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Região de Campinas é estratégica para combate à microcefalia, zika vírus e dengue
Primeira reunião do Conselho da RMC em 2016 (Foto Divulgação)

Região de Campinas é estratégica para combate à microcefalia, zika vírus e dengue

Com seus mais de 3 milhões de habitantes e um dos mais importantes polos viários do Brasil, e com milhares casos de dengue nos últimos anos, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) está sendo considerada pelas autoridades sanitárias como estratégica no combate à microcefalia, ao zika e demais vírus propagados pelo mosquito Aedes aegypti. O Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia foi apresentado nesta segunda-feira, 25 de janeiro, na primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento da RMC.

O Plano Nacional foi exposto pelo secretário-chefe da Casa Militar de São Paulo e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel PM José Roberto Rodrigues de Oliveira. Ele destacou que o Plano é baseado em três eixos: mobilização e combate ao mosquito (suspeita-se que haja relação entre a propagação do zika vírus e a epidemia de microcefalia), atendimento minucioso aos casos suspeitos e desenvolvimento tecnológico de educação e pesquisa. Na mesma reunião, foram apresentados detalhes do mutirão regional de combate ao Aedes, ação promovida pela EPTV e o conjunto dos 20 municípios da RMC e, também, municípios da região de Piracicaba.

Vários dados reforçam a urgência de uma ação intermunicipal de combate ao Aedes aegypti. Pelo segundo ano consecutivo, em 2015 Campinas esteve no topo de casos de dengue em cidades com mais de 1 milhão de moradores. De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, Campinas teve a maior incidência de casos de dengue no grupo de cidades com população acima de 1 milhão de habitantes.

A incidência em Campinas foi de 5.766,2 por 100 mil habitantes, ficando Goiânia (GO) em segundo lugar, com 5.246,3/100 mil. Em termos absolutos, Goiânia teve o maior número de casos nessa faixa de cidades, com 74.097 casos. Campinas ficou em segundo lugar, com 66.577 casos. Ainda nesse grupo de cidades, o terceiro lugar em números absolutos e de incidência foi Guarulhos (SP), com distantes – e ainda sim preocupantes – 25.844 casos e 1.969,5/100 mil, sempre segundo o Ministério da Saúde.

Em função, entre outros fatores, do crescimento do número de casos de microcefalia em todo país, da circulação do zika vírus na RMC e o fato de Campinas ter aparecido no topo do número de casos de dengue em 2014 e 2015, a Unicamp criou um Grupo de Trabalho (GT) especial dedicado a pesquisar e discutir caminhos de combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A Universidade também estuda a criação de um laboratório especial para aprofundar pesquisas na área. É mais um sintoma do aumento da preocupação com epidemias em 2016 na RMC.

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