sábado , 25 março 2017
Internacionalização é uma das alternativas de empresas brasileiras contra a crise
Evento no Sebrae-Campinas visando apresentar oportunidades de internacionalização a partir da Espanha (Foto Martinho Caires)

Internacionalização é uma das alternativas de empresas brasileiras contra a crise

Campinas, 8 de fevereiro de 2017

Por José Pedro Martins

A Espanha é um dos cinco maiores investidores estrangeiros no Brasil, mas a presença de empresas brasileiras em território espanhol ainda é muito tímida. São somente 12 empresas brasileiras com subsidiárias na Espanha, segundo o Ranking das Multinacionais Brasileiras, da Fundação Dom Cabral. Este panorama, entretanto, pode mudar a médio e longo prazo, em função de uma ofensiva que a representação espanhola no Brasil está promovendo, em sintonia com a movimentação que instituições e empresas, inclusive startups, estão protagonizando, visando uma maior internacionalização das organizações brasileiras, como uma das alternativas contra o agravamento da crise econômica.

“Queremos atrair mais empresas brasileiras, para que elas tenham a Espanha como um destino de investimento e, também, eventualmente como base de expansão de seus negócios para toda a Europa e para o Norte da África e até Oriente Médio”, diz Carolina Carvalho de Queiroz, diretora-executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil. A Câmara foi uma das parceiras de encontro na manhã desta quarta-feira, dia 8 de fevereiro, em Campinas, sob o título geral “Apoio à internacionalização das empresas brasileiras: Espanha como destino e porta de entrada para a Europa, África e Ásia”.

Carolina Carvalho de Queiroz, diretora-executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil: Espanha pode ser porta de entrada na Europa (Foto Martinho Caires)

Carolina Carvalho de Queiroz, diretora-executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil: Espanha pode ser porta de entrada na Europa (Foto Martinho Caires)

No encontro, realizado na representação local do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), representantes da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil e outras agências apresentaram as vantagens de investimento no país ibérico, como a proximidade cultural, a localização estratégica na “porta” da Europa e seus 500 milhões de habitantes, a vizinhança com o norte da África, a importante rede logística e alta densidade tecnológica, como no caso do Málaga Valley, concentração de empresas de base tecnológica no entorno dessa cidade da Andaluzia, a comunidade localizada ao sul da Espanha. “Muitas das empresas do Málaga Valley são de pequeno porte”, nota Pedro Ubeda, diretor da Agência Andaluza de Promoção de Exportações e Investimentos, sinalizando o potencial de instalação de startups brasileiras na região.

Outra vantagem competitiva elencada no encontro no Sebrae-Campinas é o conjunto de acordos comerciais mantidos pela Espanha com vários países, evitando-se a bitributação no caso de empresas brasileiras que projetam expansão a partir do território espanhol. “A Espanha recebeu 70 milhões de turistas em 2016, esse também é um número a ser considerado por empresas brasileiras interessadas em investir no país ou na Europa a partir dele”, observou Ana Fornells, conselheira econômica e comercial da Embaixada da Espanha.

Encontro no Sebrae-Campinas atraiu micro e pequenas empresas e startups (Foto Martinho Caires)

Encontro no Sebrae-Campinas atraiu micro e pequenas empresas e startups (Foto Martinho Caires)

A diretora-executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil entende que um dos desafios a superar está relacionado à existência de poucos modelos de empresas brasileiras atuando na Espanha. Carolina Queiroz cita, contudo, a Alpargatas, como exemplo de empresa que investe há anos na Espanha e que tem nesse país uma base para expansão de negócios em território europeu e outras regiões.

A mais do que centenária Alpargatas é, de fato, um case de sucesso de internacionalização de empresas brasileiras. O DNA da empresa já é internacional, tendo sido criada no início do século 20 pela associação entre o escocês Robert Fraser e empresários brasileiros. Em 2007, abriu escritório em Nova York e, no ano seguinte, na Espanha. Cerca de 20% do faturamento têm sido derivados das operações internacionais. A Alpargatas planeja chegar a 2020 com 40% da receita provenientes do mercado externo.

Este é o segundo evento promovido pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil no interior paulista. O primeiro aconteceu em Jundiaí, também na unidade local do Sebrae. Outros serão realizados, em São Paulo e em várias regiões brasileiras. A modalidade envolve palestras sobre as questões jurídicas implicadas na presença de empresas estrangeiras na Espanha e sobre oportunidades em regiões específicas como a Andaluzia e o País Basco.

