica: Israel discute dessalinização de água do mar com lideranças de Campinas e região
Nível do Cantareira volta a cair: colapso pode acontecer sem novas chuvas (Foto Adriano Rosa)

Crise hídrica: Israel discute dessalinização de água do mar com lideranças de Campinas e região

Nesta quinta-feira, 27 de novembro, o novo adido econômico de Israel no Brasil, Boaz Albaranes, tem um encontro marcado com lideranças da região de Campinas para discutir eventual venda de tecnologia adaptada para a crise hídrica que abala o estado de São Paulo e boa parte da Região Sudeste do país.  A reunião, em que o adido econômico também apresentará os avanços tecnológicos israelenses em outras áreas, acontecerá em uma das salas da Expo D.Pedro, no Shopping D.Pedro.

O novo adido econômico israelense no Brasil também terá encontros com o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo, e com a direção do Hospital Vera Cruz. País com baixa disponibilidade hídrica, Israel desenvolve há anos tecnologias em dessalinização da água do mar.

O Consórcio PCJ, associação de usuários da água das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí que reúne 43 prefeituras e 30 empresas, produziu recentemente um estudo sobre a possibilidade de dessalinizar água do mar e lançá-la no Sistema Cantareira e, assim, ampliar a oferta de água nos reservatórios, ocasionando, consequentemente, a ampliação da oferta de água para o interior do Estado de São Paulo, nas Bacias PCJ, e para a capital, na Bacia do Alto Tietê. O Consórcio calcula que o projeto como um todo, com a implantação de uma usina de dessalinização em Bertioga (SP) e a construção de adutoras que trariam a água até o Reservatório Jaguari/Jacareí do Cantareira, custaria algo em torno de R$ 6,1 bilhões. Embora, esses números necessitam de estudos de detalhamento técnico financeiro.

A equipe técnica do Consórcio PCJ, organização que completou 25 anos em 2014, estudou cinco alternativas de traçados para trazer a água do mar para a região da cabeceira da Bacia do Rio Piracicaba, sendo o mais viável o que busca água em Bertioga (SP), por ser o trajeto mais curto com 99,9 km de adutoras. “Porém, há um desnível a ser superado por meio de bombeamento de no mínimo 663 metros de altitude para chegar à região do Sistema Cantareira”, explica o Consórcio PCJ.

A opção por lançar a água dessalinizada no sistema Jaguari/Jacareí, segundo o Consórcio PCJ, permitiria manter de forma artificial em tempo integral o sistema com no mínimo 80% de sua capacidade de reservação, respeitando 20% do espaço útil como reserva estratégica de volume de espera, ou seja, para acumular água de chuvas no período de grandes precipitações no verão, evitando inundações a jusante das barragens.

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