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Forte ventania derruba árvore e parte do Cambuí fica sem energia
Queda de árvore após forte ventania no Cambuí (Fotos ASN)

Forte ventania derruba árvore e parte do Cambuí fica sem energia

Um estrondo, um grande susto e a interrupção na energia em parte do Cambuí. A forte ventania do início da tarde desta sexta-feira, dia 13 de fevereiro, em Campinas provocou a queda de uma árvore na rua Padre José Teixeira. A árvore caiu sobre um transformador, o que levou ao corte na transmissão de energia. Os quarteirões nas proximidades ficaram sem luz, que retornou após a intervenção da CPFL. Segundo o Cepagri/Unicamp, o vento atingiu 83,9 km/h às 13h30.

Moradores e funcionários de prédios próximos relataram que, após a queda da árvore, o transformador atingido passou a “soltar faíscas”. Acionado, o Corpo de Bombeiros chegou logo depois e isolou o local, para garantir a segurança de pedestres e moradores. Depois houve a retomada da energia com a ação da concessionária.

Segundo o Cepagri/Unicamp, o tempo permanece de parcialmente nublado a nublado nesta sexta e sábado, com pancadas de chuva à tarde em toda a região, incluindo o sul de Minas. Entre o domingo e a segunda-feira, uma frente fria atuará e manterá a nebulosidade elevada com chuvas mais generalizadas, a qualquer hora. Na terça-feira, a nebulosidade diminuirá com o retorno do sol. Temperatura máxima nesta sexta pode chegar a 33C à tarde e a mínima a 21C na próxima madrugada.

Queda de árvore provocou a interrupção de energia em quarteirões próximos

Queda de árvore provocou a interrupção de energia em quarteirões próximos

Em 2014 foram identificadas pela Defesa Civil 495 quedas de árvores em Campinas, um recorde na história recente na cidade. Foi quase três vezes o total de 2013, de 172 quedas de árvores, e quase o dobro de 2012, quando foram verificadas 255  quedas.

A Região Leste, compreendendo bairros arborizados como Taquaral e Cambuí e distritos de Sousas e Joaquim Egídio, teve o maior número de quedas de árvores em 2014: foram 162. Em segundo lugar ficou a Região Norte (Distritos de Barão Geraldo e Nova Aparecida e Região Amarais), com 140 quedas.

O número excepcional de quedas de árvores em Campinas em 2014 aconteceu mesmo considerando o baixo volume de chuvas no ano. Choveu pouco mais de 700 mm na cidade no ano passado, aproximadamente a metade da média anual, de 1479 milímetros.

A queda recorde de árvores, em um ano com importante redução nas chuvas, pode indicar o impacto das mudanças climáticas na cidade. As condições de seca extrema vêm sendo identificadas pelo Instituto Agronômico (IAC), que monitora as condições climáticas em Campinas desde 1890.

O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente e isolou o local, para garantir a segurança dos cidadãos

O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente e isolou o local, para garantir a segurança dos cidadãos

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2 comentários

  1. José Hamilton Aguirre

    A árvore que caiu não tinha canteiro e suas raízes estão completamente atrofiadas. Parecem cortadas, até mesmo pelas redes de serviços a seu lado na calçada, que provavelmente fizeram isso com elas… A queda de árvores em Campinas, reflete a intensa poda de parte aérea pela companhia de energia CPFL, que desequilibra, desestabiliza e gera grande área de ferimento, adoencendo, enfraquecendo, diminuindo a vida e matando as árvores, para manter um sistema de fiações aéreo completamente defasado e obsoleto tecnologicamente. Outro grande problema é a ausência de canteiros – as árvores ficam com o colo estrangulado pelo concreto, sem espaço para a aeração das raízes, infiltração de água e circulação de nutrientes. Nessas condições é comum a atrofia e o comprometimento das raízes que são a base de sustentação dos vegetais. Outro grande problema são os serviços que utilizam do subterrâneo e lesionam as raízes, que muitos prejuízos causam também à estabilidade e a manutenção das árvores, por ficarem ocultos no subsolo e não serem vistos pela população e técnicos da área. As mudanças climáticas, na verdade estão sendo mais sentidas em Campinas, pela terrível ausência de árvores nas calçadas e pela área do município. São pelo menos 365.000 árvores que não temos, para atender à Lei de Arborização que preconiza, pelo menos, 1 árvore a cada 10m de calçada… Já temos “Ilhas de Calor” em Campinas, de 7oC, como diferença de temperatura entre bairros bem arborizados e sem vegetação. Quanto mais árvores de porte Grande e Médio tivermos bem distribuídas pela cidade, o efeito de estabilização do clima será fantástico. Precisamos valorizar o verde e reforçarmos os benefícios que ele pode nos proporcionar quando bem planejado, implantado, manejado e mantido!

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