Foi destacada a oportunidade representada pela Chamada Pública Bilateral FINEP-CDTI para Projetos de Inovação Tecnológica entre Empresas do Brasil e da Espanha, envolvendo as agências oficiais de fomento à pesquisa Financiadora de Estudos e Projetos, brasileira, e o Centro para o Desenvolvimento Tecnológico, espanhol. A Chamada tem o propósito de apoiar projetos de empresas inovadoras, executados de forma colaborativa.

As ações da representação espanhola no Brasil representam apenas uma parcela das iniciativas em curso, visando estimular e viabilizar a maior internacionalização de empresas brasileiras, como ingrediente das estratégias de enfrentamento da crise econômica.

Uma das instituições mais ativas nesse sentido é a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que tem intensificado suas atividades e acaba de realizar em Brasília, nestes dias 7 e 8 de fevereiro, um encontro entre os principais atores da cultura exportadora no país.

Alguns resultados de 2016, ano de aprofundamento da crise econômica no Brasil, comprovam, para a Apex, o potencial das empresas brasileiras no mercado internacional. O Brasil exportou quase US$ 1 bilhão em calçados no ano passado, e 82% desse movimento são de empresas associadas ao Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações mantido em parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Apex-Brasil.

Do mesmo modo, a Apex cita os resultados das exportações de cachaça em 2016: foram quase US$ 14 milhões e 8,3 milhões de litros, representando crescimento de 4,62% em valor e 7,87% em volume. Resultados alcançados em função de ações como o Projeto de Promoção às Exportações de Cachaça – Taste Brasil, implementado em parceria entre o Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC e a Apex-Brasil.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), por sua vez, tem buscado ampliar parcerias. No final de 2016 foi assinado entre o Ministério e a Business France, agência governamental de promoção às exportações francesas e atração de investimentos, um acordo de cooperação pela internacionalização de startups brasileiras e também abrangendo a parceria em pesquisa e inovação. O projeto piloto terá início ainda no primeiro semestre de 2017.

A internacionalização de startups é um dos propósitos do Inovativa Brasil, iniciativa do MDIC. Entre 2013 e 2016, o Inovativa selecionou 900 startups para receber capacitação e mentoria, entre 5,6 mil projetos avaliados. Mais de 420 startups foram conectadas ao mercado, em diversos setores da economia. Muitas delas estão se credenciando e se preparando para a internacionalização.

ACELERAÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO NO SÉCULO 21, MAS BUROCRACIA AINDA É ENTRAVE

Da experiência pioneira do Banco do Brasil no Paraguai na década de 1940 até a explosão da internacionalização no século 21. A internacionalização das empresas brasileiras segue o ritmo da conjuntura econômica e política do país, além de sentir os impactos do panorama internacional. Em tempos de aceleração da globalização, sob a influência das novas tecnologias de informação e comunicação, a expectativa é de ampliação das ações de internacionalização, apesar de todas as incertezas dentro do Brasil e fora dele.

A internacionalização aconteceu de forma tímida até a década de 1980. Nas décadas de 1960 e 1970, período de regime militar no Brasil, foram registradas as ações da Magnesita na Argentina (1960), Petrobras na Colômbia (1972), Tupy nos Estados Unidos (1976), Tigre no Paraguai (1977), Camargo Corrêa na Venezuela (1978) e Embraer nos Estados Unidos e Itaú na Argentina, ambos em 1979. Nesse mesmo teve início a presença da Odebrecht no Peru, agora envolta em polêmica similar à relacionada à Operação Lava-Jato.

Nos anos 1980, década de forte crise econômica mas de abertura política no Brasil, as experiências em internacionalização continuaram modestas, com os exemplos do Bradesco nos Estados Unidos (1981), Natura no Chile (1982), Andrade Gutierrez no Congo (1983) e Indústrias Romi nos Estados Unidos (1985).

Na década de 1990, a estabilidade econômica propiciada pelo Plano Real e a abertura da economia favoreceram a ampliação da internacionalização. Casos do Ibope na Argentina (1990), WEG nos Estados Unidos e Marcopolo em Portugal (1991), Sabó e Vicunha Têxtil na Argentina (1992), Duratex em Portugal (1993), Porto Seguro no Uruguai e Randon na Argentina (1994), Tavex Santista e Eliane nos Estados Unidos (1995), Klabin e Stefanini na Argentina (1996), Artecola e TOTVS na Argentina (1997) e Blanver na Espanha (1998).

Desde o ano 2000, vários elementos contribuíram para a multiplicação das ações de internacionalização. A Fundação Dom Cabral entende que a liberalização da economia e a maior entrada de capital externo favoreceram a internacionalização, através de greenfield (investimento em projeto próprio, começando “do zero”) e fusões ou aquisições. Desde o início das operações da Votorantim no Canadá, Gol Linhas Aéreas na Argentina e Bematech nos Estados Unidos em 2001, foram abertas 39 operações de grandes empresas brasileiras no século 21, com destaque para o período 2004-2008, com 24 operações.

