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ANDAR COM FÉ, VOAR COM ÍCARO

ANDAR COM FÉ, VOAR COM ÍCARO

POR RAFA CARVALHO

À Sabrina, Fé, Gisele, Jaqueline, Dário, Ícaro, Lara, Marcela, Ana Paula, Mariana, Márcia, Irene, Dalva, todas as mães e mulheres, todas as filhas e filhos, todos os pais que querem ser pais e a todo mundo, que carece de amor.(Foto: Nascimento de Fé / Gisele Sanfelice)

Eu nasci pobre.

Mas fui tendo acessos, com a vida. Por sorte, sina e também: alguns privilégios, injustos. Ser homem, por exemplo. E conter essa cor, esse misto de tipos que confunde. Deixando que as pessoas, muitas vezes, vejam aquilo que querem, em mim. Já fui branco, fui preto, árabe, mouro, moreno, mulato e mundele. Já fui cafuzo e até japonês eu fui. Judeu, congolense e maori. Bahia. Já fui baré, hindu, xamã. Cigano espanhol. Italiano, latino. Enfim. Eu fui um mundo.

E fui pro mundo também. Mambembe, vagabundo. Dormi na rua, em ponto de ônibus, estação de trem. Atrás de máquina caça-níquel em fundo de espelunca na br. Comi restos de fast-foods alheios nas mesas das cidades mais chiques da Europa. Me esquentei do frio com álcool quase puro entre os mendigos da Eslováquia. Mas me dei bem também. Almocei lagosta ouvindo o resvalar de veados na relva de um quintal florido, vizinho ao castelo de verão do Rei Valdemar, na Dinamarca. Esquiei na Noruega. Velejei pela Sardenha. Jantei com celebridades nos super bairros de Luanda. Tive meu próprio chofer em Kagoshima, com luvinha branca, quepe e tudo.

Essas coisas mimam a gente. E também essas experiências me foram sim muito válidas e importantes. Mas felizmente a força da lembrança, do lugar de onde venho, de onde vêm minha mãe, meu pai e as suas raízes, nunca saiu de mim. Tudo sempre apontou muito pra simplicidade. Os cafés da manhã dinamarqueses eram maravilhosos. Mas, me fazia uma falta mergulhar meu pãozinho francês com margarina no café, minha sopa de bolacha maisena. Sem contar que quase morri, morando lá sem um feijão.

Lembro que o sistema público de saúde ali era ótimo, como tudo em termos de estrutura e organização social. E que as médicas quase sempre receitavam água, aos pacientes. Eu pensava algo como: nossa, que tratamento simples para um país tão desenvolvido e com tantos recursos. Mas eu tinha só dezoito anos. E depois acabei entendendo que é isso. A Finlândia, outro país muito bem organizado, trata muitos dos seus com o próprio sangue em auto-hemoterapias. Nossas curas são simples. São na água, esse bem existente pra ser abundante em quase todo o mundo se não for a interferência humana gananciosa e ignorante. No sangue de cada um. Na ureia dos produtos caríssimos pra pele, que nós mijamos de graça, todos os dias. No Sol, que brilha pra todas. E assim por diante.

Todas as complicações são tramas humanas. E bem, nesse meu caminho pela experiência terrena, um dia, dei de engravidar. Não em mim, evidentemente. Como homem, sou privado dessa dádiva direta, que é lindíssima e abençoada em si, embora os desarranjos do mundo tornem isso tantas vezes tão difícil e traumático às mulheres. Por responsabilidade de nós, homens, do machismo, e suas decorrências. Mas a gravidez em si é um fenômeno máximo, sem dúvidas. Que envolve muita dor sim, incontáveis desafios. Devo ser pra sempre grato à minha companheira, que teve a força exuberante, a bravura, resistência e a firmeza, que permitiram ao nosso filho vir à luz.

