quarta-feira , 20 setembro 2017
Brasil tem maior número de queimadas do século
Queimada na Caatinga, uma das áreas mais críticas em seca no Brasil (Foto José Pedro Martins)

Brasil tem maior número de queimadas do século

O número de queimadas no Brasil nos primeiros quatro meses do ano (11.722) é o maior do século 21 neste período, segundo o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). É mais um indício de que em grande parte do país o volume de chuvas tem sido irregular, apontando para o provável agravamento da crise hídrica em 2015.  O Sistema Cantareira, por exemplo, já teve quatro quedas de volume nas duas últimas semanas, depois de quase dois meses de elevações.

O mês de janeiro de 2015 teve 4637 queimadas detectadas. Foi o maior número nesse mês desde o início do monitoramento pelo INPE, em 1999. Os anos com maior número de queimadas nesse mês foram 2005, com 4047, e 2003, com 3603. Até esta sexta-feira, 8 de maio, foram 11936 queimadas identificadas.

Um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) mostrou que desde o segundo semestre de 2012 tem sido observado um comportamento pluviométrico bem abaixo da média em diferentes regiões do Brasil. A ANA fez sua análise considerando dados de 950 estações pluviométricas, contendo pelo menos os últimos trinta anos de dados.

Para a ANA, esse fenômeno climático – chuvas abaixo a média – “tem prejudicado de forma significativa a oferta de água para o abastecimento público, especialmente no semiárido brasileiro e nas regiões metropolitanas mais populosas e com maior demanda hídrica (São Paulo e Rio de Janeiro)”.

Outros setores que dependem do armazenamento da água para se viabilizarem operacionalmente, como o de irrigação e o de energia hidrelétrica (principal matriz energética do País), completa a ANA, “também estão sendo afetados pela falta de chuvas e pelo menor volume de água armazenado nos reservatórios”.

Os indícios até o momento, como a elevação do número de queimadas e a queda na vazão no Sistema Cantareira e dos rios da região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, de fato apontam para a possibilidade de agravamento da crise hídrica nas áreas mais populosas do país.

Um comentário

  1. COMO ACADÊMICO EM GESTÃO AMBIENTAL DEVEMOS TER ATITUDES PROATIVAS COM RELAÇÃO AO MEIO AMBIENTE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>