A crise econômica mundial de 2008 naturalmente interferiu mas outras ações foram registradas depois disso, inclusive porque a crise criou algumas oportunidades de aquisição por parte de multinacionais brasileiras. O professor de Comércio Internacional da PUC-Campinas, Duncan Chaloba, destaca que a assinatura de vários tratados bilaterais entre o Brasil e países africanos desde o início do século 21 favoreceu a maior presença brasileira nesse continente. A Fundação Dom Cabral registra a presença de 12 empresas em Angola, 6 em Moçambique e 1 em Cabo Verde.

“Quanto mais comércio internacional e internacionalização, melhor, é uma das formas de enfrentar a crise econômica”, diz o professor Chaloba. Ele aponta entre os desafios a superar a burocracia existente no Brasil. “Várias delegações africanas chegam ao Brasil, fazem contatos promissores mas os resultados são limitados, em grande parte em razão da burocracia”, diz o professor da PUC-Campinas.

EXPANSÃO NA COMUNIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA CONTINUA MODESTA

São 15 empresas brasileiras atuantes em Portugal e 19 em outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), de acordo com a pesquisa anual da Fundação Dom Cabral. Uma presença ainda modesta – não é registrada, ainda, a operação de empresas brasileiras em Giné Bissau, São Tomé e Princípe ou Timor Leste.

A língua compartilhada, a estrutura institucional semelhante, a proximidade cultural e o relacionamento político são fatores apontados pelas empresas como facilitadores da presença brasileira no âmbito da CPLP. Por outro lado, de acordo com a mesma pesquisa da Fundação Dom Cabral, existem fatores que ainda limitam a maior atuação brasileira nesse conjunto de países tão próximos, como o elevado custo de produção de logística, a dificuldades para certificação e licenciamento dos produtos, o tamanho reduzido dos mercados, a carência de mão-de-obra especializada, as legislações sempre em mudança, as dificuldades para o estabelecimento de uma base sólida de fornecedores e a crise econômica persistente.

O levantamento anual da Fundação Dom Cabral mostra que as empresas brasileiras começam a se internacionalizar por dois roteiros principais, os Estados Unidos e a América do Sul. Segundo o “Ranking FDC das Multinacionais Brasileiras”, 15 empresas começaram a se internacionalizar em terras norte-americanas e nada menos que 32 por países sul-americanos, com destaque para a Argentina (15), Paraguai (7), Chile (4) e Venezuela (3). Outras cinco empresas começaram a internacionalização pelo México e duas pelo Canadá. A Península Ibérica, onde estão muitas das raízes brasileiras, foram o começo para a internacionalização de apenas duas empresas, uma em Portugal e outra na Espanha. Daí a relevância de ações como a da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil.

Ainda de acordo com a pesquisa da Fundação Dom Cabral, empresas brasileiras estão presentes em 45 países com unidades próprias, em 40 países com unidades próprias e franquias e em 14 países comente com franquias. São 40 operações nos Estados Unidos, 21 no México e 7 no Canadá, somando 68 operações na América do Norte. São 48 operações na América Central e Caribe, 164 na América do Sul (com destaque para as 31 na Argentina), 34 na África, 126 na Europa, 83 na Ásia, 20 no Oriente Médio e 13 na Oceania, sendo 11 na Austrália. Números somando operações próprias e franquias.

FUSÕES E AQUISIÇÕES ENTRE ESTRATÉGIAS PARA INTERNACIONALIZAÇÃO

Muitas fusões e aquisições, sobretudo após a crise econômica mundial de 2008, fizeram parte das estratégias de multinacionais brasileiras para acelerar a internacionalização desde o início do século 21. Foram várias entre 2013 e 2015, como registrou a Fundação Dom Cabral em sua pesquisa anual.

Em 2013 a Artecola assumiu o controle da Pegatex S.A., grande fabricante de adesivos colombiana.  Em  2015 a Weg adquiriu as empresas:   Zest WEG Manufacturing (Pty) Ltda, na África do Sul; Antriesbstechnik KATT Hessen GmbH, na Alemanha; FTC Energy Group SA, na Colômbia; e Transformadores Suntec S.A., na Colômbia.

No dia 01 de abril de 2016, foi finalizada a fusão do Banco Itaú Chile com o CorpBanca. O Itaú-Unibanco pretende ser reconhecido como o “Banco da América Latina”.

