Unimed Campinas começa nova era com inauguração de seu primeiro hospital
Gerson Muraro Laurito e José Windsor Angelo Rosa, diretor da Área Hospitalar e Presidente da Unimed Campinas, com um dos equipamentos de última geração do primeiro Hospital da cooperativa médica (Foto Martinho Caires)

Unimed Campinas começa nova era com inauguração de seu primeiro hospital

Por José Pedro S.Martins

Uma nova era está começando para a Unimed Campinas, com a inauguração do seu primeiro hospital, que deve começar a funcionar no dia 3 de janeiro de 2018. E a líder em saúde suplementar na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com mais de 70% do mercado, inicia sua trajetória com hospital próprio, a partir de uma instituição que tem importante papel na história social da cidade. Equipada com tecnologia de ponta, a nova unidade da cooperativa médica vai funcionar no prédio onde durante muito tempo manteve suas atividades o Hospital Álvaro Ribeiro, desativado em 2009.

O prédio onde estava instalado o Hospital Álvaro Ribeiro, na rua São Carlos, na Vila Industrial, foi totalmente reformado. “Foi um ano de trabalho intensivo. As obras de readequação começaram em novembro de 2016 e já estão quase prontas”, comemora o presidente da Unimed Campinas, José Windsor Angelo Rosa.

“Queremos que este hospital seja um balizador de qualidade. Não queremos competir com outros hospitais, mas gostaríamos que nossos clientes sejam atendidos pelo menos com a qualidade que vamos oferecer aqui”, destaca o presidente da cooperativa médica, uma das maiores singulares do Sistema Unimed e a segunda a funcionar no país – a Unimed Campinas começou suas atividades em dezembro de 1970, atrás apenas da Unimed Santos, que é de dezembro de 1967.

Hospital da Unimed Campinas, instalado em um espaço histórico (Foto  Martinho Caires)

Hospital da Unimed Campinas, instalado em um espaço histórico (Foto Martinho Caires)

Serviços de excelência – O Hospital da Unimed Campinas, observa o diretor da Área Hospitalar e Serviços Credenciados, Gerson Muraro Laurito, não terá pronto atendimento. A unidade vai funcionar como retaguarda, para atender aos pacientes já acolhidos pela Assistência Domiciliar (ADUC) e Centro de Quimioterapia Ambulatorial (CQA) ou aqueles encaminhados sob recomendação de algum médico  cooperado. Portanto, apenas haverá atendimento com agendamento.

“São cerca de 1.250 pacientes atendidos em casa, pela ADUC, e muitos outros atendidos pelo CQA, que agora terão uma unidade hospitalar da própria Unimed Campinas para aqueles procedimentos que hoje fazem em outro hospital da rede conveniada”, diz o diretor. O dirigente nota que, além dos procedimentos mais rotineiros, o Hospital Unimed Campinas estará capacitado para fazer cirurgias de pequena e média complexidade.

Para prestar esses serviços, a nova unidade, de área coberta de 6.460 metros quadrados, contará com 68 leitos convencionais, 20 leitos de UTI, dois consultórios, centro cirúrgico com três salas, uma unidade de internação cirúrgica, central de esterilização, serviço de radiologia, laboratório de análises clínicas, serviço de endoscopia digestiva, ambulatório de curativos e ambulatório de infusões medicamentosas.

Foram investidos R$ 42 milhões para reforma e equipamentos de última geração, como aqueles adquiridos da alemã Dräger, uma das líderes mundiais em tecnologia médica e segurança. Serão, inicialmente, 370 profissionais contratados, incluindo médicos hospitalistas. Ou seja, sempre haverá médicos de plantão para acompanhar os pacientes.

As duas salas de UTI são alguns dos destaques do Hospital Unimed Campinas. São 10 leitos em cada uma delas. Alarmes sofisticados serão acionados em caso de emergência, para atendimento no mais curto tempo possível. Os leitos estão em cabines envidraçadas, permitindo visualização total por parte dos médicos e demais profissionais.

O Hospital é mais um passo importante no processo de verticalização de serviços, que já havia avançado com a inauguração de um Pronto Atendimento em Sumaré, aberto em 2016 e idealizado para receber clientes do município e também de Paulínia, Hortolândia e Monte Mor. Mas o presidente José Windsor Angelo Rosa reitera que a verticalização não é uma estratégia somente para a racionalização de recursos e corte de custos.

“De fato estamos sempre pensando no aprimoramento e excelência dos serviços. O Hospital foi concebido para ser um sinalizador do padrão de qualidade que esperamos da rede de prestadores de serviços da Unimed Campinas”, conclui o gestor. A rua São Carlos, na tradicional Vila Industrial, é o novo endereço da cooperativa médica que tem escrito páginas de relevo na biografia da saúde suplementar no Brasil.

Gestores da Unimed Campinas nos corredores do novíssimo hospital (Foto Martinho Caires)

Gestores da Unimed Campinas nos corredores do novíssimo hospital (Foto Martinho Caires)

UMA HISTÓRIA DE SOLIDARIEDADE

O Hospital da Unimed Campinas foi estruturado em um espaço que se confunde com a vocação solidária de Campinas, com a tradição da cidade em sempre oferecer serviços de alta qualidade para responder aos desafios de cada época. Durante muitos anos o edifício da rua São Carlos abrigou o Hospital Álvaro Ribeiro, idealizado por um dos maiores líderes políticos e empreendedores da história local.

Álvaro Ribeiro foi o fundador do “Diário do Povo” e do “Correio Popular”. Vereador por vários mandatos, inclusive um para o qual foi eleito quando ainda estava no exílio em Portugal, tinha como um de seus projetos centrais a implantação de uma entidade hospitalar de assistência integral a crianças pobres. Com o apoio do também vereador Francisco de Araújo Mascarenhas, presidente da Câmara Municipal na época, Ribeiro mobilizou a comunidade e no Natal de 1922 assentou a pedra fundamental do hospital na Vila Industrial, bairro já operário.

A construção do hospital demorou anos, em função da turbulência política do período, pontilhado pelas rebeliões de 1924, 1930 e 1934. Falecido a 13 de agosto de 1929 Ribeiro não viu seu sonho concretizado, o que aconteceria a 17 de outubro de 1936, com a inauguração da Associação Protetora da Infância. Primeiro presidente da instituição o médico João Penido Burnier – criador em 1920 do Instituto que se tornaria marco nacional em atendimento oftalmológico – sugeriu batizá-la como “Álvaro Ribeiro”.

No final da década de 1960, o Hospital foi o palco do primeiro Grupo de Mulheres criados pela Fundação FEAC. O Grupo reunia mães de crianças atendidas na instituição. No início dos anos 1980, funcionou nas instalações do Hospital Álvaro Ribeiro a Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Craniofacial (Sobrapar), criada pelo médico Cássio Raposo do Amaral. Agora este território que rima com a vocação solidária de Campinas está pronto para novos capítulos de valorização e defesa da vida, com a inauguração no início de 2018 do Hospital Unimed.

 

 

 

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