Associação lança Mapeamento dos Ecomuseus e Museus Comunitários Brasileiros
Evento do Ecomuseu de Maranguape com a comunidade local, do distrito de Cachoeira (Foto José Pedro Martins)

Associação lança Mapeamento dos Ecomuseus e Museus Comunitários Brasileiros

Um Mapeamento dos Ecomuseus e Museus Comunitários Brasileiros será lançado nesta quinta-feira, dia 17 de março, em evento em São José dos Campos, interior de São Paulo. A iniciativa do Mapeamento é da Associação Brasileira de Ecomuseus e Ecomuseus Comunitários (ABREMC), que realiza um Simpósio na cidade do Vale do Paraíba. No evento também acontecerá o lançamento da IV Jornada de Formação em Museologia Comunitária, a ser realizada em setembro no Ecomuseu de Maranguape, no Ceará.

O Simpósio acontece no Museu Municipal de São José dos Campos. Durante o Simpósio também será promovida uma Exposição de Saberes e Fazeres do Ecomuseu Campos de São José, no saguão do Museu Municipal. Uma visita ao Ecomuseu Campos de São José ocorrerá no sábado, dia 19, pelos participantes do Simpósio, uma realização do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP).

Os Ecomuseus e Museus Comunitários representam um novo conceito de museologia, já sedimentado na Europa e que vem se fortalecendo no Brasil e outros países e regiões do planeta.  “Ecomuseus e Museus Comunitários emergem da relação do povo com o seu patrimônio integral, imprimindo sua cultura e identidade no território”, afirma Nádia Helena Oliveira Almeida, coordenadora do Ecomuseu de Maranguape, localizado no distrito rural de Cachoeira, em Maranguape, interior do Ceará.

Um dos maiores teóricos do movimento de ecomuseus e museus comunitários é o francês Hugues de Varine, ex-diretor do Conselho Internacional dos Museus (ICOM), que assim resumiu, no artigo “O lugar da comunidade no museu: uma troca de serviços”, o conceito dessas duas novas vertentes da museologia: “O museu, como instituição cultural, dedicada ao patrimônio comum, não pode existir verdadeira e culturalmente « fora do solo », como se diz de certas culturas alimentares que crescem em estruturas inteiramente artificiais com os adubos igualmente artificiais. Tal museu seria um simples lugar comercial de consumo e de lazer, ou uma instituição de ciência pura. Para continuar cultural, ele deve estar enraizado num terreno humano e se nutrir da cultura viva da comunidade envolvente”.

De fato, o Ecomuseu de Maranguape, por exemplo,  trabalha justamente em conjunto com a comunidade local, valorizando o patrimônio histórico, material e imaterial, e promovendo a agricultura comunitária e ecológica e a proteção dos recursos naturais. Arte e cultura popular, respeito ao patrimônio e ao equilíbrio ambiental. Tudo com participação social permanente – esta é a fórmula dos ecomuseus e museus comunitários, a exemplo do Ecomuseu de Maranguape, que também trabalha com o conceito de Cidades Educadoras no âmbito do município de Maranguape.

São experiências como as do Ecomuseu Campos de São José e do Ecomuseu de Maranguape, entre outras, que estarão em discussão no Simpósio da ABREMC e na IV Jornada de Formação em Museologia Comunitária, em Maranguape.

Cartaz do Simpósio da ABREMC em São José dos Campos

Cartaz do Simpósio da ABREMC em São José dos Campos

 

 

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