Empresas brasileiras já internacionalizadas estão ampliando suas frentes no exterior. A Natura já soma mais de 140 mil Consultoras Natura na Argentina e mais de 70 no Chile. No México a Natura já tem produção própria. Colômbia e Peru são outros países com forte presença da Natura, que planeja se internacionalizar ainda mais.

Stefanini: case de sucesso em internacionalização (Foto Divulgação)

Stefanini: case de sucesso em internacionalização (Foto Divulgação)

O ROTEIRO PARA O SUCESSO NA INTERNACIONALIZAÇÃO DA STEFANINI

De um escritório na casa do fundador, Marco Stefanini, em 1987, a uma empresa global, com subsidiárias em 38 países de cinco continentes. A Stefanini é um dos principais cases de sucesso na internacionalização de empresas brasileiras e o planejamento estratégico estipula uma presença global ainda maior nos próximos anos.

Nos primeiros anos de atuação, a Stefanini oferecia cursos de para formação de profissionais, tendo como clientes grandes empresas como Itaú, Banco Nacional e Bradesco. No início da década de 1990 já estava oferecendo novos serviços em outras áreas de alta tecnologia. Em 1994 vieram as primeiras fábricas de software. A expansão nacional começou em 1995, com escritórios em Campinas, Curitiba e Porto Alegre.

Em 1996 o início da internacionalização, começando pela Argentina, como ocorreu com várias empresas brasileiras. “Foi uma decisão muito acertada. Se o começo tivesse sido mais arrojado, em país mais distante, talvez a experiência  não fosse tão boa”, diz Ailtom Nascimento, vice-presidente internacional da Stefanini. “Esse início foi através da compra de uma empresa pequena na Argentina e foi uma oportunidade para amadurecimento da expansão internacional, o risco foi mais controlado”, completa o dirigente da empresa de amplo portfolio em tecnologia de ponta.

Entre 1997 e 2002, destaca Ailtom Nascimento, o modelo de expansão esteve fundamentado em “uma boa análise do mercado, com a prospecção através dos clientes corporativos”. Este é um dos aprendizados importantes na trajetória da internacionalização da Stefanini, assinala o seu vice-presidente global. “Foi determinante a formação de uma boa carteira de clientes multinacionais, que se tornaram referência para a expansão do grupo através da venda de seus produtos e serviços”, explica.

Ailtom Nascimento entende que, de fato, a consolidação de uma marca global é essencial para uma internacionalização bem sucedida. “É preciso saber posicionar a marca globalmente. Sem isso fica difícil um crescimento rápido em um país desconhecido”, avisa.

Outro aprendizado importante, destaca o dirigente da Stefanini, refere-se à relevância da compreensão da cultura local. “Não adianta exportar o seu modelo, pensando apenas em replicar o que se faz no país de origem. É preciso saber como se comportar com a contratação de mão-de-obra local ou externa. Enfim, são muitos aspectos culturais a considerar”, adverte.

Ailtom Nascimento, vice-presidente internacional da Stefanini: aprendizados com a internacionalização (Foto Divulgação)

Ailtom Nascimento, vice-presidente internacional da Stefanini: aprendizados com a internacionalização (Foto Divulgação)

Para Ailtom Nascimento, o Brasil tem “uma séria lição de casa” para fazer, de modo a facilitar uma maior internacionalização de empresas. “A APEX vem fazendo um trabalho importante, mas é preciso resolver o chamado Custo Brasil, que ainda encarece muito os nossos produtos, o que afeta a nossa produtividade e competitividade externa”, analisa.

Em 2010, o faturamento anual da Stefanini chegou a R$ 1 bilhão. Foi o ano da primeira aquisição internacional, da Tech  Team, nos Estados Unidos. No ano seguinte, uma expansão impressionante, de 17 para 28 países. Foram várias aquisições e formação de joint-ventures e fusões. Em 2015 foi aberto um escritório em Ontário, no Canadá, e outro em Singapura, onde está sendo estruturado um centro de pesquisa e desenvolvimento. O faturamento chegou a R$ 2,6 bilhões em 2016.

“Estamos estudando novos mercados para ampliar nossas capacidades”, conclui Ailtom Nascimento.  Em 2017, além de monitorar oportunidades em vários países, a Stefanini irá consolidar sua operação nos Estados Unidos, com a remodelação do escritório em Detroit, onde será estruturado o headquarter para América do Norte e Ásia. Internet das coisas, computação em nuvem e serviços para a indústria 4.0 são algumas das frentes nas quais a Stefanini vai dilatar a sua atuação, tendo os Estados Unidos como plataforma de inovação e expansão.

 

 

 

 

 

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