Greve e rompimento de contrato em segurança afetam serviços públicos em Campinas
Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura de Campinas: nove candidaturas neste dia 2 de outubro (foto José Pedro Martins)

Greve e rompimento de contrato em segurança afetam serviços públicos em Campinas

Além dos impactos da paralisação do funcionalismo, serviços municipais em Campinas foram afetados pelo rompimento do contrato entre a Prefeitura e a Gocil, que fazia a segurança e limpeza em espaços públicos há vários anos. Afirmando que a empresa rompeu o contrato unilateralmente, a Prefeitura diz que solicitou o apoio da Guarda Municipal e outros prestadores de serviço “para atendimento das unidades afetadas”. O clima foi hoje de inquietação em muitos locais públicos.

Alguns espaços públicos abriram hoje já sem a segurança que era feita pela empresa, como Bosque dos Jequitibás, Estação Cultura e outros equipamentos culturais e Hospital “Mário Gatti”, igualmente afetado pela greve do funcionalismo. E muitos desses lugares não contavam com a Guarda até o final da tarde.

De fato, vários setores da administração municipal vêm sendo afetados pela greve.  Hoje é o décimo dia da paralisação liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC).  Ontem houve passeata do Hospital “Mário Gatti” ao Paço Municipal.

Na última semana, os servidores públicos rejeitaram a contra-proposta de reajuste salarial de 3% em maio, com segunda parcela de 3% em setembro. A pauta de reivindicações do funcionalismo é de 23% de reajuste salarial, vale alimentação de R$ 1.017,00, seguro de vida e Hospital do Servidor.

Segurança e limpeza – Esta é a íntegra da nota divulgada pela Prefeitura de Campinas, comentando o rompimento do contrato com a Gocil: “Com relação à suspensão dos serviços da Gocil, a Prefeitura informa que a empresa descumpriu o contrato ao rompê-lo unilateralmente e por conta disso a Administração municipal já iniciou o processo de aplicação de penalidades previstas no contrato e na Lei de Licitações, entre elas aplicação de multa e suspensão do direito de participar de licitações com entes públicos e convocação do segundo colocado.

Emergencialmente, foi solicitado apoio da Guarda Municipal e de outros prestadores de serviços que têm contrato com a Prefeitura para atendimento das unidades afetadas.

A Prefeitura informa, ainda, que o contrato com a Gocil foi assinado em 1º de abril, sendo o primeiro vencimento em 20 de maio. Pela Lei de Licitações, a suspensão só pode ocorrer após 90 dias de atraso por parte do Poder Público.

A empresa tem dois contratos para serviços de vigilância patrimonial e limpeza nas unidades educacionais, totalizando R$ 97,2 milhões. O contrato de prestação de serviços de vigilância e segurança patrimonial é de R$ 65,4 milhões e foi renovado em 1º de abril de 2016, com duração de 15 meses. Já o contrato para limpeza nas unidades educacionais totaliza R$ 31,8 milhões e foi firmado em fevereiro.

Com relação às unidades de Saúde e Educação, a orientação da Prefeitura é que todas permaneçam abertas, para que não haja prejuízo à população”.

No início da noite, a Gocil divulgou comunicado sobre o rompimento do contrato, nestes termos:

“A Gocil atua nos serviços de Segurança e Limpeza há mais de 30 anos no Brasil. Com 23 mil colaboradores e presente em 10 estados brasileiros, a Gocil preza pelos princípios éticos e transparência diante da sociedade e de seus colaboradores.

Com muito pesar e após todas as tentativas de negociação e de acordo, a Gocil anuncia, após mais de 20 anos de prestação de serviço, o rompimento do contrato com a Prefeitura de Campinas. O motivo do desacordo se deve há mais de três meses de inadimplência da contratante tanto para os serviços de segurança, como de limpeza. Além disso, a prefeitura não possui previsão de liquidação das parcelas correntes até dezembro de 2016.

A Gocil esteve em reuniões com a Prefeitura, por diversas vezes, para uma tentativa de acordo e regularização, mas não teve retorno. A empresa de segurança avisou previamente que iria retirar o corpo operacional, mas manteve a qualidade e comprometimento na prestação de seus serviços até o último instante. A companhia ressalta, ainda, que fará o possível para realocar o maior número de colaboradores em outros contratos na região. Durante a vigência de seus serviços, a Gocil disponibilizou certa de 1600 colaboradores para atender a prefeitura nas áreas de saúde e educação. Vale lembrar que todos os funcionários tiveram seus salários e benefícios honrados conforme o previsto em lei”.

 

 

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