Eu estive ali o quanto pude. Por todos os pródromos e antes. Em cada um dos meses. Fazendo massagens, manobras. Cuidando de seus repousos e internações. Nós tivemos um início intenso de gestação. Chegamos a ouvir uma enfermeira perguntar se aquele era o nosso primeiro aborto. Ver uma gestante banhada em sangue, uma profissional tratando seu filho como morto, não são passagens fáceis. Mas acompanhei como pude. Cozinhando, cuidando da casa. Cancelando os trabalhos, a agenda, nos virando com o banco e às despesas. Contei as contrações, o espaçamento entre elas e a duração de cada uma. Respirei junto, reverberei graves, esfreguei óleos de ervas em sua coluna lombar, enquanto o osso sacro fazia espaço pro bebê. Cantei pra eles, Nossa Senhora do Bom Parto, à mamãe Oxum e pra Nhá Chica. Saí de casa com ela já em dilatação total, dirigindo com calma e pressa, até o hospital, depois de vararmos a noite toda assim.

E preciso dizer que tudo isso foi tendo a companhia gradativa de outras mulheres esplêndidas. Uma equipe de parto humanizado que foi se formando: doula, enfermeira obstetriz, médica obstetra, neonatologista, irmã e fotógrafa. E eu ali, acompanhando. Rezando, fazendo carinho, limpando o suor, ajeitando os cabelos, cantando, respirando junto, dando meu peito pra ela descansar entre as dores profundas. E os meus dedos, pra ela esmagar até quanto quisesse ou precisasse. Até a hora de dar a volta e ver nosso filho saindo. Pegando-o no meio de um choro diferente de todos que já chorei até hoje. Apoiando sua cabeça enquanto o corpinho todo saísse, sentindo ele quente, ensanguentado e escorregadio. Entregando-o assim para a mãe, pra mamar. Tudo isso sem banho, balança, nem cortando cordão ou o que fosse.

Não devo mais ser o mesmo homem de antes. Depois de acompanhar um parto, como esse. Amei muito mais a minha mãe e todas as mulheres. Amei mais ainda minha companheira. A primeira coisa que pedi aos céus, foi que meu filho pudesse ser um homem melhor que eu. Mais gentil e menos injusto. Nosso filho se chamou Fé. Raízes de uma palavra feminina pro sentido mais potente que existe. Depois de uma gestação tão delicada dessa, repleta de tantas ameaças, que afinal ameaçam todo o mundo, ver a vida nascer assim, de cócoras, sem anestesia alguma, tão natural, e simples, foi a certeza do nome. Fé. Não quisemos vacinar ali, pra aconchegar e acolher ao máximo sua chegada a esse lado, da vida. Não quisemos colírio, nem vitamina K. E quisemos deixar o hospital o quanto antes. Nossa casa, nossos gatos, nossas bactérias. Deixamos o exame do pezinho pra depois. E voltamos tão logo foi possível, sabendo que estava tudo bem com a mãe e o bebê.

Ficamos num quarto coletivo, antes disso, ao qual chegou mais tarde um casal. A mãe, negra. O pai, um amputado da perna. Nosso filho nasceu às oito da manhã. O deles, quatro da tarde. De cesária. A mãe estava no hospital há muito mais tempo que nós e não teve dilatação. A partir daí, o pós-parto apresentou-se com as seguintes situações: o pós-operatório da mãe; o filho não querendo ou não conseguindo mamar; as dificuldades do pai, por limitações físicas de diversas ordens, demandas de trabalho e outros detalhes.

Lembrando do que vivemos nessas horas, noite adentro, manhã seguinte, almoço em convivência, preciso falar de algumas coisas. Não em ordem de importância, nem com julgamentos formulados. Mas pensando, o mais amplamente possível, no que se fez sentir com a experiência dessas vidas chegando. Fé e Ícaro. Também os entornos, tantos, de vida e de morte, que se apresentam.

