Estação Cultura recebe o I Festival Volante nestes dias 10 e 11 de dezembro
Estação Cultura recebe o I Festival Voltante (Foto José Pedro Martins)

Estação Cultura recebe o I Festival Volante nestes dias 10 e 11 de dezembro

 A relação entre arte, mobilidade e público é o mote de performances e oficinas de xilogravura, serigrafia, livros e fotografia, realizadas no I Festival Volante – Artes Visuais Itinerantes, que, durante estes dias 10 e 11 de dezembro, reúne na Estação Cultura, em Campinas (SP), nove grupos artísticos. Projeto do Xilomóvel – Ateliê Itinerante em parceria com a Confraria dos Ventos, foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural (2015-2016), um dos principais programas de fomento à cultura do país. O evento conta, também, com o show das bandas Čao Laru (França/Brasil) e The Dead Rocks (Brasil). É mais um evento que ratifica o protagonismo da Estação Cultura como um dos mais efervescentes territórios das artes em Campinas.

Nos dois dias, o festival acontece entre 14 e 20 horas. Os oito ateliês móveis que participam do festival são o Ateliê Nômade, Fotomóbil Narrativas da Luz, Grafatório, Julia Goeldi, L.Amb Laboratório Ambulante, Oficina do Olhar, Sericleta e o próprio Xilomóvel. O nono é o coletivo convidado Paraísos Íntimos, que ocupa o espaço Ateliê Preparado, dentro de um vagão de trem. Funciona como um laboratório onde os artistas podem experimentar a relação entre o seu trabalho de criação coletiva, a mobilidade e a interação com o público em trânsito. O grupo utiliza a mistura de diversas técnicas, como gravura, monotipia, desenho e colagem, para a produção de livros de artista, objetos e instalações.

As atividades  – A oficina comandada pelo Ateliê Nômade é sobre xilogravura, realizada em uma bicicleta modificada. Em uma caixa acoplada à bike se encontram todos os equipamentos necessários para a produção da xilo, inclusive uma prensa para gravura do tipo “prelo”, feita com madeiras brasileiras pelo artista Lucas Rosa, com técnicas da marcenaria tradicional. A bicicleta fica exposta no local e pode circular pelo espaço antes e depois das oficinas.

Um livro-sanfona sensível à luz, negativos digitais com formas misteriosas e pequenos objetos formam o mini kit, a partir do qual os participantes são convidados a intuir narrativas ao positivar imagens, que só se revelarão por completo ao serem expostas à radiação solar ou às luzes azuis dos baús itinerantes. Os visitantes são instigados a imaginar formas e exercitar o olhar nas composições entre as dobras do livro e as manchas fotossensíveis da cianotipia. Essa experiência acontece no ateliê do Fotomóbil Narrativas da Luz.

No espaço do grupo Grafatório, o público acompanha a criação dos livros, de tiragem única e produzidos na hora, Codex Ex Machina. Para isso, são utilizadas diversas técnicas gráficas, como caligrafia, máquina de escrever, tipografia, xilogravura, linoleogravura, monotipia, clichês, desenho, colagem e encadernação, somando-se a textos escritos em computador, com imagens. O Grafatório é uma associação cultural sem fins lucrativos, baseada em Londrina. O coletivo reúne pesquisadores, designers, artistas visuais e outros profissionais das artes gráficas.

Experimentando a gravação in loco, a atividade Paisagens em água tinta, de Julia Goeldi, do Olhar Itinerante, tem como foco provocar questões relacionadas ao desenho gravado utilizando a água tinta como técnica em um ateliê móvel. Todo o processo de gravação é realizado no próprio ambiente, partindo da percepção das paisagens e movimentos do entorno.

O L.Amb Laboratório Ambulante ensina processos analógicos de fotografia por meio de uma câmera Pin-hole, facilmente construída pelos alunos. Nessa câmera, a luz penetra somente por meio de um pequeno orifício, feito com uma agulha. A revelação da imagem é feita em um laboratório adaptado em um dos vagões de trem ainda existentes na Estação.

Ainda sobre fotografia, as pessoas têm a opção de conhecer, na Oficina do Olhar, o processo fotográfico analógico em uma câmera Lambe-lambe ou câmera-caixote, aparato fotográfico utilizado por fotógrafos de rua no Brasil no início do século XX. Aqui, a fotografia é capturada e revelada na hora, dentro da própria câmera-caixote.

Na parte de serigrafia tem a Sericleta, de Mônica Schoenacker. É uma bicicleta equipada com toda a estrutura necessária para a impressão de telas gravadas com vários temas e imagens, tintas, entre outros.  Os participantes acompanham a impressão da imagem escolhida, podendo ser usada mais de uma cor, ou seja, uma tela e uma impressão para cada cor. A Sericleta pode circular pelo espaço do local e serão criadas estampas exclusivas para o evento.

O Xilomóvel ministra oficinas de xilogravura utilizando seu equipamento portátil. Nela, falam sobre a técnica e a história da xilogravura, gravam uma matriz em madeira e depois imprimem cópias da imagem produzida. Todo o material necessário para a montagem do ateliê é transportado em uma Veraneio 1976 exposta dentro da estação.

Os grupos atuam simultaneamente, para que o público possa transitar, observar e participar de diversas atividades propostas ao longo do evento. Durante o festival, os visitantes têm a oportunidade, ainda, de gerar energia para a exibição de pequenos filmes através do simples ato de pedalar, com a AroE – Bicicletas Geradoras.

Música – Um show encerra a programação de cada dia, a partir das 18h. No primeiro é o da banda de surf music e rock instrumental The Dead Rocks, formada por Johnny Crash, na guitarra, Paul Punk, no baixo, e Marky Wildstone, na bateria. No dia seguinte, quem se apresenta é a franco-brasileira Čao Laru. O grupo é resultado do encontro entre seis músicos que optaram por somar suas raízes e seus diferentes universos musicais para a criação de um repertório polifônico de canções do mundo. Uma encruzilhada entre sons dos Balcãs e cirandas brasileiras, expandindo os limites de fronteiras artísticas pré-estabelecidas, para festejar a música em suas várias possibilidades. O show faz parte da primeira turnê que o grupo faz pelo Brasil. As duas bandas tocarão dentro de uma kombi.

SERVIÇO

Rumos Itaú Cultural

Festival Volante – Artes Visuais Itinerantes

 

Dias 10 e 11 de dezembro (sábado e domingo)

De 14h às 18h

Oficinas

Xilogravura, Serigrafia e Fotografia com os ateliês itinerantes

Processo criativo

Com coletivo Paraísos Íntimos

AroE

 

Dia 10 de dezembro (sábado)

Show The Dead Rocks

De 18h as 20h

 

Dia 11 de dezembro (domingo)

Show Čao Laru

De 18h as 20h

 

Local: Estação Cultura – Praça Marechal Floriano Peixoto, s/nº – Campinas/SP.  Estacionamentos gratuitos pela Rua Francisco Teodoro, 1050, Vila Industrial e pela Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n (neste há vagas reservadas para Idosos e PCD e uma rampa de acesso)

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

Acessibilidade: a área térrea da Estação, onde acontece o Festival Volante é acessível para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

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