Bazar entre amigas pratica a economia solidária e criativa, no caminho da sustentabilidade
A organizadora Inah Velloso também produz as peças que vende no "Mais que um bazar": acessórios com pedras naturais e design exclusivo

Bazar entre amigas pratica a economia solidária e criativa, no caminho da sustentabilidade

Por Adriana Menezes  Fotos de Martinho Caires

Elas estão, agora, reunidas em um belo espaço arborizado no distrito de Sousas, distribuídas em 32 bancadas de exposição de produtos artesanais que elas mesmas confeccionaram. “Mais que um bazar, um encontro entre amigas” começou nesta sexta-feira (24/04) e termina às 19h do sábado (25/04), na Casa de Fazer. A iniciativa que existe há 15 anos promove a economia criativa e solidária, uma prática que cresce no Brasil e beneficia pequenos artesãos.

Produção artesanal

Segundo a organizadora Inah Velloso, o bazar acontece duas vezes ao ano, sempre antes do Dia das Mães e do Natal. Pela segunda vez ele se instala na Casa de Fazer, mas inicialmente era um encontro entre poucas amigas, em suas próprias casas, onde apresentavam seus produtos e chamavam somente conhecidos. “99% do que temos aqui é artesanal, inclusive as cinco bancas de alimentos. Uma ajuda a outra a vender suas coisas”, explica a arquiteta e designer de acessórios Inah.

Além de Campinas, o bazar tem também participantes de Valinhos, Americana, Vinhedo, São Paulo, e possui um mailing de amigas que ultrapassa 1,2 mil nomes. A cada ano, mais artesãs participam do evento, como as irmãs Fabiana Pacola Ius e Marcela Pacola, da loja Mix Bazar.

Marcela e Fabia

Além dos seus produtos, Marcela e Fabiana Pacola, da loja Mix Bazar, trabalham com produtos da Rede Asta que atua em 55 comunidades carentes de artesãs no Brasil, numa ação de transformação social

Transformação social

O Mix Bazar levou suas próprias confecções e os produtos da Rede Asta que também comercializam na loja do Cambuí. A Rede Asta, que nasceu no Rio de Janeiro há mais de dez anos, trabalha com grupos de artesãos de comunidades carentes, a maioria formada por mulheres. “”Hoje a Rede Asta comercializa artesanato de 55 comunidades. Eles atuam de forma semelhante a uma cooperativa, mas sem interferir na organização. O objetivo é promover o empoderamento e a transformação social”, conta Marcela.

Para Fabiana, um dos diferenciais dos produtos da Rede Asta é a qualidade final e o design exclusivo e criativo. Uma das marcas da Rede Asta levadas pela Mix Bazar ao evento foi a Fuxicarte, que produz puffs, almofadas, bolsas, acessórios e peças decorativas.

A aposentada Cris Folster começou há 15 anos a fazer peças em crocbet e hoje vende no bazar e recebe encomendas durante todo o ano

A aposentada Cris Folster começou há 15 anos a fazer peças em crochet e hoje vende no bazar e recebe encomendas durante todo o ano

Convívio

A aposentada Cris Folster trabalhou por 21 anos como orientadora educacional. Hoje ela produz peças de crochet em diversas formas, desde suplats até capas de almofadas, acabamentos de toalhas e enfeites com pedrarias. Ao lado da filha arquiteta, Juliana F. Tamburis, da Q.toq, ela mostra suas peças no Bazar, do qual participa desde o começo. “O mais gostoso é o convívio”, comemora Cris, que também aumentou sua renda com a atividade de artesã. Ao longo do ano, ela recebe encomendas por telefone.

A ceramista Patrícia Freitas possui loja em Americana onde vende suas peças, mas foi convidada por uma amiga para também participar do bazar, pela segunda vez. “Quando você trabalha num coletivo, a união faz a força de verdade”, define Patrícia.

A ceramista Patrícia Freitas, de Americana, acredita que o encontro de todas em um bazar contribui para divulgar e aumentar as vendas dos produtos

A ceramista Patrícia Freitas, de Americana, acredita que o encontro de todas em um bazar contribui para divulgar e aumentar as vendas dos produtos

“Mais que um bazar, um encontro entre amigas” criou uma página no Facebook com o seu nome, onde informa sobre suas atividades. Para quem quiser aproveitar ainda hoje o bazar, a Casa de Fazer fica na Rua Dona Maria Franco Salgado, 647, Sousas.

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