Enfermeiras e médicas do plantão. Não acredito que sejam profissões fáceis. Nem rotinas e empregos simplórios. Algumas são maravilhosas, assim mesmo. Sensíveis, gentis, atentas e muito competentes. Mas não todas. Umas pedem licença, avisam o que devem fazer antes, consultam, moderam a voz, calculam horários, momentos, com senso. Outras ofendem com supetões, luzes na cara, estridências, piadinhas impróprias, conversando entre si de um churrasco ou o que vão fazer nas férias. Impondo pontos de vista e sendo, muitas vezes, preconceituosas. A gente vê e ouve de tudo nessas horas. No fundo, é uma coisa do ser humano. Da alma. Por todas as profissões, gêneros, classes, com motivos mais ou menos perceptíveis, tem gente com jeitos bastante diversos de viver, pensar e agir.

Minha grande conclusão em toda nossa experiência de gravidez é: que a vida quer viver. Parece óbvio, eu sei. Demasiadamente simples. E talvez a natureza o seja, embora também magnífica, complexa e exuberante. Simples. Nós é que, de repente, complicamos demais as coisas. Por nossa cabeça, que pode ajudar, mas mais atrapalha, quase sempre. Pela perversão das metas nefastas de um sistema, e sua gente perdida, vivendo por poder a qualquer custo. Por todas as manipulações de sentido, que decorrem das medidas desses tais.

Mas a gestação é uma coisa que nos regride, em certo âmbito. Voltamos à nossa própria geração, de repente. Há um berro de nossas faltas, carências, das tantas opressões sofridas, por todos os anos em vida. Eu percebia que aquela família, ao nosso lado, não teve qualquer instrução. Que o método simples que foi só o que possibilitou aos seus ancestrais sobreviverem, agora havia sido arrancado deles. Aquela família aprendeu que o médico é um doutor, mesmo que não tenha doutorado. E que é uma espécie de onisciente da existência. Tudo que essa família ouvia, virava uma lei. Cada procedimento médico, na confusão dos valores, virava carinho. O colírio, a injeção, tal fórmula. A mãe falava com seus familiares, ao telefone, como se estivesse sendo muito bem tratada e acolhida. Por essa intervenções, que praticamente se impunham. Talvez, o que acontecia mesmo, era a instauração do medo. Uma dinâmica de ameaça desde o nascimento. Contrária ao fato simples da vida, que quer e vai viver. É mesmo possível que, o que presenciávamos ali, fosse a manutenção da opressão e relações de domínio, colônia e poder. Tanto que, quando acordamos de madrugada com aquela mãe chorando, desesperada do filho que não mamava, ela não recebeu nada além da frieza técnica, que ainda atendia aos chamados com demora.

Dói pensar que o fato daquela mãe ser negra, possa sim ter a ver com o pouco caso e o destrato. Um hospital privado é um lugar branco demais. Em muitos sentidos. Quase não havia negras e negros, entre pacientes e profissionais. A imagem do marido amputado, a simplicidade das falas e comportamentos, talvez, estendessem tudo isso. O pai e eu ficamos juntos na fila do registro. Conversamos muito e, a história desse casal é maravilhosa. Ela e ele têm famílias, linhagens, raízes e origens fortíssimas, uma história de casal, e agora pai e mãe, também profunda e emocionante. A sobrevivência, a resistência, a capacidade de vida que há ali me surpreenderam. Revigoraram. Ele perdeu a perna, quando só por um milagre não perderia a vida. Ela o acolheu. Eles lutaram muito tempo e bravamente contra a pobreza, a exclusão e o desemprego. Eu olhava pra ela, negra linda forte. Olhava pra ele, sobrevivente, firme e cada vez mais equilibrado. Tanta vitalidade e tamanho naquele casal, que eu pensava: meu Deus, esse filho só pode crescer. Muito vivo. Lindo. E no entanto, tudo no entorno desencorajava mãe, pai. E os voos do pequeno Ícaro. Eu acreditei em você até o fim, Ícaro. O céu, e também a Terra, são seus.

