Defesa Civil de Campinas redobra alerta com fortes chuvas e usa sistema projetado pelo INPE
Árvore que caiu no Centro de Convivência, no Cambuí, em Campinas, após as fortes chuvas (Fotos José Pedro Martins)

Defesa Civil de Campinas redobra alerta com fortes chuvas e usa sistema projetado pelo INPE

Nas últimas 72 horas, até as 19h30 desta terça-feira, 23 de dezembro, choveu 181 milímetros na estação meteorológica da Unicamp. Até o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidney Furtado Fernandes, um experimentado profissional em momentos de alto risco, ficou impressionado com o volume das precipitações em tão pouco tempo. E também muito preocupado com o que ainda pode vir pela frente. “O Verão promete”, afirma o diretor, com base nas projeções climatológicas para a estação que começou, às 21 horas de domingo, dia 21, com a chegada das chuvas tão esperadas após a longa estiagem de 2014, mas que, por outro lado, também provocam inquietação, por exemplo em termos da saúde pública.

A Defesa Civil de Campinas está em estado de alerta desde esta segunda-feira. E as atenções estarão redobradas até pelo menos sexta-feira, dia 26, quando a situação climatológica tende a amenizar, segundo as previsões. Mas de fato a atenção continuará, durante toda a vigência da Operação Verão. Uma das preocupações é com o provável efeito das chuvas na saúde pública, como em termos da prevenção e combate à dengue.

Uma Sala de Situação foi montada pela Prefeitura para agir na prevenção e combate à dengue e também à Febre Chikungunya, transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. Campinas passou por uma epidemia histórica de dengue no início de 2014, com mais de 40 mil casos.

A Defesa Civil integra a Sala de Situação e colocou à disposição dos demais órgãos públicos um sistema projetado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O sistema automatiza as estações climatológicas, pluviométricas e outras, e fornece dados online, de acordo com vários parâmetros, emitindo sinais de alerta quando ocorrem situações como a dos últimos dois dias, com chuvas chegando próximo à média histórica de dezembro para Campinas, de 204 milímetros.

Alagamentos em alguns pontos e quedas de árvores, como duas no Centro de Convivência, foram algumas consequências das chuvas dos últimos dias em Campinas.

Alerta na região de Campinas – Sidney Fernandes também coordena a Defesa Civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Ele diz que todos os 20 municípios da RMC foram alertados nesta segunda-feira, 22, sobre a possibilidade de fortes chuvas, em função dos boletins que a Defesa Civil recebeu.

E as previsões de fortes chuvas foram confirmadas. Santa Bárbara D´Oeste registrou 159,4 mm de chuvas até a tarde desta terça. Chuvas fortes em toda a RMC, com cenário especialmente preocupante em Sumaré, atravessado pelo Ribeirão Quilombo, que sempre recebe grande volume das águas de chuvas a montante, por exemplo de Campinas.

O monitoramento vai continuar. Imagens de satélite desta terça mostram nuvens carregadas na Região Sudeste e a aproximação de uma frente fria. Depois de um prolongado período de seca, a volta das chuvas, trazendo novos desafios. (Por José Pedro Martins) 

Outra árvore que caiu no Centro de Convivência após as fortes chuvas do início do Verão em Campinas

Outra árvore que caiu no Centro de Convivência após as fortes chuvas do início do Verão em Campinas

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