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Após polêmica, Fórum Permanente de Cultura de Campinas tem nova presidência
Fórum Permanente de Cultura de Campinas criou Grupo de Trabalho para contribuir com Plano Diretor (Foto Martinho Caires)

Após polêmica, Fórum Permanente de Cultura de Campinas tem nova presidência

O Fórum Permanente de Cultura de Campinas tem nova presidência, poucos meses depois de ter renovada a sua diretoria no final de 2016. Na noite desta segunda-feira, dia 13 de fevereiro, o artista plástico Marcos Garcia anunciou que estava renunciando à presidência, diante da posição da assembleia, contrária à sua assinatura em manifesto público em nome do Fórum, sem consulta prévia à plenária, de apoio à luta pela construção do Teatro de Ópera “Carlos Gomes”. A construção do teatro tem sido uma das motivações pela estruturação da Federação Metropolitana Campineira pela Cultura.

A criação da Federação Metropolitana Campineira pela Cultura aconteceu oficialmente no último dia 6 de fevereiro e envolveu mais de 40 instituições, grupos e outros espaços culturais. A gota d´água para a estruturação de um órgão aglutinador do setor foi a decisão do prefeito de Campinas, Jonas Donizette, de não mais construir o teatro de ópera que estava projetado para o Parque Ecológico Mons.Emilio José Salim, embora a preocupação central dos envolvidos na criação da Federação, segundo eles, seja com a elaboração, de forma participativa, de um grande projeto cultural para região metropolitana, formada por 20 municípios.

A criação de uma federação reunindo as entidades culturais de Campinas e região foi divulgada pela Agência Social de Notícias (aqui). A decisão foi de fato motivada em grande parte pela insatisfação de muitas instituições com a decisão do prefeito a respeito do projetado Teatro de Ópera “Carlos Gomes”. As entidades engajadas na criação da Federação lançaram, inclusive, um manifesto, já entregue ao prefeito Jonas Donizette. Este é o manifesto que motivou a discussão no Fórum Permanente de Cultura de Campinas na noite desta segunda-feira.

Na segunda assembleia ordinária, realizada na Estação Cultura, Marcos Garcia foi questionado por seu apoio público, em nome do Fórum, à luta relacionada ao Teatro de Ópera, que vem sendo liderada pela Federação Metropolitana. Garcia decidiu, então, renunciar à presidência. Para ele, o Fórum Municipal de Cultura “tem a missão de apoiar toda manifestação a favor da cultura de Campinas e ponto”. Com base nessa missão, em sua visão o presidente do Fórum deveria ter autonomia de decisão para apoiar ações favoráveis à cultura local.

A assembleia do Fórum Permanente de Cultura, canal de comunicação entre a sociedade civil e o Conselho Municipal de Cultura, deixou claro não ser contrária à construção do Teatro de Ópera. Houve questionamentos, porém, à forma como o assunto foi conduzido pelo ex-presidente, “sem a consulta da assembleia”. Com a renúncia de Marcos Garcia, a vice-presidente Maíra Massei assumiu a direção da reunião. Em seguida,  foi aclamada pela assembleia como nova presidente do Fórum Permanente de Cultura de Campinas. Os  acontecimentos são citados na “Nota da Segunda Assembleia Ordinária de 2017″, divulgada na página do Fórum Permanente de Cultura de Campinas no Facebook, no endereço: https://www.facebook.com/ForumdeCulturadeCampinas/.

De acordo com a mesma nota, na assembleia foram discutidos outros assuntos. Caso da importância de participação do setor cultural na construção do novo Plano Diretor de Campinas, que já está entrando em uma fase crítica de debates, como tem informado a Agência Social de Notícias (aqui). O Fórum deliberou pela criação de um Grupo de Trabalho para contribuir com a construção do Plano Diretor. Outro tema tratado foi o do Carnaval dos blocos em 2017. A reativação das câmaras temáticas do Fórum, “com o intuito de começar a mobilizar os setores da Cultura de Campinas”, foi igualmente discutida e aprovada.

 

 

 

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