O pai me contou muitas coisas grandes e importantes, com seu jeito corriqueiro e simples de contar. Entre elas, disse: nós não somos criados pra ser pais. Ouvir isso, dele, era algo muito sério. Senti o quanto, de alguma forma quase intuitiva, ele queria ser melhor. Do mesmo jeito que eu quero. Somos bem diferentes, chegamos a esta experiência em modos muito distintos, mas ambos queremos ser melhores. Ambos fomos transformados pelo feito da paternidade. Ambos, tivemos filhos homens, meninos. Que, tomara, possamos ajudar a ser, melhores que nós.

E assim registramos. O Fé e o Ícaro. Esses nomes que fazem pensar em coisas primordiais daqui pra frente. Gente é pra brilhar, toda gente. Podemos ter asas sim. E que parem de nos tolhê-las. Voemos. Acreditemos, pra poder transitar, ir e vir, nos altos, no mar. Mas saibamos sempre também: a Terra é nossa. Temos ela por direito. E temos muitos direitos, humanos. De amor e acolhimento, transformação e paz. Precisamos crer, e fazer dessas coisas certas, ainda invisíveis, palpáveis. Tão palpáveis, quanto meu filho se tornou.

Doeu ver como o lamentável e o inadmissível se mantêm e perpetuam assim. A inconsciência, o preconceito e a perversão. Doeu sentir como foi todo o acompanhamento, ou não acompanhamento, do parto ao lado, ato, pré e pós. Doeu aquele choro de mãe. Aquele filho desmamado. Nesse mundo, não pode ser certo que só o nosso filho mame. Que só parte de nós seja ouvida, atendida e cuidada.

Fico pensando na luta do parto humanizado, no Brasil. Num mercado que se apropria de tudo, incluindo coisas lindas. Na gourmetização das coisas simples, essenciais. Dos fundamentos da vida. Fiquei pensando no país e no mundo, que Fé e Ícaro vão ter de encarar pela frente. Pensei na desvantagem entre eles, que já existe e os acompanha desde estes nascimentos.

Lembrei que, na Dinamarca, eu tinha a sensação de ver mais pais perambulando com suas crias, cuidando. E depois soube que lá já houve tempos de licenças maternidade e paternidade de um ano cada. Bem diferente do pai ao meu lado. Contando os cinco dias corridos da sua, sendo importunado pelo patrão, ao telefone, sem nenhum respeito pelo seu momento. Bem diferente de mim, que autônomo e louco, vou fazendo meu horário. Que aprendi a morar na vida, no mundo, na rua, sem um tostão no bolso, quando precisei. E que sei que, se precisar de novo, sustento companheira e filho assim, também. Que tenho nisso algum consolo, mas confesso, vivo sem saber depois do parto, qual será o próximo trabalho pago. Pois, trabalho que não paga tem sempre. E muito. Sem reconhecimento, direito trabalhista, licença nem de cinco dias, nada. Nessa vida mamata de artista, utópico punk sonhador, que pensa que vai comover à gente a um novo mundo, sem nem sequer uma leizinha Rouanet, que seja, pra contar história.

Saímos do hospital com essas dores. E com o prazer infinito de Fé nos braços. Abraçamos ao casal no quarto e combinamos de tomar um mocotó os quatro, digo, os seis. Todos juntos, um dia, ali no Bar do Manoel. Quando Ícaro e Fé estiverem um pouquinho mais aterrizados nesse mundo, que ainda tanto dói.

Termino enviando um abraço forte àquela mãe, à minha companheira. A toda equipe do parto de Fé. Mulheres maravilhosas. Foi uma honra poder acompanhar vocês. O parto é uma experiência da mulher. De protagonismo seu e da criança. Toda a sabedoria de vida, ancestral, está ali. Nossa função, enquanto homens, é reconhecer essa força, essa grandeza. A miudeza que temos nesse instante, e sempre. E acompanhar, com o máximo de integridade, amor e respeito, possível. A experiência do parto, também é das mulheres. Assim, no plural. Da sororidade. De ver mulheres reunidas, sobrepondo experiências, conhecimentos, somando recursos, partilhando aprendizados e possibilidades. Algumas já mães, outras não e uma gestando. Idades diferentes, histórias distintas. Papéis, específicos. Mas, todas juntas, se fortalecendo, resgatando algo essencial, um fundamento do mundo. Todas, nesse único serviço: à vida, que geram. Essa vida, que quer viver.

