Alabê: a fusão do jazz com o candomblé Ketu na Virada Cultural de Campinas
Sax e percussão: a sonoridade singular do Alabê em Campinas (Fotos Adriano Rosa)

Alabê: a fusão do jazz com o candomblé Ketu na Virada Cultural de Campinas

O Brasil e sua inovação cultural permanente, tendo como base a beleza da mestiçagem. O grupo Alabê Ketu Jazz fez  sua estreia em Campinas neste sábado, 30 de maio, no primeiro dia da Virada Cultural na cidade, apresentando na Estação Cultura a mistura da percussão do candomblé da nação Ketu com a tradição jazzística.

O grupo foi fundado pelo percussionista francês Antoine Olivier, radicado no Brasil, e pelo compositor brasileiro Glaucus Linx. Conta, ainda, com a participação de Dofono de Omolu, um dos mestres dos tambores do candomblé.

A apresentação em Campinas contou com quatro Ogãns, sacerdotes-músicos com conhecimentos do candomblé e sua musicalidade. No Alabê Ketu Jazz, o candomblé assume uma configuração contemporânea, marcada pela conversa entre os instrumentos e a improvisação típica do jazz.

Glaucus Linx: rica trajetória internacional, fazendo estreia em Campinas

Glaucus Linx: rica trajetória internacional, fazendo estreia em Campinas

Glaucus Linx já tocou com ou fez arranjos para Carlinhos Brown, Dona Ivone Lara, Sandra de Sá e Elza Soares, entre outros. Por cinco anos foi saxofonista da africana Salif Keita, acompanhando-a em várias tournês mundiais, e também tocou com Isaac Hayes (SHAFT), ícone da música negra americana, Eddie Louiss, organista de jazz francês, SOUL II SOUL(Londres), Participando de Festivais de Jazz como Montreux, Caiscais, Skopje (Macedônia), Jazz à Nantes, Nice e o brasileiro Freejazz dentre outros.

Com Salif Keita, Glaucus Linx entrou de vez para o universo da musica africana, tocando, a partir daí, com Mangala (Mali), Kiala & Ghetto Blasters (Nigéria-Afro-Beat), Jules N’Diaye (Senegal) viajando pela Africa e percorrendo mais de 14 países desse continente. Esta trajetória foi essencial para a sonoridade única do Alabê, no qual Glaucus inseriu elementos da música africana oriental (islâmica), ainda pouco conhecida no Brasil.

Morando no Brasil desde 2006, Antoine Olivier é produtor musical e multi-instrumentista, compositor e produtor musical. Já fez trabalhos, entre outros, com Ultramarine na França, The Gladiators e Jimmy Cliff na Jamaica, Nana Vasconcelos no Brazil, Gao-Bi na Costa de Marfim, fundou os grupos LEM, Tone-Wreck, e Les Barons em Londres. Apaixonado pela percussão sacra das religiões de matriz africana, particularmente do oeste da áfrica, estudou estas batidas em Cuba e na Africa. Seu primeiro contato com o Candomblé foi há 20 anos e hoje é ogã em terreiros tradicionais do Rio do Janeiro.

É essa mescla, essa fusão, que o Alabê Ketu Jazz mostrou na noite chuvosa e fria de Campinas deste sábado. Uma noite para muitos amantes da música não esquecerem.

Um comentário

  1. Paulo de Alaketú

    *_*Parabéns tanto ao nobre Alabê Ketujazz quanto a todos da Banda*_*A du k’pe O*_*OLORUN da Ala ga Si Ketujazz Ase O!!!!! E ka aro O! E ka asan O! E ka ale O!

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