COP-21 tem novo texto para Acordo de Paris, mas pontos críticos não foram resolvidos
Arte-ativismo chegou ao Museu do Louvre nesta quarta-feira (Foto Adriana Menezes)

COP-21 tem novo texto para Acordo de Paris, mas pontos críticos não foram resolvidos

O presidente da COP-21, Laurent Fabius, distribuiu no início da tarde desta quarta-feira, 9 de dezembro, o novo texto-base para o Acordo de Paris, voltado para a redução da emissão dos gases que agravam as mudanças climáticas. O texto tem 29 páginas, com três quartos a menos de colchetes (pontos não definidos) do que o anterior, mas questões críticas ainda não foram equacionadas, como o financiamento das medidas de mitigação e adaptação e se a meta a ser perseguida pela comunidade internacional será de redução das emissões visando um aumento de no máximo 1,5C ou 2C até o final do século 21. “Ainda falta muito trabalho”, admitiu Fabius. Hoje houve uma manifestação de ativistas fora do Louvre, pedindo a suspensão dos contratos do Museu com companhias de petróleo.

A COP-21 caminha para o final, na opinião de organizações e redes que se formaram para incidir na Conferência do Clima de Paris, sem ainda perspectiva de um Acordo que de fato garanta uma transição sustentável para a economia descarbonizada ou, no mínimo, de baixo carbono. Nos últimos dias, foram intensificadas as ações desses grupos de modo a sensibilizar os ministros do meio ambiente presentes na capital francesa, e que na prática vão decidir os rumos da Conferência.

Nesta quarta-feira, 9 de dezembro, enquanto Fabius anunciava o novo rascunho do Acordo, ativistas pediam, no lado externo do Louvre, o cancelamento dos contratos entre o famoso Museu e grandes companhias de petróleo, como Total e Eni. Esta foi a primeira ação de uma aliança de ativistas e artistas, visando “libertar” museus e instituições culturais de todo mundo de suas ligações com empresas do setor de combustíveis fósseis.

Os manifestantes também reivindicaram, ao lado do Louvre, que o Acordo de Paris não esqueça os direitos dos povos indígenas, a questão de gênero e direitos humanos em geral. “Cultura livre dos fósseis” foi o lema da ação, que incluiu a simulação de um derramamento de óleo no chão do lado externo do Museu. Em função da manifestação, dez ativistas foram presos pela detidos pela polícia francesa. O arte ativista Beka Economopoulos, de New York, membro de um coletivo de arte-ativismo e um dos organizadores da manifestação, afirmou que, ao estar ao lado de empresas de fósseis, o Louvre e outras instituições culturais dão a essas corporações uma “licença social para operar”.  

 

 

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