quarta-feira , 20 setembro 2017
Violência e mídia em questão no Grito do Excluídos em Campinas dia 7 de setembro
Em discussão a avaliação de políticas públicas e projetos sociais em Campinas(Foto Adriano Rosa)

Violência e mídia em questão no Grito do Excluídos em Campinas dia 7 de setembro

Neste dia 7 de setembro, segunda-feira, como acontece desde 1995 no Brasil e 1996 em Campinas, será realizada mais uma edição do Grito dos Excluídos. É uma iniciativa que nasceu no âmbito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que, com o passar dos anos, passou a receber a adesão de outros segmentos. Em 2015, o Grito dos Excluídos em Campinas ocorre, como o desfile do Dia da Independência, no Complexo Viário Túnel Joá Penteado, tendo como tema “A vida em primeiro lugar” e como lema “Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”

A transferência do desfile de 7 de setembro para o Túnel Joá Penteado acontece em função das obras realizadas na avenida Francisco Glicério, centro da cidade. Como o Grito dos Excluídos acontece sempre após o desfile, a manifestação também ocorrerá no Complexo Viário. A Arquidiocese de Campinas é uma das realizadoras da iniciativa, mas outras organizações estarão presentes. A concentração será às 9h30, na avenida Nestor Castanheiras, próximo ao SENAI e Ciretran na avenida das Amoreiras.

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) é uma dessas organizações.  Para o STU, o tema e lema deste ano chamam a atenção “para a situação de violência que vitimiza sobretudo a juventude das periferias, além de alertar para o poder que os meios de comunicação exercem na manipulação da sociedade e também apontar para a perspectiva da vida em primeiro lugar”.

O Grito dos Excluídos, complementa o STU, “se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças”.

Comunicado dos organizadores do Grito dos Excluídos indica alguns pontos que vão motivar a iniciativa deste ano, em razão do cenário local, nacional e internacional:

-“Lutar contra a redução da maioridade penal e contra o extermínio da juventude pobre das periferias, e pelo investimento em políticas públicas que assegurem direitos universais”.

– “Lutar pela democratização dos meios de comunicação, com novo marco regulatório para difusão aberta, fortalecimento das TVs públicas e de rádios comunitárias e banda larga livre e gratuita”.

– “Lutar pela implementação de uma política pública municipal que atenda a população de rua, fortalecendo serviços já existentes, reestruturando a rede atendimento, garantindo princípios básicos da dignidade humana”.

– “Lutar pelo direito a água como bem publico, contra o aumento da tarifa e por políticas publicas que impeça o desabastecimento nas cidades”.

– “Lutar pelo direito de construir manifestações populares e contra a repressão e criminalização dos movimentos sociais”.

– “Lutar pelo direito dos povos indígenas e quilombolas, com a demarcação de suas terras e o reconhecimento de sua autonomia”.

– “Lutar em defesa dos direitos das mulheres combatendo a violência e garantindo sua autonomia econômica”.

– “Lutar contra todas as formas de discriminação, combatendo o racismo e a intolerância religiosa”.

– “Lutar em defesa dos direitos da comunidade LGBTTs e o pelo fim da homofobia”.

– “Lutar pela manutenção do emprego e ampliação dos direitos sociais que estão ameaçados pelo ajuste fiscal, e contra o Projeto de Lei 4330 que regulamenta a terceirização”.

– “Lutar pela realização do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva do Sistema Político brasileiro”.

– “Lutar na defesa do pré-sal e das riquezas naturais e impedir a entrega de nosso petróleo às transnacionais”.

– “Lutar contra a transferência de bilhões de dólares ao exterior, de forma legal pelas empresas ou ilegal através de contas secretas (vide caso do HSBC)”.

– “Lutar por uma política de transporte público e de qualidade, contra aumento abusivo das passagens e a retirada dos cobradores dos ônibus de Campinas”.

– “Lutar no combate a corrupção, penalizando os corruptos e corruptores, em todas as esferas de governo!”

– “Lutar pela Reforma Agrária, com incentivo a agricultura familiar e camponesa”.

– “Lutar pelo direito a moradia e Reforma Urbana com o fim da especulação imobiliária e exigindo política urbana que articule estratégia de inclusão social e justiça ambiental”.

– “Lutar pelo direito a educação pública e gratuita, como dever do estado com 10% de investimento do PIB já”.

– “Lutar pela garantia e fortalecimento do SUS com políticas públicas, enfrentando a desigualdade com investimento de 10% do orçamento”.

– “Lutar contra a terceirização dos serviços públicos em Campinas já autorizado pela Câmara Municipal através da contratação das Organizações Sociais em diversas áreas”.

– “Lutar pelo direito a creche em Campinas, pelo o fim do déficit de vagas e a superlotação das unidades existentes, em especial nas naves mães”.

– “Lutar na defesa da participação popular com respeito as deliberações dos Conselhos Municipais”.

 

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