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Brasil tem 31 milhões de hipertensos e 6 milhões com depressão sem tratamento
Brasil teve primeiro leilão exclusivo de energia solar: fonte do futuro que já chegou (Foto Adriano Rosa)

Brasil tem 31 milhões de hipertensos e 6 milhões com depressão sem tratamento

Doenças típicas da sociedade contemporânea, marcada pela pressa e o estresse, apresentam números alarmantes no Brasil, conforme pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 10 de dezembro, pelo IBGE. 31,3 milhões de brasileiros são hipertensos, 2,2 milhões já sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC)  e 11,2 milhões de adultos foram diagnosticados com depressão por um profissional de saúde mental em 2013, mas apenas 46,4% deles receberam assistência médica nos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em convênio com o Ministério da Saúde. Foram visitados cerca de 80 mil domicílios em 1600 municípios de todo país, no segundo semestre do ano passado.

Os números são muito preocupantes no caso de questões ligadas à pressão arterial. Especialmente inquietantes em termos do cuidado masculino com o tema. Conforme a pesquisa, 3% dos brasileiros de mais de 18 anos nunca mediaram a sua pressão arterial. Mas esta média esconde desigualdades regionais e estaduais, e também no âmbito de gênero, que merecem atenção dos gestores da saúde pública.

Em termos regionais, a Região Norte apresentou a maior média, de 7,0%, de pessoas com ou mais de 18 anos sem ter medido a pressão arterial ainda. Foram 10% dos moradores do Norte do século masculino que ainda não haviam medido a pressão arterial, contra 4,2% das mulheres na mesma região. No Pará, 13,3% dos homens ainda não haviam medido a pressão naquela faixa etária. O Nordeste também apresentou uma taxa (4,2%)  maior que a média nacional, igualmente com desigualdade nos sexos: 6,2% dos homens e 2,5% das mulheres não tinham medido a pressão.

Nas demais regiões, números mais baixos, mas sempre com maior proporção entre homens de pessoas que não haviam medido a pressão ainda. No Sudeste, média geral de 1,9%. No Sul, de 2,2%. E no Centro-Oeste, de 2,3% de brasileiros de 18 anos ou mais que nunca haviam medido a pressão arterial.

Quadro muito grave no caso da hipertensão arterial. E em todas as regiões as mulheres apresentaram maiores médias de relato de diagnóstico médico de hipertensão arterial do que os homens. No Brasil todo, 21,4% dos entrevistados de 18 anos ou mais de idade relataram diagnóstico médico de hipertensão arterial, sendo 18,3% no sexo masculino e 24,2% no sexo feminino. A menor média regional foi no Norte, com 14,5%, e a maior média no Sudeste, com 23,3%.

O estado com menor média regional foi o Pará, com 13,1% de brasileiros com 18 anos ou mais com relato de hipertensão. E o estado com maior média foi o Rio Grande do Sul, com 24,9%. O estado com menor média no sexo masculino foi o Maranhão, com 9,3%, e o de maior média entre os homens foi o Rio Grande do Sul, com 21,5%. O estado com menor média no sexo feminino foi o Pará, com 14,8%, e o estado com maior média entre as mulheres foi Minas Gerais, com 28,0%.

Depressão – No caso de brasileiros com depressão, são ainda mais nítidas as diferenças regionais. Em todo país, 7,6% de brasileiros relataram diagnóstico de depressão feito por profissional de saúde mental, sendo 3,9% do sexo masculino e 10,9% do sexo feminino. As menores médias regionais foram do Norte e Nordeste, com 3,1% e 5,0% de relatos, respectivamente, considerando ambos os sexos.

A maior média foi no Sul, com 12,6%, sendo 6,1% entre os homens e 18,4% entre as mulheres. O estado com maior média de relatos de depressão entre os homens foi Santa Catarina, com 7,0%, e entre as mulheres, Rio Grande do Sul, com 18,9%.

Os responsáveis pela Pesquisa Nacional de Saúde notam que avaliação feita consistiu “na percepção que os indivíduos possuem de sua própria saúde”. Como consequência, é um indicador “que engloba tanto componentes físicos quanto emocionais dos indivíduos, além dos aspectos do bem-estar e da satisfação com a própria vida”.

 

 

Sobre ASN

Organização sediada em Campinas (SP) de notícias, interpretação e reflexão sobre temas contemporâneos, com foco na defesa dos direitos de cidadania e valorização da qualidade de vida. Já ganhou os prêmios de jornalismo: FEAC (2015), Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros (2016), ABAG-Ribeirão Preto "José Hamilton Ribeiro" de Jornalismo (2017) e Prêmio INEP de Jornalismo (2017).

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