Reservatórios estão mais baixos do que na época do apagão de 2001
Estiagem em grande parte do país esvazia reservatórios e situação energética é de alerta. (Foto Adriano Rosa)

Reservatórios estão mais baixos do que na época do apagão de 2001

Os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste atingiram nesta terça-feira 19,32%, abaixo dos 21,39% verificados em outubro de 2001, ano em que o Brasil sofreu com apagão e em que houve o racionamento de energia. O alerta ficou ainda maior nesta quarta-feira, 29 de outubro, com a decisão da Agência Nacional de Águas (ANA) de redução da vazão defluente do reservatório Três Marias, na bacia do rio São Francisco, dos atuais 140m³/s para 120m³/s a partir de amanhã, dia 30. A medida seria para preservar o reservatório, segundo a ANA.

De acordo com o boletim Situação dos Principais Reservatórios no Brasil, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste chegaram a 19,32% nesta terça-feira, considerando aqueles localizados nas bacias dos rios Paranaíba, Grande, Paraná e Paranapanema, além de outros que somam 27,52% da região.

Ainda segundo o boletim, os reservatórios da Região Nordeste também estão muito baixos, em 16,26%, e os da Região Norte, em 33,96%. A única situação tranquila é a da Região Sul, onde tem chovido em grande intensidade e onde os reservatórios estão com 87,89% da capacidade

No Nordeste, um dos reservatórios em situação preocupante é justamente o de Três Marias, que representa 31,02% da região e que estava com 3,08% de sua capacidade ontem. Este foi o motivo para a ANA decidir pela redução da vazão defluente, como forma de “preservar o reservatório que está com 3,08% de seu volume útil devido às baixas vazões que estão chegando, que em outubro de 2014 foram de cerca de 11% da média do período”.

A ANA informa que, além de especialistas da Agência, participaram da reunião que levou a essa decisão representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Ministério das Minas e Energia, da Defesa Civil Nacional e do projeto Jaíba.

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