Alimentos (e novas ideias) para a sociedade sustentável
Alimentação sustentável, também presente na segunda edição da Feira da Sustentabilidade, em Piracicaba (Foto Adriano Rosa)

Alimentos (e novas ideias) para a sociedade sustentável

Se a sociedade sustentável deve ser marcada pelo respeito, inicialmente por si mesmo, a sua construção começa por uma alimentação igualmente sustentável e saudável, o que já representa um enorme desafio no Brasil, maior consumidor de agrotóxicos no planeta. Entretanto, aumentam a cada dia os movimentos pela gastronomia sustentável, como demonstraram iniciativas na II Feira da Sustentabilidade, encerrada neste sábado, dia 16 de abril, em Piracicaba.

Uma das empresas expositoras na Feira era a Monte Cogumelos (www.montecogumelos.com), de Valinhos, especializada no cultivo e comercialização de cogumelos orgânicos frescos. O consumo de cogumelos vem crescendo no Brasil, por serem muito nutritivos e pouco calóricos. A Monte Cogumelos produz e comercializa as espécies Shimeji Branco, Hiratake, Europeu e Caetetuba.

A chef de cozinha Patrícia Diniz preparava pratos com os produtos da Monte Cogumelos na II Feira da Sustentabilidade, que aconteceu na Casa do Marquês, no bairro Monte Alegre, em Piracicaba. Ela acredita que o movimento da comida sustentável é irreversível e tende a evoluir ainda mais. “As pessoas estão se preocupando cada vez mais com a saúde, além de respeitar o meio ambiente, e isso acontece muito em relação aos alimentos”, diz a chef, que chegou recentemente de Portugal, onde fez cursos.

Acompanhava a exposição da Monte Cogumelos em Piracicaba a jornalista especializada em gastronomia Érica Araium. Com passagens por vários veículos de comunicação de Campinas, a jornalista é responsável pelo projeto Diálogos Comestíveis (www.dialogoscomestiveis.com.br), que viabiliza o contato entre os produtores e chefs de cozinha para promover a gastronomia saudável e responsável.

Érica é muito crítica, por exemplo, do grande desperdício que acontece no setor de alimentos, uma demonstração clara de prática contrária aos princípios da sustentabilidade. Mas a jornalista também entende que é notório o crescimento da corrente da gastronomia sustentável. Na sua opinião, como em todas as áreas e atividades humanas, tudo depende de uma catequese, do convencimento, com muitas informações e exemplos, sobre os ganhos coletivos com uma prática alimentar saudável, de fato sustentável.

A jornalista Érica Araium, de Diálogos Comestíveis, e a chef de cozinha Patrícia Diniz, da Monte Cogumelos (Foto Adriano Rosa)

A jornalista Érica Araium, de Diálogos Comestíveis, e a chef de cozinha Patrícia Diniz, da Monte Cogumelos (Foto Adriano Rosa)

Slow food – O movimento slow food também esteve representado na II Feira da Sustentabilidade, com a chef de cozinha Renata Palma. Hambúrguer artesanal, salada com quinoa, brigadeiro gourmet, risotos e paletas foram alguns dos pratos que puderam ser degustados na segunda edição da Feira da Sustentabilidade, no setor de gastronomia que esteve sob a responsabilidade da chef Renata Palma, docente do Senac Águas de São Pedro.

Ela assinou cardápios tradicionais, veganos e vegetarianos, servidos em seis food trucks, na cantina com opções light e na cafeteria. “Somos seres inteligentes, aprendemos a plantar, colher, caçar, fazer o fogo, inventar utensílios e outros saberes. Mas, ainda assim, a resposta ao interesse pela alimentação não está completa”, diz Renata, que é incentivadora do slow food, movimento mundial para saborear a comida de forma saudável, envolvendo também o produtor e o meio ambiente.

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