Workshop debateu utilização de água de reuso
Reuso da água, um dos caminhos para evitar o caos, como o que assola o rio Piracicaba (Foto José Pedro Martins)

Workshop debateu utilização de água de reuso

Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura de Campinas, onde está o Salão Vermelho, espaço tradicional de debates. (Foto José Pedro Martins)

Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura de Campinas, onde está o Salão Vermelho, espaço tradicional de debates. (Foto José Pedro Martins)

Campinas tornou-se referência nacional em tratamento de esgotos domésticos, com impacto direto na melhoria da qualidade da água na bacia do rio Piracicaba. Agora a cidade avança na discussão sobre a utilização da água de reuso, derivada das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) urbano. Um workshop sobre o tema foi realizado no final de junho, no Salão Vermelho da Prefeitura Municipal. A promoção foi da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (SVDS).

Na oportunidade, foram debatidas as regras gerais para a prática de reúso direto da água não potável saída das ETEs. Participaram representantes de conselhos municipais, universidades, entidades públicas e privadas e público em geral interessado no tema. A ideia foi discutir a qualidade do reúso direto não potável de água, nos termos da Resolução nº 6 de 30 de maio de 2014, que estabelece as modalidades, diretrizes e critérios gerais para o tema.

O Plano de Bacias 2010-2020, das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), vê ótimas perspectivas para a utilização de água de reuso das ETEs construídas na região, como uma das ferramentas para enfrentar a situação de escassez de recursos hídricos. “Por outro lado, deve-se fazer uma análise econômica desse empreendimento para que se valide o quanto se pode recorrer a esse tipo de recurso, tendo em comparação os custos de investimento e a situação atual de disponibilidade hídrica na região”, observa o Plano, que destaca sobretudo o potencial para emprego industrial da água de reuso, ou residuária.

Estudos citados no Plano de Bacias mostram que cidades como Piracicaba “são capazes de suprir sua própria demanda industrial apenas com águas residuárias, enquanto Paulínia, Limeira e Rafard necessitam de muito mais água do que o produzido em suas ETEs”. Uma solução possível, de acordo com o Plano, “seria importar, quando economicamente viável, as águas residuárias dos municípios vizinhos para atender esta demanda”.

Como proposto para Piracicaba, na avaliação do Plano de Bacias, todos os municípios da região do PCJ “podem fazer o aproveitamento dos efluentes de ETEs, com destaque para Jundiaí, Itatiba, Americana, Valinhos, Amparo, Campo Limpo Paulista, Salto e Santa Bárbara do Oeste”. O Plano recomenda que outros municípios “devem fazer o mesmo investimento, em função da baixa disponibilidade hídrica, porém, devem considerar a importação das águas residuárias de outros municípios, como é o caso de Paulínia, Jaguariúna, Cosmópolis, Limeira, Iracemápolis, Capivari, Rafard, Elias Fausto e Itapeva”.  Já cidades como Campinas, Sumaré, Santa Bárbara d’Oeste e Rio Claro “podem ser consideradas como fontes de águas residuárias para outros municípios”, acrescenta o Plano de Bacias 2010-2020 das bacias PCJ.

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