Esse é o nosso momento. Reconhecer que isso acontece. E deixar que aconteça. Festejar a vida, e esse feminismo como humanismo, em essência, síntese e simplicidade. Em breve, vamos precisar também nos preparar pro acolhimento dos homens. Esses que tentarem ser melhor. Não mulher, mas melhor. Melhor do que fomos, até hoje. Em comparação a nós mesmos, nossas doenças, questões próprias, masculinas e, amplamente, machistas. Não podemos esperar um homem sensível, só nos momentos convenientes. Aquele que se sensibiliza, se sensibiliza. Precisaremos saber acolher o choro dos homens. As situações humanas, que vão aparecendo, conforme formos mexendo nos desequilíbrios, buscando harmonias, chegando mais fundo. Vamos ter que lidar com novos desafios, que surgirão e vêm surgindo, sob os novos panoramas sociais, que temos reivindicado.

Um pai, que quer ser pai, sofre, de não poder amamentar. De não poder acordar de madrugada pro filho, que só quer leite, e deixar a mãe dormindo. Um companheiro, que ama a companheira, sofre de ouvir seus urros no trabalho de parto, por não poder gestar e passar por aquilo ele mesmo. Dividir a dor, que seja. Um pai que quer ser pai, sofre de ter que trabalhar tão cedo, de não poder parar pra viver só o filho, a família. De ter que se diluir na amada, na criança, e na pia que apresenta um vazamento, na compra do mercado, na dívida do banco, no novo contrato e o documento vencendo seu prazo, no carro que quebra e no que mais vier e vem.

Mas nada disso se compara às mulheres. Entre tantos pais que fogem. Sonegam, neglicenciam. Tantos homens que vejo jogando sinuca por quatro, cinco horas, numa saidinha de cinco minutos, pra buscar leite, ou fralda na farmácia. Entre tantos que ofendem, agridem, matam. Mulheres como minha vó, que pariu sete, adotou uma e criou oito sozinha, nove, cuidando ainda do marido doente, lavando e passando roupa pra fora, vendendo sabão de soda, e fazendo bóia fria em cafezal. Historicamente, não temos nada para argumentar, homens. Qualquer sofrimento é pouco e merecido. Até cármico. Devemos aguentar com dignidade. E ao mesmo tempo, contribuir, com essa hora, de atenção e reconhecimento. E de mudanças. Nas realidades das mulheres. Das negras, negros, índias, índios, pobres. Das diversidades todas que se manifestam em gênero, cor, classe e opções diversas, como a religiosa por exemplo. Meu filho nasceu deitando num colo guiado de Oxum e não é menos anjo de Deus por causa disso.

Enfim, precisamos cuidar dessas prioridades todas. E depois, dos homens, que percam espaço entre os próprios homens, por quererem ser, melhor. Pra quem sabe quando Ícaro e Fé forem pais, se quiserem, e se forem, terem já um outro mundo, como plano. Um mundo em que respeitem qualquer outro ser, só por ser. E onde possam escolher suas escolhas, com consciência e liberdade, sendo respeitados em suas existências e respeitando sempre, a vida plena. Maior que eles mesmos. Essa vida, no fim única, e que quer viver.

Sobre Rafa Carvalho

Rafa Carvalho é poeta apesar de tudo. Em 15 anos de carreira, são 21 países, por quase todos continentes, trabalhando com Arte, Educação e fazendo de tudo, porque tudo é o que a Poesia pode ser. E, para quem acha que Poesia não é profissão, ele já trabalhou de garçom em inúmeros estabelecimentos, na demolição civil escandinava como imigrante parcialmente legal e, atualmente, está desempregado.